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04/03/2015 11:39 Assembleia de professores decide pela manutenção da greve da categoria

Governo anuncia Abertura de Capital da Caixa

 

04/03/2015 10:31 Reunião da Comissão Bipartite de Saúde/ FENABAN
04/03/2015 07:57 Vigilância Sanitária interdita agência do Banco do Brasil em Fortaleza
04/03/2015 07:54 Bancários não podem pagar por escândalos do HSBC
04/03/2015 07:51 Justiça mantém ação penal contra ex-presidente do Banco do Nordeste
04/03/2015 07:48 Justiça manda leiloar casa e obras de arte do ex-dono do Banco Santos
04/03/2015 07:45 MP que dificulta acesso ao seguro-desemprego já está em vigor
04/03/2015 07:42 Governo aceita ceder para aprovar seguro desemprego
04/03/2015 07:39 Comissão especial da reforma política organiza plano de trabalho
04/03/2015 07:36 Câmara aprova projeto que classifica feminicídio como crime hediondo
04/03/2015 07:33 Lista de 54 políticos chega ao STF: o que acontece agora?
04/03/2015 07:30 Popularidade de Richa despenca e 76% dos paranaenses desaprovam sua gestão
03/03/2015 08:05 Manifesto na Caixa no Sudoeste do Paraná
03/03/2015 08:02

Foi realizada nesta sexta-feira (27) mobilização em defesa da “Caixa 100% pública” em Cianorte

03/03/2015 07:59 Bancária que não recebeu homenagem e premiação instituídas pelo Itaú será indenizada
03/03/2015 07:56 Safra é acusado de coação e de contratar detetive para perseguir clientes
03/03/2015 07:53 Cooperativa é condenada por usar extratos bancários de empregado como prova na JT
03/03/2015 07:50 Começa a funcionar novo número do BC para reclamações contra bancos
03/03/2015 07:47 STJ condena Correios a indenizar vítima de assalto em banco postal
03/03/2015 07:44 De bancos a agronegócio: o que fazem os bilionários brasileiros
03/03/2015 07:41 Balança comercial de fevereiro registra pior resultado desde 1995
03/03/2015 07:38 Audiências públicas iniciam debates sobre reforma política na Câmara
03/03/2015 07:35 Mercado prevê Selic de 13% ao ano em 2015
03/03/2015 07:32 Receita libera programas para declarar o IR 2015; faça o download


Assembleia de professores decide pela manutenção da greve da categoria
Docentes lotaram o estádio da Vila Capanema, em Curitiba, para analisar as propostas feitas pelo governo estadual. Agora, eles devem fazer uma passeata até o Centro Cívico

Professores de todo o Paraná se reuniram em assembleia nesta quarta-feira (4) e decidiram rejeitar as propostas do governo estadual e manter a greve da categoria, iniciada em 9 de fevereiro. O encontro aconteceu no estádio da Vila Capanema, no bairro Rebouças, que ficou lotado de docentes.

Após o término da assembleia, os grevistas sairão do estádio em passeata até o Centro Cívico. A intenção é acompanhar a votação, na Assembleia Legislativa, do projeto de lei que extingue a Comissão Geral. Apelidada de “tratoraço”, esta medida permite que projetos sejam aprovados em um período curto de tempo, sem a análise individual por comissões da casa legislativa.

Trajeto da passeata
Docentes seguirão pela rua Engenheiros Rebouças, rua Conselheiro Laurindo, avenida Silva Jardim, rua Mariano Torres (provavelmenta também Luiz Leão e Barão de Antonina), rua avenida Cândido de Abreu e até o Centro Cívico. (Fonte: Gazeta do Povo)

Reunião da Comissão Bipartite de Saúde/ FENABAN
 

 

 

A primeira reunião de 2015 da Comissão Bipartite sobre Saúde no Trabalho, ocorreu em São Paulo, na semana passada, na sede da FENABAN. Pela Contec, a reunião foi coordenada pela diretora de Finanças, Rumiko Tanaka e, pela FENABAN, Nicolino Eugênio da Silva Junior. Na ocasião, os debates iniciaram com os problemas em relação a sistemática do INSS.

Tendo em vista o acúmulo de questões que dificultam soluções eficazes, foi proposto encaminhar um Acordo de Cooperação Técnica com a representação do INSS almejando buscar soluções para os problemas crônicos no sistema atual. Serão realizadas reuniões para abordar sobre as lacunas existentes na práticas, que dificultam atendimento satisfatório nas ocorrências de afastamentos previdenciários ou acidentários por doença.

Sobre a pesquisa coordenada pela FENABAN com a classificação dos afastados que recebem B31- auxilio doença previdenciário e, B91 - auxilio doença acidentário pelo INSS, a Comissão CONTEC manifestou preocupação com CID10, letras F,G e M. Em primeiro lugar, estão os Transtornos Mentais/comportamentais; em segundo lugar, as Doenças do Sistema Nervoso; e, em terceiro lugar, as Doenças Osteomusculares.

Houve o debate sobre a pesquisa e ainda levantados os “FATOS GERADORES” destas doenças mentais. Entre eles: a cobrança ostensiva de metas abusivas, a pressão psicológica, o medo da demissão, a insegurança e o Síndrome do Pânico após um assalto, sequestro, roubo e explosão de caixas eletrônicos.

A proposta de prevenção e recuperação daqueles cujo afastamento oportuniza um tratamento eficaz de recuperação, podemos avançar após estudo profundo de cada caso, para uma recuperação de fato. A Contec destacou ainda que os casos de doenças genéticas e de recuperação impossível, tem de ter apoio e respeito já que é difícil a condição que se encontra o afastado.

A próxima reunião da Comissão será para avaliar a Tabela Completa com mais dados para seguir debatendo o Tema Saúde no Trabalho com a Comissão FENABAN.

Participaram da reunião a CONTEC, FEEB MG GO TO, FEEB PR (estiveram representando a FEEB Pr e os sindicatos filiados os diretores do sindicato dos bancários de Ponta Grossa, Julio Marenda e Osmar Javorski) , FEEB SP MS, Delegacia da Contec do RS, SEEB GO, SEEB TO SEEB SJ dos Campos SP e SEEB Varginha MG. (Fonte: Contec)

Vigilância Sanitária interdita agência do Banco do Brasil em Fortaleza
A agência do Banco do Brasil da Parangaba está interditada. A determinação é do Ministério Público do Estado, por meio do Decon, e da Vigilância Sanitária do Município de Fortaleza. Segundo inspeção, a agência operava sem alvará de funcionamento. A denúncia partiu do Sindicato dos Bancários do Ceará.

Segundo o diretor do sindicato, José Eduardo Marinho, a renovação dos alvarás era feita todos os anos pelas próprias agências, mas foi centralizada pelo PSO – setor burocrático, gerando atraso nessa renovação junto à Prefeitura.

Os fiscais da Prefeitura anunciaram que esta é a primeira de muitas fiscalizações a serem feitas nas agências bancárias, tendo em vista as denúncias.

O Sindicato da categoria alerta que todos os funcionários que perceberem irregularidades em suas agências como problemas relativos à vigilância sanitária, prazos de extintores de incêndio e alvarás de funcionamento vencidos, estrutura física precária e até o não cumprimento do Estatuto Municipal de Segurança Bancária ou parte dele, que façam a denúncia ao Sindicato dos Bancários.

A entidade tomará as devidas providências junto aos órgãos de fiscalização responsáveis assim como à direção do BB.

"Há falta de alvarás de funcionamento, faltam condições de trabalho e de atendimento, falta refrigeração e falta competência do Banco do Brasil para solucionar esses problemas", disse José Eduardo Marinho, diretor do Sindicato e funcionário do Banco do Brasil. (Fonte: O Povo)

Bancários não podem pagar por escândalos do HSBC
Trabalhadores estão preocupados com seus empregos e com reflexos das denúncias internacionais na saúde financeira da instituição britânica. Sindicato já solicitou reunião com a direção do banco (Cláudia Motta)

O chamado SwissLeaks, que envolve o HSBC num dos maiores escândalos de sonegação fiscal e evasão de divisas, indica que 8.667 brasileiros mantinham cerca de US$ 7 bilhões em dinheiro suspeito no banco em Genebra, na Suíça, nos anos de 2006 e 2007. Uma situação que está incomodando e preocupando muito os bancários, seja pela “vergonha” que relatam sentir, seja em relação aos seus empregos e saúde financeira da instituição.

O movimento sindical já solicitou reunião com a direção do banco no Brasil. “Os bancários recebem ordens de superiores e não podem ser penalizados pela situação lamentável em que o HSBC se colocou com esse tipo de atuação”, alerta a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira, que defende a punição tanto dos sonegadores quanto daqueles que facilitaram a remessa ilegal.

“Tem de averiguar e checar a origem desse dinheiro. Se houver ilícito, punir todos os responsáveis e recuperar o dinheiro para o país”, reforça a dirigente, lembrando uma pauta que o movimento sindical bancário mantém há anos: o fim dos paraísos fiscais. “Somente com leis mais rígidas e o fim desses paraísos que servem primordialmente a quem lava dinheiro ou sonega impostos em seus países é que essa situação pode mudar. Mas os grandes bilionários, que mantêm fortunas fora, vão se rebelar. Há informações de que 27% da renda mundial está na Suíça, somente um dos quase dez paraísos fiscais existentes no mundo.”

Orientação
É importante ressaltar que nem sempre ter conta no exterior é indício de irregularidade, mas ela precisa estar declarada à Receita Federal e ter a remessa intermediada por uma instituição credenciada pelo Banco Central para esse fim. Por isso, o Sindicato orienta os trabalhadores a seguirem à risca as orientações da lei. Se observarem parâmetros e situações que fujam à legislação sobre lavagem de dinheiro (por exemplo, limites de valores transacionados), devem denunciar a operação ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf ). Se houver alguma forma de coação por parte do banco, procurar o Sindicato, seja pessoalmente, por intermédio de um dirigente sindical ou pelo canal de combate ao assédio moral (clique aqui).

Swissleaks
Segundo análise do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), em parceria com o jornal francês Le Monde, o maior vazamento de informações bancárias da história, ocorrido no private bank do HSBC em Genebra, na Suíça, abrange cerca de US$ 120 bilhões em depósitos totais de cerca de 106 mil clientes de 203 países.

Todos os dados do SwissLeaks referem-se aos anos de 2006 e 2007 e parecem conter, em sua maioria, dinheiro de sonegação e evasão de divisas, já que as contas são identificadas por um código alfanumérico e muitas vezes relacionadas a empresas em paraíso fiscal. O vazamento foi feito por um ex-funcionário do HSBC, Hervé Falciani, em 2008, mas até este ano a imensa maioria dos dados era mantida em segredo. Os fiscos de países como França, Bélgica e Espanha tiveram acesso às informações vazadas e conseguiram recuperar, entre 2010 e 2014, US$ 1,36 bilhão em impostos e multas.

Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) deve ser instalada no Senado brasileiro, nos próximos dias, para apurar o caso. E o Ministério da Justiça determinou à Polícia Federal que participe das investigações. (Fonte: Seeb SP)

Justiça mantém ação penal contra ex-presidente do Banco do Nordeste
A Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) negou, por unanimidade, habeas corpus apresentado pela defesa do ex-presidente do Banco do Nordeste (BNB) Roberto Smith, para suspender ação penal em que Smith e mais dez pessoas são acusados de gestão fraudulenta, que pode ter causado prejuízo superior a R$ 1,274 bilhão aos cofres da instituição. (Ivan Richard)

Para o relator, desembargador federal Ivan Lira de Carvalho, no conjunto processual, baseado em auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), é "indiscutível a presença de indícios de materialidade delitiva".

Na decisão, Carvalho sustenta que a peça acusatória não deixa dúvidas de que, ao ocultarem a real situação do Fundo Constitucional de Desenvolvimento do Nordeste (FNE), faltou ao ex-presidente e aos demais acusados observância ao princípio da prudência.

Para o Ministério Público Federal (MPF), a denúncia está fundamentada em prova pericial e depoimentos de testemunhas. Além disso, foram analisados mais de 150 milhões de registros de sete sistemas informatizados do BNB e produzidos mais de 80 relatórios eletrônicos, com mais de 600 mil páginas comprovando as conclusões obtidas pelo órgão.

Conforme a denúncia, o ex-presidente e os demais acusados descumpriram determinação expressa do TCU. O tribunal pediu que os gestores do BNB adotassem providências para efetuar a cobrança judicial de contratos envolvendo recursos do FNE com saldos devedores iguais ou superiores a R$ 200 mil e com atraso há mais de 180 dias.

Segundo o MPF, auditorias haviam identificado mais de 400 operações com atraso superior a 180 dias, todas sem procedimento de cobrança. De acordo com o MPF, o prejuízo relativo às mais de 55 mil operações que não foram recuperadas atingiu, em valores da época, R$ 1.274.095.377,97. (Fonte: Agência Brasil)

Justiça manda leiloar casa e obras de arte do ex-dono do Banco Santos
A Justiça paulista mandou leiloar a casa do banqueiro Edemar Cid Ferreira, avaliada em pelo menos R$ 116,6 milhões, para pagar os credores do Banco Santos. A decisão foi do juiz Paulo Furtado, da 2ª Vara de Falências de São Paulo, que cuida do caso.

O leilão ainda não tem data. O imóvel, que foi projetado pelo arquiteto Ruy Ohtake, fica no Morumbi (zona sudoeste), em São Paulo.
Além da casa, o juiz determinou a venda no exterior de obras de arte da coleção particular do banqueiro. O juiz pediu uma avaliação prévia das obras.

No ano passado, os credores conseguiram trazer o imóvel e o acervo para massa falida do banco.
Antigo dono do Banco Santos, Edemar está em liberdade provisória. Ele foi condenado a 21 anos de prisão por crimes como lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e gestão fraudulenta.

Edemar foi despejado do imóvel por ordem da Justiça em 2011.
Algumas das obras mais caras foram enviadas para fora do país com a quebra do banco, mas acabaram recuperadas pelo FBI (a polícia federal dos EUA).
Parte da coleção, porém, continua na casa. Entre outros artistas, Edemar tinha telas do americano Frank Stella e do alemão Anselm Kiefer e esculturas dos brasileiros Brecheret e Tunga.

 

O Banco Santos foi liquidado em 2005 com rombo de R$ 2,3 bilhões. Procurado pela Folha, o banqueiro disse que ainda não foi notificado da decisão e preferiu não comentar o assunto. (Fonte: Folha.com)


MP que dificulta acesso ao seguro-desemprego já está em vigor
A Medida Provisória 665/14, publicado no Diário Oficial da União (DOU), em 30 de dezembro de 2014, dificulta o acesso dos trabalhadores ao seguro-desemprego, entrou em vigor sábado (28).

Pelas novas regras, explicadas no site do Ministério do Trabalho, quem perder o emprego deverá comprovar vínculo de pelo menos 18 meses (entre os 24 anteriores) para ter acesso ao benefício pela primeira vez. Antes, o prazo de tolerância era de seis meses.

O sistema de pagamento também sofreu alterações, para aliviar o orçamento do governo federal.
A primeira requisição contemplará repasses de quatro (quem trabalhar entre 18 e 23 meses antes da demissão) a cinco parcelas (quem trabalhar 24 meses antes da demissão).

A segunda, de quatro (quem trabalhar entre 12 e 23 meses antes da demissão) a cinco parcelas (quem trabalhar 24 meses antes da demissão).
A terceira, de três (quem trabalhar entre seis e 11 meses antes da demissão) a cinco parcelas (quem trabalhar 24 meses antes da demissão).

O Congresso Nacional deve votar a MP 665 até o dia 2 de abril. (Fonte: Diap)

Governo aceita ceder para aprovar seguro desemprego
Acuado com a falta de apoio no Congresso para transformar em lei as medidas provisórias que endurecem a concessão de benefícios trabalhistas e previdenciários, o governo Dilma Rousseff estabeleceu as bases de negociação com parlamentares: aceita afrouxar prazos estabelecidos em seu projeto de ajuste fiscal e diminuir a carência para o pagamento do seguro-desemprego.

Deve concordar que se chegue a cerca da metade do previsto na medida provisória.

O modelo antigo estabelecia carência de um semestre, mas o texto do Executivo altera para 18 meses na primeira solicitação, 12 meses na segunda e seis meses a partir da terceira e é justamente esse novo prazo que será flexibilizado para obter aprovação do Legislativo.

O governo também deve concordar em flexibilizar a carência para o recebimento de pensão por morte. Antes da medida provisória, não havia carência para esse tipo de benefício. Agora, o pagamento depende de um período de carência de no mínimo 24 contribuições mensais.

A correção das distorções previstas pelas Medidas Provisórias 664 e 665, editadas pela presidente em dezembro, do jeito que está, trará uma economia de cerca de R$ 18 bilhões, ou 0,3% do PIB previsto para 2015, de acordo com cálculos do Ministério da Fazenda. (Fonte: Gazeta do Povo)

Comissão especial da reforma política organiza plano de trabalho
O debate em torno das propostas sobre reforma política, cujo um dos temas é sobre sistema eleitoral é um dos aspectos prioritários do plano de trabalho da comissão, aprovado na última terça-feira (24).

Para discutir o tema, o colegiado vai promover audiências com representantes de entidades da sociedade civil, de instituições públicas e especialistas.

O outro tema considerado fundamental é o financiamento de campanhas.
Já os demais assuntos da reforma, classificados pelo relator como de menor complexidade, serão discutidos entre os parlamentares.

É o caso do fim da reeleição, da coincidência das eleições, da duração dos mandatos, da proibição de coligações e da cláusula de desempenho (dispositivo que restringe a atuação parlamentar de partido que não alcançar determinado percentual de votos).

O prazo para a apresentação do relatório final é de 40 sessões do plenário da Câmara dos Deputados, o que deve ocorrer no final de maio, mas o relator, deputado Marcelo Castro (PMDB-PI) pretende concluir os trabalhos com antecedência. (Fonte: Diap)

Câmara aprova projeto que classifica feminicídio como crime hediondo
A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (3), e vai agora à sanção presidencial, o projeto de lei do Senado que classifica o feminicídio como crime hediondo e o inclui como homicídio qualificado. O texto modifica o Código Penal para incluir entre os tipos de homicídio qualificado o feminicídio, que é o assassinato de mulher por razões de gênero.

A proposta aprovada estabelece que existem razões de gênero quando o crime envolver violência doméstica e familiar, ou menosprezo e discriminação contra a condição de mulher. O projeto foi elaborada pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Violência contra a Mulher.

Ele prevê o aumento da pena em um terço se o crime acontecer durante a gestação ou nos três meses posteriores ao parto; se for contra adolescente menor de 14 anos ou adulto acima de 60 anos ou ainda pessoa com deficiência. Também se o assassinato for cometido na presença de descendente ou ascendente da vítima.

Na justificativa do projeto, a CPMI destacou o homicídio de 43,7 mil mulheres no Brasil de 2000 a 2010, sendo que mais de 40% das vítimas foram assassinadas dentro de suas casas muitas delas pelos companheiros ou ex-companheiros. Além disso, a comissão afirmou que essa estatística colocou o Brasil na sétima posição mundial de assassinatos de mulheres.

A aprovação do projeto era uma reivindicação da bancada feminina e ocorre na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher (8 de março).

Em outra votação, os deputados aprovaram o projeto de lei que regulamenta a profissão de historiador e estabelece os requisitos para o exercício da profissão. O texto retorna ao Senado para nova apreciação. (Fonte: Agência Brasil)

Lava-Jato
Lista de 54 políticos chega ao STF: o que acontece agora?
O GLOBO selecionou perguntas que podem ajudar o leitor a entender os próximos passos da Operação Lava-Jato
Na noite desta terça-feira, chegarem ao Supremo Tribunal Federal (STF) 28 pedidos de abertura de inquérito contra 54 políticos. Eles foram citados em depoimentos de executivos que fizeram acordos de delação premiada com a Justiça. Advogados e ex-ministros do STF ouvidos pelo GLOBO responderam a perguntas que podem ajudar o leitor a tirar dúvidas sobre os próximos passos da investigação que envolve os parlamentares.

O que acontece com a entrega da lista ao Supremo?
O ministro Teori Zavascki, relator da Lava-Jato, autoriza a abertura do inquérito. Se autorizar, há uma investigação, são colhidas provas e ouvidos depoimentos de envolvidos.

Quem fará as investigações que forem autorizadas?
A Polícia Federal. O Ministério Público supervisiona e pode pedir diligências como perícias. O juiz autoriza a abertura do inquérito e aprova essas diligências.

O que acontece ao fim das investigações?
Se for aberto processo, os réus são interrogados e é dado um prazo para as alegações finais de acusação e defesa. Depois, o relator marca o julgamento e os advogados fazem a sustentação oral. Por último, a turma julga.

Os inquéritos podem correr em sigilo?
Sim, o ministro pode manter o sigilo de informações como pedidos de busca e apreensão e quebra de sigilo telefônico.

Quem pode denunciar políticos investigados?
Só o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

A tendência é a abertura de inquéritos em vez de denúncias?
Sim, já que a procuradoria está fundamentada apenas no teor das delações premiadas. É preciso investigar mais para oferecer denúncias.

Os políticos têm acesso ao inquérito?
Sim. A não ser a provas sigilosas que ainda estão sendo produzidas, como escutas telefônicas em andamento. Mas eles têm acesso a todas as provas já produzidas.

Os acusados podem ser presos na fase do inquérito?
Sim, desde que existam elementos que fundamentem a prisão preventiva. Se for constatado, por exemplo, que o acusado atrapalha o andamento do processo, se há indícios de que vai fugir ou se representa algum risco a alguém.

Por que empresários foram denunciados antes dos políticos?
Porque empresários, que não têm foro privilegiado, foram para a primeira instância, que não tem recesso em janeiro. Já o Supremo, que cuida dos processos de parlamentares, passou mais de um mês em recesso, o que atrasou o andamento das denúncias.

Quanto tempo demora entre oferecer a denúncia e o início do julgamento?
Não há um tempo exato. No mensalão, foram cinco anos. Mas criminalistas ouvidos pelo GLOBO acreditam que não deverá passar de três anos, já que os processos da Lava-Jato envolvem menos pessoas do que no caso do mensalão.

Por que parlamentares são julgados pela 2a turma do STF?
Porque mudou o regimento do Supremo. Antes, o julgamento era feito pelo plenário. Mas, para dar agilidade aos julgamentos, agora quem julgam são as turmas.

Ela poderá julgar os parlamentares com um ministro a menos?
Sim. Com quatro ministros em vez dos cinco que devem compor a 2a turma, o que pode ocorrer é o empate, que sempre favorece o réu.

Se forem condenados, os parlamentares podem recorrer ao plenário do Supremo?
Não, a não ser que a defesa alegue, por exemplo, que foi usada uma prova de forma inconstitucional. Nesse caso, a discussão sai do campo do direito penal e entra na seara da aplicação da Constituição.

Cabem embargos infringentes aos réus da Lava-Jato?
Sim. Segundo o regimento interno do STF, cabem embargos infringentes sempre que a decisão do plenário ou das turmas não é unânime. Ou seja, basta que haja um voto divergente entre os ministros para que o réu possa utilizar o recurso. (Fonte: O Globo)

Opinião pública
Popularidade de Richa despenca e 76% dos paranaenses desaprovam sua gestão
Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas mostra que apenas 20% aprovam a administração tucana após o “pacotaço” (Katna Baran)
Passados três meses da posse no segundo mandato, a avaliação do governador Beto Richa (PSDB) despencou entre os eleitores. Conforme levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, encomendado pela Gazeta do Povo, 76% dos paranaenses desaprovam o atual governo. O número é quase 50 pontos porcentuais maior do que os que avaliavam negativamente a gestão estadual no final do primeiro mandato do tucano.

Em dezembro do ano passado, Richa já havia amargado sua pior avaliação desde 2011, segundo o Paraná Pesquisas. Na ocasião, 65% dos paranaenses aprovavam sua administração.

Tarifaço de dezembro e pacotaço de austeridade são mal avaliados
A crise financeira do estado e os recentes “pacotes de maldades” enviados à Assembleia Legislativa pelo Executivo na tentativa de reequilibrar o caixa financeiro do governo podem explicar a queda livre nos índices de aprovação.

Agora, em meio à crise financeira e política do estado, o índice caiu para quase 20% de aprovação. Em novembro de 2011, o tucano havia atingido quase 74% de aceitação entre os eleitores – os índices praticamente se inverteram desde então.

A perspectiva dos eleitores paranaenses em relação à atuação do governo do estado nos últimos meses também é negativa. Em dezembro, 46% dos entrevistados pelo instituto apontavam que Richa estava conduzindo o primeiro mandato melhor do que o esperado. Na pesquisa divulgada agora, apenas 3% fizeram a mesma avaliação, enquanto 71% dos pesquisados disseram que o governo do tucano está caminhando pior do que a expectativa.

Para quase 23% dos paranaenses, Richa está mantendo a perspectiva dos eleitores – há três meses, o índice era de 35%.

Risco de reeleição
Se as eleições fossem hoje, o governador Beto Richa correria sério risco de não se reeleger – ao menos no primeiro turno –, conforme aponta o levantamento encomendado pela Gazeta do Povo. Isso porque 57% dos eleitores que votaram no tucano afirmaram ao Instituto Paraná Pesquisas que mudariam de posição, ou seja, não votariam em Richa novamente.

Apenas 38% dos entrevistados disseram que manteriam o voto. No final do primeiro mandato, quase 91% dos que se autoproclamaram eleitores de Richa disseram que votariam no governador novamente e apenas 6% haviam mudado de posicionamento.

Entre os que não votaram no governador, o índice é ainda mais baixo: apenas 4% dos eleitores pesquisados escolheriam o tucano nas urnas se a eleição fosse hoje. Em dezembro, 24% dos entrevistados disseram que votariam em Richa mesmo não tendo escolhido ele há quatro anos. (Fonte: Gazeta do Povo)

Manifesto na Caixa no Sudoeste do Paraná

A diretoria do Sindicato dos Bancários do Sudoeste do Paraná participou do manifesto nacional no dia (27), contra a proposta do governo federal de abertura de capital da Caixa, afixando faixas, cartazes e distribuindo carta aberta à população nas agências da Caixa Econômica Federal de Pato Branco e Francisco Beltrão, alertando a população que a referida abertura vem de encontro de interesses privados.

 

Tivemos ampla divulgação dos meios de comunicação sobre os objetivos do manifesto. A luta pela manutenção da Caixa 100% Pública será um trabalho árduo que requer o comprometimento de todo o corpo funcional, pois esta medida apenas fragilizaria a empresa, podendo deixá-la exposta à privatização colocando em risco os empregos de todo o funcionalismo. (Fonte: Seeb Pato Branco)

 


Em Pato Branco-Pr


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Foi realizada nesta sexta-feira (27) mobilização em defesa da “Caixa 100% pública” em Cianorte

O Sindicato dos Bancários de Cianorte em defesa da "Caixa 100% pública" realizou mobilização em frente às Agências da Caixa Econômica Federal, seguindo o calendário nacional de luta contra a abertura do capital de um dos maiores patrimônios da sociedade brasileira.

Durante o dia 27.02.2015, foram afixados faixas, cartazes e distribuição de carta aberta à população, em frente às 04 (quatro) agências da nossa base, sendo 02 (duas) em Cianorte, 01 (uma) em Cidade Gaúcha e 01 (uma) em Tapejara, do qual teve uma ótima adesão dos funcionários e também da população.

“Este dia de luta é apenas o início de outras mobilizações.” Não aceitamos a abertura do capital da Caixa. Vamos lutar, pela manutenção deste banco 100% público.

A manifestação teve início às 9 horas e se estendeu até o meio-dia e meia desta sexta-feira.

Ao final da manifestação o presidente do sindicato, senhor Antônio Henrique Sobrinho, percorreu as mesas de cada funcionário, cumprimentando e desejando boa sorte a todos. Estaremos trabalhando para barrar a Abertura de Capital da Caixa, pois faremos o possível para que isso não ocorra, finalizou o presidente. (Fonte: Seeb Cianorte)

Bancária que não recebeu homenagem e premiação instituídas pelo Itaú será indenizada
A Lei 9.025/95, aliada a tratados, convenções e acordos internacionais (como as Convenções 111 e 117 e a Declaração sobre os Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho, de 1998, todas da OIT), proíbe a prática discriminatória na admissão, manutenção e dispensa de empregados. Apesar dessa legislação, nos processos analisados pelo Judiciário trabalhista mineiro ainda é grande a incidência de casos envolvendo atos patronais discriminatórios contra empregados.

Na 34ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, o juiz Luiz Evaristo Osório Barbosa identificou um caso de discriminação contra uma bancária. Após três décadas de serviços dedicados ao empregador, a bancária não foi convidada para a tradicional festa promovida em homenagem aos empregados com mais de 30 anos de trabalho no Itaú e nem recebeu o relógio de ouro, prêmio fornecido a todos os agraciados. Em sua análise, o magistrado acentuou que a reclamante conseguiu demonstrar que foi vítima de ato discriminatório por parte do banco reclamado, revelando a conduta abusiva da empresa que, sem qualquer justificativa, excluiu a bancária da premiação que era concedida a todos os outros empregados em iguais condições.

No caso, ficou evidenciado que era praxe no banco a participação dos empregados que completassem 30 anos de serviços em uma festa comemorativa, na qual recebiam, como prêmio, um relógio de ouro e ações do banco. Mas, embora tenha completado esse tempo de trabalho para a instituição, a reclamante não foi convidada para as comemorações e nem agraciada com o relógio. Recebeu apenas as ações. Em sua defesa, o réu argumentou que o evento é promovido e coordenado pela Fundação Itauclube, não tendo o banco qualquer interferência na premiação e nem na escolha dos agraciados. Afirmou ainda que a reclamante possuía mera expectativa de participar das comemorações, não sendo a premiação assegurada a qualquer empregado.

Esses argumentos, entretanto, não foram acatados pelo juiz sentenciante. Inicialmente, ele salientou que a legislação trabalhista admite a incorporação ao contrato de trabalho dos benefícios concedidos pelo empregador de forma voluntária e repetida, ainda que seu ajuste seja verbal. É exatamente a situação da reclamante, pois a premiação dos empregados do banco que completam 30 anos de serviço já se tornou uma tradição.

Em relação à responsabilidade sobre a promoção da festa e da premiação, o julgador considerou que os depoimentos das testemunhas confirmaram que as comemorações eram patrocinadas pelo reclamado. No mais, o banco admitiu que enviou à Fundação os dados dos empregados que potencialmente poderiam ser homenageados e não apresentou nenhuma justificativa para o fato de a reclamante não ter sido incluída.

De todo modo, não há no processo qualquer indicação sobre os critérios adotados pela empresa para congratular seus empregados, além do fato de o homenageado completar trinta anos de prestação de serviços e ser empregado do banco. O magistrado destacou a declaração de uma testemunha, que garantiu não ter conhecimento de qualquer outro empregado, além da reclamante, que, tendo trinta anos de serviços prestados, não recebeu as homenagens do empregador.

No entender do magistrado, é evidente o dano moral sofrido pela reclamante, decorrente da conduta patronal discriminatória. "O próprio ato discriminatório é suficiente para gerar na reclamante o dano moral, uma vez que viu sua honra objetiva abalada pelo tratamento desigual em comparação a seus colegas de trabalho" , completou.

Por esses fundamentos, o juiz sentenciante condenou o Banco a pagar à reclamante indenização por danos morais no valor de R$20.000,00, além de fornecer a ela um relógio de pulso, de ouro, com a marca do reclamado gravada, da mesma marca e modelo daqueles fornecidos aos demais empregados, sob pena de indenização substitutiva no valor de R$5.000,00. O Banco reclamado recorreu da decisão, mas o TRT mineiro manteve as condenações impostas em 1º grau.( 0000944-91.2013.5.03.0113 RO ) (Fonte: Jus Brasil)

Safra é acusado de coação e de contratar detetive para perseguir clientes
A Justiça colocou no banco dos réus o superintendente de Segurança do Banco Safra, Sebastião Jesus Garozzo. Ele é acusado de coação e de ter contratado detetive particular para perseguir clientes que têm conseguido reverter nos tribunais cobranças de dívidas baseadas em contratos assinados em branco.

O investigador, que já foi acusado de homicídio, seguiu armado de revólver, munições, faca e algemas supostamente para fetiche sexual um funcionário de uma loja de calçados em Campinas, no interior de São Paulo.

A instituição do banqueiro mais rico do mundo, o bilionário Joseph Safra, enfrenta uma batalha judicial com os proprietários das lojas Bootco. Os desentendimentos já duram cerca de 10 anos.

Eles discutem cobrança sobre juros na antecipação de vendas com cartão de crédito. Na Justiça, os lojistas têm vencido o Safra e obtiveram decisões que os transformam em credores, em vez de devedores do sexto maior banco privado do país.

O juiz Guilherme Marrey, da 2ª Vara Criminal de Campinas, aceitou a denúncia do Ministério Público em dezembro. O promotor João de Moraes afirma que o superintendente de Segurança do Banco Safra cometeu crime de coação no curso do processo, assim como o sócio da empresa Unit Consultoria Elias Ricardo Alves, contratado pelo banco.

O funcionário da Unit Jefferson Fiúza, preso em flagrante com as armas, e que já fora indiciado por homicídio, é acusado de coação e porte ilegal de armas. Moraes diz que Garozzo objetivou espionar e amedrontar mediante perseguições os ex-clientes.

Também disse que a proposta era levantar informações negativas contra os lojistas a fim de tentar forçar acordos judiciais, já que as sentenças estavam prejudicando os negócios do banco. A perseguição e a grave ameaça aconteceram em novembro de 2012. A Polícia Militar prendeu Fiúza com um um revólver, uma faca, uma barra de ferro e um par de algemas.

As lojas Bootco contrataram crédito para antecipar vendas a uma taxa de 2% a 2,5% ao mês. Mas os negócios foram fechados com contratos em branco, considerados irregulares. E os juros eram o dobro do combinado, conforme depoimento da ex-gerente Denise Artem.

O proprietário diz ter sofrido prejuízos com o processo. "Antes, nós faturávamos R$ 12 milhões por ano. Agora, temos só uma loja que gira R$ 1,2 milhão", diz Carlos Augusto Gobbo, um dos donos da Bootco. Procurados pelo jornal, o Safra e a Unit preferiram o silêncio. (Fonte: Correio Braziliense)

Cooperativa é condenada por usar extratos bancários de empregado como prova na JT
A Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho manteve a indenização por danos morais no valor R$ 50 mil por violação do sigilo bancário de ex-empregado pela Cooperativa de Crédito Rural da Região Norte do Paraná (SICREDI). A empresa utilizou cópias dos extratos bancários da conta do trabalhador para provar, na Justiça do Trabalho, o pagamento despesas com veículo particular.

Com a decisão, a SDI-1 confirmou julgamento anterior Quarta Turma do TST. A Turma havia reformado entendimento do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR) e reestabelecido sentença que condenou a cooperativa. Em 2008, a cooperativa juntou os extratos bancários do trabalhador em uma reclamação trabalhista com o objetivo de comprovar o pagamento de despesas com a utilização de veículo particular em serviço. Em consequência, o ex-empregado ajuizou nova ação na Justiça do Trabalho pedindo a indenização por quebra de sigilo bancário.

A cooperativa foi condenada solidariamente com o Banco Cooperativo Sicredi, ligado ao mesmo grupo econômico e depositário das contas salários da cooperativa.

Quando do julgamento do recurso de revista, a Quarta Turma ressaltou que o TST tem entendido que a violação do sigilo bancário "constitui conduta arbitrária, sendo verificada a invasão à vida privada do empregado e ofendidas as disposições do artigo 5º, inciso X, da Constituição Federal".

Ao não acolher recurso de embargos da cooperativa e manter a decisão da Turma, o ministro Hugo Carlos Scheurmann, relator do processo na SDI-1 do TST, observou que, embora o acesso aos dados bancários do empregado tivesse o objetivo de comprovar a quitação de verbas rescisórias pela própria instituição financeira empregadora, a utilização de tais informações não prescinde de autorização judicial, "a fim de se resguardar o direito à privacidade e à intimidade do empregado, a par de constituir dever da instituição financeira o sigilo da movimentação de seus correntistas".

A exceção admitida pelo TST é quando há o acesso indiscriminado às contas para cumprimento das exigências da Lei 9.613/98, que trata da lavagem de dinheiro. No caso do processo, porém, a quebra do sigilo bancário teve por finalidade a utilização dos dados de sua conta como meio de prova em ação judicial. Processo: RR-52100-55.2009.5.09.0093 (Fonte: SCS/TST)

Começa a funcionar novo número do BC para reclamações contra bancos
Ligação para a nova Central de Atendimento do BC tem custo de chamada local para todo o país

A partir desta segunda-feira (2), clientes que desejarem reclamar ou tirar dúvidas sobre serviços bancários devem ligar no novo número da Central de Atendimento ao Público do Banco Central (BC), 145. De acordo com a instituição, o número anterior, 0800 979 2345, sai de operação nesta segunda-feira.

Segundo comunicado da autoridade monetária, com a alteração, a instituição se adequa ao padrão de três dígitos uniformizado por regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para serviços de utilidade pública. A ligação terá custo de chamada local para todo o Brasil.

“A alteração faz parte do processo de modernização da estrutura tecnológica da central, cujo objetivo é melhorar o serviço prestado pelo BC à sociedade”, informa a nota.

As ligações para a Central de Atendimento são um dos instrumentos que o BC utiliza para consolidar o ranking dos bancos sobre os quais recai maior número de reclamações, além de queixas feitas em atendimentos presenciais. (Fonte: Agência Brasil)

STJ condena Correios a indenizar vítima de assalto em banco postal
Banco postal, que era correspondente bancário do Bradesco, agora é do BB
Ainda que a prestação do serviço de banco postal não torne a agência dos Correios uma instituição financeira obrigada a cumprir a Lei de Segurança Bancária (Lei 7.102/83), a empresa é responsável em caso de assalto a cliente, por ser prestadora de serviço que se submete ao regime de responsabilidade objetiva, previsto no Código de Defesa do Consumidor.

Esse é o entendimento da 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou recurso da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos contra sua condenação a pagar indenização por dano moral de 20 salários mínimos a um cliente. Ele foi assaltado, com arma de fogo, dentro de agência dos Correios enquanto utilizava os serviços do banco postal, na época correspondente do Bradesco, condenado solidariamente.

Correspondente bancário é a empresa contratada por instituições financeiras para prestação de serviços de atendimento aos clientes e usuários dessas instituições. Os mais conhecidos são as lotéricas e o banco postal. Ao julgar um caso sobre permissão de serviço público, a 4ª Turma já havia decidido que as lotéricas não se submetem à Lei 7.102, que trata da segurança bancária.

No recurso, os Correios argumentaram que, além de não ser instituição financeira, o roubo a cliente dentro de sua agência seria caso fortuito externo e por isso ele não deveria ser indenizado.

No entanto, para o relator ministro Luis Felipe Salomão o banco postal presta serviço que traz risco à segurança, pois movimenta dinheiro, e agrega valor à agência que opta por oferecê-lo. Por isso, deve arcar com o ônus de fornecer a segurança legitimamente esperada para esse tipo de negócio.

Para Salomão, não se trata de caso fortuito que exclui a responsabilidade objetiva. Trata-se de fortuito interno, causado por falha na proteção dos riscos esperados da atividade empresarial desenvolvida.

Ação regressiva
O Bradesco, réu solidário e parte interessada no recurso, pagou a indenização. O relator, ministro Luis Felipe Salomão, destacou que mesmo assim há interesse dos Correios no recurso, porque o banco pode ajuizar ação regressiva contra ela para receber metade do valor pago.

Embora o recurso dos Correios tenha sido negado, a decisão da 4ª Turma reforma entendimento do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que havia equiparado a agência dos Correios com banco postal a instituição financeira obrigada a cumprir a Lei de Segurança Bancária. (Fonte: Consultor Jurídico)

De bancos a agronegócio: o que fazem os bilionários brasileiros
Bancos, fazendas, cervejas e redes de TV. Essas são algumas das principais áreas onde atuam os bilionários brasileiros listados no ranking da "Forbes", divulgado nesta segunda-feira.

Dos 54 bilionários do país, 13 deles têm negócios no setor bancário, como Joseph Safra, dono do banco Safra é o "banqueiro mais rico do mundo", ocupando o segundo na lista dos brasileiros e 52º no ranking geral. Três membros da família Moreira Salles, do Itaú Unibanco, também estão na lista.

Sete posições do ranking nacional estão ocupadas por brasileiros do agronegócio, como o empresário e senador Blairo Maggi (PR-MT), um dos maiores produtores de soja do mundo.

A terceira area de atuação dos bilionários brasileiros é a cerveja. Três deles são sócios da Anheuser-Busch InBev --Jorge Paulo Lemann, primeiro lugar da lista de brasileiros deste ano e do anterior e 26º no ranking geral, Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira--, além de Walter Faria, da Itaipava.

Também com quarto representantes, o setor de comunicação da lista é representado pela família Marinho, das organizações Globo, e pelo bispo Edir Macedo proprietário da Rede Record e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.

Clube 'enxuto'
Pela primeira vez desde 2008, o clube de bilionários brasileiros encolheu, de acordo com a "Forbes". O número passou de 65 bilionários no ano passado para 54 no ranking atual.

"Demorou, mas os brasileiros mais ricos do mundo finalmente começaram a sentir as consequências da desaceleração econômica do país, que começou em 2010 em meio a uma combinação de eventos como a queda do preço das commodities, escândalos de corrupção e gastos excessivos do governo", diz a revista.

A lista geral da revista é liderada por Bill Gates, com uma fortuna de US$ 79,2 bilhões. Ele é seguido pelo magnata das comunicações mexicano Carlos Slim, com US$ 77,1 bilhões, e o megainvestidor americano Warren Buffett, com US$ 72,7 bilhões.

Mark Zuckerberg, dono do Facebook, subiu 5 posições neste ranking e agora está, pela primeira vez entre os 20 mais ricos, em 16º lugar.
Lemann, o brasileiro mais bem posicionado no ranking (veja ranking abaixo), tem uma fortuna estimada em US$ 25 bilhões. Ele é seguido por Joseph Safra, cuja fortuna estimada é de US$ 17,3 bilhões, e por Marcel Herrmann Telles, também da Anheuser-Busch InBev, com US$ 13 bilhões.

Chineses
De acordo com a "Forbes", apesar da queda no preço do petróleo e do enfraquecimento do euro, o ranking dos bilionários expandiu-se. São 1.826 deles, com fortuna total estimada de US$ 7,05 trilhões ao redor do mundo. São 290 novos bilionários, 71 deles da China.

O Brasil ainda não produziu uma bilionária mulher que tenha ascendido por conta própria, diz a revista.
"Maria Helena Moraes Scripilliti é a mulher mais rica do Brasil, com uma fortuna de US$ 2,4 bilhões. Ela está entre os acionistas controladores do grupo familiar Votorantim, o quinto maior conglomerado industrial diversificado da América Latina", aponta a revista.

Um dos nomes que saíram da lista foi o de Cesar Mata Pires. Sua fortuna era estimada em US$ 1,55 bilhão no ano passado, mas hoje é menos da metade disso.

"Tem sido um ano duro para Mata Pires, cuja problemática empreiteira OAS foi supostamente envolvida em um escândalo de propinas da estatal Petrobras, o que resultou na prisão de alguns de seus executivos", diz a "Forbes".

"Títulos emitidos pela OAS com vencimento em 2019 caíram 88% desde as prisões, e a empresa perdeu prazos de pagamento alegando dificuldade em acessar suas contas." (Fonte: UOL)

Balança comercial de fevereiro registra pior resultado desde 1995
A balança comercial registrou no mês passado déficit de US$ 2,842 bilhões, com exportações de US$ 12,092 bilhões e importações de US$ 14,934 bilhões. É o pior resultado da série histórica, iniciada em 1995, para o mês. Em fevereiro deste ano, houve 18 dias úteis ante os 20 do mesmo mês de 2014, quando o carnaval ocorreu em março.

Nos dois primeiros meses do ano, a balança comercial brasileira acumula déficit de US$ 6,016 bilhões, com exportações de US$ 25,796 bilhões e importações de US$ 31,812 bilhões.

No mesmo período do ano passado, o déficit chegou a US$ 6,19 bilhões. Os números foram divulgados hoje (2) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

O número de dias úteis, no acumulado do ano, chegou a 39. No mesmo período de 2014, foram 42 dias úteis. Com isso, o saldo médio por dia útil, no acumulado do ano, ficou deficitário em US$ 154,3 milhões. Em 2014, o resultado negativo alcançou US$ 147,5 milhões. (Fonte: Agência Brasil)

Audiências públicas iniciam debates sobre reforma política na Câmara
Duas audiências públicas iniciam os debates da comissão especial da Câmara dos Deputados sobre a reforma política. As audiências serão feitas durante o período da manhã e da tarde desta terça-feira (3) e reunirão especialistas e entidades dos movimentos sociais e sindicais a respeito da temática dos sistemas eleitorais.

A primeira audiência, marcada para as 9h30, terá como convidado o professor da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Renato Beneduzi, que falará sobre sistemas eleitorais de outros países.

No início da tarde, foram convidados representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Movimento Contra a Corrupção Eleitoral, com mais 103 entidades sociais que integram a Coalizão pela Reforma Política e Eleições Limpas. Elas vão abordar, entre outros temas, o projeto de iniciativa popular (Projeto de Lei 6316/13) sobre a reforma política.

No último dia 25, a CNBB e a OAB lançaram um Manifesto em Defesa da Democracia, com o objetivo de contribuir para o debate da reforma política. No manifesto, as entidades pedem o fim do financiamento empresarial às campanhas eleitorais, considerado por elas "causa dos principais e reincidentes escândalos que têm abalado a Nação". Com o fim desse sistema de financiamento, as instituições acreditam que será possível afastar "a censurável influência do poder econômico" no resultado das eleições, segundo o documento.

De acordo com o plano de trabalho aprovado pela comissão, os temas considerados fundamentais - financiamento de campanhas e sistema eleitoral - serão debatidos com entidades sociais, representantes de instituições públicas e especialistas.

A Comissão também dever ouvir o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Defensor do financiamento privado, o ministro, em abril do ano passado, adiou a decisão do STF referente ao processo da Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.650, proposta pelo Conselho Federal da OAB, contra o financiamento empresarial de campanhas eleitorais.

O julgamento da ação foi suspenso em abril de 2014, quando a maioria dos juízes já havia votado pela proibição (seis, de um total de 11). Recentemente, Mendes defendeu que o STF não trate do tema.

Também serão ouvidos o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Dias Toffoli, o procurador-geral Eleitoral, Rodrigo Janot, representantes da Confederação Nacional dos Municípios, da Frente Nacional de Prefeitos e da União dos Vereadores do Brasil.

Instalada no último dia 10, a comissão tem como presidente e relator os deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Marcelo Castro (PMDB-PI) e terá o prazo de 40 sessões do plenário da Câmara para a apresentação do relatório final. (Fonte: Agência Brasil)

Mercado prevê Selic de 13% ao ano em 2015
Em semana de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), os investidores e analistas do mercado financeiro aumentaram a expectativa de fech
amento da Selic, taxa básica de juros da economia, para 2015.

O mercado espera que a Selic chegue a 13% ao ano, o que implica aumento até o fim do ano de 0,75 ponto percentual em relação ao patamar atual, de 12,25%. A projeção anterior era que a taxa encerraria os doze meses em 12,75% ao ano.

A estimativa para a Selic está no boletim Focus, pesquisa feita com instituições bancárias e divulgada semanalmente pelo BC. O Copom se reúne hoje (3) e quarta-feira (4) com o objetivo de definir a taxa básica para os próximos 45 dias.

Os analistas do mercado também voltaram a elevar, ontem (2), a projeção para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 7,33% para 7,47%. O valor continua acima do teto da meta da equipe econômica para a inflação, que é 6,5%.

A previsão para os preços administrados, que são os regulados pelo governo, passou de 10,4% para 11%. Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos por um país), a projeção é que a economia tenha retração de 0,58% contra 0,5% anteriormente. No caso da produção industrial, é esperado recuo de 0,72%, contra 0,35% na semana passada.

A projeção de câmbio passou de R$ 2,90 para R$ 2,91. A estimativa da dívida líquida do setor saiu de 37,9% para 38,2% do PIB. A projeção do déficit em conta-corrente, que mede a qualidade das contas externas, ficou em US$ 79,1 bilhões contra US$ 78,4 bilhões anteriormente.

O saldo projetado para a balança comercial aumentou, passando de US$ 4,4 bilhões para US$ 5 bilhões. Os investimentos estrangeiros estimados permaneceram em US$ 60 bilhões. (Fonte: Agência Brasil)

Receita libera programas para declarar o IR 2015; faça o download
A Receita Federal liberou os programas para declarar e transmitir o Imposto de Renda 2015 (ano-base 2014). Há várias versões, conforme o sistema operacional (Windows, Mac etc). Para cada sistema, é preciso um programa para preencher a declaração e outro para transmiti-la (o Receitanet). Faça o download aqui.

Versão Windows:

Versão Mac:

Versão Linux 32 bits:

Versão Linux 64 bits:

Versão Solaris:

Versão multiplataforma:

Os programas também podem ser baixados na página da Receita na internet (www.receita.fazenda.gov.br).

Os aplicativos para declarar o IR por meio de celular e tablet também estão disponíveis nas lojas Google Play (para usuários de Android) ou App Store (para o sistema iOS).

Receita espera receber 27,5 milhões de declarações
A Receita espera receber 27,5 milhões de declarações até 30 de abril. Neste ano, está obrigado a declarar Imposto de Renda quem mora no Brasil e recebeu rendimentos tributáveis de mais de R$ 26.816,55 ao longo de 2014.

Também é obrigado a declarar quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil.
Rendimento tributável, por exemplo, é o salário. Rendimento isento ou não tributável pode ser uma indenização trabalhista.

Além disso, pessoas que tiveram, em qualquer mês, ganhos com a venda de bens ou direitos, ou realizaram operações em Bolsa de Valores e atividades similares, também devem declarar IR em 2015.

O contribuinte pode escolher o modelo completo ou o simplificado para enviar sua declaração. Na opção pelo simplificado, é aplicado o desconto padrão de 20% (independentemente de gastos com saúde e educação, por exemplo). O limite para esse desconto de 20% é de R$ 15.880,89.

Declaração pode ser feita em computador, tablet ou celular A declaração poderá ser feita pelo computador, por meio do programa de declaração, ou por tablets e celulares, por meio do aplicativo APP IRPF, mas há restrições.

A declaração por tablets ou celulares não pode ser impressa diretamente por meio do aplicativo; além disso, ela não é salva automaticamente no sistema operacional iOS. Há, ainda, restrições de acordo com o tipo de rendimento que o contribuinte obteve em 2014.

Quem tem certificado digital também pode fazer o preenchimento online, sem precisar baixar o programa.
Não é mais possível entregar a declaração em disquete, exceto quem enviar depois do prazo. Nesse caso, poderá usar mídia removível (como CDs), que terá de ser levada até uma unidade da Receita Federal. 

Como já vinha acontecendo, contribuintes que tiverem certificação digital também poderão usar uma declaração pré-preenchida. Nesse caso, alguns dados serão colocados automaticamente na declaração pela Receita Federal.

Em todos os casos, a entrega pode ser feita até as 23h59min59seg de 30 de abril. A multa para quem entrega a declaração fora do prazo é de 1% ao mês. O valor mínimo é de R$ 165,74, e o máximo é de 20% do imposto devido. (Fonte: UOL)