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Cooperativas crescem mais que
bancos em crédito rural
Apesar da pequena participação de 2% no bolo total do sistema financeiro
brasileiro, as cooperativas de crédito começam a ganhar peso no fomento à
atividade agropecuária no País. Tanto é que, nos últimos 12 meses encerrados em
junho, a taxa de crescimento das operações de crédito rural via cooperativas
cresceu 45,1%, enquanto o desempenho dos bancos avançou 24,5%. No ano, as
pequenas organizações cooperadas acumulam alta de 14% na liberação de recursos
para ajudar agropecuários em todo o Brasil a expandir seu campo de cultivo e
aumentar a produtividade, com um estoque de R$ 4,083 bilhões em crédito
concedido. As instituições financeiras, cujo avanço na modalidade atingiu 12,3%,
só vencem em volume de recursos administrados, que chega a R$ 68,179 bilhões no
primeiro semestre deste ano, de acordo com dados do Relatório de Crédito do
Banco Central (BC). O superintendente de crédito do Banco Cooperativo do Brasil
(Bancoob), Paulo Ribeiro, afirma que a valorização dos preços das commodities
agrícolas no mundo inteiro ajuda a justificar esse quadro. "Se a demanda por um
produto aumenta, a necessidade de financiamento por parte dos pequenos
produtores cooperados também cresce", opina Ribeiro. Mas não é só isso que
justifica o ritmo mais forte da participação das cooperativas nas operações de
crédito rural. Apesar de o País ter uma forte economia agropecuária, Ribeiro diz
que os grandes bancos privados ainda desprezam o crédito rural. "Eles têm
preferência por operações mais rentáveis, já que o crédito rural tem taxas
controladas. O sistema cooperativo, então, acaba drenando os recursos privados",
explica. Segundo Fabio de Carvalho Pinto, diretor da InterCapital Finanças, a
variação do crédito rural cooperativo cresce mais do que igual modalidade no
sistema bancário devido ao forte relacionamento recíproco entre o cooperado e
sua cooperativa. Um facilitador, explica o especialista, é a política de
garantias para empréstimos. Enquanto a cooperativa geralmente solicita a própria
colheita futura, os bancos só trabalham com garantias reais. "O sistema de
cooperativa é criado para esta finalidade. Como o crédito rural é muito
pulverizado, os tomadores não têm o perfil que se enquadra nas formalidades
exigidas por uma instituição financeira para a liberação dos recursos".
Incentivo O diretor da InterCapital destaca ainda que é papel das organizações
cooperadas incentivar o negócio de seus associados. "A cooperativa ajuda tanto
na produção quanto no escoamento do produto final, com taxas menores do que as
do sistema bancário", afirma Pinto. Em alguns casos os recursos das cooperativas
são arrecadados pelos próprios associados, enquanto os bancos captam recursos em
CDBs, que geram custos maiores. O gerente de mercado da Organização das
Cooperativas Brasileiras (OCB), Evandro Ninaut, informa que as instituições
financeiras tradicionais não estão nas regiões de microcrédito, ou seja, nas
regiões rurais, onde existe um cooperativismo bastante arraigado. "A cooperativa
conhece seu associado e verifica quem tem condição de pagamento", afirma ele.
Segundo Ninaut, mesmo seguindo as regras do sistema de crédito do Banco Central,
as cooperativas funcionam com menos burocracia. Outro fator agilizador das
concessões das cooperativas rurais foi uma linha de financiamento do Banco
Social de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Procapcred, que
proporcionou entrada de R$ 300 milhões para as cooperativas ampliarem seu
patrimônio. Ninaut conta que houve um fortalecimento no sistema de gestão das
cooperativas. "Hoje, elas oferecem financiamentos mais coerentes e com menos
riscos. A cooperativa é um negócio do próprio produtor." Magnus Miller, da
Sicredi Pioneira, um sistema nacional que oferece empréstimos a produtores
rurais cooperados, explica que o crédito rural de sua organização busca
antecipar o recurso do crédito oficial com o dinheiro da própria cooperativa.
"Quando recebemos das fontes de recursos oficiais, como o BNDES, liquidamos a
operação", explica Miller.
Fonte: DCI
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Sicoob vai dividir R$ 1,8 milhão
entre associados
Pelo segundo ano consecutivo, o Sistema de Crédito Cooperativa do Norte do
Paraná (Sicoob-Norte) vai dividir o lucro entre os 2,2 mil associados. O valor
líquido do lucro de 2005 - R$ 1,8 milhão - será rateado entre os cooperados,
conforme o número de cota de cada um. Segundo o superintendente da Cooperativa,
Emerson Ferrari, no ano passado o resultado foi 100% maior que em 2004. O
balanço de 2005 e a evolução do Sicoob-Norte serão apresentados hoje à noite
durante uma assembléia geral.
Conforme Ferrari, o volume de recursos no ano passado foi na ordem de R$ 42
milhões e a valorização média das cotas foi de 25%. ''Teve gente que teve uma
rentabilidade de até 60%. Isso depende muito da movimentação da conta corrente e
aplicações realizadas. Quanto maior a movimentação, melhor o resultado'',
afirmou. O Sicoob-Norte abrange três agências, localizadas em Londrina, Ibiporã
e Rolândia.
Ferrari explicou que a Cooperativa funciona como um banco, mas ao invés de
clientes, trabalha-se com associados. Para se tornar um ''cliente'' e abrir uma
conta corrente, a pessoa tem que se tornar automaticamente associada do Sicoob,
comprando um cota de capital. Atualmente, a cota mínima custa R$ 500.
Para 2006, a expectativa do Sicoob é fechar o ano com um volume de recursos na
ordem de R$ 70 milhões. O objetivo é que o número de associados chegue a pelos
menos 3 mil. ''Vamos tentar um volume maior, conquistando novos associados'',
disse Ferreira. Segundo ele, uma das vantagens em ser associado do Sicoob é que
a Cooperativa procura facilitar as transações bancárias, como diminuir a taxa de
juros dos empréstimos. A taxa média de juros para empréstimos pessoais, por
exemplo, está em 3%, registrada como uma das mais baixas do mercado, conforme
Ferrari.
Fonte: Folha de Londrina
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Cooperativas faturam R$ 16,5 bi em 2005
Na maioria das cooperativas paranaenses, a
seqüência de bons resultados dos últimos quatro anos não
se confirmou em 2005. Redução da safra por questões
climáticas, queda dos preços internacionais dos produtos
exportados e desvalorização do real em relação ao dólar
foram alguns dos fatos econômicos que marcaram o ano.
Essa combinação de fatores externos ao sistema causou
perda de renda aos produtores e teve repercussão nas
cooperativas que atuam na agropecuária.
O faturamento bruto do sistema cooperativista neste ano
deve fechar em R$ 16,5 bilhões, o que equivale a 18% do
Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná. O resultado pode
ser considerado positivo diante do cenário de
dificuldades vivenciado durante ao ano. Apesar da
situação de dificuldade, a projeção de investimentos das
cooperativas para médio e longo prazo não deverá ser
afetada. Até 2010 os investimentos previstos são da
ordem de R$ 3,5 bilhões. Em 2005, o segmento investiu R$
500 milhões - a estimativa no início do ano previa R$
800 milhões - principalmente em agroindústria,
infra-estrutura e armazenamento.
Nos momentos de crise fica mais evidente o trabalho da
cooperativa. Isso pode ser comprovado pelo aumento no
número de cooperados. Em 2005, foram 50 mil novas
adesões, totalizando 403 mil cooperados nas cooperativas
do Paraná, o que representa o envolvimento direto de 2
milhões de paranaenses com as cooperativas no Paraná.
Também foram gerados mais quatro mil empregos, ampliando
para 50 mil os postos de trabalho criados pelo sistema
em todo o Estado.
“Os dados revelam a capacidade do cooperativismo em
vencer as adversidades e manter-se em constante
desenvolvimento”, afirma o presidente do Sistema Ocepar/Sescoop-PR,
João Paulo Koslovski. Entre os diversos ramos de
atividade cooperativista, o segmento de crédito foi o
que teve a maior expansão. De acordo com Koslovski,
o setor tem hoje mais de 260 mil co-operados e
movimentou R$ 1,65 bilhão neste ano, alta de 10% em
comparação a 2004. “Num momento de dificuldades, as
cooperativas de crédito desempenham função fundamental,
criando condições diferenciadas de financiamento para a
produção”, explica.
Já as exportações, que no ano passado foram próximas a
US$ 1 bilhão, em 2005 caíram para US$ 650 milhões.
Segundo Koslovski, entre os problemas que prejudicaram a
rentabilidade das cooperativas, dois fatores foram
determinantes para a queda da receita nas vendas
externas. “As perdas causadas pela estiagem, com quebra
de seis milhões de toneladas na safra, e a
sobrevalorização do real ante o dólar, provocaram
retração de 30% no faturamento gerado pelas
exportações”, relata.
De acordo com o presidente do Sistema Ocepar/Sescoop, a
situação teve também outros agravantes, como a falta de
política agrícola, escassez de crédito e taxas elevadas
de juros.
E o ano de 2005 ainda fechou com o fantasma da febre
aftosa que ronda o Paraná. “As conseqüências dessa
conjuntura desfavorável, que afetam diretamente as
entidades do ramo agropecuário, também são sentidas por
cooperativas que atuam em outros segmentos”, explica.
Para Koslovski, apesar das dificuldades, a leitura da
crise precisa apontar em direção à retomada do
crescimento. “Temos como desafio prosseguir com o
trabalho visando concretizar os objetivos do sistema
cooperativista, em seus diversos ramos de atividade e é
isso que vamos fazer”, afirma.
Segundo o dirigente cooperativista, em 2006, a Ocepar
terá que trabalhar com intensidade para administrar a
situação de dificuldade conjuntural que afetou o
segmento. Medidas como a busca de novas alternativas de
crédito e de capitalização, juntamente com a
profissionalização do sistema, serão algumas das
principais metas para o novo ano.
Na esfera política, haverá continuidade na mobilização
em torno da Lei Cooperativista, na consolidação do ato
cooperativo e nos pleitos que tratam do programa de
capitalização das cooperativas. Em outra frente, serão
feitas novas gestões para a efetiva resolução de
impasses tributários. “É preciso continuar acreditando
no co-operativismo e nas cooperativas, entidades que
defendem com veemência e persistência os interesses
econômicos e sociais de seus cooperados”, conclui
Koslovski.
Fonte: Paraná
Online
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Nova regra amplia atuação
das cooperativas de crédito
A partir de hoje as cooperativas de crédito poderão atuar como
correspondente bancário e instalar postos de auto-atendimento. A mudança integra
um pacote de medidas aprovado ontem pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), em
Brasília, para atender demandas provocadas pelo crescimento do segmento. De
acordo com o Banco Central, entre junho de 2003 e dezembro de 2004, a carteira
de crédito das cooperativas no país passou de R$ 5,524 bilhões para R$ 8,285
bilhões, um crescimento de 49,9%.
Segundo o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, as medidas devem ampliar a
participação das cooperativas no sistema financeiro nacional. Em 1997, as
cooperativas respondiam por 0,74% das operações de crédito no país. Para 2005, a
estimativa é de uma participação de 3%. “O governo quer democratizar o acesso ao
crédito e reduzir o spread bancário”, diz Bernardo. Como as cooperativas não
visam lucro, os custos financeiros são menores do que em bancos convencionais.
Para o vice-presidente da Central Sicredi no Paraná, Manfred Dasenerock, as
mudanças aprovadas pelo CMN são um “grande avanço”. Pelas regras antigas, as
cooperativas de crédito só podiam atender a uma determinada categoria
empresarial ou de trabalhadores. Agora, está autorizada a criação de
cooperativas com vinculação a mais de um sindicato ou associação.
Outra mudança importante, segundo o vice-presidente do Sicredi, é o aumento para
300 mil habitantes do limite populacional para instalação de cooperativas de
livre admissão. Até então, esse tipo de cooperativa só podia ser implantado em
municípios de até 100 mil habitantes e há apenas duas no Paraná.
Segundo o presidente do Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoop),
Luís Ajita, a mudança deve ampliar o número. “Por admitir que qualquer pessoa
seja cooperada, o modelo tem mais viabilidade econômica”, afirma. O Sicoop
centraliza 20 cooperativas de crédito no estado, que somam 24 mil cooperados e
administram R$ 200 milhões em recursos. A Sicredi – a maior central do Paraná –
tem 219 mil associados divididos em 27 cooperativas que, juntas, movimentam R$
1,5 bilhão em ativos. Em todo o estado, a estimativa é de que existam cerca de
60 cooperativas, que somam 250 mil sócios e R$ 2 bilhões em ativos.
Fonte: Gazeta do Povo
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TRT-RO: Empregado de Cooperativa de Crédito tem jornada de 6 horas
A 4ª Vara do Trabalho de Porto Velho deu ganho de causa, na primeira audiência, a um empregado da cooperativa de crédito Sicoob Central Norte por jornada estendida. O empregado, que atuava como auditor, pediu demissão e requisitou o pagamento da 7ª e 8ª horas trabalhadas como horas-extras. O Sindicato de Rondônia foi acionado e pôs sua assessoria jurídica para tratar do caso. Além do pagamento das horas-extras sobre fim-de-semana, feriados, férias, 13º salário, FGTS e verbas rescisórias, a empresa foi obrigada a registrar os seis meses em que o empregado trabalhou como prestador de serviços. O secretário jurídico do Seeb Rondônia, Itamar Ferreira, esclarece que um sindicato desconhecido e sem representatividade que atua na região firmou um acordo com a Organização das Cooperativas para tentar burlar a jornada de seis horas. Mas o TRT-RO reiterou que empregados de instituições de crédito também estão sujeitos à jornada de seis horas, por determinação do artigo 224 da CLT. 21/07/2005
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Ocepar
– CCT 2004/2005
Conforme Cláusula 2ª, Parágrafo 2.2, da Convenção Coletiva de Trabalho 2004-2005, firmada entre Ocepar, FEEB/PR e Sindicatos Filiados, as cláusulas econômicas passaram, a partir de 01/08/2004, a ter os seguintes valores, já computados os índices de junho e julho, conforme abaixo:
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INPC
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Cláusula 3ª Piso Salarial Contínuos e Serventes........ R$ 425,68 Escriturário........................ R$ 623,32 Caixas e Tesoureiro............ R$ 638,84 Cláusula 4ª Anuênio .............................. R$ 10,02 |
Cláusula
5ª Gratificação de Caixa........... R$ 150,21 Cláusula
9ª
Auxílio Refeição/ Cláusula
10 Auxílio Creche/Babá............. R$ 100,15 |
Cláusula
12 Auxílio Funeral.................. R$ 390,53 Cláusula
21 Indenização por morte........ R$ 54.962,95 Cláusula
33 Multa................................ R$ 11,54 |
Jornada de
trabalho em cooperativa de crédito rural é de 6 horas
As cooperativas de crédito rural equiparam-se às instituições financeiras e
bancárias. Sob esse reconhecimento, a Segunda Turma do Tribunal Superior do
Trabalho deferiu recurso de revista para assegurar o direito de um ex-empregado
da Cooperativa de Crédito Rural de Maringá Ltda. (Credimar) à jornada de
trabalho diária de seis horas e, consequentemente, às horas extras decorrentes
das atividades desempenhadas além desse limite. O relator da decisão unânime
foi o ministro Luciano de Castilho.
O fundamento adotado para a concessão do recurso ao trabalhador foi o Enunciado
nº 55 do TST, que prevê: “as empresas de crédito, financiamento ou
investimento, também denominadas financeiras, equiparam-se aos estabelecimentos
bancários para os efeitos do art. 224 da CLT”. O dispositivo da CLT é o que
estabelece a duração normal do trabalho dos bancários em seis horas contínuas.
A possibilidade do pagamento de horas extras ao ex-empregado da Credimar havia
sido afastada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (com jurisdição
no Paraná). O órgão de segunda instância baseou sua decisão na Lei nº
4.595 de 1964, que regulamenta a política e funcionamento das instituições
bancárias, monetárias e de crédito.
Segundo o TRT paranaense, a aplicação do art. 224 da CLT e do Enunciado nº 55
ao caso concreto não seria viável, diante da impossibilidade de considerar a
cooperativa de crédito rural como uma entidade de natureza bancária. A conclusão
do Tribunal Regional decorreu do fato da cooperativa fornecer crédito apenas
aos produtores rurais associados, sem intenção de lucro, o que impediria a
equiparação da Credimar às cooperativas de crédito comuns, abertas ao público.
Insatisfeito com o pronunciamento regional, o trabalhador interpôs o recurso de
revista no TST a fim de obter o reconhecimento de sua condição de bancário.
Como conseqüência desse enquadramento, reivindicou seu direito à percepção
das horas trabalhadas além da sexta como extraordinárias, nos moldes previstos
na legislação trabalhista.
Durante o exame da controvérsia, a Segunda Turma do TST confirmou o direito do
trabalhador apesar da peculiaridade apontada pelo TRT paranaense em relação à
Credimar. Luciano de Castilho frisou que o art. 18 da Lei nº 4.595/64 atribui a
condição de instituição financeira às cooperativas de crédito,
subordinando-as às suas diretrizes.
“Assim, as cooperativas de crédito rural efetivamente equiparam-se aos
estabelecimentos bancários, para efeito de aplicação do art. 224 da CLT”,
afirmou o relator, segundo o qual “equiparada a Credimar aos estabelecimentos
bancários, assiste ao trabalhador o direito à jornada prevista no art. 224 da
CLT, por força do Enunciado nº 55 do TST”. (RR 698531/00.6)
Fonte: TST
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TST
garante hora extra a empregado de cooperativa de crédito
A possibilidade de equiparação entre cooperativa de crédito e instituição
bancária, reconhecida pela Subseção de Dissídios Individuais – 1 (SDI-1)
do Tribunal Superior do Trabalho, assegurou a um trabalhador paranaense o
direito à percepção de horas extraordinárias. A decisão foi tomada durante
exame de embargos em recurso de revista, afastados (não conhecidos) conforme o
voto do relator da matéria na SDI-1, o ministro Carlos Alberto Reis de Paula.
Os embargos foram interpostos pela Cooperativa Central de Crédito do Paraná
Ltda. a fim de questionar decisão tomada pela Primeira Turma do TST que
anteriormente afastou um recurso de revista da empregadora. O posicionamento
adotado pelos dois órgãos do TST confirmou a validade de pronunciamento do
Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (com jurisdição no Paraná) favorável
a um assessor técnico de carteira de crédito.
O trabalhador obteve judicialmente o direito de perceber como extras o pagamento
das horas trabalhadas além da sexta diária. Para tanto, o TRT paranaense
baseou sua decisão na Lei nº 4.595/64 que dispõe sobre a política e as
instituições monetárias, bancárias e creditícias. Em seu art. 18, §1º,
essa legislação subordina as cooperativas de crédito a suas diretrizes.
A interpretação aplicada ao caso pelo TRT, e reconhecida pelo TST, permite o
enquadramento dos empregados das cooperativas de crédito e está em consonância
com o Enunciado nº 55 do TST. “As empresas de crédito, financiamento ou
investimento, também denominadas financeiras, equiparam-se aos estabelecimentos
bancários para os efeitos do artigo 224 da CLT”, estabelece a súmula que
prevê a extensão do limite de seis horas diárias da jornada dos bancários
(art. 224 da CLT) aos trabalhadores das empresas de crédito.
Em seus embargos, a cooperativa de crédito paranaense sustentou que a aplicação
do Enunciado nº 55 era indevida, uma vez que o caso comportaria a aplicação
extensiva do art. 224, § 2º da CLT a seu empregado. O dispositivo citado
exclui a possibilidade do pagamento das horas extras aos bancários que exercem
funções de direção, gerência, fiscalização, chefia e outros cargos de
confiança. Também argumentou violação da Lei nº 5764/71, que classifica as
cooperativas como sociedades constituídas para prestar serviços a seus
associados.
O voto do ministro Carlos Alberto, contudo, entendeu como válida a aplicação
do Enunciado nº 55 do TST ao caso concreto. O relator também descartou a
possibilidade de afronta à Lei nº 5764,71. “Não vislumbro tal vulneração,
pois em que pese a Lei nº 5.764/71, em seus arts. 4º e 5º, dispor que as
cooperativas são constituídas para prestar serviços aos associados, a sua
atividade final é de natureza crédito-financeira”, concluiu ao afastar os
embargos da cooperativa paranaense. (ERR 600797/1999.2)
Fonte: TST
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Sicredi se
expande em São Paulo com apoio da Fiesp
O Sistema de Crédito Cooperativo, Sicredi, que está presente em seis Estados
da Federação, se expande em São Paulo com o apoio da Federação das Indústrias
do Estado de São Paulo, Fiesp, que prevê a abertura inicial de pelo menos mais
oito cooperativas de crédito. No começo desta semana, a Fiesp anunciou a
aprovação, pelo Banco Central, da criação de três novas cooperativas de crédito,
que farão parte do Sistema de Crédito Cooperativo - Sicredi.
Segundo a Fiesp, as três cooperativas de crédito lançadas ontem vão
viabilizar linhas mais baratas de financiamento para pequenas e médias
empresas. A expectativa da entidade é que as taxas sejam até 30% menores que a
média cobrada pelos bancos para operações entre R$ 100 mil e R$ 150 mil. O público
visado pela Fiesp (empresas com faturamento de até R$ 15 milhões) responde por
85% do seu quadro.
Cooperativas de empresários
O projeto-piloto começou ano passado, logo que foi aprovada, em novembro, a
Resolução 3.140 do Conselho Monetário Nacional (CMN). O texto facilitou a
criação de cooperativas de crédito. E o Sicredi vem oportunizando a expansão
do seu cooperativismo de crédito com seriedade, segurança e visão sistêmica.
A iniciativa abrange três regiões do Estado: Alta Noroeste (Araçatuba e
Birigüi),
Alta Mogiana (Sertãozinho e Ribeirão Preto) e ABCD (Santo André, São
Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Diadema).
As cooperativas terão capital inicial de R$ 450 mil e a alavancagem poderá
atingir até sete vezes esse volume. A Fiesp injetou R$ 300 mil como capital
inicial de cada cooperativa e outros R$ 40 mil para cobrir despesas de instalação.
A entidade pretende reunir pelo menos 30 empresários ligados ao Centro das Indústrias
do Estado de São Paulo - CIESP - em cada uma delas. O aporte total dos empresários
seria, portanto, de R$ 150 mil, ou R$ 5 mil cada um. Para futuras adesões, o
valor mínimo exigido será de R$ 500.
Organização
A organização e o acompanhamento das novas cooperativas serão feitos pelo
Sistema de Crédito Cooperativo, Sicredi, com apoio do Bansicredi, o 1º banco
cooperativo do País, controlado pelo Sicredi, que disponibilizará os produtos
e serviços. Até agora o Sicredi atuava em São Paulo através das cooperativas
de crédito de profissionais da área de saúde (sistema Alcred). Com o apoio da
Fiesp, o Sicredi se expande para outros setores da economia paulista.
A Fiesp destinou R$ 300 mil em recursos próprios para constituir o capital
inicial de cada uma das cooperativas. A entidade espera contar com a adesão de,
no mínimo, 30 empresários associados ao Ciesp, cada um contribuindo com R$ 5
mil para cada fundo criado para as três cooperativas.
Essa contribuição deve responder por um total de R$ 150 mil em caixa em cada
uma das cooperativas para ser emprestado. Segundo o presidente da Fiesp, Horácio
Lafer Piva, já existem no Brasil cerca de 132 cooperativas regionais, mas
"de crédito industrial é novidade". Piva ainda acrescentou que este
modelo "não ameaça o setor financeiro, como muitos apregoam" e, sim,
tem potencial para se tornar grande fonte de financiamento adicional,
principalmente para as pequenas e médias indústrias. O presidente do Banco
Central, Henrique Meirelles, que participou da cerimônia, destacou que o
projeto é um instrumento que permite ao Brasil ter oferta de crédito adequada
ao seu crescimento.
Crédito barato
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que participou da cerimônia
de lançamento das novas cooperativas, destacou que o projeto é um instrumento
que permite ao Brasil ter oferta de crédito adequada ao seu crescimento.
Segundo Meirelles, "as cooperativas de crédito são fundamentais no
barateamento do crédito porque não só se especializam em segmentos específicos
de mercado, têm conhecimento do seu mercado - portanto podem assumir riscos
maiores - e ao mesmo tempo ajudam a pulverizar a oferta de crédito, aumentando
a competição". Na semana passada o Presidente Lula já havia afirmado que
as cooperativas de crédito se destacam hoje no mercado financeiro como uma das
alternativas de menor custo na hora do financiamento.
Crescimento do Sicredi
Resultado da integração das cooperativas de crédito do Rio Grande do Sul e
Paraná em 1996, o Sicredi cresceu ainda mais com a adesão dos sistemas
cooperativos de crédito do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, ainda na década
passada. No ano 2002 obteve a adesão das cooperativas Alcred, de São Paulo, e
no ano passado passou a atuar também em Santa Catarina.
O Cooperativismo Sicredi, com suas raízes centenárias e que atua com integração
sistêmica e responsabilidade solidária, tem hoje mais de 820 unidades de
atendimento e administra R$ 4 bilhões de recursos pertencentes aos seus 800.000
sócios. No Paraná, o Sicredi tem mais de 260 unidades de atendimento e
administra quase R$ 1 bilhão de recursos de seus 170 mil sócios. Na região
das Cataratas do Iguaçu, o Sicredi está presente há 21 anos, administra perto
de R$ 120 milhões dos seus 17.500 sócios. Nos últimos dois anos, o Sicredi-PR
cresceu em média 50% ao ano. A sua mais nova cooperativa, a Sicredi-Autocred,
foi constituída há duas semanas em Curitiba, em parceria com o Sindicato de
Revendedores de Automóveis e de Auto-Peças. O presidente é Darci Piana, que
recentemente assumiu a presidência da Federação do Comércio do Estado do
Paraná - Fecomércio. (Fonte:
Jornais Valor, Gazeta Mercantil e Sicredi Central-PR).
Em Cascavel
A Cooperativa Sicredi Cascavel (Rua Paraná, c/ Afonso Pena) em apenas 1,5 ano já
administra mais de R$ 7,5 milhões em recursos confiados pelos seus mais de 800
sócios -um ótimo desempenho creditado às excelentes e crescentes parcerias
com lideranças e instituições, que somam valores para a comunidade
cascavelense.
A Sicredi sempre apregoou a capacidade multiplicativa de uma parceria
estabelecida entre as instituições já existentes e líderes em uma
comunidade; da sinergia da riqueza gerada pelos setores primário, secundário e
terciário da economia, em perfeito intercâmbio; da sinergia da riqueza da
grande região compreendida no eixo Cascavel - Catanduvas - Foz do Iguaçu e da
sinergia entre as regiões do Estado e do País.
E o Sicredi tem ferramentas institucionalizadas para praticá-la.
Fonte: Gazeta do
Paraná
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Sicredi
distribui sobras de R$ 1,24 mi para associados
Além de registrar crescimento de 272% no número de associados, cooperativa
atingiu com sucesso todas as metas estabelecidas em 2003
Um crescimento de 272% no número de associados nos últimos cinco anos -
30% somente em 2003 -, além de sobras de R$ 1.246.317,68 que serão rateadas
proporcionalmente à movimentação financeira entre todos os associados. Estes
são alguns dos resultados mais visíveis do balanço patrimonial e financeiro
apresentados pela Cooperativa de Crédito Rural Cataratas do Iguaçu - Sicredi
Cataratas - aos associados na última quinta-feira, durante a realização da
Assembléia Geral Ordinária, em Medianeira, que renovou também um terço do
Conselho Fiscal.
A distribuição das sobras de R$ 1.246,317,68 foi aprovada pela unanimidade dos
cooperados presentes à Assembléia, que contou também com a presença do
presidente da Sicredi-PR, Seno Cláudio Lunkes, além vereadores, prefeitos e
outras autoridades.
De acordo com o presidente da Sicredi Cataratas, Manfred Dasenbrock, o ano de
2003 foi de grande importância para a cooperativa de crédito, uma vez que
todas as metas estabelecidas para consolidação do banco foram alcançadas com
sucesso. "Tivemos uma rentabilidade de 23,7% da conta capital do associado,
o que consideramos um bom rendimento diante da situação econômica do País",
analisa. Ele destaca, além deste rendimento, que os associados da Sicredi
tiveram à sua disposição um grande número de serviços oferecidos pelo banco
com taxas especiais, que representam mais vantagens em relação aos demais
bancos.
O balanço apresentado pela diretoria da Sicredi Cataratas do Iguaçu mostra uma
instituição com forte atuação junto à comunidade. A Sicredi segue a
filosofia de transformar em benefícios para a comunidade todos os recursos
arrecadados na sua área de atuação. Desta forma, a cooperativa aumenta em R$
7,5 milhões a oferta de crédito para custeio agrícola e R$ 4,6 milhões em
investimentos agropecuários - atendendo a 2.565 associados -, bem como a
disponibilização de R$ 22 milhões em crédito geral, beneficiando diretamente
6,5 mil associados.
No segmento de microcrédito a Sicredi Cataratas atendeu 2.452 associados, que
tomaram mais de R$ 9 milhões em empréstimos com financiamentos individuais
inferiores a R$ 5 mil. Outro destaque na atuação da Sicredi foram as parcerias
firmadas com entidades de classe do comércio, como o Sindilogistas em Cascavel;
Associação dos Comerciantes de Material de Construção do Oeste e Sudoeste;
Acime; Sindilojas, de Foz do Iguaçu, além de outras entidades. Estas parcerias
facilitam o acesso a recursos, taxas especiais, além de orientações de
empreendimentos.
Metas para 2004
Para este ano a diretoria da Sicredi tem como uma das suas principais
metas o crescimento de 35% na captação de recursos, além de aumentar em 25% a
captação através de serviços prestados nas comunidades onde atua. A
diretoria também prevê a construção de uma unidade de atendimento em São
Roque, distrito de Santa Helena, e iniciar os estudos para construção da sede
própria em Missal, além de iniciar atendimentos em Catanduvas.
Manfred Dasenbrock justifica a necessidade da construção de uma sede própria
em São Roque, lembrando que o município de Santa Helena concentra o maior número
de associados entre as unidades e vem respondendo positivamente a todas as ações
da cooperativa. A fidelidade do quadro social e a credibilidade do sistema de crédito
cooperativo fizeram da Sicredi Cataratas a que obteve o melhor resultados entre
as cooperativas de crédito do Paraná, em 2003, de acordo com o presidente do
Sicredi-PR, Seno Cláudio Lunkes. "A Sicredi Cataratas serve como modelo
para as demais cooperativas de crédito do Paraná e atua como agente de
desenvolvimento não apenas dos associados, como também de toda a comunidade
onde atua", destaca.
Durante a assembléia da Sicredi, o presidente da Cooperativa Agroindustrial
Lar, Irineu da Costa Rodrigues, destacou que somente a Lar e a Sicredi distribuíram
quase R$ 15 milhões em sobras para seu quadro social. Para ele estes recursos são
fontes de capitalização dos agricultores e também demonstram o fortalecimento
do setor agropecuário na região.
Fonte: Gazeta do
Paraná (09/02/2004)
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BC pretende elevar atuação
de cooperativas
As cooperativas de crédito no Brasil cresceram de forma significativa nos últimos
anos, enquanto o número das instituições financeiras tradicionais, como
bancos comerciais e financeiras, encolheu quase que na mesma velocidade.
Segundo dados do Banco Central, de 1994 até novembro do ano passado, o número
de cooperativas de crédito praticamente dobrou, de 946 foi para 1.428. No mesmo
período, o total de instituições financeiras caiu de 1.056 para 693.
Hoje, são mais de 1,5 milhão de brasileiros associados a cooperativas de crédito,
contra 1,35 milhão verificado em junho de 2001.
No entanto o próprio BC reconhece que o crédito cooperativo ainda é
incipiente no país, se comparado ao de países desenvolvidos. "Economias
mais maduras já o utilizam [o crédito cooperado], há muito tempo, como
instrumento impulsionador de setores econômicos estratégicos", diz estudo
do diretor de Normas do BC, Sérgio Darcy.
Segundo o documento, 46% do total das instituições de crédito da Europa,
"que participavam com a expressiva marca de 15% da intermediação
financeira da região", eram cooperativas. Os dados são de 2000.
Fonte: Folha Online
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Financiamento: Setor pede mudanças nas regras impostas pelo BC para ampliar área de atuação
Cooperativas de crédito reivindicam recursos do FAT
Ter acesso aos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) é a principal
reivindicação do Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi) para poder ampliar
o número de beneficiados e diversificar o perfil da clientela. Ainda assim,
mesmo com o problema da escassez de verba, o Sicredi tem metas ousadas. Até
2005, o objetivo é de praticamente dobrar o número de agências bancárias
pelo Paraná.
Hoje, o sistema reúne 38 cooperativas de crédito, mas a maioria delas (29) é
direcionada ao financiamento rural. Juntas, as cooperativas mantêm 209 agências
bancárias pelo interior do estado. Nos próximos três anos, a intenção é
abrir mais 200 agências. O objetivo, segundo a diretoria do Sicredi, é ter uma
média de uma agência por município até 2005 – o Paraná é formado por 399
municípios.
Para o presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski, estimular o cooperativismo
de crédito deverá ser uma das principais medidas do novo governo federal, se a
intenção for realmente fortalecer as cooperativas do país. "As regras do
Banco Central restringem demais as cooperativas de crédito. Há que se fazer
mudanças", observa.
Restrições
As restrições do Banco Central vão desde questões mais simples – como
proibir a utilização do termo "agência bancária" (o BC obriga as
cooperativas a chamarem suas agências de "postos de atendimento") –
até a limitação de utilização de recursos. As cooperativas de crédito só
podem ter como verba para fazer empréstimos a soma das contribuições das
cooperativas parceiras ou verbas públicas destinadas à área rural. Estão
fora da Câmara de Compensação, da Reserva Bancária e do Mercado
Interfinanceiro.
"O cooperativismo de crédito acaba atendendo muito bem o setor rural, mas
poderia ser muito mais utilizada por outros ramos de atividade", ressalta
Koslovski. De acordo com o Sicredi, de todo o volume de recursos que as
cooperativas agropecuárias tomam emprestado nas mais diferentes fontes, cerca
de 10% vêm das cooperativas de crédito. A entidade calcula que, se o setor
obtivesse repasse do FAT, as unidades teriam condições de dobrar essa
participação.
Exigências
Outro fator que impede um aproveitamento maior do sistema são as exigências
cobradas daqueles que pedem empréstimos. O Sicredi alega que não dispõe de fôlego
financeiro suficiente a ponto de dispensar a exigência de capital como garantia
de financiamento para os produtores agrícolas.
A entidade aposta em uma promessa de campanha do governador eleito do estado,
Roberto Requião (PMDB), para atrair aqueles que não têm nada a oferecer de
garantir. Trata-se do aval do agricultor, pelo qual as garantias exigidas pelo
financiador seriam oferecidas pelo governo do Paraná.
Associações comerciais como cooperativas
Utilizar a estrutura das associações comerciais dos municípios paranaenses
para implantar cooperativas de crédito é uma das saídas encontradas pela
Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias (Faciap)
do Paraná para ampliar as fontes de financiamento disponíveis a pequenos e médios
empreendedores. A idéia é transformar as 278 associações comerciais que
integram a Faciap em agências de fomento.
No próximo ano, informa a federação, será firmada uma parceria entre Faciap,
Sebrae e a Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB) para a
implantação de um projeto piloto e único no país. Trata-se da Rede Estadual
de Cooperativas de Crédito, que tem a intenção de motivar e mobilizar as
associações comerciais.
Rede integrará pontos de atendimento
O Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi) concluirá até janeiro de 2003 a
integração, em tempo real, de sua rede de 760 pontos de atendimento existentes
no Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e São Paulo. Com
a conclusão do
| projeto,
que utilizou tecnologia da italiana Telespazio, Oracle, IBM e Brasil
Telecom, o Sicredi terá o sistema de transações financeiras mais seguro
entre as instituições brasileiras, utilizando mais de 700 antenas. A integração da rede do Sicredi comportou investimentos de R$ 23 milhões em tecnologia, sendo o primeiro grande projeto desta natureza executado pelo Sistema em toda a sua história. A integração em tempo real fará com que um grande número de associados possa realizar operações financeiras com mais segurança e agilidade, principalmente nos municípios onde é a única instituição financeira existente. No Rio Grande do Sul, por exemplo, 52 cidades contam apenas com o Sicredi para suas operações bancárias. Entre as 132 cooperativas que fazem parte do Sistema, grande parte dos 550 mil associados são residentes das zonas rurais. |
|
Fonte: Gazeta do Povo (10/02/2003)
Bansicredi
pode operar como banco oficial
O Sistema de Crédito Cooperativo
(Sicredi) aguarda para os próximos dias a autorização do governador Jaime
Lerner para que o Banco Cooperativo Sicredi (Bansicredi) possa operar em municípios
paranaenses onde não exista banco oficial. Com a venda do Banestado para o Itaú,
muitas agências do banco estadual acabaram fechando e vários municípios
ficaram sem uma instituição financeira.
Segundo o presidente da Cooperativa Central de Crédito do Paraná, Seno Cláudio
Lunkes, o BANSICREDI possui hoje no estado 200 agências
e tem pedidos de prefeituras para a abertura de mais 50. "Nós abriremos agências
nas regiões que se tornarem viáveis financeiramente", acrescenta.
O relatório da diretoria do Sicredi mostrou que no ano passado o sistema
apresentou crescimento expressivo no Paraná, chegando a 64% nas operações de
crédito; 69% nos depósitos à vista e 97% nos depósitos a prazo. Em 2001, as
27 cooperativas de crédito que integram o sistema realizaram 9.160 operações
entre Pronaf e Proger, repassando R$ 62,2 milhões aos agricultores.
O diretor do Sicredi Paraná, Armando Hammerschmitt, informa que o setor também
aguarda a autorização do Banco Central para que possa repassar recursos do
Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para os agricultores. "Se isso
ocorrer, como reivindica o sistema cooperativista, o Sicredi deve dobrar o
montante de repasses", conclui.