Hoje tem 7ª negociação. Expectativa é que bancos avancem e apresentem nova proposta



Acompanhe as negociações hoje com os Bancos pelo canal de comunicação twitter da Federação, a partir das 14 horas.

CAMPANHA SALARIAL

Nesta sexta-feira (17), a partir das 14 horas, em São Paulo, acontece a sétima rodada de negociação desta campanha salarial da Comissão Executiva Bancária Nacional de Negociação – CEBNN – da Contec (Confederação Nacional dos Bancários) com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). Logo após a reunião da Fenaban, haverá rodadas de negociação do comando nacional dos bancários com as direções do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

 O Paraná estará representado nessas reuniões pelo presidente da Federação dos Bancários do Paraná e do Sindicato de Cascavel e Região, Gladir Basso; Carlos Roberto Rodrigues, vice-presidente do Seeb de Maringá, e Gilberto Lopez Leite, presidente do Seeb de Ponta Grossa.

Para a reunião de hoje, os banqueiros assumiram o compromisso de apresentar nova proposta. A expectativa da categoria é que os bancos tragam proposta que contemple aumento real; garanta empregos; mantenha direitos; e traga o compromisso de não adoção, sem negociação, das novas formas de contratação da reforma trabalhista como terceirizados em atividade-fim, intermitentes, jornada 12x36, por tempo parcial e autônomos; além de melhorias nas cláusulas de saúde da CCT (Convenção Coletiva de Trabalho), já que os bancários são uma das categorias que mais adoecem.

Na última negociação, realizada em 12 de julho, a Fenaban apresentou proposta com apenas a reposição da inflação, medida pelo INPC dos últimos doze meses, para salários, pisos e demais verbas, como PLR, VA, VR e auxílio-creche/babá. Além disso, o setor mais lucrativo da economia não trouxe respostas a outras reivindicações importantes da categoria, como manutenção dos empregos e a não adoção das novas formas de contratação previstas na reforma trabalhista. Pela proposta da Fenaban, o acordo seria de quatro anos, com reposição da inflação a cada data-base (1º de setembro). Para este ano, o reajuste seria de 3,90% (projeção do INPC entre 1º de setembro de 2017 e 31 de agosto de 2018).

“Consideramos muito aquém das nossas reivindicações e inaceitável a proposta patronal apresentada na reunião anterior. Essa oferta patronal não garante empregos dos bancários, não oferece qualquer aumento real por quatro anos e não dá resposta a outras reivindicações é inaceitável”, critica Gladir Basso. Ele manifesta a expectativa de que, na nova rodada de hoje, a Fenaban avence e apresente uma proposta decente, que contemple os anseios da categoria”.

O ALTO LUCRO DOS BANCOS
Mesmo na crise, os bancos ganham, e muito. Em 2017, os cinco maiores bancos que atuam no país (Itaú, Bradesco, Santander, BB e Caixa), que empregam em torno de 90% da categoria, lucraram juntos R$ 77,4 bilhões, aumento de 33,5% em relação a 2016. Só no primeiro trimestre deste ano, eles já atingiram R$ 20,3 bi em lucro, 18,7% a mais do que no mesmo período de 2017. E os balanços do semestre já divulgados pelo Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil apontam que o ritmo de crescimento se manterá.

Entre 2012 e 2017, o lucro líquido das maiores instituições financeiras no País teve uma variação real positiva de 12%. E o volume das atividades também apresentou crescimento nesse período: a carteira de crédito aumentou 25% acima da inflação e o número de clientes com conta corrente e conta poupança apresentou alta de 9% e 31%.


COMPARTILHAR