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21/11/2014 10:09 Semifinal do Campeonato Bancário de Suíço de Cascavel será disputada neste sábado
21/11/2014 08:11 Bancos cortam 3,4 mil vagas até outubro
21/11/2014 07:55 Itaú bloqueia contas de cinco investigados na Lava Jato
21/11/2014 07:52 Paim apresenta proposta para manter prescrição do FGTS por 30 anos
21/11/2014 07:49 Banco do Brasil receberá R$ 3,2 bi para terceirizar serviço de cartão
21/11/2014 07:46 Nova empresa de cartões da Cielo e BB tem lucro de R$ 578 milhões em um ano
21/11/2014 07:43 Presidente do Bradesco recusa convite de Dilma para a Fazenda
21/11/2014 07:40 Publicação de edital de cobrança sindical e internet como veículo de divulgação
21/11/2014 07:37 Sky é condenada por demitir empregada que se negou a mentir na Justiça
21/11/2014 07:34 Violência mata cinco jovens negros a cada duas horas, aponta pesquisa
21/11/2014 07:31 Participação do negro no mercado melhora em SP, mas salário é 34,7%
20/11/2014 08:09 HSBC faz acordo com o Movimento Sindical
20/11/2014 08:06 Santander apresenta proposta final para o aditivo com avanços
20/11/2014 08:03 Primeira Reunião Regional do Itaú-Unibanco realizada em Poços de Caldas/MG
20/11/2014 08:00 Bradesco prevê retomar fatia do crédito de bancos públicos
20/11/2014 07:57 Banco do Brasil deve convocar aprovada em concurso realizado para cadastro reserva
20/11/2014 07:54 Cotado para Fazenda, Trabuco se reúne com Dilma
20/11/2014 07:51 Suplente eleita passa a participar do Conselho de Administração da Caixa
20/11/2014 07:48 Saiba o rendimento médio do brasileiro e descubra se você ganha mais ou menos que isso
20/11/2014 07:45 Banco do Brasil e Cielo criam empresa de cartões de R$ 11,6 bilhões
20/11/2014 07:42 STF confirma liminar que suspendeu processos envolvendo o Plano Real
20/11/2014 07:39 Projeto de lei quer aumentar licença-maternidade para um ano
20/11/2014 07:36 Consciência Negra só é feriado hoje em 18% do País
20/11/2014 07:33 Número de negros nos bancos cresce mas ainda
20/11/2014 07:30 Empreiteiras da Lava Jato doaram R$ 3,8 milhões para eleitos no Paraná

Fenaban

Proposta resumida aprovada da Fenaban

Banco do Brasil

Tabelas com reajuste na antiguidade e mérito

Caixa

Projeção da antecipação da PLR

Novembro Azul

Confira como foi a campanha salarial 2014/15

FENABAN

BANCO DO BRASIL

CAIXA

SANTANDER

Semifinal do Campeonato Bancário de Suíço de Cascavel será disputada neste sábado
Neste sábado (22), a partir das 16h30, dois jogos vão marcar a semifinal do Campeonato Bancário de Futebol Suíço, na Sede Recreativa do Sindicato dos Bancários de Cascavel e Região. Em caso de chuva, a decisão sobre adiamento desta fase será tomada no período da tarde deste sábado.

O primeiro jogo será entre Banco do Brasil e Santander, com início às 16h30, seguido da disputa entre Ki-Barato/Capital/Copisa e Sicredi, a partir das 17h30. Os dois vencedores vão disputar a final no próximo sábado (29).

O campeonato foi iniciado no final de agosto, com a participação de nove equipes: além dos finalistas, ainda Móveis Oliveira, Os Federais, Bradesco, Corujão/Michalonski Contabilidade e Silvicultura/Cebrac Cursos. (Fonte: Seeb Cascavel fotos: Jaime Scussiatto)

Os quatro semifinalistas do Campeonato Bancário de Suíço de Cascavel que será disputado neste sábado

Bancos cortam 3,4 mil vagas até outubro
Enquanto o Brasil gerou 912.287 empregos formais até outubro, os bancos fecharam 3.392 postos de trabalho no mesmo período. A Caixa foi o único a criar vagas, 2.125 no total.

Os dados são da PEB (Pesquisa do Emprego Bancário), em estudo feito em parceria com o Dieese.

No total, 18 estados apresentaram déficit em empregos nos dez primeiros meses do ano. As maiores reduções foram verificadas em São Paulo (-1.068), Rio Grande do Sul (-775), Rio de Janeiro (-646) e Minas Gerais (-529). O estado com maior saldo positivo foi o Pará, com 271 novas vagas.

Os bancos apresentaram alta rotatividade, contrataram 28.385 funcionários e desligaram 31.777. A prática é utilizada para achatar os salários. A remuneração média dos admitidos foi de R$ 3.356,47, contra R$ 5.279,83 dos desligados.

Desigualdade
A pesquisa também mostra a desigualdade entre homens e mulheres. Elas apesar de representarem metade da categoria e serem mais escolarizadas, são discriminadas na remuneração. Enquanto a média de salários dos homens na admissão foi de R$ 3.801,97, a remuneração das mulheres ficou em R$ 2.896,65.

Itaú bloqueia contas de cinco investigados na Lava Jato
O banco Itaú bloqueou as contas de cinco investigados na sétima fase da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. A quebra do sigilo bancário foi determinada pela Justiça Federal em Curitiba na terça-feira (18) e atinge 15 investigados.

Com a decisão, será feita uma varredura em todas as instituições bancárias, para o bloqueio de ativos.

Conforme informações do Itaú enviadas ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações, a conta-corrente de Ildefonso Colares Filho, diretor presidente da Construtora Queiroz Galvão, tem apenas R$ 4,60 depositados.

Sérgio Cunha Mendes, diretor da Mendes Júnior, tem R$ 21,3 mil conta corrente e R$ 12,7 mil na poupança. O banco bloqueou R$ 6.000 em nome de Agenor Franklin Magalhães Medeiros, diretor da OAS.

Gerson Mello Almada, executivo da Engevix tem R$ 1,4 milhão em uma conta e R$ 15,6 mil, em outra. Erton Medeiros Fonseca, da Galvão Engenharia, tem R$ 4.300 depositados.

 O empresário Fernando Baiano e outros dois investigados estão com as contas zeradas e, por isso, o bloqueio não foi possível. Demais investigados não têm conta no banco. O juiz ainda vai receber relatórios de outras instituições financeiras.

Eles tiveram prisão preventiva decretada na última sexta-feira (14), na deflagração de mais uma fase da Operação Lava Jato, que investiga o pagamento de suborno na obtenção de contratos com a Petrobras.

Fernando Baiano foi preso na terça-feira (18), após dias foragido. Ele é suspeito de intermediar repasses de propina ao PMDB, o que o partido nega.
Ildefonso foi solto na terça, após passar cinco dias na prisão. (Fonte: Folha.com)

Paim apresenta proposta para manter prescrição do FGTS por 30 anos
Há poucos dias o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a prescrição do FGTS é de cinco anos, e não mais de 30 anos. Para resgatar esse direito solapado pelo Supremo, o senador Paulo Paim (PT-RS) (foto) apresentou no Senado a PEC 45/14.

A proposta do senador gaúcho altera o inciso XXIX do artigo 7º da Constituição Federal, para estabelecer que a prescrição incidente sobre o não-recolhimento dos valores destinados ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é de 30 anos, como determina a CLT.

O texto altera a Carta Política para estabelecer que a ação judicial quanto ao não recolhimento dos valores destinados ao FGTS prescreve em 30 anos para os trabalhadores urbanos e rurais, observado o prazo de dois anos após o encerramento do contrato de trabalho.

O senador entende que “o trabalhador, no curso do vínculo empregatício, não encontra ambiente propício para se insurgir contra o não-recolhimento dos valores destinados ao FGTS, pois pode perder a sua fonte de sustento ao fazê-lo”. E completa: por esta razão “propomos a presente Emenda à Constituição Federal, com o intuito de restabelecer, agora constitucionalmente, o prazo trintenário antes previsto na Lei 8.036, de 1990.”

Tramitação Matéria aguarda designação de relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal. Depois vai a votos em dois turnos no plenário. (Fonte: DIAP)

Leia íntegra da matéria

Banco do Brasil receberá R$ 3,2 bi para terceirizar serviço de cartão
O Banco do Brasil receberá R$ 3,2 bilhões por terceirizar a maior parte da operação dos cartões Ourocard para a empresa processadora de pagamentos eletrônicos que está criando com a Cielo. (Toni Sciarretta)

O dinheiro irá para o caixa do banco depois que o negócio for aprovado pelo Banco Central e pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência).

Na nova empresa, o BB entrará com a operação do Ourocard, enquanto a Cielo trará R$ 8,1 bilhões, financiados a partir da emissão de dívidas de longo prazo conhecidas como debêntures.

A empresa, que foi avaliada em R$ 11,6 bilhões, terá 30% de capital do BB e 70% da Cielo. Segundo Ivan Monteiro, vice-presidente do BB, essa empresa teve lucro da ordem de R$ 578 milhões de setembro de 2013 a setembro de 2014.

"O pagamento de R$ 3,2 bilhões foi a forma encontrada para equilibrar as posições acionárias de cada parte."
Nada mudará para os portadores dos cartões Ourocard. A parte de relacionamento com o cliente dono do cartão (emissão, ativação, atendimento, reclamações) seguirá com o Banco do Brasil, que continuará cobrando tarifas pelos serviços, assim como a avaliação de clientes e o custo da inadimplência.

Já a nova empresa assumirá a operação de back-office dos cartões depois de concluído o relacionamento com o cliente: infraestrutura de rede, suporte técnico, compensação de valores, emissão de faturas, uso das bandeiras Visa, Mastercard e Amex, além da conexão com as redes Cielo, Rede e outras que fazem a ponte com os lojistas.

A operação dos pagamentos de débito, além dos cartões governamentais e de lojas seguirão dentro do BB.
Também não mudará nada para os lojistas e estabelecimentos comerciais, que seguem com seus contratos com as chamadas credenciadoras como Cielo e Rede. A diferença é que essas credenciadoras passarão a negociar serviços e tarifas com a nova processadora de cartões.

As receitas da nova empresa serão divididas entre e a Cielo e o Banco do Brasil.
A criação da empresa deve encerrar as especulações sobre uma possível abertura de capital da unidade de cartões do BB, como ocorreu com a BB Seguridades na área de seguros. "Isso não está em discussão", disse Rômulo Dias, presidente da Cielo. (Fonte: Folha.com)

BANCO DO BRASIL 3º TRI
LUCRO LÍQUIDO R$ 2,8 bi
CARTEIRA DE CRÉDITO R$ 732,7 bi
DESPESA COM PROVISÃO R$ 4,6 bi
INADIMPLÊNCIA 2,1%
PRINCIPAIS CONCORRENTES Bradesco, Itaú e Santander

CIELO 3º TRI
LUCRO LÍQUIDO R$ 817 milhões
EBITDA R$ 957 milhões
MARGEM EBITDA 49,4%
CONCORRENTES Rede e GetNet

Nova empresa de cartões da Cielo e BB tem lucro de R$ 578 milhões em um ano
A empresa, que ainda não tem nome, terá 500 funcionários; Cielo terá 70% do capital societário e BB, 30% (Aline Bronzati)
O lucro líquido pro forma da nova empresa (joint venture) que Cielo e Banco do Brasil vão criar para atuar na gestão de cartões, confirmada nesta quarta-feira como antecipou a Agência Estado, foi de R$ 578 milhões de setembro do ano passado até o mesmo mês de 2014. A informação é de Rômulo de Mello Dias, presidente da Cielo. "Não é casca. A empresa nasce com receitas, funcionários etc", destacou ele, em teleconferência com a imprensa, realizada na manhã desta quinta-feira, 20.

O lucro pro forma é um termo contábil usado para definir o resultado de empresas ainda não aprovado por auditorias. Pode ser, portanto, o lucro de empresas formadas por joint ventures, em que há uma junção de duas companhias, mas que ainda não estão efetivamente funcionando.

De acordo com o executivo, a nova empresa, que ainda não tem nome, terá 500 funcionários. A divisão de receitas entre os acionistas seguirá o arranjo societário definido, sendo 70% para a Cielo e 30% para o BB. A adquirente indicará três membros do conselho da joint venture que serão, conforme Mello, executivos da Cielo. Já o BB indicará os outros dois.

O CEO da nova empresa, cujo nome ainda não definido pelos seus sócios, também ficará a cargo da Cielo. Segundo Dias, o executivo pode ser tanto da própria adquirente como do mercado.

Joint Venture com BB em cartões tem zero impacto para lojista e consumidor - presidente da Cielo, Rômulo de Mello Dias

As conversas entre BB e Cielo sobre a joint venture em cartões tiveram início, de acordo com ele, no começo de 2014, mas foram interrompidas em maio por não chegarem a um acordo. "Interrompemos as conversas em maio e retomamos recentemente. O BB nos procurou e trouxe ideias novas e nós também", resumiu o presidente da Cielo, sem dar mais detalhes.

A nova sociedade a ser constituída por BB e Cielo terá o direito de explorar as atividades de gestão das transações de contas de pagamento pós-pagas e de gestão da funcionalidade de compras via débito de arranjos de pagamentos. A adquirente aportará R$ 8,1 bilhões na joint venture, cujos recursos virão de uma emissão de debêntures com garantia firme. A nova companhia está avaliada em R$ 11,6 bilhões.

Na prática, caso as debêntures não sejam aceitas em sua totalidade pelo mercado, os bancos coordenadores da emissão comprometem-se a subscrever o restante dos papéis. As instituições que estão estruturando a operação, segundo apurou o Broadcast, são Bradesco, BB e BTG Pactual.

A dívida bruta da Cielo aumentará de cerca de R$ 2,5 bilhões para R$ 10,1 bilhões com a emissão de debêntures que a adquirente fará para aportar na nova joint venture que terá com o Banco do Brasil, segundo o presidente da Cielo. O índice dívida líquida/ebitda ajustado passará de 0,5 vez para 1,6 vez, conforme ele.

Outras bandeiras
O objetivo estratégico da joint venture que Cielo e Banco do Brasil estão estruturando para atuar na gestão de cartões é trabalhar com outros emissores e bandeiras, segundo Mello Dias. "Um dos objetivos principais da nova companhia é estar aberta a novas emissões e não atuar somente com o Banco do Brasil", destacou ele.

O fechamento de parceria com outros emissores e bandeiras, de acordo com Dias, é um caminho para diversificação de receitas da joint venture. Possíveis acordos, segundo o executivo, podem ter formatos e precificação diferentes do adotado com o BB.

Sobre uma possível inserção do Bradesco na empresa, o presidente da Cielo disse que é "improvável". Isso porque, conforme lembrou ele, o banco firmou no passado acordo com a Fidelity no processamento de cartões. Dias afirmou ainda que a joint venture da Cielo com o BB em cartões não trará impacto algum para o lojista nem para o consumidor.

Na prática, após a conclusão da joint venture, que depende de autorização do Banco Central e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o BB ficará responsável pelo risco de crédito e relacionamento com o cliente. Já a joint venture, cujo nome ainda não foi definido, fará a gestão de contas de pagamento, o apoio ao gerenciamento e controle da segurança das transações e o pagamento de tarifas às bandeiras e arranjos de pagamentos.

A remuneração por essas atividades será por meio da taxa de intercâmbio sobre as transações de crédito e débito realizadas com cartões emitidos pelo BB. "Os contratos atuais serão mantidos. A taxa de intercâmbio será a principal fonte de receita da joint venture, da qual a Cielo terá 70%", acrescentou ele, em teleconferência com analistas. (Fonte: Estadão)

Presidente do Bradesco recusa convite de Dilma para a Fazenda
Convidado oficialmente, o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco (foto), recusou o convite da presidente Dilma Rousseff para assumir o comando do Ministério da Fazenda no lugar do atual ministro Guido Mantega. (Valdo Cruz, Andréia Sadi e Mariana Haubert)

Trabuco esteve com Dilma na quarta-feira (19), quando agradeceu o convite, mas disse que não tinha condições de aceitar por causa de compromissos assumidos com o presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Lázaro Brandão.

Dilma e Brandão reuniram-se um dia antes, na terça-feira (18), quando a presidente tentou convencer o comandante do Bradesco a liberar seu funcionário. No encontro, ele relatou à presidente que considerava difícil a liberação porque Trabuco deve ser seu substituto.

Durante a campanha eleitoral, Dilma criticou a proximidade de seus adversários com gente ligada a bancos. Aécio Neves havia escolhido Armínio Fraga, do fundo Gávea, para a Fazenda, e Marina Silva tinha como assessora Neca Setúbal, acionista do banco Itaú.

Diante da recusa de Trabuco, Dilma passou a avaliar três nomes para formar sua equipe econômica: Joaquim Levy (ex-secretário do Tesouro no governo Lula), Nelson Barbosa (ex-secretário-executivo da Fazenda) e Alexandre Tombini, atual presidente do Banco Central.

Dilma esteve reunida nesta quinta (20) com Barbosa, no gabinete da Presidência, em São Paulo, após o velório do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos.

Segundo a Folha apurou, a divulgação dos nomes pode ocorrer entre esta sexta-feira (21) e a segunda (24). Segundo um assessor presidencial, há uma possibilidade de os três fazerem parte da equipe econômica.

Levy seria o nome mais identificado com medidas na área fiscal. Barbosa ocuparia o papel de formulador de medidas econômicas. Tombini seguiria no BC com a missão de levar a inflação para o centro da meta, de 4,5%.

O trio, classificado como técnicos qualificados e testados em funções executivas, compensaria a ausência de um nome de impacto.
Atualmente à frente de um dos braços do Bradesco, Levy seria uma sugestão do banco. Assessores palacianos dizem que Levy seria um bom nome para, mas enxergam dificuldades na escolha porque, no passado, ele teve desentendimentos com Dilma.

Nelson Barbosa, um dos nomes sugeridos pelo ex-presidente Lula para o comando da Fazenda, pode ser nomeado para o Planejamento. (Fonte:Folha.com)

Publicação de edital de cobrança sindical e internet como veículo de divulgação
Aprovado pela Câmara dos Deputados, o PL 5.239/09, do deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT), que muda artigo da CLT, para alterar o prazo para a publicação do edital de cobrança da contribuição sindical e incluir a Internet como veículo de publicação, já está numerado no Senado, Casa revisora.

No Senado, o texto será examinado como projeto de lei da Câmara (PLC) 101/14.
A proposta estabelece que as entidades sindicais são obrigadas a promover a publicação de edital concernente ao recolhimento da contribuição sindical no Diário Oficial da União ou no diário do estado.

Determina ainda que seja veiculada em jornal de circulação local, com a divulgação simultânea no sítio do mesmo jornal na rede mundial de computadores, internet, até 10 dias contados da data fixada para depósito bancário.

Em municípios onde não haja serviço de acesso à internet, a publicação do edital deverá ser efetivada no Diário Oficial da União ou do estado e em jornal de circulação local.

Tramitação
Projeto aguarda despacho para as comissões competentes para análise e emissão de parecer.

Veja abaixo texto do projeto que será examinado pelo Senado:

Altera o art. 605 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto–Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, para alterar o prazo para a publicação do edital de cobrança da contribuição sindical e incluir a internet como veículo de publicação.

O CONGRESSO NACIONAL decreta:

Art. 1º O art. 605 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto–Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, passa a viger com a seguinte redação:

“Art. 605. As entidades sindicais são obrigadas a promover a publicação de edital concernente ao recolhimento da contribuição sindical no Diário Oficial da União ou do Estado e em jornal de circulação local, com a divulgação simultânea no sítio do mesmo jornal na rede mundial de computadores, internet, até 10 (dez) dias contados da data fixada para depósito bancário.

Parágrafo único. No Município onde não haja serviço de acesso à internet, a publicação do edital deverá ser efetivada no Diário Oficial da União ou do Estado e em jornal de circulação local.”(NR) (Fonte: DIAP)

Sky é condenada por demitir empregada que se negou a mentir na Justiça
A Sky Brasil Serviços e a Teleperformance CRM S.A terão de pagar indenização por danos morais, no valor de R$ 20 mil, a uma coordenadora de atendimento dispensada após avisar que não iria mentir em depoimento para proteger as empresas em processo movido por outro empregado. Os ministros da Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) consideraram "ínfimo" o valor arbitrado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2º Região (SP), de R$ 5 mil, e votaram pela sua majoração.

De acordo com o processo, a coordenadora foi contratada pela Teleperfomance para prestar serviços à Sky. Ao longo do contrato de trabalho, foi convocada para ser testemunha das empresas em um litígio em que um ex-empregado alegava ter sido vítima de assédio moral.

Antes da audiência, ela avisou à advogada da Teleperformance que, de fato, o assédio moral por parte de um dos gerentes da Sky tinha acontecido, e que não iria mentir em seu depoimento. A advogada pediu que ela relatasse o acontecido por escrito e a dispensou da audiência. A partir daí, o gerente acusado do assédio passou a persegui-la e, seis meses depois, foi demitida, mesmo tendo recebido diversos prêmios por nom desempenho na Sky.

A coordenadora pediu na Justiça indenização de R$ 30 mil. As empresas negaram o vínculo entre a demissão e o testemunho na audiência.  Após ouvir as testemunhas, o juiz de origem considerou verídica a história da trabalhadora e condenou as empresas a pagarem R$ 20 mil de indenização.

Em recurso ao Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP), a empresas argumentaram que o depoimento do gerente investigado, negando os fatos, não havia sido sequer levado em consideração. O Regional considerou que a prova oral era robusta o suficiente para concluir que houve retaliação na dispensa. No entanto, reduziu o valor da indenização para R$ 5 mil.

TST
Em recurso de revista, a coordenadora pleiteou a majoração do dano, defendendo que o valor arbitrado pelo Regional não correspondia era razoável nem proporcional ao dano causado. Ao analisar o caso, o ministro relator, Renato Lacerda Paiva, observou que, de fato, o valor era muito baixo e propôs restabelecer os R$ 20 mil fixados na sentença. A decisão, unânime, já transitou em julgado. (Fonte: SCS/TST)

Violência mata cinco jovens negros a cada duas horas, aponta pesquisa
Polícias matam em média seis pessoas por dia no Brasil (Rodolfo Wrolli)
Em 20 de novembro celebrou-se o Dia da Consciência Negra. Entretanto, há pouco a se comemorar e muito a avançar. A cada duas horas, cinco jovens negros são assassinados no país, de acordo com o Mapa da Violência, pesquisa baseada em dados oficiais do Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde e divulgada neste mês.

São 82 jovens mortos por dia, 30 mil por ano, todos com idades entre 15 e 29 anos. Entre os assassinados, 77% são negros, e 93,30% deles são do sexo masculino, moradores das periferias e áreas metropolitanas dos centros urbanos.

Para Julio Jacobo Weiselfisz, sociólogo responsável pelo levantamento, a tendência da última década aponta para o crescimento da letalidade seletiva pela cor da pele. Ele ressalta que em 2002 morriam proporcionalmente 80% mais jovens negros que brancos.

"Essa vitimização mais que duplica ao longo da década. Em 2012 morrem 169% mais jovens negros que brancos: quando a taxa de jovens brancos vítimas de homicídio foi de 30,1 por 100 mil jovens brancos, e a de negros foi de 80,7 por 100 mil jovens negros. Se essa é a média nacional, há estados e municípios onde os números nos levam a pensar em situações de verdadeiro genocídio de jovens negros", afirma.

Alagoas é o estado campeão desse tipo de assassinato, com índice de 92 mortes a cada 100 mil pessoas. A média brasileira é de 41,4 mortes dessa natureza. Em São Paulo, a essa taxa é de 18,9.

Para Felipe Freitas, da Secretaria de Políticas de Promoção de Igualdade Racial (Seppir), vinculada à Presidência da República, elementos como a grande circulação de armas ilegais e o profundo nível de legitimação da violência na sociedade devem ser considerados para entender esse quadro.

"Esses números altíssimos não têm sido suficientes para escandalizar as pessoas e as instituições. Vemos ainda problemas na justiça criminal, pois apenas entre 5% e 8% dos homicídios são investigados e seus autores julgados e punidos."

O racismo arraigado na sociedade brasileira é outro fator que contribui para essa realidade, segundo Felipe. "A representação que se tem dos negros é bastante negativa, e essas imagens justificam tratamentos diferenciados das pessoas negras, acesso diferenciado a bens e serviços públicos e, no limite, uma inferiorizarão tão profunda que chega a se materializar em uma violência maior contra esse grupo de pessoas", avalia.

Para mudar
Para o sociólogo Julio Weiselfisz, reverter essa situação alarmante depende de aprimorar políticas públicas de acesso desses jovens a benefícios sociais garantidos pela Constituição, como saúde, trabalho digno e, principalmente, educação.

"Nossa matrícula de Ensino Médio evolui muito lentamente, e a qualidade do ensino, levantada pelo Saeb [Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica] nacional, do próprio Ministério da Educação, indica que a qualidade desse ensino, que já era muito deficitário na virada de século, não melhorou", ressalta.

Segundo Felipe Freitas, o governo federal aposta na associação entre direitos e oportunidades para jovens negros, como as cotas raciais no serviço público e nas universidades, com medidas para enfrentar a violência institucional. E cita como exemplo o esforço conjunto entre sociedade civil e poder púbico para aprovar o projeto de lei 4471/2012, que regulamenta a investigação dos homicídios ou lesões graves que decorram da intervenção policial, os chamados autos de resistência.

"Nós entendemos que é necessário estabelecer regras claras para procedimentos de investigação para os casos de intervenção policial. É fundamental para tornar púbica uma reprovação da violência praticada pelas polícias."

Polícia
Os policiais mataram uma média de seis pessoas por dia entre 2009 e 2013. Foram ao menos 11.197 óbitos causados pelos agentes da lei nesses cinco anos, média de 2.394 por ano. Os dados são do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e compõem o 8º anuário de segurança pública produzido pela ONG.

Ester Rufino, coordenadora de políticas públicas da Educafro, participa da elaboração de um levantamento sobre o assassinato, desde abril deste ano, de oito jovens negros pela Polícia Militar nas regiões de São Miguel Paulista e Ermelino Matarazzo, extremo da zona leste de são Paulo. O esclarecimento desses homicídios foi cobrado em reunião com assessores do secretário estadual de Segurança Pública, Luiz Fernando Grella, na segunda-feira 17.

"A resposta que nos foi dada é que não podemos esperar tudo do Estado e que as comunidades têm que se unir para lutar contra esse quadro. Mas o Estado é o responsável por combater a impunidade, e não a população que não tem para onde correr. Por isso estamos acionando a Anistia Internacional para que o Brasil seja condenado internacionalmente por esse quadro de violência contra os jovens negros nas periferias", ressalta Ester.

A Secretaria de Segurança Pública estadual foi procurada, mas não se manifestou até o fechamento da edição. (Fonte: Seeb SP)

Participação do negro no mercado melhora em SP, mas salário é 34,7%
A participação dos negros no mercado de trabalho na região metropolitana de São Paulo subiu um ponto percentual entre 2012 e 2013, mas o salário ainda é 34,7% menor que o de não negros (brancos e asiáticos).

Isso é o que aponta estudo do Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados) e do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), divulgado por causa do Dia da Consciência Negra, comemorado nesta quinta-feira (20).

Os dados são do ano passado, mas foram liberados só agora pelo Seade. Em 2013, 35,2% dos ocupados eram negros, aumento de um ponto percentual em relação a 2012.

Salário de negros é pior
A diferença no salário dos dois grupos ainda é grande. Em 2013, o rendimento médio por hora de trabalho dos negros foi de R$ 7,98, valor 34,7% menor que o de não negros, que receberam R$ 12,22 por hora.

O estudo destaca, porém, que a diferença nessa relação melhorou um pouco em comparação com 2012. Naquele ano, o salário dos negros era 36,9% menor (R$ 7,30 contra R$ 11,56).

Cresce diferença do nível de desemprego
Entre 2012 e 2013, o nível de desemprego entre negros caiu de 12,4% para 12%, enquanto o de brancos e asiáticos variou de 10% para 9,4%. A diferença entre os níveis aumentou de 2,4 para 2,6 pontos percentuais.

Segundo Márcia Halben Guerra, analista do Seade, o aumento da participação do negro no mercado de trabalho nos últimos anos está diretamente ligado ao crescimento econômico do país.

"Ainda assim, isso não resolve o problema. São necessárias políticas públicas para que essas diferenças caiam".

Negros têm menos empregos com carteira assinada
Márcia Guerra também afirma que os negros ocupam mais postos de trabalho sem carteira assinada ou não regulamentados, que são posições mais frágeis, com menos direitos trabalhistas e salários piores.

Segundo o estudo, 34,9% dos negros assalariados estavam nessas condições, somando os dados de trabalhadores do setor privado sem carteira assinada, autônomos e empregados domésticos.

No mesmo período, 29,2% dos não negros ocupavam essas posições. Entre 2012 e 2013, os números de trabalhadores nessas condições diminuiu nos dois grupos. (Fonte: UOL)

HSBC faz acordo com o Movimento Sindical
Depois de três encontros sucessivos com o HSBC onde praticamente a conversa foi a mesma, foi encerrado esse ciclo de conversas com o compromisso do Banco em não demitir mais em 2014 e revisar os casos de demissões irregulares (bancários em estabilidade pré-aposentadoria, grávidas, afastados por motivos de saúde ou portadores de doenças crônicas).

Para os desligados entre novembro de 2014 e abril de 2015, ficaram assegurados todos os direitos garantidos pela CCT 2014/2015 e também adicional de três meses da Cesta Alimentação e mais três meses de Plano de Saúde além dos prazos garantidos na CCT.

Ainda na reunião de ontem o HSBC informou que vai realizar investimento no Brasil e disse que até pretende fazer novas contratações dentr de um novo perfil estratégico o qual não foi detalhado.

ORIENTAÇÂO:
Diante disso solicitamos que caso algum sindicato filiado tenha casos de demissões IRREGULARES dentro das citadas acima, que providencie toda a documentação comprobatória e entre em contato com esta Federação para orientações.

Santander apresenta proposta final para o aditivo com avanços
Aconteceu na tarde desta terça-feira (18), em São Paulo, mais uma negociação entre a COE/CONTEC e o Santander, visando a renovação do acordo aditivo à CCT (Convenção Coletiva de Trabalho).

Pela COE/CONTEC participaram os seguintes dirigentes: Gustavo Walfrido (FEEB PE/AL/RN), Marcos Vascon e Marconi (SEEB Marília/SP), João e Ronaldo (SEEB S. J. dos Campos/SP), Barbosa (Delegacia da CONTEC/RS), Sílvio Sene-Biriba, Denizar Paixão-Batata e Rogério Marques (SEEB Franca/SP).

Já o Santander foi representado por Fabiana Ribeiro (Superintendente de Relações Sindicais), Marcos Schimitz, Maitê e Renato Ribeiro.

Logo no início da reunião os representantes do Santander afirmaram que a proposta apresentada hoje seria a final e que a redação ajustada do acordo seria enviada às entidades sindicais até amanhã (19/11). A vigência do acordo proposto é de dois anos, ou seja, até agosto de 2016.

Os principais pontos do acordo são os seguintes:

- Licença adoção: Adequação para empregados e inclusão de homoafetivos;

- Igualdade de oportunidades: Garantia de acesso democrático às vagas e o estabelecimento de um Grupo de Trabalho (GT), composto por quatro representantes do banco e quatro representantes do movimento sindical, que discutirá os dados estatísticos relativos ao tema;

- Auxílio educação: Manutenção da concessão de 2.500 bolsas de estudo. A novidade é que deste total, 2.000 serão destinadas à primeira graduação e 500 para a pós-graduação. Caso não seja atingido o montante destinado à primeira graduação, as vagas remanescentes poderão ser remanejadas para a pós. Quanto aos critérios de concessão, o banco vai avaliar a possibilidade de alterar as prioridades do processo de seleção, nesse caso substituir a antiguidade pelos menores salários. A proposta do Santander prevê ainda o reajuste de 8,5% para o benefício, cujo teto passaria para R$ 480,00 em 2015. Para o ano de 2016 seria aplicado o mesmo índice de reajuste da categoria no próximo ano;

- Santanderprevi: Manutenção do Grupo de Trabalho, com conclusão dos trabalhos até abril/2015, acatando reivindicação das entidades sindicais;

- Plano de Saúde: Para os demitidos, após o término do prazo previsto na CCT para a utilização do plano de saúde, fica garantida a permanência no plano conforme o previsto na Lei 9.656/98. A opção deverá ser feita em até 30 dias após a data do desligamento;

- Condições de trabalho: Estabelecimento de medidas que visem o aprimoramento da relação trabalhista entre a empresa e seus funcionários. O objetivo é tornar esta relação equilibrada, responsável, respeitosa e ética, com foco na gestão orientativa por parte dos gestores.

Neste item destacam-se as seguintes orientações:

a) Evitar o tom de cobrança nas atividades
b) Não expor equipes ou funcionários individualmente em reuniões de trabalho
c) Redução de calls de acompanhamento e planilhas de controle
d) Restringir as reuniões de planejamento ao horário da manhã e limitadas a 30 minutos. Estas reuniões deverão ocorrer durante a jornada de trabalho e sem caráter exclusivo de acompanhamento de produção
e) Proibição de ranking nominal nas dependências
f) Proibição de condutas que exponham negativamente o funcionário, como castigos e brincadeiras
g) Fim da divulgação de ranking individual, inclusive por email
h) Não cobrar resultados e metas por mensagens no telefone particular do funcionário
i) As medidas também focarão a adoção de práticas perante os clientes, como venda responsável de produtos, divulgação das tarifas e taxas de produtos e serviços e oferecimento somente de vantagens e serviços que estejam alinhados com a Política Interna

- PPRS: O Santander propõe os valores abaixo

2014 – R$ 1.858,00 (Pagamento até março/2015)
2015 – R$ 2.016,00 (Pagamento até março/2016)

Os Sindicatos agora submeterão as propostas às assembleias e em caso de aprovação, o acordo deverá ser assinado no dia 28 de novembro. (Fonte: Seeb Franca)

Primeira Reunião Regional do Itaú-Unibanco realizada em Poços de Caldas/MG
Na sexta-feira passada (14/11), aconteceu Reunião Regional do Itaú-Unibanco na sede do Sintraf-Poços de Caldas/MG. Estavam presentes representantes do Itaú-Unibanco, Marco Aurélio de Oliveira e Romualdo Garbos, membros da Comissão de Negociação do Itaú-Unibanco, a diretora de Finanças da CONTEC, Rumiko Tanaka. Participaram do evento os diretores dos sindicatos do Estado de Minas Gerais e representando a Feeb MG/GO/TO e DF, seu diretor Alvimar Paiva.

A abertura da reunião regional da base da Feeb MG/GO/TO e DF foi feita pelo presidente do Sintraf de Poços de Caldas/MG, Agnaldo Alves Viana, que é membro da Comissão da Negociação da Fenaban, representando a FEEB MG/GO/ TO e DF e membro da COE/CONTEC Itaú-Unibanco. Na ocasião, o presidente do Sintraf Poços de Caldas/MG deu as boas-vindas aos participantes e destacou a importância da realização daquela reunião com a presença dos representantes do Banco Itaú/Unibanco, Feeb MG/GO/TO e DF e CONTEC. Para ele a iniciativa aproxima o banco dos problemas da região, facilitando e contribuindo na busca de soluções e mudanças necessárias.

Iniciando a reunião, os participantes passaram a usar a palavra apontando diversos problemas regionais relacionados aos Planos de Saúde, convênios médicos e exames laboratoriais. Os sindicatos solicitaram que os planos da Unimed Regional e da Fundação passassem para Unimed Nacional.

Os representantes do Itaú/Unibanco explicaram sobre os planos e ficaram de buscar soluções para os problemas apresentados.

Os sindicatos fizeram ainda vários depoimentos com relação à saúde dos funcionários e relacionaram determinadas doenças, como a depressão, ansiedade, síndrome de pânico e outras, a exigência de cumprimento de metas, que têm sido abusivas, caracterizando assédio moral. Também foi colocada a questão de perseguições e ameaças de demissões.

Os representantes do Banco Itaú-Unibanco disseram que esses problemas foram apresentados em nível nacional e, que está sendo também observados na Mesa de Negociação da FENABAN. Afirmaram ainda que não é orientação do banco determinadas exigências ocorridas regionalmente. Colocaram que caso haja esses problemas, seja acionado o Ombudsman do Banco Itaú-Unibanco.

Os sindicatos solicitaram uma avaliação sobre as transferências dos funcionários, que estão cobrindo férias dos colegas. Foram ainda levantados vários problemas sobre fracionamento do período do gozo de férias, que são de 30 dias para todo bancário.

Quanto às demissões, os sindicatos relataram vários problemas relativos a essa questão.

O banco anotou todos os problemas apontados pelos diretores dos sindicatos do Estado de Minas Gerais, levando para estudo, avaliação e busca de soluções.

A realização da primeira reunião regional do Itaú-Unibanco teve apoio da Feeb MG/GO/TO e DF e, da CONTEC.

AVALIAÇÃO – A diretora de Finanças da CONTEC, Rumiko Tanaka, agradeceu a vinda dos representantes do banco; a presença das entidades do Estado de Minas Gerais; o apoio da FEEB MG; e principalmente a forma como o presidente da Sintraf Poços Caldas/MG, Agnaldo Viana recebeu em sua casa a primeira Reunião Regional do Itaú/Unibanco com muita organização.

A avaliação das entidades, que participaram do evento, foi que reuniões regionalizadas têm muita eficiência. Todos apoiaram a iniciativa e solicitaram mais reuniões similares.

Desta forma, concluímos que a reunião serviu para melhorar o relacionamento com a área sindical/trabalhista do Itaú/Unibanco. (Fonte: Contec)

Bradesco prevê retomar fatia do crédito de bancos públicos
(Altamiro Silva Jr.)
O Bradesco quer ganhar espaço no mercado de crédito no Brasil em 2015 e já prevê que a carteira de empréstimos para pessoas físicas vai ter crescimento maior do que em 2014. A aposta é de que a desaceleração nos financiamentos dos bancos públicos abra espaço para instituições privadas voltarem a aumentar presença no mercado.

A carteira de crédito de pessoa física do Bradesco pode crescer algo entre 9% a 13% no ano que vem, acima do previsto para este ano, de 8% a 12%, afirmou o diretor executivo do banco, Luiz Carlos Angelotti. "Os bancos públicos estão desacelerando um pouco as taxas de crescimento. Há espaço para que o setor privado recupere participação." O Banco do Brasil, por exemplo, vem praticando taxas mais normais, disse.

No primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, os bancos públicos foram usados para tentar reaquecer a economia, estimulando o mercado de crédito, sobretudo por meio de taxas de juros mais baixas.

O Bradesco, por exemplo, tinha participação de 12% no sistema total de crédito brasileiro, excluindo debêntures, há cerca de três anos; agora, tem 10,4%. Entre as linhas de crédito para pessoas físicas, Angelotti avalia que o crédito imobiliário e o consignado tendem a manter o ritmo de crescimento de dois dígitos. O consignado vem crescendo de 20% a 25% e o imobiliário, entre 30% a 35%. A mudança recente na regra que reduz a burocracia na recuperação de carros deve ajudar a carteira do setor de veículos, reduzindo as taxas para futuros empréstimos, avalia o executivo.

Na pessoa jurídica, a aposta do Bradesco é de expansão de 6% a 10% na carteira. Em infraestrutura, o banco estima que há ainda R$ 34 bilhões a serem financiados, considerando as obras que já foram licitadas pelo governo e precisariam de crédito. "A infraestrutura pode ser uma das molas propulsoras do crescimento em 2015 e mesmo em 2016", disse o vice presidente executivo do banco, Sérgio Clemente.

O executivo avalia que o interesse pelo Brasil reflete expectativas mais realistas. O Bradesco BBI fez hoje em Nova York um fórum com presidentes de 87 empresas brasileiras, que falaram com cerca de 300 investidores e analistas estrangeiros. Todo o comando do banco participou, incluindo o presidente, Luiz Carlos Trabuco Cappi. (Fonte: Estadão)

Banco do Brasil deve convocar aprovada em concurso realizado para cadastro reserva
A Primeira Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT10) determinou ao Banco do Brasil a convocação, para realização de exames médicos, da candidata aprovada em 1.443º lugar no concurso público realizado em 2012 para formação de cadastro reserva para provimento de vagas de escriturário. A decisão ocorreu no julgamento de um recurso ajuizado pela instituição bancária contra sentença da 14ª Vara do Trabalho de Brasília que havia garantido a contratação da candidata. (Bianca Nascimento)

De acordo com informações dos autos, a validade do concurso aberto pelo edital nº 1/2012 expirou no dia 6 de maio de 2014. A candidata autora da ação trabalhista pleiteou sua contratação imediata ou a reserva de vaga em seu benefício, alegando que foi aprovada dentro das 2,5 mil vagas destinadas ao Distrito Federal. Segundo ela, o banco publicou em dezembro de 2013 um novo edital para concurso semelhante ao que estava ainda vigente. A candidata sustentou ainda que, nos anos dois últimos anos, foram realizadas licitações para contratar empregados terceirizados temporários.

O Banco do Brasil, por sua vez, alegou que a celebração desses contratos decorreria da necessidade transitória e sazonal da instituição para substituição de pessoal regular e permanente ou do acréscimo extraordinário de serviços. A instituição negou que tenha sido feita qualquer contratação de candidatos aprovados no concurso de 2013, antes do término do prazo de validade do primeiro certame de 2012.

A relatora do caso na Primeira Turma, desembargadora Elaine Machado Vasconcelos, considerou inválido o argumento de que o concurso foi realizado para formação de cadastro reserva. Segundo ela, o Banco do Brasil gerou expectativa de que os candidatos aprovados até a 2.500ª posição seriam aproveitados. Para a magistrada, a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Supremo Tribunal Federal (STF) orienta o entendimento de que a contratação de empregados temporários abre caminho para a convocação da candidata aprovada no certame.

“No caso, é incontroversa a classificação da reclamante dentro do número de candidatos previsto na Tabela do Edital nº 1/2012. De igual modo, restou incontroversa a contratação temporária de terceirizados sob a égide da Lei nº 6.019/74 para a prestação de serviços na atividade-fim do banco reclamado, durante o prazo de validade do concurso. (...) Assim, tenho por correta a sentença que determinou a convocação da reclamante para a realização dos exames médicos e a contratação subsequente da autora, caso aprovada nos exames”, conclui. Processo nº 0000165-16.2014.5.10.014 (Fonte: TRT10)

Cotado para Fazenda, Trabuco se reúne com Dilma
Executivo do Bradesco teria sido convidado para o cargo durante encontro em Brasília Sonia Racy
O presidente do Bradesco, Luiz Trabuco (foto), se reuniu ontem com a presidente Dilma Rousseff em Brasília, informa Sonia Racy. Ele teria sido convidado a assumir o Ministério da Fazenda. A escolha de um nome para a Fazenda, para tentar acalmar o mercado, e os desdobramentos e reflexos políticos para o governo em decorrência da Operação Lava Jato foram os dois temas dominantes da reunião de Dilma com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no fim da tarde de terça-feira, em Brasília.

Boatos de que poderia haver um anúncio oficial ontem sobre a equipe econômica mexeram com o mercado financeiro. Para Lula, a melhor indicação seria a de Henrique Meirelles, que foi presidente do Banco Central em seu governo. Mas a presidente continua resistindo. Em sua lista de opções, além de Trabuco, há o nome do presidente Banco Central, Alexandre Tombini, com quem a presidente também teve a oportunidade de conversar, e muito, nos últimos dias.

Tombini não só esteve com Dilma na reunião do G-20, na Austrália, como foi convidado por ela a voltar no avião presidencial para Brasília, mais precisamente na cabine presidencial, durante o voo de volta para o Brasil.

O atual titular da Fazenda, Guido Mantega, permaneceu em Brisbane, na Austrália. Enquanto isso, Dilma e Tombini voavam, pararam em Osaka, no Japão, depois jantaram em Seattle, nos Estados Unidos, durante o tempo de reabastecimento do avião e por fim, fizeram uma parada na Cidade do Panamá.

Há ainda especulações em torno do nome do ex-secretário executivo do Ministério da Fazenda Nelson Barbosa, que não restabeleceu todas as pontes com Dilma, mas tem discutido e participado de reuniões com projetos para o futuro com integrantes do governo. Barbosa é professor da Fundação Getúlio Vargas.

Por partes
A presidente tem seu timing próprio e, em entrevista antes de viajar para a Austrália, avisou que, ao retornar da reunião do G-20, iria começar a tratar das mudanças ministeriais “por partes”. Mas as novas denúncias e prisões ligadas ao caso de corrupção na Petrobrás fazem com que o governo tente apressar a formação do novo ministério para reverter a onda negativa que domina a agenda nacional.

Depois desta e outras reuniões da presidente com os ministros da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e da Justiça, José Eduardo Cardozo, e com o governador da Bahia, Jacques Wagner, especula-se que Dilma possa anunciar a primeira etapa da reforma ministerial até amanhã. Mas não há nada definido. Ontem, Dilma voltou a se reunir no fim da manhã com Wagner, que em seguida embarcou para Salvador. O governador é um dos principais interlocutores da presidente neste momento e é cotado para pastas como Indústria e Comércio - que seria de sua preferência -, mas até a da Justiça teria entrado como alternativa.

Wagner avisou que não gostaria de ser deslocado para a presidência da Petrobrás, no lugar de Graça Foster, nem quer ir para a Secretaria de Relações Institucionais (SRI), cargo que já ocupou e atualmente tem à frente o também petista Ricardo Berzoini. (Fonte: Estadão)

Suplente eleita passa a participar do Conselho de Administração da Caixa
Conselho de Administração conta com representantes eleitos dos empregados
Acontece nesta quinta-feira (20), em Brasília, mais uma reunião do Conselho de Administração (CA) da Caixa Econômica Federal. Maria Rita Serrano, representante suplente dos empregados, é quem vai participar do encontro, previsto para ocorrer das 10h às 13h.

"Temos que reforçar a importância dos mais de 100 mil trabalhadores estarem representados na maior instância de decisão do banco. É no CA, por exemplo, que são definidos, entre outros temas, os desafios, os objetivos e as diretrizes da empresa. E essas questões impactam diretamente no dia a dia dos trabalhadores", afirma Maria Rita Serrano.

Na semana passada, Fernando Neiva e Maria Rita Serrano se reuniram com o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, e com a diretora de Administração e Finanças, Fabiana Matheus. Na ocasião, foi discutida uma forma de os conselheiros eleitos fazerem a prestação de contas para a categoria.

"O ano de 2014 foi muito positivo. Além das reuniões no Conselho de Administração, realizamos reuniões nos locais de trabalho, visitas a entidades e participação em eventos, entre outras atividades", diz Fernando Neiva. (Fonte: Fenae)

Saiba o rendimento médio do brasileiro e descubra se você ganha mais ou menos que isso
O rendimento médio real habitual da população ocupada no Brasil subiu 2,3% em outubro ante setembro, divulgou ontem (19) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A média nas seis regiões metropolitanas pesquisadas foi R$ 2.122,10 contra R$ 2.075,39 anteriormente.

Também foi constatada alta no rendimento em relação ao mesmo mês do ano passado, quando a média era de R$ 2.041,10. Nessa comparação, o crescimento chegou a 4%.

A massa de rendimento médio real habitual, total pago à população ocupada, foi R$ 50,1 bilhões em outubro, o que representa um crescimento de 3,1% ante setembro e de 3,8% em relação ao mesmo mês do ano passado.

O grupamento de atividade com o maior rendimento médio real habitual foi a educação, a saúde, os serviços sociais, a administração pública, a defesa e a seguridade social, com R$ 2.883,50.

Apesar disso, nesse grupo ocorrreu queda de 0,2% ante setembro. O maior crescimento foi o da indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água, com 6,4%. A média desse grupo é R$ 2.248,70.

A pesquisa também mostra que os militares e funcionários públicos tiveram o maior rendimento médio em outubro, de R$ 3.557,90, mas caíram 1,5% na comparação com setembro. A categoria que mais avançou foi a das pessoas que trabalham por conta própria, que subiu 5,2% em relação a setembro e 6% na comparação com o mesmo mês do ano passado. A renda média delas ficou em R$ 1.873,70, atrás dos empregados com carteira assinada no setor privado, que ganharam R$ 1.917,20. Os empregados sem carteira, no setor privado, receberam em média R$ 1.498,60. (Fonte: Agência Brasil)

Banco do Brasil e Cielo criam empresa de cartões de R$ 11,6 bilhões
O Banco do Brasil e a Cielo, respectivamente o maior banco e a maior processadora de cartões do país, decidiram criar uma nova empresa de pagamentos eletrônicos com um valor estimado em R$ 11,6 bilhões. (Toni Sciarretta)

A nova empresa, que foi oficializada nesta quarta (19), será responsável pelas operações dos cartões de crédito e de débito Ourocard, emitidos pelo Banco do Brasil.

A nova processadora de cartões cuidará de toda a área de gestão de cartões, além de segurança, tecnologia, compensação das transações e suporte técnico. Já o Banco do Brasil seguirá com as atividades de marketing, análise e concessão de crédito do cliente portador do cartão Ourocard.

A nova empresa nasce como um jointventure com 30% de capital do BB e os 70% restantes da Cielo.
A Cielo, cujo principal negócio hoje é fazer os pagamentos dos donos de cartões aos estabelecimentos comerciais, será a maior beneficiada por diversificar suas fontes de receita, entrando em outras áreas da cadeia do processamento de transações eletrônicas.

No negócio, a Cielo entrará com R$ 8,1 bilhões na joint venture. Já o BB entra com a rede de pagamentos e clientes Ourocard.
A ideia é que a nova empresa faça associações com outros bancos, bandeiras e processadoras de pagamentos eletrônicos, ampliando os clientes e redes de cartões processados.

Para financiar o negócios, a Cielo pretende emitir títulos de dívida de longo prazo, conhecidos como debêntures. Também deverá reduzir a distribuição de dividendo mínimo de 50% para 30% do lucro aos acionistas. O tema será discutido em assembleia de acionistas.

Os detalhes do negócio serão apresentados nesta quinta (20) ao mercado de cartões. Uma das propostas discutidas é que essa nova empresa possa abrir o capital na Bolsa, como fez a BB Seguridade, unidade de seguros do banco após associação com a subsidiária da espanhola Mapfre no país.

O negócio depende de aprovação do Banco Central e do Cade (Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência). (Fonte: Folha.com)

STF confirma liminar que suspendeu processos envolvendo o Plano Real
O Supremo Tribunal Federal (STF) referendou nesta quarta-feira (19) medida cautelar suspendendo todos os processos na justiça que envolvem o Plano Real. Por maioria de votos, os ministros confirmaram a medida cautelar proferida pelo ministro Sepúlveda Pertence, em 2006. determinando a suspensão dos processos que questionam a legalidade do Artigo 38 da Lei 8.880/94, que estabeleceu a Unidade Real de Valor (URV).

A suspensão valerá até que a Corte se pronuncie sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 77, movida pela Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif), em 2005. Na arguição, a Consif pretende que o STF declare a constitucionalidade desse dispositivo.

 A URV serviu de base para o cálculo dos índices de correção monetária no mês anterior à efetiva implementação do Plano Real e para o mês seguinte, já com a moeda nova.

A confederação pede que o Supremo se pronuncie sobre a questão, por considerar que existem divergências nos tribunais quanto à constitucionalidade do dispositivo usado na correção dos contratos pactuados nesse período.

"Seria temeridade, já passados tantos anos da implantação do Plano Real, cujas virtudes acabaram sendo reconhecidas inclusive pelas correntes doutrinárias e políticas que, à época, a ele se opuseram, deixar de confirmar a liminar deferida pelo ministro Pertence, o que resultaria em um ambiente de absoluta insegurança jurídica sobre atos e negócios de quase duas décadas", ponderou o ministro Teori Zavascki.

Ele apresentou seu voto-vista na sessão desta quarta-feira. (Fonte: Agência Brasil)

Projeto de lei quer aumentar licença-maternidade para um ano
A Comissão Especial da Primeira Infância discutiu nesta quarta-feira (19), pela primeira vez, emendas para o Projeto de Lei 6.998/2013, que pretende ser o marco legal da primeira infância. Um dos pontos polêmicos do dispositivo é o aumento do tempo de licença-maternidade para um ano e de licença-paternidade para um mês.

Para o autor do projeto, deputado Osmar Terra (PMDB-RS), este é um ponto importante, mas que ainda está sendo discutido pelos membros da comissão. "Não será um gasto a mais para as empresas, é um investimento que vai prevenir muitos problemas futuros, não só para a família, mas para a sociedade toda", explicou.

O projeto foca em um conjunto de ações para o inicio da vida, como ampliar a qualidade do atendimento para crianças até 6 anos, com carreira, capacitação e, inclusive, com a criação de novas funções publicas, que cuidem do início da vida, de modo a valorizar o papel da mãe e do pai junto à criança, bem como criar espaços públicos para garantir que as crianças tenham locais adequados para se desenvolver.

Além disso, o projeto prevê a criação de um sistema de avaliação do desenvolvimento da criança, para verificar se o modelo de cuidado está adequado ou precisa ser alterado.

Segundo Terra, a primeira infância começou a ser intensamente pesquisada há cerca de 20 anos. É na primeira infância, segundo ele, que a criança desenvolve as estruturas sociais, afetivas e cognitivas, e por isso a atenção deve ser maior para assegurar condições de desenvolvimento saudável.

Segundo o relator, deputado João Ananias (PCdoB-CE), o projeto deve ser votado no dia 2 de dezembro, na Comissão Especial da Primeira Infância. O dispositivo altera a Lei 8.069, que estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente. (Fonte: Agência Brasil)

Consciência Negra só é feriado hoje em 18% do País
No Estado de São Paulo, 205 cidades (31%) celebram data; CET estima saída de 1,6 milhão da capital
O Brasil comemora nesta quinta-feira, 20, o Dia da Consciência Negra, em referência à morte de Zumbi dos Palmares – símbolo da luta pela liberdade e valorização do povo afro-brasileiro. De 5.570 municípios do País, 1.047 adotaram a data como feriado, o que corresponde a 18,8%, segundo a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República.

Em São Paulo, a proporção de municípios que decretaram feriado é um pouco maior, 31,7%. Por cair em uma quinta-feira, milhares de pessoas na capital paulista pretendem aproveitar a data como um feriado prolongado, especialmente porque é uma das poucas folgas em 2014. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) prevê que 1,6 milhão de veículos deixem São Paulo rumo ao litoral e ao interior, o que deve complicar o tráfego nas estradas.

Para evitar congestionamento, a recomendação é que o motorista evite os horários de pico, concentrados principalmente da noite desta quarta-feira até o início da tarde de quinta.

O maior volume de veículos deve passar pelo Corredor Ayrton Senna/Carvalho Pinto, onde a concessionária Ecopistas estima um fluxo de até 933 mil carros entre hoje e amanhã. Somente pela praça de Itaquaquecetuba, deixando São Paulo em direção à região serrana de Campos do Jordão, litoral norte, Alto Tietê, Vale do Paraíba e Rio de Janeiro, devem passar entre 180 mil e 249 mil veículos. Em caso de formação de filas, funcionários irão realizar a cobrança do pedágio ainda nas filas.

O Sistema Anhanguera-Bandeirantes também ficará pesado, com previsão de 860 mil veículos entre a saída e a chegada à capital, informou a AutoBan, que administra o sistema. No Sistema Castelo Branco-Raposo Tavares, a previsão é de que 530 mil veículos circulem nos dois sentidos durante o feriado, conforme a ViaOeste.

Quem sair da capital pela Rodovia Presidente Dutra deverá enfrentar lentidão no sentido do Vale do Paraíba. Estimativas do SOS Usuário preveem que cerca de 220 mil veículos saiam de São Paulo e 165 mil veículos deixem o Rio até sexta-feira.

Para orientar os motoristas sobre um acesso alternativo à Rodovia Oswaldo Cruz, que liga a Via Dutra a Ubatuba, a concessionária informará sobre a possibilidade de usar o acesso do km 112,5 da rodovia, na pista sentido Rio, além da saída do km 111.

Litoral norte
Nos últimos fins de semana, por causa do calor, a Rodovia Rio-Santos, que liga as cidades de Ubatuba, Caraguatatuba e São Sebastião, vem apresentando lentidão nos trechos urbanizados e de acesso às praias. Os motoristas deverão enfrentar congestionamentos de até uma hora e meia em percursos que duram, em média, meia hora, entre Caraguatatuba e Ubatuba.

Para quem se dirigir a Ilhabela, o problema será a fila para embarcar nas balsas. Para o feriado prolongado, a Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), que administra as rodovias paulistas, colocará em funcionamento mais uma balsa. A embarcação tem capacidade para 40 carros e 265 passageiros.

Seis balsas vão operar simultaneamente durante o período. A expectativa da Dersa é de que o movimento seja cerca de 3% maior que o mesmo período de 2013. (Fonte: Estadão)

Número de negros nos bancos cresce mas ainda
Movimento sindical luta por mais contratações e igualdade de oportunidades na ascensão profissional (Rodolfo Wrolli)
Dados do II Censo da Diversidade, respondido por 187.411 bancários (41% da categoria), em março de 2014, revelam que apesar de ainda baixo, aumentou o número de bancários negros. Em 2008, a etnia respondia por 19,3% do total de trabalhadores do ramo financeiro e atualmente avançou para 24,9%, aumento de 5,6 pontos percentuais.

Entretanto, por conta da falta de informações, é impossível mensurar se esse aumento se deveu a mais contratações pelos bancos privados ou pela realização de concursos nos bancos públicos.

Para o dirigente sindical e coordenador do coletivo racial do Sindicato, Julio Cesar Santos, a população negra ainda é quase imperceptível no ambiente bancário, principalmente as pessoas com tom de pele mais preta.

“A maioria é contratada para cargos funcionais, como compensação de cheques ou telemarketing. Os cargos que lidam diretamente com clientes raramente são preenchidos por negros, com exceção dos bancos públicos onde os negros são contratados com concurso público e ingressam por méritos. É um preconceito inserido na nossa categoria e temos de continuar lutando contra isso.” (Fonte: Seeb SP)

Empreiteiras da Lava Jato doaram R$ 3,8 milhões para eleitos no Paraná
15 deputados receberam repasses legais das empresas investigadas pela Lava Jato (Angieli Maros, Chico Marés, Euclides Lucas Garcia e Talita Boros Voitch, especial para a Gazeta do Povo)

Empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato doaram legalmente R$ 3,8 milhões para 15 deputados estaduais e federais paranaenses eleitos em outubro.

O levantamento, feito pela Gazeta do Povo com base na prestação de contas dos candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostra que as empresas também contribuíram para as campanhas dos candidatos ao governo Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB), somando R$ 2,3 milhões em doações para os dois.

O governador reeleito Beto Richa (PSDB) e o senador Alvaro Dias (PSDB) não receberam recursos das empreiteiras.

Entre os parlamentares, há doações tanto para partidos governistas quanto de oposição.

Beneficiado com mais de R$ 1,1 milhão de doações da Galvão Engenharia, o deputado federal Nelson Meurer é o recordista em doações da Lava Jato entre os eleitos no estado.

Meurer, que é presidente do PP do Paraná, havia sido citado nas investigações da Lava Jato numa possível ligação com o doleiro Alberto Yousseff. Ele nega.

Parte do montante doado pelas empreiteiras aos paranaenses foi viabilizada por meio de repasses aos diretórios nacionais dos partidos.

Isso significa que o dinheiro foi disponibilizado pelas empresas para os comandos das siglas, que então encaminharam a doação aos candidatos.

Entre os deputados estaduais, seis deles receberam o dinheiro por meio da chamada “dobradinha” com outro candidato a federal.

O caso aconteceu com Ademir Bier (PMDB), Dr. Batista (PMN), Evandro Junior (PSDB), Elio Rusch (DEM), Marcio Nunes (PR) e Palozi (PSC).

Dois deputados federais foram os responsáveis pelas doações de recursos a esses candidatos: Ricardo Barros (PP) e Dilceu Sperafico (PP).

Ao todo, seis empresas investigadas pela Polícia Federal contribuíram para as campanhas paranaenses: Galvão Engenharia, Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Engevix e UTC.

A Lava Jato motivou até agora a prisão de 23 pessoas e foi desencadeada em março para desmontar um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 10 bilhões.

Entre os presos da sétima fase da operação, deflagrada na semana passada, está o ex-diretor de serviços da Petrobras Renato Duque, acusado de ser operador do PT no esquema.

Paulo Roberto Costa, ex-diretor de abastecimento da estatal, é acusado de ser o operador do PP no esquema.

Juntos, Gleisi e Requião receberam R$ 2,3 milhões
Os candidatos derrotados ao governo do Paraná Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB) receberam juntos R$ 2,3 milhões das empresas Galvão Engenharia, OAS, Queiroz Galvão e UTC – todas investigadas pela Operação Lava Jato. As doações foram feitas legalmente, de acordo com a legislação, e foram declaradas à Justiça Eleitoral.

A Queiroz Galvão doou, por meio da direção nacional do PT, R$ 475 mil a Gleisi.

A petista recebeu ainda verbas da UTC (também por intermédio do partido) e doação direta da Galvão. No total, essas empresas repassaram R$ 1,84 milhão para a campanha da candidata.

A campanha de Requião recebeu verba de apenas das empresas investigadas.

O grupo OAS repassou R$ 500 mil ao paranaense por meio de doações feitas para a campanha de Michel Temer, vice-presidente eleito.

Outro lado
Com exceção da empresa Camargo Correa, que não deu retorno à reportagem da Gazeta do Povo até o fechamento desta edição, as demais empreiteiras informaram que todas suas doações eleitorais foram realizadas dentro das formas previstas em lei.

A Engevix acrescentou que prestará todos os esclarecimentos que forem solicitados por meio de seus advogados.

A Odebrecht informou disse que “promove suas doações dentro de uma visão democrática e em respeito à Legislação brasileira, sem adotar posição partidária nem ideologia”.

Em nota, Gleisi informou que “as doações para a campanha ao governo do estado do Paraná em 2014 constam da prestação de contas encaminhada à Justiça Eleitoral, conforme determinação da legislação em vigor”.

Por meio de sua assessoria, Requião disse que sua campanha nestas eleições para governador foi “modesta e com muita dificuldade”, com arrecadação abaixo dos gastos .

A assessoria destacou ainda que a doação da empreiteira OAS foi repassada à campanha pelo comitê de Michel Temer. (Fonte: Gazeta do Povo)