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27/03/2015 07:59 Negociações com bancos

Todos contra a Terceirização

O Movimento Humanos Direitos (MHUD) uniu-se à Anamatra na luta contra o Projeto de Lei nº 4.330/2004, que regulamenta a terceirização no Brasil. Diversos atores que participam do Movimento gravaram vídeos criados pela Anamatra, sem cobrança de cachê, contra a proposta legislativa.

O terceiro vídeo contou com a participação dos atores e dirigentes do MHUD Dira Paes, Gilberto Miranda e Priscila Camargo e os atores participantes do Movimento Bete Mendes, Osmar Prado, Camila Pitanga e Wagner Moura

Governo anuncia Abertura de Capital da Caixa

 

27/03/2015 07:56 Itaú e Bradesco devem elevar lucros mesmo em meio à recessão
27/03/2015 07:53 Cassi, prejuízos e reforma de estatuto
27/03/2015 07:50 HSBC indenizará bancário por falsa acusação de descumprimento de normas
27/03/2015 07:47 JT deve julgar ação de aposentado que reivindica verba a ser paga pelo banco
27/03/2015 07:44 Renda de trabalhador descontada a inflação cai pela 1ª vez desde de 2011
27/03/2015 07:41 Desemprego sobe pelo segundo mês consecutivo e vai a 5,9% em fevereiro
27/03/2015 07:38 Caminhoneiros ameaçam nova greve em abril
27/03/2015 07:35 Pela primeira vez Banco Central prevê inflação de 2015 acima do teto da meta, em 7,9%
27/03/2015 07:32 Cresce o número de famílias com dívidas em atraso no país
26/03/2015 07:58 Itaú é condenado a pagar R$ 20 milhões por tarifa indevida
26/03/2015 07:55 Bancos são obrigados a prestar atendimento nos guichês de caixa
26/03/2015 07:52 Vigilante baleado em assalto ao Bradesco morre no hospital e sindicalista desabafa
26/03/2015 07:49 Arrombamentos de caixas eletrônicos no RS triplicam em cinco anos
26/03/2015 07:46 Fórum reforça luta contra PL 4.330 que quer expandir terceirização
26/03/2015 07:43 TST afasta contribuição previdenciária sobre abono de 1/3 de férias
26/03/2015 07:40 Funcef se recusa a injetar na OAS R$ 200 milhões
26/03/2015 07:37 Setor da construção fecha mais de 30 mil postos de trabalho em todo o país
26/03/2015 07:34 Políticos do PSDB, PT, PMDB, PDT, PTC e PP ligados a contas do HSBC
26/03/2015 07:31 Confiança do consumidor é a menor histórica em março, diz FGV

Negociações com bancos
Haverá reunião com o banco Itaú-Unibanco e a CONTEC nesta sexta-feira (27), em São Paulo. O encontro acontecerá das 10h às 12h. Na pauta estão diversos assuntos de interesse dos empregados do Banco.

Também neste dia, haverá reunião com o Banco Santander, em São Paulo, das 15h às 18h, na Torre Santander Vila Olímpia - SP, av. Juscelino Kubitschek, 2.235 - Térreo.

A Federação e seus sindicatos filiados estarão sendo representados na reunião do Itaú e Santander, pelos diretores do Sindicato dos Bancários de Ponta Grossa, Julio Marenda  e Osmar Javorski (fotos).

Caixa
No próximo dia 09 de abril (quinta-feira), haverá reunião da mesa de negociação permanente da CAIXA ECONÔMICA FEDERAL em Brasília. O encontro está marcado para acontecer das 15h às 18h. Solicitamos que as entidades confirmem presenças de seus representantes por email (rumikodf@gmail.com e/ou contec@contec.org.br).

Itaú e Bradesco devem elevar lucros mesmo em meio à recessão
(Cristiane Lucchesi e Francisco Marcelino)
O cenário não poderia ser pior para os bancos: recessão, desemprego em alta, aumento da inadimplência e redução no crédito corporativo alimentada pelo maior escândalo de corrupção da história brasileira.

Isso não deve acarretar lucros menores para os dois maiores bancos do país em valor de mercado, Itaú Unibanco Holding SA e Banco Bradesco SA, segundo analistas do Goldman Sachs Group Inc., do Deutsche Bank AG e do Bank of America Corp.

As maiores margens de lucro sobre a carteira de crédito compensarão as provisões maiores para devedores duvidosos e o lucro por ação pode dar um salto de até 15%, dizem os analistas.

"A taxa básica de juros tem subido e os empréstimos estão desacelerando, portanto há menos competição e mais espaço para aumentar as margens de crédito", disse Tito Labarta, analista do Deutsche Bank, em entrevista, em Nova York.

O spread entre o custo de captação e de juros cobrados nos empréstimos dos bancos atingiu 28,3 pontos porcentuais em fevereiro, maior nível desde outubro de 2011, segundo dados do Banco Central divulgados na quarta-feira. O crédito se expandiu 11% nos últimos 12 meses, menos que os 14% dos 12 meses anteriores porque os bancos públicos, que vinham sustentando o crescimento do crédito no Brasil, se retraíram.

A Operação Lava Jato, investigação de corrupção que envolve a Petrobras, a petroleira controlada pelo Estado, e suas fornecedoras, congelou os empréstimos para muitas empresas porque os bancos se tornaram cautelosos com a prisão de executivos e depois que 23 dessas firmas foram proibidas de apresentar ofertas para novos contratos da Petrobras. Contudo, Labarta disse esperar que os dois bancos sofram apenas um "impacto marginal" com o incremento das taxas de inadimplência corporativa.

Exposição ao setor
A exposição do Bradesco aos setores mais afetados -- petroquímicos, petróleo, gás e construção -- representa cerca de 10% do portfólio total de crédito da empresa com sede em Osasco, São Paulo, segundo seu relatório de lucros de 2014. No Itaú, que tem sede em São Paulo, a fatia é de 6,1%, segundo o Deutsche Bank.

A taxa de inadimplência corporativa provavelmente tenha atingido seu pico no segundo semestre do ano passado, disse Luiz Carlos Angelotti, diretor administrativo e de relações com investidores do Bradesco. Ele disse esperar que o indicador atinja níveis normais no segundo semestre do ano e caia do atual 0,8% para 0,4%.

Clientes escolhidos
Haverá pressão sobre o portfólio de crédito para pessoas físicas devido à alta do desemprego, embora ele estime que as taxas de inadimplência continuem estáveis porque o Bradesco tem sido mais seletivo na escolha dos clientes nos últimos anos.

"Cerca de 30% do nosso lucro líquido vem da divisão de seguros, que tem uma receita muito estável -- o crédito representa cerca de 27%", disse ele e acrescentou que o Bradesco espera entregar neste ano aos acionistas um retorno de 20% sobre o patrimônio, o mesmo do ano passado.

É provável que o incremento estimado em pagamentos atrasados de pessoas físicas e corporações afete mais os bancos estatais do que os privados, disse Mario Pierry, analista do Bank of America em São Paulo.

Ele estima que os lucros bancários no Brasil darão um salto de 10% a 15% neste ano, enquanto Labarta, do Deutsche Bank, prevê que os lucros por ação subirão 13% no Bradesco e 14% no Itaú.

Empreendimento com a Cielo
O Banco do Brasil, que é estatal e é o maior credor da América Latina em ativos totais, provavelmente registrará um aumento de 35% de seu lucro líquido, impulsionado pelo ganho pontual de R$ 3,2 bilhões de uma joint venture com a Cielo SA, disse Labarta. Sem esse efeito, o lucro por ação aumentaria apenas 5% neste ano, segundo Labarta.

O Banco Santander Brasil, uma unidade do maior banco da Espanha, se juntará ao Itaú e ao Bradesco ao registrar um aumento nos lucros neste ano, previu Labarta, dizendo que o lucro líquido provavelmente dará um salto de 27% na empresa.

Banco do Brasil, Santander e Itaú preferiram não comentar.

"Os lucros dos bancos vão crescer, mas a um ritmo muito mais lento neste ano que em 2014, caindo de 25 por cento para não mais que 6% ou 7%", disse Carlos Macedo, analista do Goldman Sachs em Nova York. Ele disse que está "cauteloso" em relação ao setor devido à fragilidade da economia brasileira. (Fonte: UOL)

Cassi, prejuízos e reforma de estatuto
A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi), que atende 800 mil beneficiários, tem um rombo de R$ 150 milhões no seu orçamento. Os números foram divulgados pelo jornal Correio Braziliense nesta terça-feira (24). Segundo o jornal, o déficit coloca em dúvida a continuidade dos serviços da Cassi.

Entre as razões citadas na matéria para explicar o vermelho nas contas da Cassi, está o descompasso entre os reajustes dos funcionários do banco e os preços dos serviços de saúde. O orçamento da Cassi é composto, em parte, por verbas repassadas pelos trabalhadores; como esse indicador sobe em proporção menor do que os custos operacionais aparece o déficit.

A Cassi é também vítima de um problema que afeta outras entidades ligadas a servidores de estatais, como os fundos de previdência Petros, dos empregados da Petrobras, Postalis, dos Correios, e Funcef, da Caixa Econômica Federal.

É preciso aprimorar as investigações sobre esses fundos para entendermos os motivos das aplicações que eles fizeram e que trouxeram grandes prejuízos, e se torna necessário uma investigação bastante aprofundada pelo Ministério Público e outros Órgãos competentes para passarmos a limpo o que realmente está acontecendo.

Torna-se também mister uma investigação sobre a Previ que obteve resultados considerados pífios e, se não ligarmos o alerta não está descartada a hipótese de prejuízos, o que é totalmente injustificável, além da implantação do teto máximo do benefício, luta de todos os participantes, das Entidades Sindicais e de Representação dos Funcionários, haja visto que gera ambiguidade a interpretação do Estatuto da Previ, que cria uma casta privilegiada, a Diretoria do BB, inclusive com nome diferenciado “Estatutários” com direito a empilhamento de verbas para suas gordas aposentadorias, como aconteceu com o nosso ex-presidente, Sr. Ademir Bendine, enquanto os simples e mortais funcionários tem que se contentar com os cálculos sem essas benesses, exclusiva para esta casta privilegiada.

Quanto a Cassi, é necessário uma discussão e reforma Estatutária urgente, visto que o valor arrecadado não cobre os gastos com os profissionais de saúde e Casas Hospitalares. Várias sugestões foram enviadas para o Encontro que discutiu a Cassi nacionalmente, mas até o presente momento nada de prático se adotou, cautela é bom, mas não em excesso, precisamos de urgência para resolvermos o caso Cassi.

O Banco não quer aumentar a sua participação de 6% para 7,5% e, quer que o aumento de 1,5% recaia só sobre a sofrida classe do funcionalismo. Cremos nós que o aumento de 1,5% ao funcionalismo seria justo e de bom tom, desde que o Banco também faça a sua lição de casa, ou seja contribua com a sua contrapartida acrescentando este índice de 1,5%, para ser justo e paritário, além da implantação de um teto mínimo de contribuição, pois saúde, trabalho e educação são fatores básicos e que precisam de bastante atenção por parte daqueles que detém o poder.

HSBC indenizará bancário por falsa acusação de descumprimento de normas
A Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) não conheceu de recurso do HSBC Bank Brasil S.A. - Banco Múltiplo contra decisão que o condenou a pagar R$ 50 mil de indenização por dano moral a um bancário. Demitido sob acusação não comprovada de falta grave, o trabalhador afirmou que o banco emitiu nota, divulgada pela imprensa, informando a demissão de quatro gerentes, três caixas e dois supervisores "em razão da comprovação por terem cometido atos administrativos irregulares". 

O caixa atuava no posto do HSBC na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP). Em março de 2010, reportagens revelaram um esquema de desvio de dinheiro dos cofres da ALEP por meio da contratação de "funcionários fantasmas" (laranjas). Segundo auditoria do banco, uma só pessoa ia ao caixa e sacava os salários de todos os funcionários fantasmas, sem a observância de normas legais.

Acusado de não ter o cuidado de conferir se a pessoa que estava sacando o dinheiro era o verdadeiro titular da conta, o bancário foi demitido por justa causa, revertida na primeira instância, porque não foi comprovada a acusação de conduta irregular. A sentença destacou que ele somente cumpria determinações dos superiores quanto aos procedimentos a serem adotados naquele posto, e registrou que o caixa foi prejudicado em suas relações interpessoais com colegas de trabalho e familiares por conta dessa situação, inclusive pela divulgação da nota.

Em recurso ao Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região, o banco alegou que a dispensa decorreu da conduta do empregado e era prerrogativa legal do empregador. Sustentou ainda que não teve intenção de "denegrir publicamente a imagem do bancário, com qualquer ataque público à sua reputação". O trabalhador também recorreu, pleiteando aumento do valor da indenização, e o TRT-PR majorou-a de R$ 25 mil para R$ 50 mil.

Em recurso ao TST, o HSBC alegou que o fato de não ter divulgado o nome do bancário afastaria a configuração de ato ilícito. Mas, para o ministro Emmanoel Pereira, relator do recurso, "a associação entre o bancário e o rol de empregados demitidos referidos na nota é imediata, especialmente no círculo privado de conhecidos, familiares, colegas de trabalho e amigos".

Na avaliação do relator, a divulgação ou não do nome repercutiria apenas sobre a extensão do dano, e não sobre a sua configuração. "O ato ilícito gerador do dever de reparar foi a divulgação de acusação que se verificou falsa, pois, como visto no acórdão regional, era infundada a alegação e conduta desidiosa por parte do trabalhador", concluiu. Processo: ARR-1136-17.2011.5.09.0084 (Lourdes Tavares/CF) (Fonte: SCS/TST)

JT deve julgar ação de aposentado que reivindica verba a ser paga pelo banco
Cabe à Justiça do Trabalho processar e julgar ações propostas por trabalhadores aposentados contra a ex-empregadora com o objetivo de receber, na inatividade, verba a ser paga exclusivamente pela empresa, com base em normas internas.

Esse foi o entendimento da Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em julgamento de conflito de competência suscitado pela Justiça Federal.

No caso, uma aposentada da Caixa Econômica Federal (CEF) moveu ação na Justiça do Trabalho para garantir o recebimento de auxílio-alimentação e auxílio-alimentação extraordinário nos mesmos moldes pagos aos empregados da ativa.

Norma interna
O juízo trabalhista determinou a remessa dos autos à Justiça Federal, ao fundamento de que o direito seria meramente previdenciário, de natureza privada, não se confundindo com os direitos inerentes ao contrato de trabalho.

Perante o STJ, a Justiça Federal alegou que a demanda decorria da relação de emprego, uma vez que estava fundamentada em norma interna da CEF, que assegurava o pagamento das verbas referentes ao auxílio-alimentação mesmo após a aposentadoria.

O relator, ministro Villas Bôas Cueva, acolheu os argumentos do juízo federal. Para ele, o pedido formulado na ação não se confunde com a decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com repercussão geral, de que cabe à Justiça comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada.

Situações diversas
“A hipótese dos autos é diversa do caso apreciado e decidido pelo Supremo Tribunal Federal no RE 586.453, repercussão geral, porquanto a questão constitucional nele suscitada e consolidada foi no sentido de ser competente a Justiça comum para o processamento de demandas ajuizadas contra entidades privadas de previdência buscando o complemento de aposentadoria”, destacou o ministro.

De acordo com o relator, o que se pretende no caso é “a restauração de verba que já vinha sendo paga aos inativos pela própria ex-empregadora, independentemente da complementação que recebem da entidade de previdência complementar”.

Ele observou que a entidade de previdência privada nem foi incluída no polo passivo da ação, pois o pedido formulado “não se confunde com a percepção do benefício de suplementação de aposentadoria”. A Seção, por unanimidade, reconheceu a natureza trabalhista da ação. (Fonte: Jus Brasil)

Renda de trabalhador descontada a inflação cai pela 1ª vez desde de 2011
(Felipe Gutierrez)
O rendimento real (descontada a inflação) dos trabalhadores em fevereiro foi de R$ 2.163, valor 0,5% menor que o do mesmo mês de 2014. É a primeira queda desde outubro de 2011 (que foi de 0,3%), quando considerada a comparação entre o resultado de um mês com o do mesmo período do ano anterior.

Trata­se também do pior resultado nessa base de comparação desde maio de 2005, quando houve queda de 0,7% no rendimento.
Os dados são da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), apresentada pelo IBGE nesta quinta (26). O índice de inflação usado para a comparação foi o INPC (Índice Nacional de P
reços ao Consumidor) do IBGE.

Na comparação com o mês imediatamente anterior, a queda no rendimento em fevereiro foi de 1,4%.
"Nos dois últimos meses houve crescimento de inflação", diz Adriana Beringuy, porta­voz do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Mas até mesmo em termos nominais (sem computar a inflação) a renda dos trabalhadores foi menor em fevereiro do que em janeiro: queda de 0,3%.

SETORES
Por setor, o pior desempenho, quando descontada a inflação, foi dos trabalhadores que prestam serviços a empresas. Eles tiveram queda de 3,3% na renda em comparação com fevereiro de 2014, e de 5,4% com janeiro de 2015.

Em segundo lugar ficam os trabalhadores da indústria que tiveram queda de 1,9% no rendimento em relação ao ano passado e de 4,1% quando comparado com janeiro de 2015.

TAXA DE EMPREGO
Além disso, pelo segundo mês consecutivo, a taxa de desemprego subiu nas seis maiores metrópoles do país. Em fevereiro o índice foi de 5,9%.
A taxa havia sido de 5,3% em janeiro, que já era um aumento de um ponto percentual em relação à de dezembro. Em fevereiro de 2014, a taxa foi de 5,1%.

O resultado de fevereiro está acima das projeções de economistas compiladas pela agência internacional Bloomberg, cuja mediana (ponto central entre todas as estimativas, descartando as maiores e as menores) apontava para uma taxa de 5,7%.

O número de pessoas ocupadas, 22,7 milhões, caiu 1% frente a janeiro e cresceu 0,9% se comparado com o mesmo mês de 2014.
Já o total de desempregados ficou em 1,4 milhão, com alta de 10% em relação a janeiro e com aumento de 14,1% ante fevereiro de 2014.

O setor que mais dispensou foi o de "outros serviços", que incluem alimentação, alojamento, hospedagem, serviços pessoais (como cabeleireiro e manicure) e transportes.

A taxa de desocupação desses negócios foi de 3,7% em relação a janeiro.
Mas comparando o mês de fevereiro de 2015 com o de 2014, a indústria caiu 7,1%, com 259 mil pessoas a menos trabalhando nesse setor da economia. (Fonte: Folha.com)

Desemprego sobe pelo segundo mês consecutivo e vai a 5,9% em fevereiro
(Felipe Gutierrez)
Pelo segundo mês consecutivo, a taxa de desemprego subiu nas seis maiores metrópoles do país. Em fevereiro o índice foi de 5,9%. Ele havia sido de 5,3% em janeiro, o que já era um aumento de um ponto percentual em relação a dezembro. Em fevereiro de 2014, a taxa foi de 5,1%.

O número é o resultado da PME (Pesquisa Mensal de Emprego) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apresentado nesta quita (26).
Esse resultado de 5,9% está acima das projeções de economistas compiladas pela agência Bloomberg.

A mediana (ponto central entre todas as estimativas, descartando as maiores e as menores) dessas estimativas apontava para uma taxa de 5,7%.

O número de pessoas ocupadas, 22,7 milhões, caiu 1% frente a janeiro e cresceu 0,9% se comparado com o mesmo mês de 2014. Já o total de desempregados ficou em 1,4 milhão, com alta de 10% em relação a janeiro e com redução/aumento de 14,1% ante fevereiro de 2014.

Ao longo de 2014, a taxa de desemprego se manteve nas menores marcas da série histórica do IBGE, com uma média anual de 4,8%.

Em parte, isso aconteceu pela procura reduzida por trabalho, pois com a economia desaquecendo há um desestímulo à busca por uma vaga.

O crescimento da renda familiar nos últimos anos serviu como um "lastro" para que pessoas em idade para estarem economicamente ativas aguardassem oportunidades melhores e se dedicassem a outras atividades, como o estudo ou o cuidados da casa e dos filhos.

Quem deixa de procurar vaga não é considerado desempregado.

REGRAS PARA SEGURO­DESEMPREGO
Fevereiro foi o último mês em que vigoravam as regras antigas para solicitar o seguro­-desemprego.

Até o dia 28 daquele mês, o trabalhador precisava ter permanecido no mínimo seis meses no emprego antes do desligamento para pedir o benefício.
A partir de março, só quem trabalhou durante pelo menos 18 meses consegue obter o seguro. Uma alta nos desligamentos pode ter influenciado o resultado. (Fonte: Folha.com)

Caminhoneiros ameaçam nova greve em abril
Profissionais autônomos pressionam governo federal pela criação de uma tabela com valores mínimos para pagamento de frete
Caminhoneiros autônomos anunciaram que vão entrar em greve em 23 de abril se, até lá, o governo não criar uma tabela com valores mínimos para pagamento de frete.

A posição dos líderes da categoria foi anunciada após um encontro na tarde desta quinta-feira (26), em Brasília, na sede da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), em que representantes dos motoristas, de empresas e do governo debatiam sobre as propostas apresentadas pelos caminhoneiros e aceitas pelo governo para parar com a greve do setor no mês passado.

A reunião foi tensa. Prevista para durar duas horas, teve o dobro do tempo. O senador Blairo Maggi (PR-MT) foi vaiado em duas ocasiões após pedir a palavra para falar contra o tabelamento proposto pela categoria. Blairro foi dono da Amaggi, empresa do setor do agronegócio, que contrata os caminhoneiros para fazer o frete.

Tabela
Os caminhoneiros queriam que a reunião já definisse a tabela mínima, que foi elaborada por um grupo de trabalho criado após a greve e que reunia representantes do governo, dos caminhoneiros e dos empresários. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rosseto, defendia que a tabela fosse apenas uma referência. Os caminhoneiros se recusaram a referendar a tabela de referência e ameaçaram então começar uma greve ainda nesta semana.

A alegação do governo para não criar a tabela mínima é que seria necessário garantir fundamento jurídico para evitar que os embarcadores derrubem a decisão na Justiça. Para fazer isso, os caminhoneiros deram um prazo ao governo até o dia 22 de abril para o governo se posicionar.

Os representantes também conseguiram do governo a garantia da renegociação das dívidas pela compra dos caminhões. Rosseto se comprometeu a colocar numa Medida Provisória um texto permitindo que autônomos e microempresa passem o valor que estão devendo de prestações de contratos de financiamento feitos com recursos do BNDES para o fim dos contratos, evitando que os bancos tomem os caminhões.

Bolha
O ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, afirmou que o governo ainda não decidiu se vai fazer uma tabela referencial ou mínima. Segundo ele, é necessário avaliar a constitucionalidade dessa atitude. “Tem pareceres dizendo que pode [a tabela mínima] e que não pode. Vamos analisar”, afirmou Rodrigues.

Carlos Alberto Littdammer, presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Ijuí (RS), disse que a tabela mínima foi calculada para dar dignidade para os caminhoneiros. Segundo ele, a solução não foi dada nesta quinta-feira apenas para o governo produzir os argumentos jurídicos para que a tabela possa ter validade.

“Se a tabela não for impositiva, no dia 23, tem data para o Brasil parar”, afirmou Littdammer. “Inconstitucional é a fome”.

Representantes de empresas que acompanharam o debate disseram à reportagem que o governo terá pouca margem para não dar a tabela nesse momento. Para esses observadores, os diferentes grupos de caminhoneiros agora estão organizados e todos apoiam esse pleito.

Janir Bottega, que representava os caminhoneiros autônomos de Santa Catarina e participou do grupo que elaborou a tabela de frete, disse que os valores apresentados pelo grupo são os mínimos para garantir dignidade para a categoria, já que os fretes pagos hoje estão entre 20% e 30% abaixo do que pode ser considerado o mínimo. Ele lembrou que o problema piorou após a política do governo de incentivar a compra de caminhões novos, o que criou uma superoferta.

“Hoje há uma bolha e essa bolha achatou o preço do frete. Por isso estamos procurando essa regulagem”, afirmou Bottega. (Fonte: Gazeta do Povo)

Pela primeira vez Banco Central prevê inflação de 2015 acima do teto da meta, em 7,9%
Anteriormente, BC via inflação em 6,1%; para 2016, porém, estimativa do IPCA recuou para alta de 4,9%
Pela primeira vez, o Banco Central admitiu que a inflação vai estourar o teto da meta em 2015. De acordo com o Relatório Trimestral de Inflação, o IPCA deve encerrar o ano em 7,9% no cenário de referência - que considera juros e câmbio constantes - e em 7,9%, no cenário de mercado. As projeções anteriores eram de uma alta de 6,1% no cenário de referência e de 6% no de mercado.

Se esta estimativa se concretizar, o presidente do BC, Alexandre Tombini, terá de enviar uma carta aberta ao ministro da Fazenda, justificando os motivos que levaram ao descumprimento da meta de 4,5%, com 2 pontos porcentuais de tolerância para cima e para baixo, e revelando o que pretende fazer para levar os preços de volta ao controle.

Esta semana, durante audiência pública no Senado, Tombini enfatizou que, apesar das críticas, nunca precisou confeccionar o documento. "Se tiver de escrever no futuro, o futuro dirá", afirmou. A última vez que a carta aberta foi escrita foi em 2004.

O discurso do BC era de que a alta dos preços - decorrente principalmente de realinhamentos dos administrados em relação aos livres e dos internos com os externos - deveria ficar circunscrita ao primeiro trimestre deste ano. Segundo o RTI, no cenário de referência, o IPCA acumulado em 12 meses deve ter alta de 8,1% até o primeiro trimestre (6,4% era a projeção anterior); de 8,0% até o segundo trimestre (de 6,1% antes) e de 8,2% até o terceiro trimestre (6,1% antes).

Já no cenário de mercado, as previsões que constam no RTI para a inflação acumulada em 12 meses subiu de 6,4% para 8,1% até o primeiro trimestre; de 6,2% para 8,0% até o segundo e de 6,1% para 8,1 até o terceiro.

Ano que vem
O Banco Central diminuiu ligeiramente sua estimativa para o IPCA de 2016. Segundo a instituição, no cenário de referência, a inflação deve subir 4,9% e não mais 5% como esperava antes. Já no de mercado, a previsão de alta de 4,9% foi substituída pela de 5,1%.

A promessa do BC atualmente é a de entregar o IPCA no centro da meta de 4,5% no fim do ano que vem, o que vai exigir maior controle da inflação.

De acordo com o documento, a expectativa para a inflação acumulada em 12 meses até o primeiro trimestre de 2016 desceu de 5,5% para 5,9%. No caso das projeções em 12 meses até o segundo trimestre, aumentou de 5,2% para 5,4% e, até o terceiro trimestre de 2016, de 5,1% para 5%. Todas esta estimativas estão dentro do cenário de referência.

Já no de mercado, a previsão é de que o IPCA em 12 meses até o primeiro trimestre do ano que vem suba de 5,5% para 5,8.%, enquanto a do segundo trimestre deve aumentar de 5,2% para 5,3% e a do terceiro foi mantida em 5,0%. O BC projetou ainda, pela primeira vez, a inflação acumulada em 12 meses até o primeiro trimestre de 2017: de 4,7% no cenário de referência e de 4,9% no de mercado. (Fonte: Estadão)

Cresce o número de famílias com dívidas em atraso no país
Porcentual chegou a 17,9% em março, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio. Cartão de crédito é o principal compromisso
A proporção de famílias com dívidas ou contas em atraso aumentou, passando de 17,5% em fevereiro para 17,9% em março, mas ainda abaixo dos 20,8% registrados no mesmo do ano passado. O endividamento das famílias também aumentou em março e chegou a 59,6% ante os 57,8% de fevereiro.

O cartão de crédito foi apontado como um dos principais tipos de dívida por 73,4% das famílias endividadas, seguido por carnês (18,2%) e, em terceiro, por financiamento de carro (14,4%).

Esses números fazem parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta quinta (26) pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). “No início do ano, as famílias têm obrigações extras como IPVA, IPTU, aumento da mensalidade escolar e acabam recorrendo ao crédito emergencial, como cartões de crédito e cheque especial, que têm os juros mais altos”, diz a economista da CNC, Marianne Hanson, que observa que o levantamento engloba modalidades de crédito como cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro.

Endividamento
O endividamento das famílias subiu pelo segundo mês consecutivo, mas em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o índice alcançou 61%, ainda é menor. No caso da inadimplência, embora tenha havido um suspiro de alta em março, o nível atual está abaixo do patamar histórico do levantamento da CNC, que é de 21,8%.

“Embora o percentual de pessoas com dívidas em atraso tenha crescido em março, ele está abaixo do nível do ano passado e do patamar histórico. Isso acontece porque o consumidor está mais cauteloso em tomar crédito pela incerteza em relação ao futuro do emprego e à situação da economia, mas também porque os financiamentos estão mais caros”, diz a economista.

Já o número de famílias que se declararam muito endividadas passou de 9,7% em fevereiro, o menor patamar desde o início da série, em 2010, para 10,6%. Entre as famílias endividadas, a parcela média da renda comprometida com dívidas diminuiu na comparação anual, passando de 30,9% para 29,7%.

Orçamento comprometido
Entre os principais indicadores da pesquisa, o único que registrou queda nas comparações mensal e anual foi o de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas. O percentual de famílias nesta situação recuou para 6,2% ante 6,4% em fevereiro e 7,1% em março de 2014.

“Porém, 20,7% afirmaram ter mais da metade de sua renda comprometida com pagamentos de dívidas”, afirmou a economista da CNC Marianne Hanson.

Segundo a Confederação, a moderação do crescimento do crédito para as famílias e o perfil mais favorável de endividamento, concentrando-se em modalidades de risco mais baixo e prazos mais longos, melhoraram a percepção das famílias em relação ao seu endividamento. (Fonte: Gazeta do Povo)

Itaú é condenado a pagar R$ 20 milhões por tarifa indevida
O banco terá ainda de devolver em dobro aos clientes os valores cobrados em multa por devolução de cheques (Natália Caciolli)
O Itaú Unibanco foi condenado a pagar uma indenização de R$ 20 milhões por dano moral coletivo pela cobrança indevida de taxa sobre a devolução de cheques. O banco terá ainda de ressarcir em dobro cada cliente prejudicado no período entre abril de 2008 e maio de 2009. Cabe recurso da decisão.

O Ministério Público Federal (MPF) moveu a ação contra o banco após identificar que o Conselho Monetário Nacional proíbe a cobrança de tarifa nos casos de devolução de cheque.

O Itaú cobrou a tarifa sob a alegação de que se tratava de multa por descumprimento contratual. De acordo com a ação, os valores cobrados ilegalmente renderam ao banco mais de R$ 64 milhões.

Para a Justiça Federal, a instituição financeira teria agido de má­fé ao "tentar, de forma simulada, cobrar as tarifas bancárias em forma de 'multa contratual', agravada pelo fato de reconhecer, em seu sítio na internet, que tais valores seriam tarifa, para 'remunerar o banco pelos procedimentos operacionais'".

Procurado, o Itaú informou que não comenta processos em andamento. (Fonte: Estadão)

Bancos são obrigados a prestar atendimento nos guichês de caixa
Estabelecimentos não podem dificultar acesso dos cidadãos, diz Procon
 O Procon de Santa Catari
na divulgou nesta semana uma nota técnica que fala da obrigatoriedade das agências bancárias prestarem atendimento convencional aos seus clientes. A emissão do documento parte das várias reclamações que o órgão vem recebendo dos clientes dos bancos.

 De acordo com o Procon, as reclamações apontam que há instituições financeiras que estariam dificultando o acesso dos cidadãos aos guichês de atendimento presencial, principalmente para efetuar pagamentos e tirar dúvidas. Apesar disso, a prática é proibida pelo Banco Central (BC).

O consumidor precisa ficar atento ao fato de que ele pode escolher a forma de atendimento, seja on-line, no caixa eletrônico ou nos guichês de atendimento. Através da Resolução 3.694 do BC, fica estabelecido que é proibido restringir, dificultar e recusar a prestação de serviços aos clientes e usuários de seus produtos.

Segundo o Procon, a prática dos bancos é considerada abusiva pelo Código de Defesa do Consumidor, que sujeita os estabelecimentos a penalidades. Caso algum consumidor constate o caso nos bancos de Blumenau, basta que ele faça uma reclamação junto ao Procon do município, que vai fiscalizar e notificar as agências. (Fonte: Jornal de Blumenau)

Vigilante baleado em assalto ao Bradesco morre no hospital e sindicalista desabafa
(Marina Sequinel e Geovane Barreiro)
O vigilante baleado em um assalto ao banco Bradesco em Colombo, na região metropolitana de Curitiba, não resistiu e morreu no Hospital Cajuru na tarde desta quarta-feira (25). Adilson Aparecido Gonçalves, de 30 anos, tentou evitar a ação de uma dupla fortemente armada que invadiu a agência na manhã de ontem, e acabou sendo atingido quatro vezes, nas costas, nas nádegas e na mão.

Os suspeitos fugiram do local do crime, na Rodovia da Uva, sem levar o dinheiro do banco, e não foram localizados. “Essa Força-Tarefa criada para coibir assaltos a caixas eletrônicos é apenas um holofote para a Secretaria de Segurança Pública do Paraná [Sesp-PR]. Agora, a gente percebe que a violência é ainda maior, com armas muito pesadas, que nós nem sabemos de onde vem”, desabafou João Soares, presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região, em entrevista à Banda B.


Assalto aconteceu em agência na Rodovia da Uva, em Colombo. (Foto: Bruno Henrique – Banda B)

Segundo ele, os trabalhadores sentem falta de respostas concretas para esse tipo de situação. “Nós precisamos de mais reuniões e debates com a categoria, porque temos necessidades urgentes. Não podemos perder mais gente assim”, declarou ele.

A Força-Tarefa da Sesp, citada por Soares, é realizada em parceria com os bancos, empresas fabricantes de explosivos, o exército, a Polícia Militar e Federal. Para o presidente do Sindicato, a ação não intimidou os criminosos ou impediu que eles conseguissem armas pesadas, usadas com frequência nesse tipo de delito.

Sobre essas declarações, a reportagem entrou em contato com a Sesp e aguarda o retorno.

O crime
De acordo com o soldado Delgado, da PM, os criminosos estavam disfarçados com peruca e óculos para prejudicar a identificação. “A interação era mesmo o roubo ao banco porque a informação é que eles estavam em cinco ou seis pessoas, mas não levaram nada, só as duas armas dos vigilantes”, disse ele.

Adilson foi encaminhado ao Hospital Cajuru, em Curitiba, em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos. O Sindicato lamentou o ocorrido e prestou condolências à família da vítima.

Outro lado
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária afirmou que ações concretas foram tomadas pela para coibir crimes em caixas eletrônicos, como o reforço do patrulhamento, nos períodos da noite e da madrugada, por equipes das unidades de operações especiais das polícias Civil e Militar, em locais indicados como de maior vulnerabilidade pela análise criminal.

A medida abrange o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e o Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre) da Polícia Civil, a Rondas Ostensivas de Natureza Especial (Rone), o Comandos e Operações Especiais (COE) e a Companhia de Polícia de Choque (CiaPChoque), todas subunidades do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar.

Outra medida foi a ampliação da estrutura e do efetivo do Departamento de Inteligência do Estado do Paraná (Diep), subordinado à Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária, para combater, prioritariamente, roubos a caixas eletrônicos, facções criminosas e desvios de conduta de policiais. Além disso, há uma unidade do Cope focada na investigação dos crimes ligados a caixas eletrônicos.

A força-tarefa criada pela Secretaria da segurança Pública prevê a participação de diversos órgãos envolvidos, como o Exército e a Polícia Federal. Reuniões convocadas pela Pasta também tiveram a participação de representantes dos bancos, com a sugestão de que esses estabelecimentos invistam em dispositivos de segurança (como uma câmera externa, mecanismo de tinta para manchar as notas, expelir fumaça ou emitir um alarme sonoro) e que as empresas fabricantes de explosivos utilizem microchips, o que permitiria o rastreamento do produto. (Fonte: Portal BandaB)

Arrombamentos de caixas eletrônicos no RS triplicam em cinco anos
(José Luís Costa)
O caixa eletrônico se consolida como um dos alvos preferidos da bandidagem. Nos últimos cinco anos, arrombamentos de terminais, incluindo uso de maçarico e explosivos, cresceram 231,2% no Rio Grande do Sul. O aumento mais significativo ocorreu no ano passado, com 65,6% a mais de registros em relação a 2013.

A estatística é da Polícia Civil e leva em conta crimes consumados e tentativas. Em números absolutos, foram 53 ataques em 2014 no RS, média de um por semana. Em 2015, até 10 de março, a polícia contabiliza 14 casos - dois a menos do que em todo ano de 2010.

Dos 53 casos do ano passado, 10 ocorreram em Porto Alegre. Na Capital e em municípios de médio porte, os ataques, em geral, ocorrem com uso de maçarico. A maior incidência de explosão de terminais está em cidades do Interior, com policiamento reduzido.

A multiplicação de casos também se justifica porque os ladrões "descobriram" que correm menor risco na calada da noite do que em ações à luz do dia. Haveria migração de quadrilhas que antes praticavam assaltos, com bancários e clientes sob mira de armas - este modo de agir retrocedeu 6,5% em 2014 no RS.

Os ataques também avançam conforme o serviço bancário se populariza. Entre 2004 e 2011, o número de terminais no país subiu de 32 mil para 182 mil - alta de 468%, com equipamentos em postos de combustíveis, shoppings e outros estabelecimentos.

A punição para roubo varia de quatro a 15 anos de prisão. E os ataques a caixas eletrônicos são enquadrados como furto qualificado (chamado de arrombamento), porque não há ameaças a pessoas. Nesses casos, a pena vai de um a oito anos de cadeia. Se vier a ser condenado, o criminoso ingressa no regime semiaberto.

Como não há unidades com vagas, os apenados acabam voltando para casa, com tornozeleiras eletrônicas ou em prisão domiciliar, o que, na prática, pouco difere da liberdade absoluta.

- Assumimos em abril de 2013. Desde então, prendemos 200 pessoas. Acredito que grande parte esteja nas ruas - lamenta o delegado Joel Wagner, da Delegacia de Repressão a Roubos e Extorsões, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

A situação é tão preocupante que policiais civis e militares de todo o Brasil, além de integrantes do Exército, vêm discutindo medidas de repressão desde o ano passado, em reuniões periódicas, em Brasília.

Uma das propostas é alterar o Código Penal, equiparando a pena de furto com uso de explosivos à punição por roubo. Outra sugestão prevê criação de lei específica para esse tipo de crime e regras mais rígidas para quem armazena e trabalha com explosivos.

Hoje, segundo o delegado Wagner, quem é preso com dinamite responde por porte ilegal de arma de uso restrito, com penas entre três e seis anos de prisão.

Casos seguem em alta em 2015
Os ataques a caixas eletrônicos entraram 2015 em ritmo alucinante. Até 10 de março, a polícia contabiliza 14 crimes, média de um caso a cada cinco dias.

Somente no feriadão de Carnaval (entre 14 e 17 de fevereiro), ocorreram sete casos em seis cidades. Foram arrombamentos na Capital, em Novo Hamburgo, um furto com maçarico em Taquara e tentativas em Parobé e em Cachoeirinha. Em Vale Verde, no Vale do Rio Pardo, uma quadrilha explodiu a agência do Banrisul e tentou dinamitar a do Sicredi.

Em 1º de março, ocorreram explosões em agências do Banco do Brasil e do Banrisul de Barão, no Vale do Caí. Entre os dias 6 e 8, quadrilhas arrombaram com maçaricos bancos em Planalto, Jaguarão, Ivoti e Santo Antônio da Patrulha. No último sábado, também ocorreu o mesmo tipo de ataque em Barão do Triunfo e, no domingo, em Esteio.

- Desde o primeiro dia de 2015, estamos em ação. Naquela manhã, prendemos parte do bando que horas antes explodiu o Banco do Brasil em General Câmara - enfatiza o delegado Joel Wagner, da Delegacia de Repressão a Roubos e Extorsões do Deic.

Duas mulheres foram flagradas em Canoas com material de uma quadrilha que fez sete ataques em 2014. A polícia apreendeu dois fuzis, espingarda, munição, 15 quilos de explosivos, cordel detonante, coletes à prova de balas, miguelitos e dois carros. Integrantes do bando estão com prisão preventiva decretada pela Justiça.

Bancos investem, mas bancários cobram mais
Os bancos garantem investir em tecnologia para dificultar a ação dos ladrões. Prejuízos com arrombamento causam "extrema preocupação", afirmou em nota a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). Os bancários cobram medidas mais efetivas.

Segundo informa a Febraban, "os bancos investem constantemente em tecnologia e outras formas para aperfeiçoar seus mecanismos de segurança". Dispositivos que mancham de tinta notas de dinheiro e soltam fumaça em caso de os caixas serem danificados ou explodidos são exemplos.

A federação afirma que investe cerca de R$ 20 bilhões por ano em tecnologia de proteção.
- Há necessidade dos bancos investirem muito mais, de aumentar a fiscalização do Exército com empresas que usam explosivos e maior ação policial de monitoramento de quadrilhas - afirma Lúcio Paz, diretor jurídico do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, integrante do Coletivo Nacional de Segurança Bancária.

A Associação dos Bancos no RS (Asbancos) afirma que tem estudado alternativas junto à Secretaria de Segurança Pública e acompanha as diretrizes da Febraban. (Fonte: Zero Hora)

Fórum reforça luta contra PL 4.330 que quer expandir terceirização
O Fórum Permanente em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores Ameaçados pela Terceirização, criado em 2011 por centrais sindicais, federações, sindicatos e entidades que atuam no mundo do trabalho, pretende intensificar sua atuação frente às ameaças de votação do PL 4.330, do ex-deputado e empresário Sandro Mabel.

Segundo Guilherme Feliciano, diretor de Assuntos Jurídicos da Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra), é inadmissível que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), queira colocar o projeto em votação a toque-de-caixa, já que “da forma como está redigido vai chancelar toda e qualquer tentativa de terceirização”.

Em entrevista à Agência Sindical, Feliciano denunciou que o PL 4.330 levará à “mercantilização das relações trabalhistas e à especialização da mão de obra”. Ele dá um exemplo: “Não teremos mais metalúrgicos e sim trabalhadores em indústria automobilística. Já dá para imaginar o que isso vai provocar no mercado de trabalho e no sindicalismo”.

Para o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), o projeto coloca em risco “todo o patrimônio social do trabalhador, acumulado ao longo dos últimos 70 anos, com suor e conquistas”. Segundo a entidade, ao contrário da propagada modernização, virá a precarização das condições de trabalho, reduzindo salários.

Sistema perverso “Mais uma vez tentam, a todo custo, aprovar leis que autorizam a terceirização ampla, geral e irrestrita, ou o sistema perverso do ‘negociado sobre o legislado’, que só retira direitos do trabalhador. Pois esses são os objetivos do PL 4.330 e de seu substitutivo”, diz manifesto divulgado pela entidade. (Fonte: Diap)

TST afasta contribuição previdenciária sobre abono de 1/3 de férias
A Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho deu provimento parcial a recurso da União para determinar a incidência de contribuição previdenciária apenas sobre as férias efetivamente usufruídas por um vigilante, com exclusão do abono constitucional de 1/3.

Na reclamação trabalhista, o vigilante obteve sentença favorável ao pagamento de reflexos de horas extras sobre diversas parcelas. A União recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região, visando ao recolhimento das contribuições previdenciárias sobre as verbas deferidas em aviso-prévio e férias gozadas mais 1/3, mas o recurso não foi provido. Para o TRT, as parcelas teriam natureza indenizatória, e não salarial.

Ao recorrer ao TST, a União alegou que as férias gozadas e o adicional constitucional de 1/3 têm natureza salarial e, assim, devem compor a base de cálculo da contribuição previdenciária. A decisão do TRT teria assim violado o artigo 28, inciso I, da Lei 8.212/91, que dispõe sobre a seguridade social.

O relator do recurso, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, acolheu parcialmente o argumento da União. "O artigo 28, parágrafo 9º, alínea ‘d', da Lei 8.212/91 expressamente exclui da base de cálculo da contribuição previdenciária as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e o respectivo adicional constitucional, diante da natureza indenizatória das parcelas", observou. "Sendo assim, pode-se facilmente concluir que há incidência de contribuição previdenciária sobre as férias gozadas, sobretudo por se tratar de verba detentora de natureza remuneratória e salarial, que retribui uma prestação de serviços".

Com relação ao terço constitucional, porém, o ministro assinalou que não se poderia utilizar do mesmo raciocínio, pois não se trata de parcela de natureza salarial, e sim indenizatória, "já que não se destina a retribuir serviços prestados nem configura tempo à disposição do empregador". Aloysio Corrêa da Veiga ressaltou que, embora o abono de 1/3 seja verba acessória à remuneração de férias, não se aplica a ele a regra de que a prestação acessória segue a da prestação principal.

O relator acrescentou ainda que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça se firma no sentido de que não há incidência de contribuição previdenciária em parcela indenizatória ou que não se incorpora à remuneração do servidor, como é o caso do terço constitucional de férias. Processo: RR-388-81.2012.5.06.0003 (Carmem Feijó) (Fonte: SCS/TST)

Funcef se recusa a injetar na OAS R$ 200 milhões
(Renata Agostini)
Receoso da situação financeira da OAS, o Funcef, fundo de pensão dos funcionários da Caixa, se recusou a injetar R$ 200 milhões na OAS Empreendimentos, braço da empreiteira no setor imobiliário.

O fundo havia se comprometido a aplicar os recursos ao firmar o acordo para se tornar sócio da companhia, em 2013.

A desistência fará com que a OAS Empreendimentos tenha de entrar em recuperação judicial junto com outras empresas do grupo, apurou a Folha.
Na avaliação de executivos envolvidos na negociação, os recursos prometidos pelo Funcef poderiam poupar a companhia do processo.

A Funcef deveria ter injetado o dinheiro no fundo que controla a OAS Empreendimentos em janeiro, segundo informou o jornal "O Estado de S. Paulo" nesta quarta­feira (25). Em fevereiro, avisou que realizaria o pagamento até 18 de março. Mas não o fez.

Em nota, o Funcef afirmou que o investimento está sob análise "em vista de alterações na conjuntura que impactaram o plano de negócios do empreendimento". (Fonte: Folha.com)

Setor da construção fecha mais de 30 mil postos de trabalho em todo o país
Nível de emprego no setor da construção civil brasileira recuou 0,94%, em fevereiro, em relação a janeiro Arquivo/Agência Brasil O nível de emprego no setor da construção civil brasileira recuou 0,94% em fevereiro, em relação a janeiro, com o corte de 30,9 mil postos de trabalho. No mesmo mês, em 2014, houve queda de 7,82%, com o fechamento de 278.137 postos. Os dados são da pesquisa mensal do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV).

No fim de fevereiro, a base de trabalhadores estava em 3,276 milhões de pessoas. Em nota, o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto, alertou que o desemprego pode crescer ainda mais. “A queda do emprego na construção está ocorrendo em uma dimensão preocupante em todos os segmentos do setor, que representa 50% dos investimentos do país.”

Para interromper esse processo, segundo o executivo, é necessária a retomada dos investimentos em infraestrutura e em obras imobiliárias, com mais recursos para o Programa Minha Casa, Minha Vida. Ele defendeu a revisão do fim da desoneração da folha de pagamentos na área de construção.

A Região Sudeste apresentou o maior número de empregos suprimidos (12.813), com queda de 0,78% em comparação a janeiro. A queda mais expressiva foi constatada no Norte (-2,24%), com o corte de 4.628 vagas.

No Nordeste, o saldo entre demissões e contratações foi negativo em 1,56%, com a eliminação de 11.122 empregos; no Sul, ocorreu o corte de 947 vagas (-0,19%) e no Centro-Oeste, de 1.452 (-0,58%).

No estado de São Paulo, o índice ficou negativo em 0,62%, com um corte de 5,2 mil vagas. Em relação a fevereiro do ano passado, foi constatada queda de 6,08%, com o fechamento de 54.316 postos de trabalho. O número de empregados na construção civil estadual estava em 839,2 mil pessoas no fim de fevereiro.

As regiões onde houve aumentos foram as de Ribeirão Preto, com a criação de 287 novos postos e alta de 0,53% sobre janeiro, e Santos, com a geração de 170 vagas, o que é 0,55% maior do que no mês anterior. Na capital paulista, o saldo foi 0,72 inferior a janeiro, com a redução de 2.806 trabalhadores. (Fonte: Agência Brasil)

Políticos do PSDB, PT, PMDB, PDT, PTC e PP ligados a contas do HSBC
PSDB: Márcio Fortes, da Executiva Nacional
PT: vereador no Rio, Marcelo Arar
PMDB: suplente de senador, Lirio Parisotto
PDT: Jorge Roberto, ex-prefeito de Niterói
PTC: Daniel Tourinho, presidente nacional
E duas irmãs de Paulo Maluf, deputado federal do PP-SP

Pelo menos 11 políticos brasileiros ou pessoas ligadas a políticos estão na lista de clientes da agência do HSBC em Genebra, na Suíça.

Entre outros, fazem parte dessa relação o empresário bilionário e suplente de senador Lirio Parisotto (PMDB-AM), o integrante da Executiva Nacional do PSDB Márcio Fortes, o vereador Marcelo Arar (PT-RJ), o ex-prefeito de Niterói Jorge Roberto Silveira e um assessor, o presidente nacional do PTC, Daniel Tourinho, e duas irmãs do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP).

Procurados pelo UOL, todos negam irregularidades ou se recusam a comentar. Nos casos de políticos que disputaram eleições recentes, foi possível comprovar que nenhum declarou à Justiça Eleitoral ter contas no banco HSBC no exterior.

As informações para esta reportagem foram obtidas por meio de extensiva análise dos arquivos da agência de “private bank” do HSBC em Genebra, na Suíça. O vazamento dos dados, conhecido como SwissLeaks, refere-se a informações dos anos de 2006 e 2007, extraídas do banco em 2008 por um então técnico de informática da instituição, Hervé Falciani. Em 2014, o ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos) firmou uma parceria com o jornal francês “Le Monde” para investigar o caso. No Brasil, o UOL e o “Globo'' têm exclusividade na apuração.

Equipes de reportagem do UOL e do “Globo” fizeram nas últimas semanas uma minuciosa varredura na base de clientes do HSBC na Suíça para verificar a eventual presença de políticos. Entre outros bancos de dados usados nesse cruzamento, foram analisados todos os atuais 513 deputados federais, os 81 senadores titulares, os 162 senadores suplentes, a presidente da República e todos os seus antecessores, o atual vice-presidente da República, os integrantes das Assembleias Legislativas dos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, além das Câmaras de Vereadores das cidades de São Paulo, Belo Horizonte e Rio.

Ao fim dessa extensa checagem chegou-se aos nomes citados nesta reportagem. As contas estão relacionados na tabela abaixo. (Fonte: UOL Feernando Rodrigues)

Confiança do consumidor é a menor histórica em março, diz FGV
A confiança do consumidor recuou 2,9% em março ante fevereiro, na série com ajuste sazonal, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV), nesta quarta-feira, 26. Com o resultado, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) fechou o mês em 82,9 pontos - pelo terceiro mês consecutivo no menor patamar da série histórica, iniciada em setembro de 2005.

“O ICC aprofunda a queda, se afastando ainda mais dos níveis mínimos anteriores, registrados durante a crise financeira internacional de 2008-2009. Aos fatores econômicos, como inflação e mercado de trabalho, soma-se a preocupação do consumidor brasileiro com a turbulência do ambiente político e com os riscos de abastecimento de água e energia”, avaliou o superintendente adjunto de Ciclos Econômicos da FGV, Aloisio Campelo, em nota.

O resultado foi influenciado principalmente pela avaliação sobre o momento atual, mas a percepção em relação ao futuro também piorou. O Índice de Situação Atual (ISA) cedeu 5,6%, ao passar de 82,3 pontos para 77,7 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE) caiu 1,4%, de 87,0 pontos para 85,8 pontos. Ambos encontram-se em mínimas históricas.

O ICC já havia caído 4,9% em fevereiro e recuado 6,7%, sempre na comparação com o mês imediatamente anterior. O indicador, calculado dentro de uma escala de pontuação de até 200 pontos (quanto mais próximo de 200, maior o nível de confiança do consumidor), está desde novembro do ano passado abaixo dos 100 pontos, zona considerada desfavorável.

Na comparação de março contra igual mês de 2014, o ICC recuou 22,7%. Segundo a FGV, o levantamento abrange amostra de mais de 2,1 mil domicílios em sete capitais, com entrevistas entre os dias 2 e 21 de março. (Fonte: Gazeta do Povo)