Faça aqui os "downloads" das Convenções Coletivas de Trabalho, firmadas entre a Federação dos Bancários e seus Sindicatos Filiados e a Ocepar:

CONVENÇÕES 2005/2006
2004/2005
2003/2004

2002/2003

2001/2002

2000/2001

1999/2000
PLR

2006 (Sicredi)

MINUTA

2006-2007

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Cooperativas crescem mais que bancos em crédito rural
Apesar da pequena participação de 2% no bolo total do sistema financeiro brasileiro, as cooperativas de crédito começam a ganhar peso no fomento à atividade agropecuária no País. Tanto é que, nos últimos 12 meses encerrados em junho, a taxa de crescimento das operações de crédito rural via cooperativas cresceu 45,1%, enquanto o desempenho dos bancos avançou 24,5%. No ano, as pequenas organizações cooperadas acumulam alta de 14% na liberação de recursos para ajudar agropecuários em todo o Brasil a expandir seu campo de cultivo e aumentar a produtividade, com um estoque de R$ 4,083 bilhões em crédito concedido. As instituições financeiras, cujo avanço na modalidade atingiu 12,3%, só vencem em volume de recursos administrados, que chega a R$ 68,179 bilhões no primeiro semestre deste ano, de acordo com dados do Relatório de Crédito do Banco Central (BC). O superintendente de crédito do Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob), Paulo Ribeiro, afirma que a valorização dos preços das commodities agrícolas no mundo inteiro ajuda a justificar esse quadro. "Se a demanda por um produto aumenta, a necessidade de financiamento por parte dos pequenos produtores cooperados também cresce", opina Ribeiro. Mas não é só isso que justifica o ritmo mais forte da participação das cooperativas nas operações de crédito rural. Apesar de o País ter uma forte economia agropecuária, Ribeiro diz que os grandes bancos privados ainda desprezam o crédito rural. "Eles têm preferência por operações mais rentáveis, já que o crédito rural tem taxas controladas. O sistema cooperativo, então, acaba drenando os recursos privados", explica. Segundo Fabio de Carvalho Pinto, diretor da InterCapital Finanças, a variação do crédito rural cooperativo cresce mais do que igual modalidade no sistema bancário devido ao forte relacionamento recíproco entre o cooperado e sua cooperativa. Um facilitador, explica o especialista, é a política de garantias para empréstimos. Enquanto a cooperativa geralmente solicita a própria colheita futura, os bancos só trabalham com garantias reais. "O sistema de cooperativa é criado para esta finalidade. Como o crédito rural é muito pulverizado, os tomadores não têm o perfil que se enquadra nas formalidades exigidas por uma instituição financeira para a liberação dos recursos". Incentivo O diretor da InterCapital destaca ainda que é papel das organizações cooperadas incentivar o negócio de seus associados. "A cooperativa ajuda tanto na produção quanto no escoamento do produto final, com taxas menores do que as do sistema bancário", afirma Pinto. Em alguns casos os recursos das cooperativas são arrecadados pelos próprios associados, enquanto os bancos captam recursos em CDBs, que geram custos maiores. O gerente de mercado da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Evandro Ninaut, informa que as instituições financeiras tradicionais não estão nas regiões de microcrédito, ou seja, nas regiões rurais, onde existe um cooperativismo bastante arraigado. "A cooperativa conhece seu associado e verifica quem tem condição de pagamento", afirma ele. Segundo Ninaut, mesmo seguindo as regras do sistema de crédito do Banco Central, as cooperativas funcionam com menos burocracia. Outro fator agilizador das concessões das cooperativas rurais foi uma linha de financiamento do Banco Social de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Procapcred, que proporcionou entrada de R$ 300 milhões para as cooperativas ampliarem seu patrimônio. Ninaut conta que houve um fortalecimento no sistema de gestão das cooperativas. "Hoje, elas oferecem financiamentos mais coerentes e com menos riscos. A cooperativa é um negócio do próprio produtor." Magnus Miller, da Sicredi Pioneira, um sistema nacional que oferece empréstimos a produtores rurais cooperados, explica que o crédito rural de sua organização busca antecipar o recurso do crédito oficial com o dinheiro da própria cooperativa. "Quando recebemos das fontes de recursos oficiais, como o BNDES, liquidamos a operação", explica Miller.
Fonte: DCI

 

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Sicoob vai dividir R$ 1,8 milhão entre associados
Pelo segundo ano consecutivo, o Sistema de Crédito Cooperativa do Norte do Paraná (Sicoob-Norte) vai dividir o lucro entre os 2,2 mil associados. O valor líquido do lucro de 2005 - R$ 1,8 milhão - será rateado entre os cooperados, conforme o número de cota de cada um. Segundo o superintendente da Cooperativa, Emerson Ferrari, no ano passado o resultado foi 100% maior que em 2004. O balanço de 2005 e a evolução do Sicoob-Norte serão apresentados hoje à noite durante uma assembléia geral.
Conforme Ferrari, o volume de recursos no ano passado foi na ordem de R$ 42 milhões e a valorização média das cotas foi de 25%. ''Teve gente que teve uma rentabilidade de até 60%. Isso depende muito da movimentação da conta corrente e aplicações realizadas. Quanto maior a movimentação, melhor o resultado'', afirmou. O Sicoob-Norte abrange três agências, localizadas em Londrina, Ibiporã e Rolândia.
Ferrari explicou que a Cooperativa funciona como um banco, mas ao invés de clientes, trabalha-se com associados. Para se tornar um ''cliente'' e abrir uma conta corrente, a pessoa tem que se tornar automaticamente associada do Sicoob, comprando um cota de capital. Atualmente, a cota mínima custa R$ 500.
Para 2006, a expectativa do Sicoob é fechar o ano com um volume de recursos na ordem de R$ 70 milhões. O objetivo é que o número de associados chegue a pelos menos 3 mil. ''Vamos tentar um volume maior, conquistando novos associados'', disse Ferreira. Segundo ele, uma das vantagens em ser associado do Sicoob é que a Cooperativa procura facilitar as transações bancárias, como diminuir a taxa de juros dos empréstimos. A taxa média de juros para empréstimos pessoais, por exemplo, está em 3%, registrada como uma das mais baixas do mercado, conforme Ferrari.
Fonte: Folha de Londrina

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Cooperativas faturam R$ 16,5 bi em 2005

Na maioria das cooperativas paranaenses, a seqüência de bons resultados dos últimos quatro anos não se confirmou em 2005. Redução da safra por questões climáticas, queda dos preços internacionais dos produtos exportados e desvalorização do real em relação ao dólar foram alguns dos fatos econômicos que marcaram o ano. Essa combinação de fatores externos ao sistema causou perda de renda aos produtores e teve repercussão nas cooperativas que atuam na agropecuária.
O faturamento bruto do sistema cooperativista neste ano deve fechar em R$ 16,5 bilhões, o que equivale a 18% do Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná. O resultado pode ser considerado positivo diante do cenário de dificuldades vivenciado durante ao ano. Apesar da situação de dificuldade, a projeção de investimentos das cooperativas para médio e longo prazo não deverá ser afetada. Até 2010 os investimentos previstos são da ordem de R$ 3,5 bilhões. Em 2005, o segmento investiu R$ 500 milhões - a estimativa no início do ano previa R$ 800 milhões - principalmente em agroindústria, infra-estrutura e armazenamento.
Nos momentos de crise fica mais evidente o trabalho da cooperativa. Isso pode ser comprovado pelo aumento no número de cooperados. Em 2005, foram 50 mil novas adesões, totalizando 403 mil cooperados nas cooperativas do Paraná, o que representa o envolvimento direto de 2 milhões de paranaenses com as cooperativas no Paraná. Também foram gerados mais quatro mil empregos, ampliando para 50 mil os postos de trabalho criados pelo sistema em todo o Estado.
“Os dados revelam a capacidade do cooperativismo em vencer as adversidades e manter-se em constante desenvolvimento”, afirma o presidente do Sistema Ocepar/Sescoop-PR, João Paulo Koslovski. Entre os diversos ramos de atividade cooperativista, o segmento de crédito foi o que teve a maior expansão. De acordo com Koslovski, o setor tem hoje mais de 260 mil co-operados e movimentou R$ 1,65 bilhão neste ano, alta de 10% em comparação a 2004. “Num momento de dificuldades, as cooperativas de crédito desempenham função fundamental, criando condições diferenciadas de financiamento para a produção”, explica.
Já as exportações, que no ano passado foram próximas a US$ 1 bilhão, em 2005 caíram para US$ 650 milhões. Segundo Koslovski, entre os problemas que prejudicaram a rentabilidade das cooperativas, dois fatores foram determinantes para a queda da receita nas vendas externas. “As perdas causadas pela estiagem, com quebra de seis milhões de toneladas na safra, e a sobrevalorização do real ante o dólar, provocaram retração de 30% no faturamento gerado pelas exportações”, relata.
De acordo com o presidente do Sistema Ocepar/Sescoop, a situação teve também outros agravantes, como a falta de política agrícola, escassez de crédito e taxas elevadas de juros.
E o ano de 2005 ainda fechou com o fantasma da febre aftosa que ronda o Paraná. “As conseqüências dessa conjuntura desfavorável, que afetam diretamente as entidades do ramo agropecuário, também são sentidas por cooperativas que atuam em outros segmentos”, explica. Para Koslovski, apesar das dificuldades, a leitura da crise precisa apontar em direção à retomada do crescimento. “Temos como desafio prosseguir com o trabalho visando concretizar os objetivos do sistema cooperativista, em seus diversos ramos de atividade e é isso que vamos fazer”, afirma.
Segundo o dirigente cooperativista, em 2006, a Ocepar terá que trabalhar com intensidade para administrar a situação de dificuldade conjuntural que afetou o segmento. Medidas como a busca de novas alternativas de crédito e de capitalização, juntamente com a profissionalização do sistema, serão algumas das principais metas para o novo ano.
Na esfera política, haverá continuidade na mobilização em torno da Lei Cooperativista, na consolidação do ato cooperativo e nos pleitos que tratam do programa de capitalização das cooperativas. Em outra frente, serão feitas novas gestões para a efetiva resolução de impasses tributários. “É preciso continuar acreditando no co-operativismo e nas cooperativas, entidades que defendem com veemência e persistência os interesses econômicos e sociais de seus cooperados”, conclui Koslovski.
Fonte: Paraná Online

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Nova regra amplia atuação das cooperativas de crédito
A partir de hoje as cooperativas de crédito poderão atuar como correspondente bancário e instalar postos de auto-atendimento. A mudança integra um pacote de medidas aprovado ontem pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), em Brasília, para atender demandas provocadas pelo crescimento do segmento. De acordo com o Banco Central, entre junho de 2003 e dezembro de 2004, a carteira de crédito das cooperativas no país passou de R$ 5,524 bilhões para R$ 8,285 bilhões, um crescimento de 49,9%.
Segundo o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, as medidas devem ampliar a participação das cooperativas no sistema financeiro nacional. Em 1997, as cooperativas respondiam por 0,74% das operações de crédito no país. Para 2005, a estimativa é de uma participação de 3%. “O governo quer democratizar o acesso ao crédito e reduzir o spread bancário”, diz Bernardo. Como as cooperativas não visam lucro, os custos financeiros são menores do que em bancos convencionais.
Para o vice-presidente da Central Sicredi no Paraná, Manfred Dasenerock, as mudanças aprovadas pelo CMN são um “grande avanço”. Pelas regras antigas, as cooperativas de crédito só podiam atender a uma determinada categoria empresarial ou de trabalhadores. Agora, está autorizada a criação de cooperativas com vinculação a mais de um sindicato ou associação.
Outra mudança importante, segundo o vice-presidente do Sicredi, é o aumento para 300 mil habitantes do limite populacional para instalação de cooperativas de livre admissão. Até então, esse tipo de cooperativa só podia ser implantado em municípios de até 100 mil habitantes e há apenas duas no Paraná.
Segundo o presidente do Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoop), Luís Ajita, a mudança deve ampliar o número. “Por admitir que qualquer pessoa seja cooperada, o modelo tem mais viabilidade econômica”, afirma. O Sicoop centraliza 20 cooperativas de crédito no estado, que somam 24 mil cooperados e administram R$ 200 milhões em recursos. A Sicredi – a maior central do Paraná – tem 219 mil associados divididos em 27 cooperativas que, juntas, movimentam R$ 1,5 bilhão em ativos. Em todo o estado, a estimativa é de que existam cerca de 60 cooperativas, que somam 250 mil sócios e R$ 2 bilhões em ativos.
Fonte: Gazeta do Povo

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TRT-RO: Empregado de Cooperativa de Crédito tem jornada de 6 horas

A 4ª Vara do Trabalho de Porto Velho deu ganho de causa, na primeira audiência, a um empregado da cooperativa de crédito Sicoob Central Norte por jornada estendida. O empregado, que atuava como auditor, pediu demissão e requisitou o pagamento da 7ª e 8ª horas trabalhadas como horas-extras. O Sindicato de Rondônia foi acionado e pôs sua assessoria jurídica para tratar do caso. Além do pagamento das horas-extras sobre fim-de-semana, feriados, férias, 13º salário, FGTS e verbas rescisórias, a empresa foi obrigada a registrar os seis meses em que o empregado trabalhou como prestador de serviços. O secretário jurídico do Seeb Rondônia, Itamar Ferreira, esclarece que um sindicato desconhecido e sem representatividade que atua na região firmou um acordo com a Organização das Cooperativas para tentar burlar a jornada de seis horas. Mas o TRT-RO reiterou que empregados de instituições de crédito também estão sujeitos à jornada de seis horas, por determinação do artigo 224 da CLT. 21/07/2005

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Ocepar – CCT 2004/2005

 

Conforme Cláusula 2ª, Parágrafo 2.2, da Convenção Coletiva de Trabalho 2004-2005, firmada entre Ocepar, FEEB/PR e Sindicatos Filiados, as cláusulas econômicas passaram, a partir de 01/08/2004, a ter os seguintes valores, já computados os índices de junho e julho, conforme abaixo:

INPC

Junho 0,50%

Julho 0,73%

Índice 1,2336%

  

Cláusula 3ª

  Piso Salarial

    Contínuos e Serventes........ R$ 425,68

    Escriturário........................ R$ 623,32

    Caixas e Tesoureiro............ R$ 638,84

 

Cláusula 4ª

  Anuênio .............................. R$   10,02

Cláusula 5ª

  Gratificação de Caixa........... R$ 150,21

 

Cláusula 9ª

  Auxílio Refeição/
  Cesta Alimentação............... R$ 195,79

Cláusula 10

  Auxílio Creche/Babá............. R$ 100,15

Cláusula 12

  Auxílio Funeral..................  R$    390,53

 

Cláusula 21

  Indenização por morte........ R$ 54.962,95

 

Cláusula 33

  Multa................................ R$       11,54

Jornada de trabalho em cooperativa de crédito rural é de 6 horas
As cooperativas de crédito rural equiparam-se às instituições financeiras e bancárias. Sob esse reconhecimento, a Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho deferiu recurso de revista para assegurar o direito de um ex-empregado da Cooperativa de Crédito Rural de Maringá Ltda. (Credimar) à jornada de trabalho diária de seis horas e, consequentemente, às horas extras decorrentes das atividades desempenhadas além desse limite. O relator da decisão unânime foi o ministro Luciano de Castilho.
O fundamento adotado para a concessão do recurso ao trabalhador foi o Enunciado nº 55 do TST, que prevê: “as empresas de crédito, financiamento ou investimento, também denominadas financeiras, equiparam-se aos estabelecimentos bancários para os efeitos do art. 224 da CLT”. O dispositivo da CLT é o que estabelece a duração normal do trabalho dos bancários em seis horas contínuas.
A possibilidade do pagamento de horas extras ao ex-empregado da Credimar havia sido afastada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (com jurisdição no Paraná). O órgão de segunda instância baseou sua decisão na Lei nº 4.595 de 1964, que regulamenta a política e funcionamento das instituições bancárias, monetárias e de crédito.
Segundo o TRT paranaense, a aplicação do art. 224 da CLT e do Enunciado nº 55 ao caso concreto não seria viável, diante da impossibilidade de considerar a cooperativa de crédito rural como uma entidade de natureza bancária. A conclusão do Tribunal Regional decorreu do fato da cooperativa fornecer crédito apenas aos produtores rurais associados, sem intenção de lucro, o que impediria a equiparação da Credimar às cooperativas de crédito comuns, abertas ao público.
Insatisfeito com o pronunciamento regional, o trabalhador interpôs o recurso de revista no TST a fim de obter o reconhecimento de sua condição de bancário. Como conseqüência desse enquadramento, reivindicou seu direito à percepção das horas trabalhadas além da sexta como extraordinárias, nos moldes previstos na legislação trabalhista.
Durante o exame da controvérsia, a Segunda Turma do TST confirmou o direito do trabalhador apesar da peculiaridade apontada pelo TRT paranaense em relação à Credimar. Luciano de Castilho frisou que o art. 18 da Lei nº 4.595/64 atribui a condição de instituição financeira às cooperativas de crédito, subordinando-as às suas diretrizes.
“Assim, as cooperativas de crédito rural efetivamente equiparam-se aos estabelecimentos bancários, para efeito de aplicação do art. 224 da CLT”, afirmou o relator, segundo o qual “equiparada a Credimar aos estabelecimentos bancários, assiste ao trabalhador o direito à jornada prevista no art. 224 da CLT, por força do Enunciado nº 55 do TST”. (RR 698531/00.6)
Fonte: TST

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TST garante hora extra a empregado de cooperativa de crédito
A possibilidade de equiparação entre cooperativa de crédito e instituição bancária, reconhecida pela Subseção de Dissídios Individuais – 1 (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho, assegurou a um trabalhador paranaense o direito à percepção de horas extraordinárias. A decisão foi tomada durante exame de embargos em recurso de revista, afastados (não conhecidos) conforme o voto do relator da matéria na SDI-1, o ministro Carlos Alberto Reis de Paula.
Os embargos foram interpostos pela Cooperativa Central de Crédito do Paraná Ltda. a fim de questionar decisão tomada pela Primeira Turma do TST que anteriormente afastou um recurso de revista da empregadora. O posicionamento adotado pelos dois órgãos do TST confirmou a validade de pronunciamento do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (com jurisdição no Paraná) favorável a um assessor técnico de carteira de crédito.
O trabalhador obteve judicialmente o direito de perceber como extras o pagamento das horas trabalhadas além da sexta diária. Para tanto, o TRT paranaense baseou sua decisão na Lei nº 4.595/64 que dispõe sobre a política e as instituições monetárias, bancárias e creditícias. Em seu art. 18, §1º, essa legislação subordina as cooperativas de crédito a suas diretrizes.
A interpretação aplicada ao caso pelo TRT, e reconhecida pelo TST, permite o enquadramento dos empregados das cooperativas de crédito e está em consonância com o Enunciado nº 55 do TST. “As empresas de crédito, financiamento ou investimento, também denominadas financeiras, equiparam-se aos estabelecimentos bancários para os efeitos do artigo 224 da CLT”, estabelece a súmula que prevê a extensão do limite de seis horas diárias da jornada dos bancários (art. 224 da CLT) aos trabalhadores das empresas de crédito.
Em seus embargos, a cooperativa de crédito paranaense sustentou que a aplicação do Enunciado nº 55 era indevida, uma vez que o caso comportaria a aplicação extensiva do art. 224, § 2º da CLT a seu empregado. O dispositivo citado exclui a possibilidade do pagamento das horas extras aos bancários que exercem funções de direção, gerência, fiscalização, chefia e outros cargos de confiança. Também argumentou violação da Lei nº 5764/71, que classifica as cooperativas como sociedades constituídas para prestar serviços a seus associados.
O voto do ministro Carlos Alberto, contudo, entendeu como válida a aplicação do Enunciado nº 55 do TST ao caso concreto. O relator também descartou a possibilidade de afronta à Lei nº 5764,71. “Não vislumbro tal vulneração, pois em que pese a Lei nº 5.764/71, em seus arts. 4º e 5º, dispor que as cooperativas são constituídas para prestar serviços aos associados, a sua atividade final é de natureza crédito-financeira”, concluiu ao afastar os embargos da cooperativa paranaense. (ERR 600797/1999.2)
Fonte: TST

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Sicredi se expande em São Paulo com apoio da Fiesp
O Sistema de Crédito Cooperativo, Sicredi, que está presente em seis Estados da Federação, se expande em São Paulo com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Fiesp, que prevê a abertura inicial de pelo menos mais oito cooperativas de crédito. No começo desta semana, a Fiesp anunciou a aprovação, pelo Banco Central, da criação de três novas cooperativas de crédito, que farão parte do Sistema de Crédito Cooperativo - Sicredi.
Segundo a Fiesp, as três cooperativas de crédito lançadas ontem vão viabilizar linhas mais baratas de financiamento para pequenas e médias empresas. A expectativa da entidade é que as taxas sejam até 30% menores que a média cobrada pelos bancos para operações entre R$ 100 mil e R$ 150 mil. O público visado pela Fiesp (empresas com faturamento de até R$ 15 milhões) responde por 85% do seu quadro.
Cooperativas de empresários
O projeto-piloto começou ano passado, logo que foi aprovada, em novembro, a Resolução 3.140 do Conselho Monetário Nacional (CMN). O texto facilitou a criação de cooperativas de crédito. E o Sicredi vem oportunizando a expansão do seu cooperativismo de crédito com seriedade, segurança e visão sistêmica. A iniciativa abrange três regiões do Estado: Alta Noroeste (Araçatuba e Birigüi), Alta Mogiana (Sertãozinho e Ribeirão Preto) e ABCD (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Diadema).
As cooperativas terão capital inicial de R$ 450 mil e a alavancagem poderá atingir até sete vezes esse volume. A Fiesp injetou R$ 300 mil como capital inicial de cada cooperativa e outros R$ 40 mil para cobrir despesas de instalação. A entidade pretende reunir pelo menos 30 empresários ligados ao Centro das Indústrias do Estado de São Paulo - CIESP - em cada uma delas. O aporte total dos empresários seria, portanto, de R$ 150 mil, ou R$ 5 mil cada um. Para futuras adesões, o valor mínimo exigido será de R$ 500.
Organização
A organização e o acompanhamento das novas cooperativas serão feitos pelo Sistema de Crédito Cooperativo, Sicredi, com apoio do Bansicredi, o 1º banco cooperativo do País, controlado pelo Sicredi, que disponibilizará os produtos e serviços. Até agora o Sicredi atuava em São Paulo através das cooperativas de crédito de profissionais da área de saúde (sistema Alcred). Com o apoio da Fiesp, o Sicredi se expande para outros setores da economia paulista.
A Fiesp destinou R$ 300 mil em recursos próprios para constituir o capital inicial de cada uma das cooperativas. A entidade espera contar com a adesão de, no mínimo, 30 empresários associados ao Ciesp, cada um contribuindo com R$ 5 mil para cada fundo criado para as três cooperativas.
Essa contribuição deve responder por um total de R$ 150 mil em caixa em cada uma das cooperativas para ser emprestado. Segundo o presidente da Fiesp, Horácio Lafer Piva, já existem no Brasil cerca de 132 cooperativas regionais, mas "de crédito industrial é novidade". Piva ainda acrescentou que este modelo "não ameaça o setor financeiro, como muitos apregoam" e, sim, tem potencial para se tornar grande fonte de financiamento adicional, principalmente para as pequenas e médias indústrias. O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que participou da cerimônia, destacou que o projeto é um instrumento que permite ao Brasil ter oferta de crédito adequada ao seu crescimento.
Crédito barato
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que participou da cerimônia de lançamento das novas cooperativas, destacou que o projeto é um instrumento que permite ao Brasil ter oferta de crédito adequada ao seu crescimento. Segundo Meirelles, "as cooperativas de crédito são fundamentais no barateamento do crédito porque não só se especializam em segmentos específicos de mercado, têm conhecimento do seu mercado - portanto podem assumir riscos maiores - e ao mesmo tempo ajudam a pulverizar a oferta de crédito, aumentando a competição". Na semana passada o Presidente Lula já havia afirmado que as cooperativas de crédito se destacam hoje no mercado financeiro como uma das alternativas de menor custo na hora do financiamento.
Crescimento do Sicredi
Resultado da integração das cooperativas de crédito do Rio Grande do Sul e Paraná em 1996, o Sicredi cresceu ainda mais com a adesão dos sistemas cooperativos de crédito do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, ainda na década passada. No ano 2002 obteve a adesão das cooperativas Alcred, de São Paulo, e no ano passado passou a atuar também em Santa Catarina.
O Cooperativismo Sicredi, com suas raízes centenárias e que atua com integração sistêmica e responsabilidade solidária, tem hoje mais de 820 unidades de atendimento e administra R$ 4 bilhões de recursos pertencentes aos seus 800.000 sócios. No Paraná, o Sicredi tem mais de 260 unidades de atendimento e administra quase R$ 1 bilhão de recursos de seus 170 mil sócios. Na região das Cataratas do Iguaçu, o Sicredi está presente há 21 anos, administra perto de R$ 120 milhões dos seus 17.500 sócios. Nos últimos dois anos, o Sicredi-PR cresceu em média 50% ao ano. A sua mais nova cooperativa, a Sicredi-Autocred, foi constituída há duas semanas em Curitiba, em parceria com o Sindicato de Revendedores de Automóveis e de Auto-Peças. O presidente é Darci Piana, que recentemente assumiu a presidência da Federação do Comércio do Estado do Paraná - Fecomércio.
(Fonte: Jornais Valor, Gazeta Mercantil e Sicredi Central-PR).
Em Cascavel
A Cooperativa Sicredi Cascavel (Rua Paraná, c/ Afonso Pena) em apenas 1,5 ano já administra mais de R$ 7,5 milhões em recursos confiados pelos seus mais de 800 sócios -um ótimo desempenho creditado às excelentes e crescentes parcerias com lideranças e instituições, que somam valores para a comunidade cascavelense.
A Sicredi sempre apregoou a capacidade multiplicativa de uma parceria estabelecida entre as instituições já existentes e líderes em uma comunidade; da sinergia da riqueza gerada pelos setores primário, secundário e terciário da economia, em perfeito intercâmbio; da sinergia da riqueza da grande região compreendida no eixo Cascavel - Catanduvas - Foz do Iguaçu e da sinergia entre as regiões do Estado e do País.
E o Sicredi tem ferramentas institucionalizadas para praticá-la.
Fonte: Gazeta do Paraná

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Sicredi distribui sobras de R$ 1,24 mi para associados
Além de registrar crescimento de 272% no número de associados, cooperativa atingiu com sucesso todas as metas estabelecidas em 2003
Um crescimento de 272% no número de associados nos últimos cinco anos - 30% somente em 2003 -, além de sobras de R$ 1.246.317,68 que serão rateadas proporcionalmente à movimentação financeira entre todos os associados. Estes são alguns dos resultados mais visíveis do balanço patrimonial e financeiro apresentados pela Cooperativa de Crédito Rural Cataratas do Iguaçu - Sicredi Cataratas - aos associados na última quinta-feira, durante a realização da Assembléia Geral Ordinária, em Medianeira, que renovou também um terço do Conselho Fiscal.
A distribuição das sobras de R$ 1.246,317,68 foi aprovada pela unanimidade dos cooperados presentes à Assembléia, que contou também com a presença do presidente da Sicredi-PR, Seno Cláudio Lunkes, além vereadores, prefeitos e outras autoridades.
De acordo com o presidente da Sicredi Cataratas, Manfred Dasenbrock, o ano de 2003 foi de grande importância para a cooperativa de crédito, uma vez que todas as metas estabelecidas para consolidação do banco foram alcançadas com sucesso. "Tivemos uma rentabilidade de 23,7% da conta capital do associado, o que consideramos um bom rendimento diante da situação econômica do País", analisa. Ele destaca, além deste rendimento, que os associados da Sicredi tiveram à sua disposição um grande número de serviços oferecidos pelo banco com taxas especiais, que representam mais vantagens em relação aos demais bancos.
O balanço apresentado pela diretoria da Sicredi Cataratas do Iguaçu mostra uma instituição com forte atuação junto à comunidade. A Sicredi segue a filosofia de transformar em benefícios para a comunidade todos os recursos arrecadados na sua área de atuação. Desta forma, a cooperativa aumenta em R$ 7,5 milhões a oferta de crédito para custeio agrícola e R$ 4,6 milhões em investimentos agropecuários - atendendo a 2.565 associados -, bem como a disponibilização de R$ 22 milhões em crédito geral, beneficiando diretamente 6,5 mil associados.
No segmento de microcrédito a Sicredi Cataratas atendeu 2.452 associados, que tomaram mais de R$ 9 milhões em empréstimos com financiamentos individuais inferiores a R$ 5 mil. Outro destaque na atuação da Sicredi foram as parcerias firmadas com entidades de classe do comércio, como o Sindilogistas em Cascavel; Associação dos Comerciantes de Material de Construção do Oeste e Sudoeste; Acime; Sindilojas, de Foz do Iguaçu, além de outras entidades. Estas parcerias facilitam o acesso a recursos, taxas especiais, além de orientações de empreendimentos.
Metas para 2004
Para este ano a diretoria da Sicredi tem como uma das suas principais metas o crescimento de 35% na captação de recursos, além de aumentar em 25% a captação através de serviços prestados nas comunidades onde atua. A diretoria também prevê a construção de uma unidade de atendimento em São Roque, distrito de Santa Helena, e iniciar os estudos para construção da sede própria em Missal, além de iniciar atendimentos em Catanduvas.
Manfred Dasenbrock justifica a necessidade da construção de uma sede própria em São Roque, lembrando que o município de Santa Helena concentra o maior número de associados entre as unidades e vem respondendo positivamente a todas as ações da cooperativa. A fidelidade do quadro social e a credibilidade do sistema de crédito cooperativo fizeram da Sicredi Cataratas a que obteve o melhor resultados entre as cooperativas de crédito do Paraná, em 2003, de acordo com o presidente do Sicredi-PR, Seno Cláudio Lunkes. "A Sicredi Cataratas serve como modelo para as demais cooperativas de crédito do Paraná e atua como agente de desenvolvimento não apenas dos associados, como também de toda a comunidade onde atua", destaca.
Durante a assembléia da Sicredi, o presidente da Cooperativa Agroindustrial Lar, Irineu da Costa Rodrigues, destacou que somente a Lar e a Sicredi distribuíram quase R$ 15 milhões em sobras para seu quadro social. Para ele estes recursos são fontes de capitalização dos agricultores e também demonstram o fortalecimento do setor agropecuário na região.
Fonte: Gazeta do Paraná (09/02/2004)

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BC pretende elevar atuação de cooperativas
As cooperativas de crédito no Brasil cresceram de forma significativa nos últimos anos, enquanto o número das instituições financeiras tradicionais, como bancos comerciais e financeiras, encolheu quase que na mesma velocidade.
Segundo dados do Banco Central, de 1994 até novembro do ano passado, o número de cooperativas de crédito praticamente dobrou, de 946 foi para 1.428. No mesmo período, o total de instituições financeiras caiu de 1.056 para 693.
Hoje, são mais de 1,5 milhão de brasileiros associados a cooperativas de crédito, contra 1,35 milhão verificado em junho de 2001.
No entanto o próprio BC reconhece que o crédito cooperativo ainda é incipiente no país, se comparado ao de países desenvolvidos. "Economias mais maduras já o utilizam [o crédito cooperado], há muito tempo, como instrumento impulsionador de setores econômicos estratégicos", diz estudo do diretor de Normas do BC, Sérgio Darcy.
Segundo o documento, 46% do total das instituições de crédito da Europa, "que participavam com a expressiva marca de 15% da intermediação financeira da região", eram cooperativas. Os dados são de 2000.
Fonte: Folha Online

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Financiamento: Setor pede mudanças nas regras impostas pelo BC para ampliar área de atuação

Cooperativas de crédito reivindicam recursos do FAT

Ter acesso aos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) é a principal reivindicação do Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi) para poder ampliar o número de beneficiados e diversificar o perfil da clientela. Ainda assim, mesmo com o problema da escassez de verba, o Sicredi tem metas ousadas. Até 2005, o objetivo é de praticamente dobrar o número de agências bancárias pelo Paraná.
Hoje, o sistema reúne 38 cooperativas de crédito, mas a maioria delas (29) é direcionada ao financiamento rural. Juntas, as cooperativas mantêm 209 agências bancárias pelo interior do estado. Nos próximos três anos, a intenção é abrir mais 200 agências. O objetivo, segundo a diretoria do Sicredi, é ter uma média de uma agência por município até 2005 – o Paraná é formado por 399 municípios.
Para o presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski, estimular o cooperativismo de crédito deverá ser uma das principais medidas do novo governo federal, se a intenção for realmente fortalecer as cooperativas do país. "As regras do Banco Central restringem demais as cooperativas de crédito. Há que se fazer mudanças", observa.
Restrições
As restrições do Banco Central vão desde questões mais simples – como proibir a utilização do termo "agência bancária" (o BC obriga as cooperativas a chamarem suas agências de "postos de atendimento") – até a limitação de utilização de recursos. As cooperativas de crédito só podem ter como verba para fazer empréstimos a soma das contribuições das cooperativas parceiras ou verbas públicas destinadas à área rural. Estão fora da Câmara de Compensação, da Reserva Bancária e do Mercado Interfinanceiro.
"O cooperativismo de crédito acaba atendendo muito bem o setor rural, mas poderia ser muito mais utilizada por outros ramos de atividade", ressalta Koslovski. De acordo com o Sicredi, de todo o volume de recursos que as cooperativas agropecuárias tomam emprestado nas mais diferentes fontes, cerca de 10% vêm das cooperativas de crédito. A entidade calcula que, se o setor obtivesse repasse do FAT, as unidades teriam condições de dobrar essa participação.
Exigências
Outro fator que impede um aproveitamento maior do sistema são as exigências cobradas daqueles que pedem empréstimos. O Sicredi alega que não dispõe de fôlego financeiro suficiente a ponto de dispensar a exigência de capital como garantia de financiamento para os produtores agrícolas.
A entidade aposta em uma promessa de campanha do governador eleito do estado, Roberto Requião (PMDB), para atrair aqueles que não têm nada a oferecer de garantir. Trata-se do aval do agricultor, pelo qual as garantias exigidas pelo financiador seriam oferecidas pelo governo do Paraná.
Associações comerciais como cooperativas
Utilizar a estrutura das associações comerciais dos municípios paranaenses para implantar cooperativas de crédito é uma das saídas encontradas pela Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias (Faciap) do Paraná para ampliar as fontes de financiamento disponíveis a pequenos e médios empreendedores. A idéia é transformar as 278 associações comerciais que integram a Faciap em agências de fomento.
No próximo ano, informa a federação, será firmada uma parceria entre Faciap, Sebrae e a Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB) para a implantação de um projeto piloto e único no país. Trata-se da Rede Estadual de Cooperativas de Crédito, que tem a intenção de motivar e mobilizar as associações comerciais.
Rede integrará pontos de atendimento
O Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi) concluirá até janeiro de 2003 a integração, em tempo real, de sua rede de 760 pontos de atendimento existentes no Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e São Paulo. Com a conclusão do

projeto, que utilizou tecnologia da italiana Telespazio, Oracle, IBM e Brasil Telecom, o Sicredi terá o sistema de transações financeiras mais seguro entre as instituições brasileiras, utilizando mais de 700 antenas.
A integração da rede do Sicredi comportou investimentos de R$ 23 milhões em tecnologia, sendo o primeiro grande projeto desta natureza executado pelo Sistema em toda a sua história. A integração em tempo real fará com que um grande número de associados possa realizar operações financeiras com mais segurança e agilidade, principalmente nos municípios onde é a única instituição financeira existente. No Rio Grande do Sul, por exemplo, 52 cidades contam apenas com o Sicredi para suas operações bancárias.
Entre as 132 cooperativas que fazem parte do Sistema, grande parte dos 550 mil associados são residentes das zonas rurais.
O tamanho
Sistema Sicredi Paraná Sistema Sicredi Brasil
01 cooperativa central: Sicredi Central Bansicredi, 5 centrais, confed., BC Card e Corsecoop
26 cooperativas singulares de crédito 126 cooperativas (PR, RS, MT, MS, SP)
110 mil cooperados 509 mil Cooperados
212 Postos de Atendimento 760 Postos de Atendimento Cooperativo
R$ 534 mi em ativos (*) Bansicredi: R$ 2,4 bi de ativos (*)
R$ 171,9 mi em depósitos à vista (*) R$ 869 mi em depósitos à vista (*)
235.937 operações de crédito (*) 1.131.000 operações de crédito (*)
R$ 345 mi em captações (*) R$ 1,5 bi em captações (*)
R$ 10,8 mi em sobras à disposição da AGO(*) R$ 61 mi em sobras à disposição da AGO(*)
75% de crescimento (*) 44% de crescimento médio nos 4 estados(*)
Inadimplência: 3,9% Inadimplência: 4%
* Dados de 2001
Fonte: Sicredi Paraná

Fonte: Gazeta do Povo (10/02/2003)


oceparseta.jpg (1389 bytes) Bansicredi pode operar como banco oficial
O Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi) aguarda para os próximos dias a autorização do governador Jaime Lerner para que o Banco Cooperativo Sicredi (Bansicredi) possa operar em municípios paranaenses onde não exista banco oficial. Com a venda do Banestado para o Itaú, muitas agências do banco estadual acabaram fechando e vários municípios ficaram sem uma instituição financeira.
Segundo o presidente da Cooperativa Central de Crédito do Paraná, Seno Cláudio Lunkes, o BANSICREDI possui hoje no estado 200 agências e tem pedidos de prefeituras para a abertura de mais 50. "Nós abriremos agências nas regiões que se tornarem viáveis financeiramente", acrescenta.
O relatório da diretoria do Sicredi mostrou que no ano passado o sistema apresentou crescimento expressivo no Paraná, chegando a 64% nas operações de crédito; 69% nos depósitos à vista e 97% nos depósitos a prazo. Em 2001, as 27 cooperativas de crédito que integram o sistema realizaram 9.160 operações entre Pronaf e Proger, repassando R$ 62,2 milhões aos agricultores.
O diretor do Sicredi Paraná, Armando Hammerschmitt, informa que o setor também aguarda a autorização do Banco Central para que possa repassar recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para os agricultores. "Se isso ocorrer, como reivindica o sistema cooperativista, o Sicredi deve dobrar o montante de repasses", conclui.