07//12/2011
07:46
HSBC pagará em dobro por obrigar empregada a converter férias
em pecúnia
(Lourdes Côrtes/CF)
A concessão de 30 dias de férias é dever do empregador, facultado ao
empregado converter um terço desse período em abono pecuniário, conforme
a regra estabelecida no artigo 143, parágrafo 1º, da CLT. Mas a
imposição do empregador para que haja essa conversão em pecúnia acarreta
a nulidade do ajuste, gerando ao empregado o direito ao pagamento em
dobro do período.
Este foi o entendimento adotado pela Sexta Turma do Tribunal Superior do
Trabalho ao dar provimento a recurso de uma bancária contra decisão que
limitou a condenação do HSBC Bank Brasil S/A – Banco Múltiplo a
pagar-lhe de forma simples dez dias de férias convertidos em pecúnia.
A tr
abalhadora
foi admitida como escriturária em janeiro de 1991, ainda no antigo Banco
Bamerindus do Brasil S/A, que, após intervenção do Banco Central em
março de 1997, deixou de operar no mercado e foi incorporado pelo grupo
britânico HSBC. Exercendo a função de caixa, sua jornada era de seis
horas diárias. Durante todo o período, segundo afirmou, jamais usufruiu
efetivamente das férias, pois o banco, de praxe, concedia apenas 20 dos
30 dias de férias, não facultando ao empregado a escolha do gozo
integral das férias ou a conversão de 1/3 em abono pecuniário.
Em 2006, a bancária ajuizou ação na qual pleiteou, entre outras
coisas, o pagamento em dobro das férias descaracterizadas, acrescidas do
terço legal, com os devidos reflexos das demais parcelas salariais. Ao
depor, uma de suas testemunhas disse que ela própria chegou a solicitar
30 dias de férias mas não conseguiu, por determinação do HSBC, que
somente autorizava 20.
A testemunha do próprio banco confirmou a veracidade dos fatos narrados
na inicial pela bancária, mas ressalvou que a medida era adotada “por
uma questão de bom senso”, para que, nos meses de férias escolares,
todos os empregados pudessem desfrutá-las.
Com base nos depoimentos das testemunhas e nas anotações na carteira
de trabalho da bancária relativas aos períodos de férias usufruídos, a
2ª Vara do Trabalho de Curitiba (PR) condenou o banco a pagar as férias
não usufruídas em dobro, como previsto no artigo 137 da CLT, acrescidas
de um terço. A sentença, porém, foi reformada pelo Tribunal Regional do
Trabalho da 9ª Região (PR), que limitou a condenação ao pagamento apenas
dos dez dias convertidos em abono pecuniário, de forma simples.
No recurso ao TST, a bancária insistiu no direito de receber os dez
dias em dobro. O ministro Maurício Godinho Delgado, relator do recurso
na Turma, entendeu que converter 1/3 das férias em abono pecuniário, sem
prévia consulta aos empregados, justificava a condenação do HSBC ao
pagamento em dobro. O relator citou, no mesmo sentido, vários
precedentes do TST. Processo: RR-1614600-70.2006.5.09.0002
(Fonte: SCS/TST)

01//12/2011
07:42 HSBC vai transferir sede latino-americana para o
Brasil
“Quartel-general” passará para São Paulo em fevereiro de 2012, o que
contraria boatos de que a instituição estaria se desfazendo de parte de
suas operações no país (Franco Iacomini)
O HSBC vai transferir para o Brasil a sede das operações na
América Latina, hoje localizada no México. O comando do banco no
continente passa para São Paulo em fevereiro, com a chegada do novo
executivo-chefe da região, o argentino Antonio Lozada, atualmente
presidente do braço argentino da instituição. Lozada vai substituir o
paulistano Emilson Alonso, que ocupa o cargo desde 2008.
|

Emilson Alonso,
executivo-chefe do HSBC na América Latina, não revela os
rumos da Losango, financeira que o banco comprou em 2003.
Mas garante que vender parte das operações do HSBC não está
nos planos |
A informação contraria boatos, que correm
no mercado há pelo menos um mês, de que o banco estaria prestes a se
desfazer das operações de varejo de pessoa física no Brasil. “Isso não
faz sentido. O Brasil é muito importante para o grupo”, observa Alonso.
O país responde por mais da metade dos lucros obtidos na América Latina
no ano passado – e essa é a principal razão também para a transferência
das operações para a capital paulista. Lozada, o sucessor de Alonso,
conhece bem a operação de varejo brasileira. Ele a dirigiu no período em
que trabalhou em Curitiba, em 2001.
O que não impede a instituição de rever
suas estratégias locais. Nos últimos meses, o HSBC se retirou do mercado
massivo de empréstimos consignados e deixou de oferecer financiamento de
automóveis por meio de dealers – intermediários, em especial nas
concessionárias. O financiamento de carros está disponível, via agência,
para os correntistas. E o consignado está limitado a instituições com as
quais o banco mantém relacionamento, como prefeituras ou empresas que
concentram sua folha de pagamento no HSBC.
Um movimento semelhante vem ocorrendo
globalmente. Nos últimos seis meses, desde a posse de Stuart Gulliver
como CEO global do banco, o HSBC retirou-se de vários negócios que não
tinham representatividade, com o objetivo de fazer um corte de custos da
ordem de US$ 3,5 bilhões. Entre eles estão o mercado de cartões de
crédito para baixa renda e as hipotecas nos Estados Unidos e o varejo
bancário na Rússia e na Polônia.
No Brasil, há especulações sobre o rumo
dos negócios do HSBC. Um deles diz que a financeira Losango, que o banco
inglês adquiriu em 2003, também poderia ser vendida. Ao tratar do
assunto, Alonso não é tão taxativo. “Não há decisão sobre esse tema”,
diz. “A Losango faz parte da nossa avaliação. É uma empresa que está
funcionando bem e nos deu uma boa alavancada no passado”, afirma. Ele se
refere ao período que se seguiu à compra da financeira. “Em 2003, os
resultados do banco não eram tão bons. A partir do momento que compramos
a Losango o desempenho melhorou.”
“A operação é boa e o grupo
não quer vender”
Na América Latina, o HSBC vendeu a operação de varejo no Chile ao Itaú.
Executivos do banco inglês atribuem a esse fato os boatos de que a
carteira de pessoa física do Brasil também estaria à venda. “Não tem
nada a ver”, diz Alonso. “A operação do Chile tinha quatro agências, 5
mil clientes e ativos de US$ 20 milhões. Quase nada.” O HSBC Brasil tem
867 agências, 400 postos de atendimento, 5,5 milhões de clientes pessoa
física e ativos de R$ 116 bilhões.
Segundo Alonso, a rede de agências é
essencial para a estrutura do banco. É ela quem dá capilaridade aos
negócios com empresas, que são a principal vocação do HSBC. “Ela
viabiliza o atendimento aos grandes clientes pessoa física e também o
acesso às pequenas e médias empresas. Permite fazer cobrança. É o canal
para afiliação de cartões de crédito, uma área importante para o banco.
É a rede que torna possível o relacionamento com as empresas, e os
empregados dessas empresas são o nosso principal cliente de varejo. É
tudo complementar”, diz.
Alonso observa que a operação brasileira
é boa e que, caso o banco quisesse vendê-la, não faltariam interessados.
“Mas eles conhecem a nossa política, sabem que o grupo não quer vender.
E quando eles se aproximam demais, nós perguntamos: quer vender?” Com
ativos de US$ 2,4 trilhões – mais do que o PIB brasileiro – e lucro
anual de US$ 7 bilhões, o HSBC tem capacidade para ir às compras.
(Fonte: Gazeta do Povo)

29//11/2011
08:22 Banco HSBC é evacuado após funcionários
passarem mal em Curitiba
Segundo Sindicato, prédio não foi ventilado
depois de dedetização. Trinta pessoas tiveram enjoo, falta de ar e
mal-estar
Um bloco do centro administrativo do
banco HSBC, localizado no bairro Hauer, em Curitiba, foi evacuado por
volta das 10h30 desta segunda-feira (28). Segundo o Sindicato dos
Bancários de Curitiba e Região, 30 pessoas passaram mal em decorrência
de uma intoxicação provocada por veneno aplicado em um procedimento de
dedetização realizado no último sábado (26). De acordo com o banco,
foram 20 pessoas que tiveram problemas com o dedetizante.
De acordo com a assessoria de imprensa do
Sindicato, depois da dedetização o prédio não foi devidamente ventilado
e o produto químico ficou concentrado na tubulação do ar-condicionado.
Os funcionários que trabalhavam no local sentiram falta de ar, enjoo e
mal-estar. Em nota, o HSBC disse que alguns funcionários foram
encaminhados a hospitais da região.
Os próprios bancários avisaram o
sindicato das condições de trabalho no bloco 2, do centro administrativo
do HSBC. Não havia clientes no prédio, apenas funcionários. O prédio foi
fechado e o sindicato vai continuar a fiscalização.
O HSBC disse, na mesma nota, que entrou
em contato com a empresa que realizou o serviço de dedetização para
averiguar informações sobre os produtos utilizados. O banco também
informa que está tomando todas as providências necessárias para resolver
a situação. (Fonte: G1)

11/11/2011
07:29
HSBC usa instrumento contábil para
impulsionar seus ganhos
O HSBC informou que seu lu
cro
líquido no terceiro trimestre subiu 66%, para US$ 5,22 bilhões, de US$
3,15 bilhões no mesmo período do ano passado.
Entretanto, esse resultado foi impulsionado por um ganho de
contabilidade de US$ 4,11 bilhões, com uma mudança no valor da dívida
própria do banco. Já o lucro antes de impostos ajustado, que
desconsidera uma série de fatores extraordinários e é acompanhando de
perto pelos analistas, recuou 36%, para US$ 2,96 bilhões. Às 9h25 as
ações do banco caíam 5,32% na Bolsa de Londres.
Segundo o banco, a
receita recuou no terceiro trimestre, pressionada principalmente pela
unidade de banco de investimento, onde o lucro antes de impostos
despencou para US$ 1 bilhão, de US$ 2,14 bilhões no mesmo período de
2010.
Os resultados da unidade de Hong Kong também decepcionaram, com um
aumento dos empréstimos ruins e dos custos com pessoal. No geral, o
volume de empréstimos ruins do grupo aumentou 24%, para US$ 3,89
bilhões, em função, principalmente, da deterioração no valor de
hipotecas nos EUA.
O HSBC informou ainda
que reduziu sua exposição a dívidas soberanas de países problemáticos da
zona do euro para US$ 5,5 bilhões no terceiro trimestre, de US$ 8,2
bilhões no trimestre anterior. Segundo o banco, os problemas da economia
global e incertezas políticas e regulatórias na Europa e em outras
regiões afetaram seu desempenho. Mesmo assim, o grupo disse que tem
obtido bons progressos no seu plano estratégico. (Fonte: DCI)

09/11/2011
09:25
Lucro do
HSBC cai e banco fala em cenário global "desafiador"
O HSBC
citou um cenário pessimista de previsões para a economia global ao
registrar uma queda maior do que a esperada no lucro do terceiro
trimestre, afetado por uma menor receita com banco de investimento e um
aumento de dívida podre nos Estados Unidos.
Ações do maior banco da Europa caíam mais
de 4% nesta quarta-feira, após ter informado lucro antes de impostos 36%
menor nos três meses terminados em setembro, a US$ 3 bilhões.
"As condições de operações de corretagem
mostraram alguma melhora durante outubro, mas permanecem muito difíceis,
e a contínua turbulência nos mercados globais pode resultar em maiores
riscos", afirmou o banco em nota.
O presidente-executivo do HSBC, Stuart
Gulliver, almeja cortar os custos anuais em US$ 3,5 bilhões e orientar o
foco do banco para a Ásia, saindo de países nos quais a instituição não
tem escala, na tentativa de recuperar a lucratividade.
O índice de eficiência do banco para os
primeiros nove meses do ano também piorou, passando de 54% um ano antes
para 54,6%. A instituição reduziu sua folha de pagamento em 5.000
funcionários desde o primeiro trimestre.
"A previsão para a economia global é
muito desafiadora, à medida que problemas nos países desenvolvidos
começam a afetar as taxas de crescimento no mundo todo", disse o HSBC.
(Fonte: Folha.com/Reuters)

27/10/2011
07:48 HSBC também paga antecipação da PLR no dia de hoje (27)
Diferenças
salariais e nos tíquetes refeição e alimentação e 13ª cesta-alimentação também serão creditadas
O HSBC fará o pagamento nesta quinta-feira 27 da antecipação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e das diferenças oriundas do reajuste de 9% nos salários referentes ao mês de setembro.
A instituição financeira informou também que creditará na sexta 28 as diferenças relativas ao reajuste nos vales alimentação e refeição, cesta-alimentação e demais verbas, bem como a 13ª cesta-alimentação, no valor de R$ 339,08.
O valor da antecipação da regra básica da PLR é de 60% (que corresponde a 54% do salário mais R$ 840, com teto de R$ 4.696,37). Já a antecipação da parcela do adicional será a distribuição de 2% do lucro líquido do primeiro semestre deste ano, o que, segundo informação do HSBC, corresponde a R$ 591,08 para 21 mil funcionários. O restante da PLR e do valor adicional deve ser pago até 1º de março de 2012.

27/10/2011
07:37 HSBC negocia a venda da Losango
Banco britânico colocou à venda sua financeira no Brasil, por estar fora do foco estratégico; quatro bancos já mostraram interesse (David Friedlander)
Fora da estratégia do britânico HSBC para o Brasil, a financeira Losango, uma das maiores do ramo, foi colocada à venda, segundo apurou o ‘Estado’. Conduzido pelo banco de investimento JP Morgan, o processo de negociação está em curso há cerca de 40 dias e já chamou a atenção de Bradesco, Santander, Banco do Brasil (BB) e Itaú Unibanco, que já avaliaram ou estão estudando a situação da financeira.
"Estamos todos olhando, alguns com mais interesse, outros com menos", afirmou o vice-presidente de um desses bancos. "Olhamos, mas ainda não sabemos o que vamos fazer", disse o vice-presidente e outro
banco. Oficialmente, Bradesco, Santander, BB e Itaú Unibanco não comentam o assunto. Procurados, o HSBC afirmou que "não comenta rumores" e o JP Morgan não respondeu.
O movimento de aproximação com potenciais interessados acabou alimentando a ideia de que o HSBC, sexto maior banco do País e um dos maiores do mundo, estaria sendo negociado no Brasil. Essa hipótese foi negada em nota do banco semanas atrás. De acordo com a instituição, a operação brasileira é hoje a quarta mais rentável do grupo, que está presente em mais de 80 países.
Líder no crédito direto ao consumidor, com 21% do mercado, a Losango tem uma carteira de aproximadamente R$ 3 bilhões em financiamentos. A empresa também é forte nos cartões de lojas, por meio de parcerias com cerca de 20 grandes redes varejistas, como a Máquina de Vendas - além de 21 mil pequenos lojistas de todo País.
Nova estratégia
Comprada oito anos atrás por US$ 815 milhões da filial brasileira do Lloyds Bank, da Inglaterra, a Losango não faz mais sentido dentro da nova estratégia do banco britânico para o Brasil. O HSBC vai abandonar o varejo popular e priorizar a disputa pela conta de empresas e pelo cliente de alta renda, sua maior especialidade. Além da financeira, o banco já tinha colocado à venda uma pequena carteira de financiamento de carros para pessoas que não são correntistas, que até agora ninguém quis comprar.
A venda da Losango faz parte de um pacote maior e envolve ativos do mundo todo, que não interessam mais ao grupo. O presidente mundial do HSBC, Stuart Gulliver, assumiu o posto em janeiro deste ano e meses depois anunciou a intenção de cortar algo como US$ 3,5 bilhões em custos, para melhorar a lucratividade.
Para isso, o grupo vai sair de áreas e países onde não possui escala para competir pelas primeiras posições, principalmente na área de varejo.
Fora do Brasil, o desmonte já começou. No mês passado, o HSBC vendeu sua operação de varejo no Chile para o Itaú - uma operação pequena, com cerca de 20 mil clientes e apenas 0,03% do mercado local. Em agosto, o banco britânico havia anunciado a venda da área de cartões de crédito nos Estados Unidos para a Capital One, em um negócio de US$ 2,6 bilhões. Também vendeu a operação de varejo na Rússia. Outra unidade global que está sendo vendida é a de seguros (com exceção de seguro de vida), avaliada em US$ 1 bilhão. (Fonte: Estadão)

26/10/2011 07:38 PLR do HSBC e diferenças salariais serão pagos nos dias 27 e 28
O HSBC fará nesta quinta-feira, dia 27, o pagamento da antecipação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e das diferenças oriundas do reajuste de 9% nos salários referentes ao mês de setembro.
Além disso, o banco informou que creditará nesta sexta-feira, dia 28, as diferenças relativas ao reajuste nos vales-refeição, cesta-alimentação e demais verbas, bem como a 13ª cesta-alimentação, no valor de R$ 339,08.
O prazo de pagamento da antecipação da PLR vai até o dia 31, conforme estabelece a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de 2011/2012, assinada pelas entidades sindicais nesta sexta-feira, dia 21, em São Paulo.
Valor da PLR
O valor da antecipação da regra básica da PLR é de 60% (que corresponde a 54% do salário mais R$ 840, com teto de R$ 4.696,37). Já a antecipação da parcela do adicional será a distribuição de 2% do lucro líquido do primeiro semestre deste ano, o que, segundo informação, corresponde a R$ 591,08 para 21 mil funcionários. O restante da PLR vem até o dia 1º de março de 2011.
A campanha deste ano conquistou uma elevação de 27,18% na parte fixa da regra básica da PLR, que ficou em 90% do salário mais R$ 1.400, com teto de R$ 7.827,29. E na parcela adicional da PLR, que distribui linearmente 2% do lucro líquido, o teto aumentou 16,66%, chegando a R$ 2.800.

21/10/2011 10:22 Reguladora chilena aprova negócio entre Itaú e HSBC
(Gustavo Nicoletta)
A agência reguladora do setor bancário do Chile (SBIF) aprovou a compra das operações locais de banco de varejo do HSBC pelo Itaú. Com a aquisição, o Itaú pretende "aumentar nossa fatia no mercado dos 19% atuais para 25% nos próximos anos", afirmou o gerente-geral do Banco Itaú Chile, Boris Buvinic, em um comunicado.
As operações de varejo do HSBC no Chile atendem cerca de 4 mil clientes e possuem ativos de aproximadamente US$ 20 milhões. O HSBC vai manter as operações comerciais e de banco de investimentos que possui no país. As informações são da Dow Jones. (Fonte: IstoÉdinheiro)

19/10/2011 06:52 HSBC deve indenizar homem retido em porta giratória de agência bancária
A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça fixou em R$ 30 mil a indenização por dano moral que deve ser paga pelo banco HSBC a um homem que ficou dez minutos retido na porta
giratória de agência bancária. A indenização é devida em razão do constrangimento sofrido em decorrência da conduta do vigilante e do gerente do banco, que afirmou que o usuário tinha “cara de vagabundo”.
O relator do recurso do banco, ministro Luis Felipe Salomão, destacou que, de acordo com a jurisprudência do STJ, o simples travamento de porta giratória de banco constitui mero aborrecimento. Quando a situação é adequadamente conduzida pelos vigilantes e funcionários do banco, não ocorre efetivo abalo moral passível de indenização.
Contudo, no caso analisado, Salomão entendeu que o constrangimento experimentado ultrapassou o mero aborrecimento. Segundo o processo, o homem ficou aproximadamente dez minutos preso no interior do equipamento, foi insultado e mesmo após ser revistado por policial militar, não foi autorizado a entrar na agência.
Para o relator, ficou nítida a ofensa à honra subjetiva do autor da ação, “que se encontrava retido na porta, em situação de extrema vulnerabilidade, inadequadamente conduzida pelo vigilante e funcionários do banco e, ainda assim, se viu atingido por comentário despropositado e ultrajante”. O ministro destacou também que o próprio banco não questionou sua obrigação de reparar os danos morais.
Exorbitante
No recurso ao STJ, o HSBC contestou apenas o valor da indenização, que considerou exorbitante. O caso ocorreu em agosto de 1998. Em primeiro grau, o valor da indenização foi fixado em 30 salários mínimos. Ao julgar apelação, o Tribunal de Justiça de São Paulo elevou essa quantia para cem salários mínimos.
De acordo com o ministro Luis Felipe Salomão, o valor fixado pelo tribunal estadual equivalia, na época, a R$ 30 mil. Com a correção monetária, o relator considerou que o valor atualizado destoa da jurisprudência do STJ. Por isso, ele deu parcial provimento ao recurso do banco para fixar os danos morais em R$ 30 mil, incidindo atualização monetária a partir da publicação desta decisão. Todos os ministros da Quarta Turma acompanharam o voto do relator. Coordenadoria de Editoria e Imprensa (Fonte: STJ)

11/10/2011 10:57 Oficialmente, Itaú e HSBC desmentem negociações
As instituições financeiras negam que estão conversando
Diante da informação de que o Itaú estaria negociando a aquisição de uma parte do HSBC no Brasil, o site de VEJA procurou as instituições financeiras para obter detalhes. Contudo, ambas negaram oficialmente, por meio de suas assessorias de imprensa, a informação.
O Itaú nega que está avaliando qualquer tipo de aquisição de ativos do HSBC. A instituição financeira, aliás, tem capital aberto e não pode fazer nenhum tipo de declaração à imprensa que possa mexer com suas ações. Para comunicar qualquer informação importante, a empresa precisa enviar comunicado oficial à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e para as bolsas de valores.
À reportagem de VEJA, o HSBC não só desmente a informação como a atribui a “boatos sem fundamento”. O banco inglês, aliás, destaca o papel prioritário da filial nacional para a operação global do grupo – o Brasil é hoje a quarta maior fonte de contribuição para os resultados da HSBC Holdings.
A nota divulgada pela assessoria lembra também que o presidente mundial do HSBC, Stuart Gulliver, anunciou, em visita recente ao país, novos aportes de recursos no HSBC Brasil em 2012 para aumentar a oferta de crédito para pequenas, médias e grandes empresas. (Fonte: Revista Veja)

11/10/2011 06:41 TRT-RS derruba liminares de interditos do Bradesco e HSBC em Vacaria-RS
O Bradesco e o HSBC tiveram suas liminares de interdito proibitório cassadas, na base do Sindicato dos Bancários de Vacaria, no Rio Grande do Sul. Segundo a diretoria da entidade, as instituições usaram de má-fé para compor as prova, qu
e embasaram as liminares concedidas inicialmente pela Justiça do Trabalho.
"O HSBC, por exemplo, usou uma ata feita em São Paulo como prova no seu pedido de liminar. Os bancos também têm usado fotos e recortes de jornais de greves passadas, na tentativa de justificar os interditos", observa o presidente do Sindicato, Paulo Cesar Hermani.
No despacho a favor do mandado de segurança do Sindicato, o desembargador Milton Varela Dutra destaca que os elementos de prova apresentados pelo Bradesco na petição inicial não permitem inferir qualquer atitude grevista que esteja projetando turbação ou esbulho ao pleno exercício da posse ou propriedade do banco.
"Os documentos juntados são meras fotos das portas das agências, que não demonstram qualquer ato de impedimento de acesso de clientes e/ou empregados", constata o desembargador.
Já em relação ao HSBC, o mandado de segurança a favor do Sindicato, expedido pela desembargadora Ana Luiza Heineck Kruse, ressalta a inexistência de barreiras materiais ou humanas que impeçam o acesso dos empregados e do público em geral ao banco.
Para a magistrada, a colocação de faixa na entrada da agência, sinalizando o movimento grevista, assim como a permanência, no local, de sindicalistas ou empregados em greve não caracteriza qualquer turbação à posse, o que não justifica a manutenção da decisão liminar concedida anteriormente ao banco. (Fonte: SEEB Vacaria)

06/10/2011 16:26 HSBC tem pedido de interdito negado em Paranaguá
A 3ª Vara do Trabalho de Paranaguá julgou TOTALMENTE IMPROCEDENTE o pedido de Interdito Proibitório ajuizado pelo Banco HSBC.
Em sua decisão o magistrado destaca que:
"...não se pode ignorar que o direito de greve é constitucionalmente assegurado e, nas manifestações dos grevistas, a fixação de faixas na greve na frente dos locais de trabalho, a permanência de certo grupo de pessoas para esclarecer sobre as razões do movimento paredista ao público em geral, inclusive a permanência daquela chamada "comissão de convencimento" que atua sobre os funcionários que, num primeiro momento, não pretendem aderir à greve, atuação essa voltada a esclarecer-lhes sobre a importância da adesão e relevância da atuação da categoria como um todo único, tudo isso é absolutamente normal, esperado e inerente a um movimento paredista, assim como a utilização de carros com sistema de som nas proximidades de agências centrais, o que, por si só, não configura esbulho e tampouco turbação na posse dos alegados bens imóveis onde estariam localizadas as agências e postos bancários do requerente."

06/10/2011 06:53 Justiça garante direito de greve no HSBC de São José dos Pinhais
(Paula Padilha)
A 2ª Vara do Trabalho de São José dos Pinhais concedeu interdito ao HSBC, para que ele tenha a posse de seus imóveis, as agências do banco em São José dos Pinhais, que reabriram neste nono dia de greve dos bancários.
A liminar concedeu o interdito, mas o juízo destacou que "o direito de propriedade não deve impedir o livre exercício do direito de greve". As agências reabriram porque o Sindicato não pode impedir o acesso ao trabalho. Quem deve aderir à greve e paralisar suas atividades é o próprio bancário, sem ceder à pressão do banco.
"Direito de posse"
Já em Campo Largo, o único direito que importa para a Justiça do Trabalho é o de posse. O HSBC conseguiu interdito que determina que o "exercício do direito de posse pelo autor sobre as agências" da região não pode ser turbado. O mandado não se refere ao direito de greve dos bancários e determina que o acesso ao interior da agência não pode ser impedido, sob pena de multa. (Fonte: SEEB Curitiba)

06/10/2011 06:50 Justiça nega interdito proibitório ao HSBC e Itaú em Bragança Paulista
O juiz da Vara do Trabalho de Bragança Paulista, João Dionísio Viveiros Teixeira, com base em imagens das agências fechadas na cidade fornecidas pelo próprios bancos, negou na terça-feira, dia 4, os pedidos de liminar dos interditos proibitórios propostos pelo HSB
C e Itaú, contra o Sindicato dos Bancários de Bragança Paulista e Região, em cuja base 33 agências bancárias estão fechadas desde o dia 27 de setembro.
Para a Justiça do Trabalho, não se vislumbra indícios de violência nem desrespeito à lei de greve, à propriedade ou ao direito de ir e vir.
Ao invés de negociar e apresentar uma proposta decente, os bancos buscam intimidar os trabalhadores via Justiça. Buscam induzir a Justiça a erro, com alegações e mentiras absurdas. Desta vez, o juiz fez valer a máxima, "a Justiça não é cega", e negou mais tentativa de abuso dos bancos.
De acordo com os bancos, o Sindicato estaria exercendo pressão indevida e ilegal, perturbando a ordem na entrada das agências, cerceando o direito de ir e vir de clientes e usuários de serviços bancários, causando tumulto em frente às agências. No caso do Itaú, o banco solicita, ainda, que o Sindicato pague multa diária de 50 mil por agência fechada.
Leia um trecho da decisão judicial:
..."justamente o que transmitem as fotos atuais é a restrita observância da ordem jurídica, diga-se de passagem, é de paz, a sensação que as fotos do estabelecimento da requerente nesta cidade revelam"...
Veja outro trecho do despacho:
..."não vislumbro, por ora, sequer indícios da prática de atos por parte do Sindicato réu ou or pessoas que integram o movimento paredista incompatíveis com o exercício do direito de greve que turbem a posse do requerente, nem mesmo as fotos dos estabelecimentos bancários com portas cerras permitem concluis que o movimento está utilizando meios violentos para impedir o ingresso de trabalhadores empregados ou terceirizados e clientes, muito pelo contrário, embora com as portas fechadas o que, em regra, ocorre até mesmo por ordem do empregador, face à insuficiência de pessoal para dar atendimento, decorre da ausência de trabalhadores que aderiram voluntariamente à greve, justamente o que transmitem as fotos atuais é a restrita observância da ordem jurídica, diga-se de passagem, é de paz, a sensação que as fotos do estabelecimento da requerente nesta cidade revelam. Posto isso, reputo que não se encontram presentes os requisitos necessários, no caso...., para concessão, liminarmente, da cautela pretendida...". (Fonte: SEEB Bragança Paulista)

29/09/2011 09:49 Contra greve, banco HSBC recorre a helicóptero
Transporte aéreo dribla os piquetes; instituições também montam “bunkers” em locais que sindicatos não podem fechar
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O HSBC diz ter autorização da Aeronáutica para levar funcionários ao centro administrativo do Xaxim, em Curitiba
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Para não paralisarem totalmente suas atividades depois que os bancários iniciaram uma greve nacional na segunda-feira, os bancos estão adotando estratégias que vão de transporte aéreo para os funcionários a “bunkers antigreve”, locais onde os sindicatos não podem fazer piquetes.
No entanto, esses funcionários que seguem trabalhando podem fazer muito pouco, ou quase nada, para resolver os problemas dos clientes, pois suas funções são de caráter mais burocrático.
Os moradores da região do Centro Administrativo do HSBC no Xaxim, bairro da região sul de Curitiba, já sabem que em dias de greve de bancários o vaivém de helicópteros é intenso na região.
A assessoria de imprensa do HSBC afirma que o banco busca todas as formas necessárias para manter o funcionamento dos serviços bancários para seus clientes, inclusive com o uso de helicópteros, como um “plano de contingência”.
Para o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região Metropolitana, o banco recorre ao medo que os funcionários têm de serem demitidos por participarem da greve. O sindicato informou que fecha os portões dos centros administrativos para que os funcionários possam justificar a falta ao trabalho, mas os bancos conseguem meios para manter suas instalações em funcionamento.
“É uma atitude antissindical e é refutada pelo sindicato. Além de não respeitar o direito de greve, coloca a vida dos bancários em risco. Ano passado conseguimos suspender na Justiça o transporte aéreo e neste ano já solicitamos novamente”, ressalta o presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região Metropolitana, Otávio Dias. O HSBC informa que a empresa tem a aprovação dos órgãos policiais e da Aeronáutica para usar os helicópteros.
Nem todas as medidas tomadas pelos bancos são tão visíveis. Uma funcionária de um banco da capital, que preferiu não se identificar, contou que os bancos têm estrutura para furar a greve. “Nós somos deslocados para postos de atendimento dentro de órgãos públicos, porque os sindicalistas não podem fechá-los. Além disso, vamos também para pontos de atendimento dentro de empresas e por vezes nos encontramos em hotéis da cidade para reuniões”, afirma.
Há ainda informações de que os funcionários de alguns bancos da capital são levados para “esconderijos”, geralmente locais que não chamam a atenção dos dirigentes sindicais, ou têm os ramais do escritório direcionados para seus celulares, fazendo com que os trabalhos possam continuar de outros pontos. “É mais uma pressão sobre os trabalhadores, como se não bastassem o assédio moral e as metas do dia a dia. Isso só mostra a intransigência dos banqueiros”, reclama Dias, do sindicato.
Os bancários pedem reajuste de 12,8% (inflação mais 5% de aumento real) e os bancos oferecem 8%. Não há data definida para uma rodada de negociações e a greve segue por tempo indeterminado nos 26 estados do país, além do Distrito Federal. (Fonte: Gazeta do Povo)
