Caixa testa serviço móvel como opção à
internet
(Mônica Izaguirre)
O internet banking não é mais a única forma de levar as agências
bancárias até o cliente. Um equipamento móvel de apenas 400 gramas, já utilizado
em outros segmentos da economia, foi adaptado para o sistema financeiro e começa
a ser usado por grandes bancos de varejo.
Importada da Coreia do Sul, a BIP 1300 chega para
complementar e não para concorrer com o internet banking. A
grande diferença é que ela permite fazer, fora do ambiente
físico das agências, transações que exigem a presença de um
funcionário do banco, como abertura de contas e cadastramento de
senhas de cartão de débito.
A Caixa Econômica Federal saiu na frente e, após testar 600 unidades,
disponibilizou recentemente quase 5 mil das novas maquininhas para sua rede de
agências, informou ao Valor o vice-presidente de atendimento da ins
tituição,
José Henrique Marques da Cruz.
Outros três grandes bancos também estão testando a novidade, disse Mauro
Henrique Ferrer de Castro, diretor-presidente da Prime Interway, empresa que
distribui com exclusividade a BIP 1300 no Brasil.
Por impedimento contratual, ele não revela que instituições financeiras são
essas. Mas acredita que pelo menos duas delas não vão demorar para seguir o
exemplo da Caixa.
Castro prevê importar este ano 13 mil novas unidades do equipamento, fabricado
pela empresa sul-coreana Pidion. Isso representa quase 40% de tudo que foi
importado desde 2009 (cerca de 18 mil), quando as primeiras máquinas chegaram ao
Brasil.
O processo licitatório feito pela Caixa lhe permite adquirir até 7.810
unidades. Mas, segundo José Henrique da Cruz, "5 mil suprem a necessidade atual
e a expansão da rede para os próximos anos". Portanto, as 13 mil a serem
importadas este ano pela Prime vão para outras empresas, sobretudo bancos.
Quem já comprou lanche em avião provavelmente já viu o equipamento. A máquina
que serve para levar a agência bancária até o cliente é a mesma usada pelas
companhias aéreas para fazer vendas a bordo. O que muda são os aplicativos, diz
Oswaldo Henrique Bastos Salles, presidente da Mob-up Inovações Tecnológicas,
empresa que desenvolveu os aplicativos para a Caixa Econômica Federal.
A Mob-up e a Prime são parceiras no consórcio que venceu a licitação feita
pelo banco estatal.
O sistema financeiro responde por 27% das unidades vendidas até hoje no Brasil,
basicamente por causa da Caixa. Outros 20% estão com o setor público
não-financeiro.
O presidente da Mob-up conta que a BIP 1300 é usada, por exemplo, por órgãos
estaduais de trânsito na emissão de autos de infração e multas. Com a máquina em
mãos e conectada à distância aos computadores da entidade ou órgão fiscalizador,
o fiscal ou guarda de trânsito imprime o documento no próprio local e o entrega
na hora ao motorista infrator.
Mauro Castro, da Prime, conta que a máquina tem sido usada ainda por empresas
de transporte de carga. De onde estiver, o motorista imprime o chamado "Danfinho",
versão reduzida do Documento Auxiliar de Nota Fiscal Eletrônica (DANFE).
"Em um só equipamento você tem um terminal móvel de dados com leitor de
código de barras, leitor de cartões de crédito e de débito, impressora, WI-FI,
Blouthooth e GSM/GPRS", explica ele.
Osvaldo Salles, da Mob-up, acrescenta que, no caso dos bancos, a BIP 1300
serve para fazer as mesmas operações que são feitas nos caixas das agências, com
exceção das que envolvem movimentação de papel-moeda. Em tese, até depósitos e
pagamentos em cheque podem ser recebidos, embora a Caixa ainda não tenha feito
essa opção.
A versão que vem da Coreia do Sul não tem leitor de cheque. Mas a Mob-up
desenvolveu um leitor próprio para acoplagem na BIP 1300, informa Salles. Se o
banco quiser, "a solução está pronta", diz.
O equipamento tem ajudado a Caixa a ganhar correntistas entre empregados de
sua clientela de pessoas jurídicas, ao permitir a abertura de contas bancárias
no local de trabalho, exemplifica José Henrique da Cruz.
Uma equipe de funcionários do banco vai até a empresa, levando as
maquininhas, para que os trabalhadores não precisem ir à agência.
A abertura de conta corrente é um dos procedimentos que não são possíveis via
internet. O preenchimento e envio de formulários podem até ser feitos dessa
forma. A entrega de documentos, por sua vez, pode ser feita pelos Correios ou
por mensageiro do banco. Mas o processo só se completa com cadastramento da
senha de débito, o que exige ida ao banco, observa o vice-presidente da Caixa.
Quanto aos terminais de autoatendimento, ele lembra que, além de não serem
móveis, não cadastram senha de débito de conta corrente.
A Caixa também tem usado a novidade no próprio ambiente físico das agências,
como mecanismo "papa-filas", diz o vice-presidente da estatal. As máquinas têm
servido principalmente para atender os beneficiários do programa Bolsa Família.
Segundo ele, existe uma grande demanda desse público por recuperação de senha
de débito, o que tem sido feito com ajuda da BIP 1300.
(Fonte: Valor Econômico)
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Vigilantes
mantêm greve que restringe saque de dinheiro em
bancos no Paraná
Em algumas agências da Caixa, cada cliente pode sacar R$ 700
por dia nos caixas eletrônicos e R$ 3 mil nos caixas físicos.
Categoria volta a se reunir na sexta (Fernanda
Leitóles, Fernanda Trisotto, Alexandre Costa Nascimento,
Heliberton Cesca e Amanda de Santa)
O Sindicato dos Trabalhadores de Transporte de Valores e
Escolta Armada do Paraná (Sindeesfort-PR), que desde
quarta-feira (1º) realiza uma greve que está afetando o
abastecimento dos bancos, decidiu, em assembleia realizada nesta
quinta-feira (2), manter a paralisação.
A proposta oferecida à categoria, que previa um reajuste de 7,31% e a
elevação do piso dos funcionários da tesouraria, além de aumento no
vale-alimentação e mudança no sistema de banco de horas, foi considerada
insatisfatória. Os trabalhadores devem voltar a se reunir na sexta-feira (3),
data na qual, segundo a estimativa do sindicato, pode começar a faltar dinheiro
nos caixas eletrônicos.

Agência do Banco do Brasil informa, por meio de
comunicado fixado na porta, a restrição aos saques |
Reivindicações
Segundo o presidente do Sindeesfort-PR, Paulo Sérgio Gomes, o impasse surgiu na
semana passada, quando foi aprovado, no dia 26 de janeiro, um indicativo de
greve . Como a proposta patronal não melhorou, a paralisação foi confirmada.
“Não houve nova proposta e mantiveram o que foi ofertado lá atrás, que era a
reposição da inflação mais a renovação da convenção coletiva por dois anos.” O
sindicato pede aumento acima da inflação.
A categoria reivindica reajuste salarial de 13%, convênio médico totalmente
custeado pelas empresas, e inclusão do adicional de 30% por risco de vida no 13º
salário e nas férias. Além dos seguranças de carros-fortes, os chamados de
tesoureiros também estão em greve. Eles são responsáveis pela montagem de
malotes e contagem de dinheiro nas empresas.
A reportagem tentou entrar em contato com Sindicato das Empresas de
Transporte de Valores do Paraná na noite desta terça-feira e também na manhã
desta quarta-feira, por volta das 10h30, mas não obteve sucesso.
O limite de saque nos caixas eletrônicos e físicos foi reduzido em algumas
agências da Caixa Econômica Federal de Curitiba e região metropolitana, em razão
da paralisação. O valor que é possível sacar varia de acordo com a unidade. A
restrição tem como objetivo evitar o desabastecimento. Há restrições em pelo
menos uma agência do Banco do Brasil na capital.
Durante a greve, cada cliente da Caixa pode sacar R$ 700 por dia nos caixas
eletrônicos e R$ 3 mil nos caixas físicos (boca do caixa). Anteriormente, os
limitem eram de R$ 1 mil e R$ 5 mil, respectivamente.
De acordo com a assessoria de imprensa da Caixa, esses valores foram
definidos para as agências que fazem parte da superintendência Curitiba Oeste.
Nas demais unidades da Caixa, o limite irá variar de acordo com as reservas de
dinheiro de cada agência. Os valores podem ser superiores ou inferiores aos que
foram citados anteriormente.
A orientação da Caixa Econômica Federal é para que os clientes procurem as
lotéricas, pois o limite diário não foi alterado: segue sendo de R$ 1 mil por
dia.
Consequências das greve
A ausência dos trabalhadores não afetará apenas os serviços bancários. Com a
greve, ficam suspensas a coleta e distribuição de dinheiro em casas lotéricas e
grandes redes varejistas, por exemplo.
O vice-presidente da Associação Comercial do Paraná, Antonio Miguel Espolador
Neto, porém, acredita que a greve dos funcionários não vá afetar o comércio.
"São poucos estabelecimentos que utilizam esse serviço, com exceção de grandes
redes varejistas. Não vejo problemas nem para lojistas, nem para os clientes",
comenta.
O Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região Metropolitana também disse que
a possibilidade de haver falta de dinheiro nos caixas eletrônicos é grande.
Sobre os caixas físicos, o sindicato afirmou ser remota a possibilidade de os
bancos ficaram sem dinheiro. Segundo o sindicato dos bancários, pode haver
desequilíbrio em algumas agências, principalmente naquelas que fazem mais
pagamentos do que recebimentos. Como há reservas e os bancos também seguem
fazendo cobranças, a entidade não acredita que chegará ao ponto de haver
desabastecimento nos caixas físicos.
A segurança no interior das agências bancárias não apresenta problemas, pois
os vigilantes patrimoniais não entraram em greve.
Febraban
Em nota, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), afirmou
que "os bancos têm contratos com as empresas de Transporte de Valores e esperam
uma rápida solução do conflito, de forma a garantir que o atendimento ao público
não seja prejudicado". A federação ainda ressaltou que os bancos oferecem opções
aos clientes, como redes de agências e correspondentes, além de meios virtuais
de atendimento. (Fonte: Gazeta do Povo)
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É hora de
distribuir os altos lucros dos bancos
Instituições começam a divulgar resultados de 2011 e
Sindicato já está cobrando a antecipação da PLR
O Bradesco e o Santander foram as primeiras
grandes instituições financeiras a divulgar seus balanços de
2011, com lucros de R$ 11 bilhões e R$ 7,8 bilhões,
respectivamente. Na esteira de ambos, o Itaú apresenta seus
números no dia 7 e Banco do Brasil no dia 14; Caixa Federal e
HSBC não divulgaram a data, mas devem fazer seus anúncios também
nos próximos dias.
O movimento sindical está
cobrando de todos os bancos, a antecipação do
pagamento da Participação nos Lucros e Resultados e do valor adicional. “Embora
a data limite seja 1º de março, os bancos já sabem quanto lucraram e têm
condições de antecipar o crédito para valorizar os verdadeiros responsáveis
pelos sempre excelentes resultados: os trabalhadores”, afirma a presidenta do
Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia
Moreira, destacando que o aumento da PLR e outras conquistas da convenção
coletiva só vieram com muita luta da categoria.
Entenda a regra
Nos bancos privados, a PLR corresponde a 90% do salário mais o valor fixo de R$
1.400, limitado a R$ 7.827,29. Em 2011 foi antecipada a primeira parte desse
montante, o equivalente a 54% do salário mais R$ 840, limitado a R$ 4.696,37.
Caso a distribuição da diferença aos trabalhadores, que vem agora, fique
inferior a 5% do lucro líquido anual, a instituição financeira tem de subir os
valores até atingir os 5% ou o teto de 2,2 salários, limitado a R$ 17.220,04.
Já a parcela adicional, que é paga sem desconto da PLR e dos programas
próprios de remuneração, equivale à distribuição de 2% do lucro líquido entre
todos os trabalhadores da empresa, limitado a R$ 2.800. Da mesma forma que a PLR,
em 2011 os trabalhadores receberam um adiantamento de até R$ 1.400. Assim,
também até 1º de março, os funcionários têm de receber o restante do valor
adicional, que pode chegar a até R$ 1.400.
O banco Safra efetuou os créditos aos seus funcionários em dezembro.
Caixa Federal
Os empregados da Caixa Federal seguem a regra da PLR e do valor adicional
prevista em acordo assinado com a federação dos bancos (Fenaban). No entanto,
esses trabalhadores também asseguraram em seu acordo específico a PLR Social que
corresponde à distribuição linear de 4% do lucro líquido de 2011. Os
complementos dos valores também têm de ser pagos até março.
Banco do Brasil
Os funcionários do Banco do Brasil recebem a PLR semestralmente que é composta
pela distribuição de 4% do lucro líquido acrescidos dos módulos bônus e Fenaban.
PLR sem IR
Com a retomada dos trabalhos no Congresso Nacional, no mês de fevereiro, o
movimento sindical volta a pressionar os parlamentares
para que a PLR dos trabalhadores fique isenta do imposto de renda. A campanha
pela isenção foi iniciada no final do ano passado por bancários, metalúrgicos,
químicos e petroleiros. Entre as iniciativas do movimento foram entregues, em
Brasília, 220 mil assinaturas de trabalhadores cobrando a isenção. Além disso,
dirigentes sindicais debateram a importância da medida em audiências com
representantes do Governo Federal e do Congresso. (Fonte:
SEEB SP)
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Banco pagará
diferenças salariais a gerente que acumulou funções
Uma bancária contratada pelo Banco Itaubank S/A como
gerente de contas, mas que exerceu funções mais complexas ao
acumular sua atividade com a de gerente geral receberá as
diferenças salariais decorrentes desse acúmulo. A Oitava Turma
do Tribunal Superior do Trabalho r
eformou
decisão que condenou o banco a pagar a diferença no percentual
de apenas 30% da remuneração da gerente geral.
Admitida em abril de 1994 como "gerente de personal bank",
entre 2002 e 2003 a bancária foi gerente de contas na agência localizada no
bairro de Pituba, em Salvador (BA). De 2004 até agosto de 2007 foi designada
como "back-up" (substituta) da gerente geral, por esta ter assumido, nesse
período, a gerência de duas outras agências. Com isso, passou a desempenhar
funções diferentes daquelas para as quais fora contratada, de maior complexidade
e responsabilidade, além de continuar exercendo as inerentes a seu cargo até
setembro de 2007, quando foi dispensada.
O acúmulo de novas funções, sem a devida remuneração,
evidenciou para ela o direito de receber diferenças salariais, em valor
correspondente a 30% de sua remuneração total e suas integrações ao salário. Com
este propósito, ajuizou ação na Justiça do Trabalho. O juiz da 20ª Vara do
Trabalho de Salvador considerou provado o acúmulo de funções e condenou o banco
a pagar diferença salarial no percentual de 30% do valor pago à gerente geral. O
Itaú, porém, conseguiu reformar a sentença no Tribunal Regional do Trabalho 5ª
Região (BA).
No recurso ao TST, a gerente citou precedente que registra
a permuta como uma das características do contrato de emprego e reforça a ideia
de que deve haver equivalência entre a prestação do trabalho e a remuneração. O
relator, juiz convocado Sebastião Geraldo de Oliveira, acolheu a argumentação.
Segundo ele, se a substituição de caráter não eventual, inclusive em férias,
possibilita o direito ao salário do substituído, conforme a Súmula 159 do TST,
nada mais lógico do que ser devida também a contraprestação salarial pelo
exercício permanente, em caso de acumulação de atribuições.(Lourdes Côrtes/CF)Processo:
RR-200832-40.2010.5.05.0000 (Fonte: Correio Forense)
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Após Itaú,
Bradesco e BB, site do HSBC é atacado por hackers nesta quinta
(Nayara
Fraga)
Hackers atacaram na manhã desta quinta-feir
a
2, o site do banco HSBC. Às 11h15, a página principal do site
estava fora do ar - e assim permanece até às 12h27. O site
internacional também foi atacado por volta das 12h.
A ação faz parte de uma série de ataques comandada por um grupo identificado
no Twitter como @AntiSecBrTeam. Os sites do Itaú, do Bradesco e do Banco do
Brasil já foram atacados nesta semana.
Em todos os casos, as páginas foram apenas derrubadas. Não houve invasão ou
roubo de dados. "Não somos crackers (hackers que cometem crimes), não usamos
nosso conhecimento para roubar dinheiro. Em nossos ataques deixamos apenas o
site inacessível", disse ao Estado um hacker que assina como Bile Day.
O HSBC informa, por meio de sua assessoria de imprensa, que o site
www.hsbc.com.br está apresentando um volume de acessos acima do esperado - o
mesmo ocorrido com os outros bancos. A instituição trabalha neste momento para
normalizar o serviço e esclarece aos clientes que há outros canais alternativos
de atendimento, como caixas eletrônicos e Phone Centre.
Ações desse tipo, em geral, ocorrem pelo método da distribuição de ataque por
negação do serviço (DDoS, na sigla em inglês): bombardeia-se uma página com
milhões de acesso simultâneos até que ela fique extremamente lenta e
inacessível. Isso pode ser feito por meio de inúmeros computadores infectados,
que poderiam ser programados para acessar um site ao mesmo tempo, ou pela
invasão em grandes servidores, explica o professor da Escola Politécnica da USP
Marcelo Zuffo.
Os ataques, como anunciado pelos hackers no Twitter, fazem parte da #OpWeeksPayment
- intitulada assim por esta ser a semana em que os salários são pagos. O
objetivo é afetar a população, "que é muito acomodada", disse o hacker Bile Day
ao Estado. O @AntiSecBrTeam se diz parte do movimento Anonymous, grupo hacker
internacional que invadiu, em 2011, sites como o do FBI e da CIA e que, neste
ano, invadiu o site da Sony em protesto contra o fechamento do site Megaupload.
"Nós nos posicionamos contra corrupção, desigualdade e etc.", disse o hacker
por e-mail. (Fonte: Estadão)
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Pedido de
demissão não impede bancário de receber adicional de
transferência
(Dirceu Arcoverde/CF)
Em sua primeira sessão de 2012, realizada
ontem (2), a Subseção 1 Especializada em Dissídios
Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho manteve,
por maioria, decisão da Primeira Turma que condenou o Banco do
Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) a pagar o adicional de
transferência a um ex-funcionário que, após ser transferido e
permanecido no posto
por
apenas um ano e quatro meses, teria pedido demissão. A Subseção,
ao não conhecer do recurso do banco, considerou que a
transferência do funcionário foi provisória e, portanto, devido
o adicional previsto na Orientação Jurisprudencial nº 113 da SDI-1.
O funcionário foi transferido em janeiro de 2001 de Porto Alegre para
Tupanciretã, também no Estado do Rio Grande do Sul. Em junho de 2002, pediu
demissão e, posteriormente, pleiteou na Justiça do Trabalho o adicional de
transferência previsto no artigo 469, parágrafo 3º da CLT.
Em sua defesa, o banco sustentou que o adicional somente era devido aos
empregados cujos contratos não previssem a possibilidade de transferência, ou
quando esta ocorresse sem a anuência do trabalhador e em caráter provisório.
Argumentou ainda que não deveria ser condenado por algo a que não deu causa,
pois o pedido de demissão do bancário é que impediu a sua permanência no local
para onde fora transferido.
A Primeira Turma, ao julgar recurso de revista, manteve a decisão que
condenou o banco ao pagamento do adicional. Para a Turma, o tempo de duração da
transferência era insuficiente para a caracterização de definitividade. O banco
recorreu da decisão à SDI-1 por meio de embargos.
O relator na SDI-1, ministro Augusto César de Carvalho, observou que o fato
de o empregado haver pedido demissão não caracterizaria a transferência como
definitiva. Para o ministro, a decisão da Turma estava em conformidade com a OJ
113, o que inviabilizaria o conhecimento dos embargos, conforme disposto no
artigo 894, inciso II, da CLT.
O voto do relator foi seguido pela maioria dos ministros da SDI-1. Ficaram
vencidos os ministros Maria Cristina Peduzzi, Milton de Moura França, Ives
Gandra Martins Filho, João Batista Brito Pereira e Renato de Lacerda Paiva.
Processo: RR-30600-76.2003.5.04.0611 (Fonte: TST)
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Desvio no
PanAmericano chega a R$ 100 milhões, revela auditoria no banco
No dia 9 de novembro de 2010, um helicóptero decolava do alto do
prédio localizado no número 2.240 da Avenida Paulista com R$ 10
milhões em dinheiro na bagagem. A quantia foi uma das últimas
boladas levadas por ex-diretores do Banco PanAmericano antes de
deixarem o comando da instituição, naquele mesmo dia. O relato é
feito por ex-funcionários do banco, que pertenceu ao empresário
e apresentador Silvio Santos até a venda do controle ao BTG
Pactual, concretizada nos primeiros dias de fevereiro do ano
passado.
O valor supostamente sacado pelos executivos em seu último
dia de suntuosa paz é apenas um décimo do que estima-se que tenha sido desviado
do PanAmericano ao longo dos últimos anos. Pelo menos R$ 100 milhões repassados
pelo banco aos ex-diretores foram comprovados pela auditoria interna feita pela
nova administração.
Desses R$ 100 milhões, a maior parte entrou nos cofres das
empresas mantidas pelos antigos executivos. Ao
todo,
R$ 76,27 milhões foram pagos a 12 ex-diretores do PanAmericano e de outras
empresas do Grupo Silvio Santos entre janeiro de 2008 e novembro de 2010, quando
foram descobertas as fraudes contábeis que levaram o banco a um rombo de R$ 4,3
bilhões em seu patrimônio (veja quadro ao lado).
Segundo a auditoria interna feita no PanAmericano, no topo
da lista dos "mais bem pagos" está o ex-presidente do banco, Rafael Palladino.
Por meio de duas de suas empresas - a Max Control Assessoria e Investimentos e a
Max Control Evento e Promoção -, Palladino levou pelo menos R$ 19,8 milhões do
PanAmericano entre janeiro de 2008 e novembro de 2010.
Em segundo lugar no ranking está Luiz Sebastião Sandoval,
que presidia o conselho de administração do banco, com R$ 13,7 milhões recebidos
no mesmo período. Wilson Roberto de Aro, o ex-diretor financeiro da instituição,
levou R$ 12,8 milhões.
Os R$ 76,27 milhões referem-se, supostamente, ao pagamento
de salários e bônus aos executivos, feitos a pessoas jurídicas (veja texto ao
lado). No entanto, os contratos de prestação de serviços encontrados pela
auditoria interna do PanAmericano - que, em tese, deveriam justificar essas
quantias - trazem valores muito menores do que o numerário pago efetivamente aos
ex-diretores.
Palladino, por exemplo, tinha contratos assinados entre a
PanAmericano Administradora de Cartões de Crédito e suas duas empresas no
montante de R$ 78.950,00 mensais cada uma - ou seja, um salário contratado de R$
157.900,00 ao mês. Em um ano, portanto, deveria receber R$ 1,89 milhão. Na
prática, recebeu R$ 6,99 milhões durante o ano de 2008 e R$ 10,69 milhões em
2009. Em 2010, ano em que o Banco Central (BC) descobriu problemas no balanço do
banco, recebeu "apenas" R$ 2,19 milhões até novembro.
Já os contratos do PanAmericano com Luiz Sebastião Sandoval
e Wilson Roberto de Aro sequer foram encontrados pela nova administração do
banco. Mas os executivos certamente estariam entre os mais bem pagos do Brasil,
a considerar os valores anuais recebidos por ambos de 2008 em diante. Sandoval
recebeu R$ 4,7 milhões em 2008, R$ 7,28 milhões em 2009 e R$ 1,77 milhão em
2010. Aro foi remunerado com R$ 4 milhões em 2008, R$ 7,96 milhões no ano
seguinte e R$ 850 mil em 2010.
Os valores recebidos pelo grupo de 12 executivos
identificados pela auditoria interna do PanAmericano superam os R$ 76,1 milhões
de lucro que o banco apurou no primeiro trimestre do ano passado, quando a nova
administração começava a colocar as contas em dia. Mas não foram os únicos
recursos recebidos por eles. A auditoria interna apontou saques em espécie que
somaram R$ 16 milhões de 2006 a 2010 - valores não incluídos nos repasses feitos
às empresas dos executivos.
Nesse ranking, o campeão foi o ex-diretor jurídico do
banco, Luiz Augusto Teixeira de Carvalho Bruno. Bruno, conhecido internamente
como o "advogado de Palladino", solicitou aos funcionários da contabilidade e da
tesouraria do PanAmericano 29 saques de dinheiro ao longo de 2009, conforme
apurou a auditoria. Ao todo, levou do caixa do banco o montante de R$ 8,71
milhões apenas naquele ano. Em 2010, levantou metade dessa quantia - R$ 4,41
milhões - dos cofres do banco com 16 saques. Apenas em um dia de 2010 - mais
precisamente em 25 de junho - sacou R$ 1,4 milhão em espécie.
Funcionários que entregavam o dinheiro aos executivos
afirmaram à Polícia Federal (PF) que a justificativa era a de que os valores se
referiam a "adiantamentos". No caso de Bruno, os "adiantamentos" eram levados ao
segundo subsolo do prédio e colocados sempre no porta-malas do carro do
executivo, conforme relatos de testemunhas à PF.
A "quadrilha" - como vem sendo chamado o grupo de
ex-diretores do PanAmericano pelos novos funcionários do banco - teve algumas de
suas operações financeiras sob a mira do Conselho de Controle de Atividades
Financeiras (Coaf).
Muitas delas escaparam aos olhos do órgão, responsável por
identificar indícios de lavagem de dinheiro no sistema financeiro, pois a tarefa
de informar saques elevados em espécie e operações suspeitas é dos próprios
bancos. Testemunhas informaram à PF que os executivos os orientavam a não
informar as operações ao Coaf.
Operações realizadas pelos ex-diretores em outros bancos,
no entanto, não escaparam da mira do Coaf. Palladino, por exemplo, movimentou R$
17,5 milhões nas contas de suas empresas no Citibank até março de 2011 - sendo
que R$ 15 milhões após a descoberta das fraudes e a troca da diretoria do banco.
Ainda segundo informações do Coaf, que compõem o inquérito
aberto pela PF para apurar indícios de fraudes contábeis e crimes contra o
sistema financeiro nacional no PanAmericano, Wilson Roberto de Aro recebeu R$
4,9 milhões em sua conta no Citibank entre 21 de setembro e 17 de dezembro de
2010.
Ao contatar a criminalista Maria Elizabeth Queijo, que atua
para o ex-presidente do banco Rafael Palladino, o Valor foi informado de que ela
não fala com jornalistas. Procurado pela reportagem, o advogado Luiz Fernando
Pacheco, que defende o ex-diretor financeiro Wilson Roberto de Aro, preferiu não
se manifestar sobre o caso.
David Teixeira de Azevedo, criminalista contratado pelo
ex-diretor jurídico Luiz Augusto Teixeira de Carvalho Bruno, diz que o executivo
jamais fez saques em espécie na tesouraria do banco. "Ele não sacou esses
valores", afirma. Segundo o advogado, os saques foram feitos em nome de Bruno,
mas não há assinatura dele nos registros.
Salários eram pagos via PJ, justificam criminalistas
A justificativa da maioria dos advogados contratados pelos ex-diretores
do PanAmericano para explicar os valores recebidos pelas empresas das quais são
titulares é a de que as quantias referem-se a salários e bônus devidos pelo
banco. De acordo com Flávia Tennenbaum, do escritório Toron, Torihara e Szafir
Advogados, que atua para todos os ex-membros do conselho de administração do
banco, os repasses feitos às empresas de Luiz Sebastião Sandoval e João Pedro
Fassina seguiram normas existentes há mais de dez anos no Grupo Silvio Santos.
Essa é a mesma explicação do advogado David Teixeira de Azevedo, contratado pelo
ex-diretor jurídico Luiz Augusto Teixeira de Carvalho Bruno.
O advogado Adriano Sallis Vanni, que defende o ex-diretor
administrativo e de crédito do PanAmericano Adalberto Savioli, disse ao Valor
que durante anos seu cliente foi empregado celetista do banco. "Em 2007 ele
recebeu a instrução de que deveria abrir uma empresa para receber seus proventos
por ela", conta. "Foi uma determinação da holding." Da mesma forma aconteceu com
o ex-diretor comercial Carlos Roberto Vilani, segundo diz seu advogado,
Pierpaolo Bottini. "Pediram para ele abrir uma empresa, como acontece em todos
os bancos."
Gontran Guanaes Simões, criminalista que defende os
executivos José Maria Corsi, Maurício Bonafonte dos Santos e Vilmar Bernardes da
Costa, afirma que seus clientes não eram funcionários do PanAmericano, mas de
outras empresas do grupo, onde ainda trabalham. Segundo o advogado, apenas Costa
teve passagem pelo banco, quando exerceu temporariamente a função de diretor de
investimentos. Os três, segundo o advogado, receberam cartas nas quais o
presidente do grupo, Guilherme Stoliar, declara que eles nunca receberam
qualquer importância que não fosse devida.
O advogado Alberto Nascimento, que atua para o ex-diretor
da PanAmericano Cartões de Crédito Antônio Carlos Quintas Carletto, diz que o
executivo trabalhou na empresa de 2005 a 2008 e que também recebia pela pessoa
jurídica. Segundo ele, como os bônus eram pagos em 20 parcelas, Carletto
continuou recebendo após deixar a companhia. Procurado pelo Valor, o advogado
André Kehdi, que defende o ex-diretor de tecnologia do PanAmericano, Eduardo
Ávila Pinto Coelho, preferiu não se manifestar. (Fonte: Valor Econômico)
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Febraban e
metalúrgicos do ABC aderem a Programa de Prevenção de Acidentes
de Trabalho
(Augusto Fontenele/CF)
O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro João
Oreste Dalazen, estará hoje (3) em São
Paulo, quando receberá a adesão da Federação Brasileira de
Bancos (Febraban) e do Sindicato dos Me
talúrgicos
do ABC Paulista ao Programa de Prevenção de Acidentes do
Trabalho do TST. Ele também conhecerá o Comitê Sindical de
Empresa (CSE) da fábrica da Mercedes-Benz, que busca conciliar
os conflitos trabalhistas antes que sejam levados à Justiça.
Dalazen chega às 9h no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, onde assinará,
junto com o presidente da instituição, Sérgio Aparecido Nobre, o termo de adesão
do sindicato ao Programa de Prevenção de Acidentes. Ainda pela manhã, às 10h30,
visita a fábrica da Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo, para conhecer suas
instalações e o Comitê Sindical de Empresa (CSE).
À tarde, às 15h30, o ministro se reúne no auditório da Febraban com o
presidente da entidade, Murilo Portugal, para participar da solenidade de adesão
da instituição e dos bancos associados ao Programa de Prevenção de Acidentes. Na
ocasião, assistirá a apresentação das "Diretrizes para a Melhoria da Gestão da
Saúde e Segurança no Trabalho nos Bancos", pelo professor Renê Mendes.
O Programa Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho é uma iniciativa do
Tribunal Superior do Trabalho e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, em
parceria com o Ministério da Saúde, o Ministério da Previdência Social, o
Ministério do Trabalho e Emprego, a Advocacia-Geral da União e outras
instituições públicas, visando à formulação e execução de programas e ações
nacionais voltadas à prevenção de acidentes de trabalho e ao fortalecimento da
Política Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho. O principal objetivo do
programa é reverter o cenário de crescimento do número de acidentes de trabalho
presenciado no Brasil nos últimos anos. (Fonte: TST)
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Setor financeiro está mais otimista com
economia, aponta Febraban
Economistas de instituições bancárias estão mais
otimistas neste início de ano em relação ao desfecho da crise
europeia. Cerca de 60% acreditam que a situação melhorou, o que
deve levar o Brasil a ter um desempenho mais positivo neste ano.
A estimativa da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos)
é que a economia brasileira crescerá 3,4% neste ano.
"Se não houver piora no cenário externo, o crescimento pode ser maior do que
isso", disse o economista-chefe da e
ntidade,
Rubens Sardenberg. "Este número está mais para piso do que para teto".
Além de um cenário externo menos pessimista, o economista
diz acreditar que o Brasil crescerá devido aos estímulos anunciados pelo governo
e que farão efeito neste ano. O BC já informou que a taxa básica de juros deve
chegar à casa dos 9% e uma série de entraves ao crédito foi retirada.
A Febraban espera que o crédito cresça 16,5% este ano, mas pode chegar a 20%
caso as projeções de retomada da economia brasileira se confirmem.
"A variável-chave é o cenário externo", disse Sardenberg.
Um desdobramento mais favorável lá fora ajuda a impulsionar o crescimento
brasileiro mas, alerta Sardenberg, pode fazer ressurgir a preocupação com a
inflação. O cenário básico da Febraban é de uma inflação de 5,3% neste ano,
contra os 6,5% do ano passado.
Mas, na medida em que a economia se recupera com mais
intensidade, a expectativa é de que os preços voltem a subir com mais força, o
que, diz Sardenberg, pode levar o BC a voltar a subir os juros em 2013.
"Se a economia crescer mais, o risco de termos juros um
pouco mais elevados [em 2013] é razoável", disse.
Segundo economistas ouvidos pela Febraban, o esforço fiscal do governo deve
ficar abaixo da meta este ano e fechar em torno de 2,8%. Mas, na opinião do
economista, o governo dá sinais de que está comprometido em alcançar o objetivo
e pode até sacrificar investimentos para chegar à meta.
Sobre o crédito, a opinião da Febraban é que os bancos
privados voltarão a emprestar com mais intensidade neste ano, diminuindo a
vantagem do crédito direcionado sobre os empréstimos com recursos livres.
"Com a progressiva melhora do cenário externo, os bancos
deverão ser mais agressivos, reduzindo juros e melhorando a oferta de crédito",
afirmou.
A Febraban ouviu 30 analistas entre os últimos dias 26 e 31. (Fonte: Folha
Online)
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Aposentados e
pensionistas tomam R$ 28,4 bi em empréstimos consignados
Aposentados e pensionistas contraíram, no ano
passado, R$ 28,4 bilhões em dívidas na modalidade de crédito
consignado. O valor é quase 6% a mais do que o montante das
operações feitas em 2010, quando os bancos liberaram R$ 26,8
bilhões, segundo informações do Instituto Nacional do Seguro
Social (INSS).

O número de operações fechadas no ano passado aumentou ligeiramente em
relação a 2010. Foram fechados 10,2 milhões de contratos de crédito consignado,
1,53% a mais do que em 2010, com 10,1 milhões.
Só em dezembro foram liberados R$ 2,29 bilhões nesta modalidade de crédito,
2,96% menos que em novembro (R$ 2,36 bilhões). O número de operações também
caiu, de 729 mil contratos para 711 mil (-2,5%). Do total de operações do mês,
37,6% foram contratadas por segurados na faixa etária de 60 a 69 anos. As faixas
etárias de 50 a 59 anos e de 70 a 79 anos foram responsáveis, cada uma, por 23%
dos empréstimos liberados em dezembro.
Do total de operações consignadas de empréstimo pessoal e de cartão de
crédito, em dezembro, mais da metade (384 mil) foram efetuadas por segurados com
renda de até um salário mínimo. Esses aposentados e pensionistas contrataram, em
média, R$ 2.341,39 em cada operação de empréstimo pessoal e R$ 456,91 em cartão
de crédito.
Na faixa salarial de um a três salários mínimos, os empréstimos pessoais
tiveram como valor médio R$ 3,3 mil e, na contratação via cartão de crédito, R$
570,40. Na faixa acima de três salários mínimos, o valor médio de cada
empréstimo na modalidade de crédito pessoal e cartão de crédito foi R$ 6 mil e
R$ 729, respectivamente.
A margem consignável do empréstimo pessoal é limitada a 30% da remuneração
líquida dos aposentados e pensionistas.
O balanço completo das operações de crédito consignado na folha de pagamento do
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em 2011 estão disponíveis na página
do Ministério da Previdência Social na internet. (Fonte:
Agência Brasil)
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Lucro do Safra cresce 19,7% e alcança R$
1,25 bilhão em 2011
O Banco Safra encerrou o exercício de 2011 com o
lucro líquido de R$ 1.254,4 milhões, 19,7% superior aos R$
1.048,1 milhões registrados em igual período de 2010.
Os
ativos do Safra cresceram 18,5%, totalizando R$ 86,9 bilhões ao
final do exercício. A carteira de crédito, incluindo avais e
fianças, fechou o ano com o total de R$ 56,9 bilhões, um
incremento de 31,8% em relação ao fim de dezembro de 2010.
O patrimônio líquido elevou-se a R$ 6,0 bilhões. A
rentabilidade anualizada foi de 21,6%, acima da já elevada taxa
de retorno dos anos anteriores. O índice de Basiléia, que
expressa a capitalização do banco, ficou em 13,2%, situando-se,
assim, confortavelmente acima do mínimo de 11% exigido pelo
Banco Central.
Destacaram-se no ano as operações de captação realizadas no
exterior, em R$ 2,1 bilhões.
O Banco Safra tem a classificação investment grade, atribuída
por Standard & Poor's, Fitch e Moody's, as três principais
agências internacionais de risco.
Como ressalta Rossano Maranhão, presidente do Banco Safra, 2011
foi consistente com o histórico de desempenho do banco.
"Conseguimos aumentar nossas operações de forma significativa,
mantendo a política conservadora de sempre, bem como o foco na
solidez", assinala.
As práticas e tecnologias utilizadas pelo Safra na concessão
de crédito revelaram sua eficácia, pois a inadimplência,
considerando-se créditos vencidos acima de 90 dias, foi de 1,1%,
índice dos mais baixos do mercado financeiro. Do total dos
créditos, 93,1% fecharam o ano classificados nos níveis AA, A e
B.
O Grupo Safra é um importante agente do Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social(BNDES), tendo atingido em 31
de dezembro de 2011 o montante de R$ 8,3 bilhões em repasses ao
setor produtivo.
No final do ano, os recursos de terceiros, que são a soma das
captações e dos recursos administrados pela Safra Asset
Management atingiram R$ 106,5 bilhões, mais 28,6% em relação a
dezembro de 2010. A Safra Asset Management mantém-se entre as
maiores administradoras de recursos. (Fonte:
DCI)
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Santander
altera gestão de fundos de pensão e caixas assistenciais
O Santander mudou a gestão de benefícios dos fundos de pensão (Banesprev,
Sanprev e Bandeprev) e de caixas assistenciais (Cabesp e e ex-Me
ridional).
A medida foi divulgada através de comunicado interno do banco,
no último dia 5 de janeiro.
Antes realizada pelo Departamento de Recursos Humanos, agora
a administração das entidades passou para a responsabilidade da
Vice Presidência Executiva de Assuntos Corporativos do
Santander.
"Essa mudança é prejudicial, pois mostra que o foco do banco
é no dinheiro", avalia o diretor da Afubesp, Camilo Fernandes.
"Tirar a gestão da área do RH faz com que a administração dos
benefícios e da assistência à saúde fique em segundo plano",
finaliza.
Já o SantanderPrevi continua sob a responsabilidade do RH do
banco. (Fonte: Afubesp)
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Negociação
com Mercantil do Brasil retornam no
dia 7
Após insistentes cobranças dos representantes dos
funcionários, a Comissão de Organização dos Empregados do Banco
Mercantil do Brasil (COE-BMB) representada pela direção de
vários si
ndicatos
de bancários do Brasil, retomam as
negociações com a direção do Banco Mercantil do Brasil no
próximo dia 7 de fevereiro em Belo Horizonte. Neste mesmo dia,
haverá reunião da COE as 9 horas na sede deste Sindicato
de BH.
O banco confirmou a reunião solicitada pelos representantes
dos bancários para tratar de várias pendências existentes como o
plano de saúde que há muito os funcionários cobram a inclusão do
cônjuge sem oneração e o fim do acúmulo dos boletos médicos que
são descontados de uma só vez no ordenado.
Outros temas a serem discutidos são o modelo de PLR adotado pelo banco que
usa como parâmetro de metas a redução das despesas operacionais
e o Plano de Cargos e Salários (PCS) que os bancários e o
movimento sindical tanto anseiam.
O funcionário do Mercantil e diretor do Sindicato
dos Bancários de Belo Horizonte, Marco Aurélio, ressalta
que o banco precisa apresentar uma proposta que contemplem os
anseios dos funcionários que tanto trabalham e exigem que o
banco atenda as nossas justas reivindicações, afirmou.
Já o funcionário do Mercantil e diretor do Sindicato, Vandeci
Antônio, ressalta a importância de um Plano de Cargos e Salários
para os funcionários. Um PCS justo seria bom muito para os
funcionários, ao contemplar suas expectativas e também para o
banco que contaria com a motivação dos trabalhadores que
poderiam produzir muito mais.
Mas para que isso ocorra precisamos que o RH do banco volte os
olhos para o trabalhador do Mercantil. Os representantes do
banco deveriam visitar os departamentos e principalmente as
agências para ver a dedicação desses funcionários que se
desdobram para fazer o patrimônio do banco crescer, mas que nem
sempre são valorizados como deveriam pela empresa.
(Fonte: SEEB BH)
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Bancos
preparam novo cadastro de aposentado pelo INSS
Os aposentados e pensionistas do INSS (Instituto
Nacional do S
eguro
Social) que recebem o benefício no Bradesco, no Itaú Unibanco e
na Caixa Econômica Federal começam a ser avisados do
recadastramento anual a partir desta quarta-feira.
A partir de março, o recadastramento passa a ser obrigatório
para todos os aposentados e pensionistas que recebem o benefício
por conta-corrente ou poupança.
Antes, a exigência valia apenas para quem recebe a grana por
conta-benefício.
O segurado deve aguardar notificação do banco por meio de carta
ou nos caixas eletrônicos. Cada banco adota uma data diferente
para o mês de recadastramento.
No Bradesco, o cliente já pode se recadastrar pelo sistema de
leitura da palma da mão (chamado de biometria), direto no caixa
eletrônico. Depois disso, não será necessário apresentar
documentos na agência.
O Santander afirma que já avisa seus clientes há um mês sobre
o cadastro obrigatório.
O Banco do Brasil diz que o procedimento já é feito desde
dezembro.
No caso do HSBC, o aposentado faz o recadastramento no mês do
seu aniversário.
VEJA OS PRAZOS
| Banco |
Quando começa o
recadastramento |
Quando vai avisar o
aposentado |
Documentos
necessários |
| Bradesco |
Março |
A partir de hoje |
RG, carteira de
trabalho ou carteira de habilitação (o
banco usa leitura da palma da mão) |
| Caixa |
Março |
A partir de hoje |
RG, carteira de
trabalho ou carteira de habilitação |
| Banco do Brasil |
Vale desde dezembro |
Começou no ano
passado |
RG, CPF e comprovante
de residência |
| Santander |
Março |
Já informa |
Documento de
identificação com foto |
| Itaú |
Março |
A partir de hoje |
Não informado |
| HSBC |
Março |
Um mês antes do
aniversário, quando ele terá de se
recadastrar |
Documento com foto |
PROCURAÇÃO
O beneficiário que não pode comparecer à agência bancária deve
nomear um procurador, que deverá levar à agência do INSS os
documentos originais (dele e do aposentado).
Quem não fizer o recadastramento terá o benefício bloqueado,
segundo a Previdência.
Para fazer o cadastro do procurador, é necessário preencher um
formulário disponível nas agências do INSS ou no site da
Previdência. O procurador e o beneficiário devem assinar o
papel.
Depois, o documento deve ser entregue na agência em que o
benefício foi concedido, com atestado médico comprovando a
dificuldade de locomoção do beneficiário, RG, CPF e comprovante
de residência originais do procurador e do aposentado.
Se o aposentado estiver muito doente ou for analfabeto, a
procuração deve ser reconhecida em cartório. O cartório poderá
exigir o atestado médico. Outra opção é o cartório enviar um
representante até o aposentado ou pensionista, mas há custo para
isso. (Fonte: Folha.com)
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David
Salviano
assume presidência da CASSI
O Banco do Brasil anunciou o
ntem
(31.01), o nome de David Salviano de Albuquerque Neto, para
assumir a presidência da CASSI.
A posse ocorreu ontem (01.02), na Sede
da Caixa de Assistência, em Brasília.
David Salviano substituirá Hayton Jurema da Rocha, que deixou
o cargo após dois anos, para assumir a Diretoria de Marketing e
Comunicação do BB.O novo presidente tem 50 anos, é funcionário
do BB há 29 anos e atua na CASSI desde janeiro de 1996. Já foi
Gerente Executivo na Sede da CASSI e Gerente das Unidades nos
Estados de Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.
David Salviano é bacharel em Direito, pós-graduado em Gestão
Estratégica pela Fundação Dom Cabral, pelo Instituto
Universitário de Administração de Empresas da Universidade
Autônoma de Madri, Espanha e pela Faculdade de Ciências da
Administração da Universidade de Pernambuco.
Tem ainda pós-graduação em Administração Hospitalar e Sistemas
de Saúde, especialização pela Faculdade Evangélica do Paraná e
Hospital Italiano de Buenos Aires (Argentina), bem como mestrado
em Gestão e Organização de Hospitais pela Universidade
Politécnica de Valencia (Espanha) e Universidade de Pernambuco (UPE).
(Fonte: CONTEC)
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BB é o 3º banco a ser alvo de hackers; site
saiu do ar
O site do Banco do Brasil foi o alvo escolhido
para os ataques hackers do Anonymous nesta quarta-feira. O grupo
diz, no Twitter, ter conseguido atingir a página do banco com
sucesso.
Hackers brasileiros do grupo Anonymous deixaram o site do
Banco do Brasil instável na manhã
desta
quarta-feira (1º). Em mensagem no Twitter, eles divulgaram que
“o alvo foi atingido! @BancodoBrasil está a deriva”.
A assessoria de imprensa do Banco do Brasil
afirmou que o acesso ao site do banco estava normalizado. Mas, a
reportagem tentou entrar no site do BB – por meio do Mozilla
Firefox e do Internet Explorer -, por volta das 11 horas, e não
obteve sucesso.
O grupo Anonymous tem utilizado de uma
técnica de ataques de negação distribuída de serviço, o DDOS (um
acrônimo em inglês para Distributed Denial of Service), que
consiste em bombardear um servidor com pedidos de acesso para um
site até que ele atinja o limite de sua capacidade e fique
indisponível.
Segundo especialistas em segurança da informação, este tipo de
ataque não oferece grandes riscos à segurança de dados
armazenados, mas deve ser acompanhado com atenção, pois
eventualmente pode ser um disfarce para que os hackers tentem
outras formas de invasão ao servidor alvo.
O BB seria o terceiro banco a sofrer
ataques nesta semana. Na segunda-feira o mesmo ocorreu com o
site do banco Itaú e na terça com o site do banco Bradesco.
Por nota, a assessoria de imprensa do
Bradesco informou que o site recebeu um volume de acessos
superior à média e que chegou a apresentar intermitência, mas
que não teria saído do ar. O Bradesco mapeou e notou que alguns
acessos eram sempre dos mesmos endereços na página principal do
banco, alguns de não correntistas. O internet ban¬king do
Bradesco chega a fazer 5 milhões de transações por dia,
incluindo consultas a saldos e outras operações.
Cronograma
Por meio de suas contas no Twitter, os hackers dizem que a ação
é um protesto contra a corrupção e será feita ao longo da semana
com o intuito de deixar a cada dia um serviço de internet
banking fora do ar por pelo menos 12 horas. Na segunda-feira, o
alvo foi o Itaú, mas o site ficou fora do ar apenas por alguns
minutos. Nesta quarta-feira seria a vez do Banco do Brasil. Na
quinta, o alvo seria a Caixa e, na sexta, o Santander, segundo
as redes sociais. O presidente do Santander, Marcial Portela,
disse na manhã de ontem que o banco vem monitorando e reforçando
seu site desde a semana passada, por causa das ameaças de
ataques.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban)
afirmou, por meio de nota, que os ataques a sites dos bancos, se
bem sucedidos, “atingiriam e prejudicariam a população que
utiliza os serviços eletrônicos para obter informações e
realizar transações bancárias”. Ainda segundo a entidade, as
instituições financeiras têm “mecanismos e contingências capazes
de inibir eventuais ataques como os supostamente seriam tentados
contra os bancos” e ainda ressaltou que a instituição “vem
postulando com empenho a aprovação de lei específica que
criminalize ataques e fraudes eletrônicas”. (Fonte: Gazeta do
Povo)
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‘Irão nos
conhecer pelo amor ou pela dor’, diz hacker sobre ataques
(Luiz Guilherme
Gerbelli e Nayara Fraga)
Uma onda de ataques cibernéticos a sites de bancos está
chamando a atenção na web nesta semana. Intitulada de #OpWeeksPayment
— por esta ser a semana em que os salários são pagos —, a ação é
conduzida por hackers brasileiros que se dizem integrantes do
grupo internacional Anonymous, que já derrubou sites importantes
pelo mundo, como os do FBI e da CIA.
O ataque começou com o site do banco Itaú na segunda-feira,
que ficou fora do ar durante três horas, segundo o perfil do
grupo
no Twitter (@AntiSecBRTeam). Na terça e nesta quarta-feira, as
páginas do Bradesco e do Banco do Brasil, respectivamente,
ficaram inacessíveis ou muito lentas durante alguns momentos. Os
bancos não confirmaram o ataque e disseram apenas terem notado
um excesso no volume de acessos.
Em entrevista ao Estado (ouça o áudio acima), um hacker que
assina como “Bile Day” afirmou que o objetivo não é roubar
dinheiro dos correntistas. “Não somos crackers (hackers que
cometem crimes), não usamos nosso conhecimento para roubar
dinheiro. Em nossos ataques deixamos apenas o site inacessível”.
[As perguntas foram enviadas por e-mail; parte das respostas foi
gravada em áudio e outra foi escrita em e-mail.]
Segundo ele, a ação tem o objetivo de “afetar a população”,
pois os ataques a sites de governo “não estavam surtindo muito
efeito”. Páginas vinculadas ao governo do distrito federal (com
o domínio df.gov.br), governo paulista (sãopaulo.sp.gov.br) e
Tribunal de Justiça de São Paulo tj.sp.gov.br) foram também
derrubadas na semana passada. A ideia é chamar a atenção para a
causa do Anonymous. “Nós nos posicionamos contra corrupção,
desigualdade e etc…”, escreveu.
Quando questionado sobre o porquê de afetar a população, o
hacker diz que eles seriam conhecidos só se realizando ataques
desse tipo — a sites que tenham “impacto direto na vida das
pessoas”. “Sim, pois a população é muito acomodada (…)”. As
pessoas, para ele, não estão reagindo. “Então, decidimos tomar
medidas mais extremas para isso. Irão nos conhecer pelo amor ou
pela dor.” Os próximos alvos seriam Santander e Caixa.
O perfil @AntiSecBRTeam é um entre uma dezena de perfis, do
Brasil e do exterior, que se diz parte do grupo Anonymous.
“Anonymous é uma ideia, Anonymous não tem líder, qualquer um
pode ser Anonymous”, diz o hacker. O movimento no País seria
conduzido, segundo ele, por @iPiratesGroup, @LulzSecBrazil, @AnonBRNews
e @AntiSecBrTeam (perfis no Twitter). Mas o perfil @PlanoAnonBR,
que também se vincula ao Anonymous, chegou a afirmar que o
ataque não era uma ação coletiva do grupo. Parece haver uma
briga em torno da bandeira Anonymous.
Segurança
Não é de hoje que sites são derrubados dessa forma. Desde o
início dos anos 1990, isso ocorre, lembra o professor da Escola
Politécnica da USP Marcelo Zuffo. Em geral, usa-se o método da
distribuição de ataque por negação do serviço (Ddos, na sigla em
inglês) para tirar o site do ar. Assim, bombardeia-se uma página
com milhões de acesso simultâneos, até que ele fique lento e
inacessível.
Isso pode ser feito por meio de inúmeros computadores
infectados, que poderiam ser programados para acessar um site ao
mesmo tempo, ou pela invasão em grandes servidores, explica o
professor.
“A novidade é que, dessa vez, o movimento tem uma conotação
de ativismo que não havia no passado”, diz Zuffo. O ataque aos
sites do governo paulista e do Tribunal de Justiça, por exemplo,
era, para os hackers, uma resposta à ação da polícia na
comunidade de Pinheiro, no interior de São Paulo. Ao atacar as
páginas, eles publicavam no Twitter mensagens com a hashtag #OpPinheiro,
acompanhada de “tango down”, que vem do inglês “target down”
(alvo atingido).
O problema, segundo Zuffo, está nos transtornos que tais
ataques trazem para a sociedade. “Como se trata de garotos,
muitos são inconsequentes. Para muitos deles, brigar pela causa
é mais importante que qualquer outra coisa.” O professor conta
que já chegaram a invadir uma base de dados de saúde (sem dizer
os autores).
Em nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou
que trabalha pela aprovação de uma lei específica que
criminalize os ataques e fraudes eletrônicas. A entidade também
disse que “as instituições financeiras dispõem de mecanismos e
contingências capazes de inibir eventuais ataques como os
supostamente seriam tentados contra os bancos.”
Nesta semana, o Procon orientou os internautas a procurar
outras formas de acessar a conta corrente, como telefone, caixas
eletrônicos e agências bancárias. Segundo o órgão, ainda não foi
registrado nenhum caso de um ataque que tenha movimentado
recursos financeiros.
“A principal recomendação é que a pessoa acompanhe bem de
perto a sua conta, por meio de extratos”, diz Carlos Coscarelli,
assessor do Procon-SP. “A qualquer sinal de alteração, o
internauta deve entrar em contato imediatamente com o banco.”
Segundo Coscarelli, a responsabilidade de manter a segurança dos
serviços online é do banco. (Fonte: Estadão)
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Banco Original, do JBS, negocia compra do
Rural
Acordo, se fechado, poderia dobrar o tamanho atual do
Original, criado no ano passado após a aquisição, pelo JBS, do
Banco Matone
O Banco Original, dos mesmos donos do frigorífico JBS,
negocia a compra do Banco Rural. O 'Estado' apurou que uma
auditoria encomendada pela família Batista, do JBS, nas contas
do Rural, está em fase final. Se a operação for adiante, o que
até ontem ainda não era certo, o Original poderá dobrar de
tamanho.
Procurados por meio de suas assessorias de
imprensa, o Original e o Rural não confirmaram as negociações.
O mercado financeiro é uma das grandes
apostas da família Batista. No ano passado, o grupo com
prou
o Matone, um pequeno banco do Rio Grande do Sul que enfrentava
problemas patrimoniais. Financiados pelo Fundo Garantidor de
Crédito (FGC), os Batista juntaram o Matone com o Banco JBS -
que já era seu - e formaram o Original.
De acordo com fontes do mercado, nos
últimos tempos outras instituições já se aproximaram do Rural,
mas desistiram porque não houve acordo em torno do preço. Já o
Original está com o cofre cheio, por conta do empréstimo de R$
1,85 bilhão que recebeu do FGC no ano passado, para a compra do
Matone.
O dinheiro emprestado pelo FGC, um fundo
mantido pelo mercado financeiro para socorrer bancos e clientes
em caso de dificuldade, tinha dois objetivos: resolver os
problemas do Matone e dar suporte para que o Original pudesse
crescer.
O raciocínio é que a incorporação do Rural,
uma instituição de médio porte e até um pouco maior do que o
Original em volume de ativos, pode acelerar esse processo. De
acordo com os balanços de setembro do ano passado, o Rural
administra R$ 4,6 bilhões em ativos totais e o Original, R$ 4,3
bilhões.
Foco. O Rural vem enfrentando problemas de
imagem há vários anos, em razão de seu envolvimento em
escândalos recentes como o caso Banestado (investigação sobre
remessas ilegais de recursos para o exterior) e o mensalão do
governo Lula. Além disso, está com o índice de Basileia - base
para definir a quantidade de recursos que um banco pode
emprestar - muito apertado, o que exigiria uma injeção de
capital para que a instituição possa continuar crescendo.
Já o Original é um banco à procura de um
novo foco. Concentrado no financiamento a pecuaristas, o banco
está de olho no chamado middle market, o mercado de pequenas e
médias empresas, área em que o Rural tem experiência, equipe e
uma projeção razoável entre as instituições de médio porte. O
próprio frigorífico JBS, na fase de crescimento, era cliente do
Rural.
A política de expansão na área financeira
faz parte de uma estratégia maior da família Batista, que formou
o maior grupo frigorífico do mundo com financiamento e apoio do
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os
Batista estão diversificando seus negócios. Além do banco, estão
construindo a maior fábrica de papel do mundo no Mato Grosso do
Sul e investindo na área de higiene e limpeza. (Fonte: Estadão)
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Prazo para
quitar débitos trabalhistas termina amanhã
No Paraná, 63 mil devedores podem ficar impedidos de
participar de licitações se não regularizarem sua situação
(Alexandre Costa Nascimento)
As empresas e pessoas físicas que têm dívidas
trabalhistas ou previdenciárias decorrentes de ação judicial têm
até amanhã para regularizar a situação sem serem incluídas no
Banco Nacional de Devedores Trabalhistas (BNDT). A partir dessa
data, quem estiver incluído no cadastro não poderá emitir
Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas e, com isso, ficará
impedido de participar de licitações públicas.
De acordo com o Tribunal Superior do Trabalho (TST), gestor
do BNTD, o cadastro tem mais de 960 mil devedores, condenados em
1,6 milhão de processos trabalhistas. A Lei 12.440/2011, que
criou esse banco de devedores, entrou em vigor no dia 4 de
janeiro, mas uma decisão do presidente do TST estendeu o início
de sua vigência em 30 dias, ampliando o prazo para que os
devedores quitassem suas dívidas. Segundo dados preliminares do
TST, mais de 630 mil empresas devedoras quitaram seus débitos
com os trabalhadores e retiraram a Certidão Negativa de Débitos
Trabalhistas (CNDT).
Dados do Tribunal Regional do Trabalho da 9.ª Região (TRT-9)
mostram que o Paraná tem cerca de 63 mil empresas no BNDT.
Outros
85 mil processos, entretanto, estão passando por um processo de
avaliação e depuração e poderão ser incluídos no futuro. De
acordo com o Tribunal, apenas 969 empresas do estado foram
excluídas do cadastro desde janeiro – algumas por quitação do
débito trabalhista e outras, por correção técnica das
informações. A exclusão da empresa do banco de devedores é feita
por ordem judicial.
“O grande avanço dessa lei é a transparência que ela traz.
Com o número do CNPJ ou CPF, qualquer cidadão pode conferir se
aquele empregador é devedor em causas trabalhistas. Isso pode
salvaguardar um candidato antes de uma entrevista de emprego”,
avalia a advogada Veridiana Marques Moserle, que atua na área
trabalhista.
Ela estima que a possibilidade de ficar de fora de licitações
levará de 20% a 30% das empresas a regularizar seus débitos
trabalhistas. “Com o passar do tempo, esse será o fiel da
balança. Hoje muitas empresas participam de licitações mesmo com
dívidas”, aponta. A advogada lembra que os acordos trabalhistas
também têm validade jurídica e que seu cumprimento habilita a
empresa devedora a emitir a certidão negativa.
O advogado Ricardo Pereira de Freitas Guimarães, professor de
Direito da PUC-SP, explica que, em um primeiro momento, a lei
abrange apenas a participação em licitações. “Mas existem
estudos no TST para aumentar os efeitos da norma para outros
tipos de operações, como transações imobiliárias ou alienação de
bens”, afirma. Para ele, a questão pode depender da edição de
uma nova lei ou de interpretação dos próprios tribunais.
“A legislação tem seguido em uma linha muito interessante para a
sociedade. Antigamente tínhamos um excesso de formalismo que
fazia a máxima ‘devo, não nego; pago quando puder’ valesse
também no âmbito judiciário. Essa nova lei restabelece o
equilíbrio social: quem deve tem de pagar, e o quanto antes”,
avalia.
Lei é bem avaliada, mas também oferece brechas
O grande trunfo da Lei 12.440/ 2011, que é impedir a
participação de devedores em licitações para forçá-los a quitar
suas dívidas trabalhistas, pode ser burlado de formas
relativamente simples, alerta a advogada Veridiana Marques
Moserle, pós-graduada em Direito do Trabalho e Processual do
Trabalho pela Academia Paranaense de Estudos Jurídicos.
“A lei tem pontos positivos, mas tem também brechas. A
empresa devedora pode simplesmente criar uma nova empresa, com
um novo CNPJ, para participar de licitações”, aponta. Essa é uma
manobra comum de companhias com problemas de débitos fiscais e
que aparecem na chamada “lista suja” do trabalho escravo.
A nova lei deve ajudar na execução de cerca de 1,5 milhão de
processos de trabalhadores que ganharam na Justiça o direito de
receber dívidas. “Mas nem todos deixam de pagar só porque não
querem. Há empresas que não pagam simplesmente porque não
podem”, diz a advogada.
O advogado Ricardo Pereira de Freitas Guimarães lembra que o
Judiciário tem modernizado os sistemas de execução. Ele cita
como exemplo um projeto piloto que permitirá o pagamento de
dívidas com cartão de crédito e o sistema de penhora on-line,
que permite o bloqueio on-line, em contas correntes, de valores
para o pagamento de execuções judiciais. Guimarães diz que a
certidão negativa pode ganhar um status extrajudicial, sendo
usada como atestado na relação entre particulares e na
celebração de contratos.
Serviço
O acesso ao BNDT é feito pelo site www.tst.jus.br. No lado
esquerdo da página, há um botão “Certidão Negativa de Débitos
Trabalhistas – CNDT”, que remete à área de consulta, onde o
usuário deve incluir o CNPJ ou CPF para a emissão da certidão. O
documento é expedido gratuitamente e certifica a empresa em
relação a todos os seus estabelecimentos, agências e filiais.
(Fonte: Gazeta do Povo)
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Ministros do
TST avaliam regulamentação do trabalho a distância
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) resolveu se antecipar à
discussão sobre as regras para os serviços prestados a
distância. A Corte pretende discutir uma resolução interna para
regulamentar a questão. Isso ocorre em razão da Lei nº 12.551,
de 15 de dezembro de 2011. A norma determinou que as empresas
não devem mais distinguir se os funcionários realizam o serviço
na sede das companhias ou a distância para efeitos de
reconhecimento dos direitos empregatícios.
Nesta quarta-feira (1º), os ministros do
tribunal se reúnem para votar as regras para o trabalho a
distância para os funcionários do próprio tribunal. Segundo o
presidente da Corte, ministro João Oreste Dalazen, a resolução,
se aprovada, vai servir de exemplo para que empresas e até mesmo
outros órgãos públicos adotem regulamentações semelhantes. "O
importante é que no âmbito privado cada empresa proponha a sua
regra", afirmou Dalazen.
De acordo com a proposta de resolução do
TST, os chefes de unidades não poderão trabalhar fora do
tribunal. Já os
trabalhadores que aderirem às regras do serviço a distância
deverão cumprir metas rígidas. Eles vão ser cobrados para
superar em 15% os resultados de quem continua fisicamente no
serviço. Além disso, vão ter objetivos diários, semanais e
mensais para cumprir.
Outra regra importante estabelece que o
funcionário ao atuar fora do local de serviço terá de manter os
seus contatos telefônicos e de e-mails atualizados e totalmente
à disposição para atender as demandas dos chefes. Com isso, o
funcionário que trabalhar fora do local de serviço deverá
permanecer acessível aos seus chefes imediatos.
Pela proposta em discussão, apenas os
responsáveis por cada unidade podem definir quais funcionários
trabalharão fora das dependências do tribunal. Os chefes
seguirão regras para delimitar a preferência do trabalho a
distância dentro de suas equipes. Deficientes físicos terão
prioridade na lista dos que querem trabalhar em casa. Quem
estiver em período de experiência, não poderá trabalhar de casa.
O TST também pretende estipular que os
serviços de atendimento ao público serão mantidos com capacidade
plena de funcionamento. Com isso, se uma unidade tiver
encaminhado funcionários que atendiam o público para trabalhar
em casa, eles terão de ser repostos por outros que permanecerão
obrigatoriamente no tribunal.
A proposta de resolução também prevê que
quem trabalhar fora deve reunir-se com o chefe imediato a cada
15 dias, no máximo, para apresentar resultados, ainda que
parciais. Ou seja, o funcionário não pode ficar mais do que 15
dias sem aparecer no serviço fisicamente.
Outra regra importante para o serviço
público e que pode ser aplicada também por empresas privadas
prevê o sigilo de informações por aqueles que levam processos e
documentos para casa. De um lado, isso facilita a vida do
funcionário, que poderá deslocar documentos do serviço para a
sua residência. De outro, a norma cobra a responsabilidade no
trabalho à distância.
O TST também deve fixar que cabe ao próprio
funcionário providenciar computador e outros materiais
necessários para o trabalho de casa.
"De certo modo queremos ensejar a
possibilidade do trabalho a distância sob certo controle e
sempre factível de aferição do trabalho do servidor", explicou
Dalazen, que vai levar a proposta de resolução para a apreciação
dos demais ministros do TST. Segundo ele, esse tipo de trabalho
"não é para qualquer servidor nem para as chefias".
O presidente do TST não tem conhecimento de
empresas que adotaram regras para o trabalho a distância, mas
acredita que elas serão cada vez mais comuns, principalmente em
setores envolvendo tecnologia. "A tendência é isso acontecer em
setores em que o teletrabalho é mais intenso", diz. "Mas, eu não
tenho conhecimento de nenhuma normatização oriunda da iniciativa
privada", acrescenta.
No setor público, o Tribunal de Contas da
União (TCU) adotou regras para centenas de servidores que
realizam atividades externas, como auditores. (Fonte: Valor
Econômico)
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