IA, fechamento de agências e demissões no setor bancário pelo País
O setor bancário brasileiro passa por uma reestruturação profunda impulsionada pela digitalização e pela Inteligência Artificial (IA), resultando no fechamento acelerado de agências físicas e na redução de postos de trabalho. Nos últimos dez anos, o Brasil perdeu 37% de suas agências bancárias, restando pouco mais de 14 mil unidades no início de 2026.
A seguir, veja os principais Impactos e dados:
FECCHAMENTO DE AGÊNCIAS:
Desde 2015, cerca de 7.252 agências fecharam no Brasil. Apenas entre 2024 e 2025. Apenas para ilustrar, vale citar que a Caixa Econômica Federal fechou 163 unidades, enquanto o Bradesco encerrou 342 agências e 1.002 postos de atendimento.
DEMISSÕES E SOBRECARGA:
Desde 2020, aproximadamente 26 mil vagas de trabalho foram cortadas no setor. Instituições como o Itaú Unibanco reduziram sua estrutura, eliminando milhares de postos enquanto aumentavam sua base de clientes, evidenciando o uso da IA para eficiência operacional.
IA E AUTOMATIZAÇÃO:
A Inteligência Artificial é usada para automatizar o atendimento, migrando clientes para o ambiente virtual. Isso resulta em agências "gourmetizadas" para clientes de alta renda, enquanto áreas populares perdem o atendimento físico.
EXCLUSÃO FINANCEIRA:
O fechamento de agências, especialmente no interior, deixou 638 municípios sem agências físicas desde 2015, impactando cerca de 6,9 milhões de pessoas. Idosos e aposentados são os mais afetados pela exclusão digital.
AFASTAMENTOS POR SAÚDE MENTAL:
A pressão por metas e a insegurança gerada pela automação aumentaram os casos de afastamento por transtornos mentais, com o setor bancário liderando esses registros em 2025.
Apesar dos cortes, alguns bancos, como o Banco do Brasil, tentaram manter uma política de não fechamento de agências em determinado período. A tendência, no entanto, é de um banco mais "enxuto", focando em serviços digitais e na automação de processos via IA.