27/08/10
HSBC e Movimento Sindical do Paraná reunido na sede da Federação
Aconteceu na tarde de hoje reunião entre o Movimento Sindical do Paraná
representado pela Federação dos Bancários e seus Sindicatos Filiados com a
Diretoria do Banco HSBC. A reunião foi motivada a partir do sucesso das
atividades realizadas nas agências do banco pelo estado denunciando o abuso da
cobrança das metas, assédio moral, tudo isso gerando um clima organizacional dos
piores possíveis.
Representando o movimento sindical foi interlocutor principal o Presidente da Federação dos Bancários do Paraná e também Presidente do Sindicato dos Bancários de Cascavel, Gladir Basso. Todos os sindicatos filiados à Federação estiveram presentes representados pelos seus presidentes e diretores. Representando o Banco HSBC estiveram na sede da FEEB o Sr. Odair Dutra – Diretor Rede de Agências, Ronis Carvalho – Diretor Regional Rede de Agências Paraná Sul, Sérgio Loução – Superintendente Regional Curitiba e Região Metropolitana, Suzane Drongek – Recursos Humanos Paraná Sul e Rosicler Ferreira – Recursos Humanos Londrina/Maringá e Cascavel e Gilmar Lepchak - Recursos Humanos - Relações Sindicais.
Com pauta específica a reunião partiu com Gladir Basso dando boas vindas aos presentes e abordando as metas abusivas que muitas vezes são sobrepostas durante um mesmo dia, tudo isso agravado com inúmeras videoconferências, deixou clara a insatisfação dentro do banco com um constante clima organizacional péssimo. Presidentes e Diretores dos Sindicatos Filiados apresentaram depoimentos de fatos que acontecem quotidianamente em agências onde funcionários pressionados apresentam inúmeros problemas de saúde física e psicológica.
Ronis Carvalho alegou que hoje as informações
tramitam de forma rápida, on-line, momento a momento, esses acelerados avanços
tecnológicos seriam a principal causa da constante alimentação das metas nas
unidades, pois a cada momento o banco pode corrigir sua posição no mercado e
redefinir suas expectativas. Para o banco o maior paradoxo seria debater formas
de atenuar os feitos da velocidade de informação pois estas seriam as causas da
pressão alegadas pelos empregados nas unidades.
Segundo o banco a mensagem da diretoria permanentemente é “lidere seus
comandados como você gostaria de ser liderado”, o banco alegou desconhecer
outras causas mas admite que esses meios possam influenciar negativamente os
funcionários. Odair Dutra disse aos presentes que permanentemente o modelo de
gestão do banco pode ser aprimorado, que metas fazem parte do cotidiano de todas
as pessoas mas que é responsabilidade dos gestores aplicá-las com coerência,
entretanto, afirmou que o crescimento hoje, exigido pelo HSBC é o patamar mínimo
para manutenção do número atual de agências e colaboradores.
Que o banco procura capacitar o quadro permanentemente e ele próprio tem
procurado proximidade com as “pontas”, isto é, com os colaboradores nas
agências. Odair Dutra alegou que o HSBC contrata permanentemente pessoas e está
comprometido com um processo evolutivo de valorização, entretanto, disse que as
reivindicações do movimento sindical o levaram a reflexões de que a realidade
precisa ser melhorada pois de qualquer forma o executivo da empresa mesmo que
queira acaba ficando distante do empregado da ponta.
O Movimento Sindical cobrou muito o excesso de conservadorismo do banco, que há pressão mas não há maleabilidade e não há alçada nas agências para que alguns negócios sejam feitos. Isso tudo acaba dificultando o cumprimento das metas. O banco respondeu que ouve muita segmentação no HSBC que sendo inglês tem fortes raízes no conservadorismo, mas que hoje é avaliada a redução desse conservadorismo.
Os sindicalistas cobraram dos executivos do banco que não chegam na alta cúpula os reais anseios e as dificuldades e frustrações dos funcionários da base, que há filtros e que não há conhecimento do que o funcionalismo passa no dia a dia nas agências. Odair Dutra assumiu que realmente há essa dificuldade, que a estrutura dificulta proximidade entre todos os empregados, mas as denúncias do movimento sindical lhe chamam a atenção.
Gladir Basso aproveitou para cobrar novamente os pagamentos de planos de participação principalmente das antecipações que foram pagas ano passado e que é preocupação que isso em 2010 funcione com efeito inverso ao esperado desmotivando os empregados. O banco recebeu a preocupação alegando que teremos que esperar os resultados desse ano.
Outra reivindicação dos sindicalistas foi que as metas sejam contempladas quando do cumprimento parcial pois hoje se o bancário chega no final do mês com 80% de atingimento da meta ele esmorece sabendo que não atingirá 100% e conseqüentemente seu sacrifício não será recompensado mesmo que parcialmente. Sobre o tema Gilmar Lepchak informou que o banco já está revendo estes critérios.
As palavras finais do banco foram que metas não serão reduzidas, entretanto com a reunião, o movimento sindical conseguiu demonstrar concretamente para os executivos do banco que as formas de acompanhamento e cobrança precisam ser revistas. Que deve acontecer mais proximidade com os empregados da base principalmente com uma observação próxima das reais condições de trabalho, o banco se comprometeu em iniciar imediatamente uma reavaliação interna da situação apresentada pelos dirigentes sindicais junto aos seus gestores nas agências.
O Movimento Sindical, representado pelo Presidente da FEEB Gladir Basso encerrou a reunião afirmando que os sindicatos e a federação continuarão atuando muito de perto, recebendo denúncias e lutando sem medir conseqüências para a defesa dos trabalhadores, acreditar que o clima organizacional dentro do HSBC vai melhorar é possível, ver isso concretamente acontecer só o tempo poderá confirmar.

Sr. Ronis Carvalho – Diretor Regional Rede de Agências Paraná Sul; Sr.
Gladir Antonio
Basso - Presidente da Federação dos Bancários do Paraná;
Sr. Odair Dutra – Diretor Rede de Agências; e, Sr.
Gilmar Lepchak - Recursos
Humanos - Relações Sindicais
