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12/03/2010 12:05 Telefônica lidera ranking de reclamações do Procon-SP Itaú voltou a ficar em segundo lugar
12/03/2010 08:04 Sindicato dos Bancários de Cascavel realiza reunião com bancários do Banrisul
12/03/2010 07:59 CONTEC quer vacinação contra vírus H1N1 para bancários
12/03/2010 07:56 INSS não pode cobrar contribuição sobre auxílio-transporte de funcionários do Unibanco
12/03/2010 07:42 Patrimônio dos fundos de pensão cresceu 16,3% no ano passado
12/03/2010 07:49 Ipea: desemprego seguirá alto, apesar de novas vagas
12/03/2010 07:45 Programa incentiva trabalhador a viajar com parcelas de R$ 69
12/03/2010 07:40 Recebida por mais de 10 anos, gratificação de função é incorporada a salário
12/03/2010 07:36 Empresa que paga vale em dinheiro não precisa recolher INSS sobre o benefício
12/03/2010 07:33 Previdência complementar vai contratar 200 novos servidores por concurso
12/03/2010 07:30 Governo quer dar à Receita poder de juiz e de polícia

Sindicato de Foz do Iguaçu promove curso de matemática financeira

Federação dos Bancários cobra providências da CONTEC com relação à gripe H1N1

Sindicato de Cascavel pede criação de lei obrigando agências a instalarem biombos

Telefônica lidera ranking de reclamações do Procon-SP Itaú voltou a ficar em segundo lugar

Empresas de telefonia e bancos ‘dominam’ ranking
A Telefônica liderou pelo quarto ano seguido o ranking das empresas com mais reclamações fundamentadas em 2009, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (12) pela Fundação Procon de São Paulo.

Segundo o Procon, de um total de 533.805 atendimentos feitos no ano, apenas 7,8%, ou 41.605 transformaram-se em reclamações fundamentadas, termo usado para definir as queixas abertas por meio de um processo administrativo após não ter havido acordo inicial com a empresa.

RANKING DAS EMPRESAS COM MAIS RECLAMAÇÕES 

Empresa

Total

Atendidas

Não atendidas

Telefônica

15.337

10.961

4.376

Itaú

1.410

892

518

Eletropaulo Metropolitana

1.340

638

702

Sony Ericsson

1.288

1.192

96

TIM Celular

1.112

527

585

Claro

906

555

351

Bradesco

853

437

416

Unibanco

848

458

390

Banco Ibi (operadora cartões C&A)

738

503

235

Embratel

695

591

104

A área de serviços (água, telefonia, luz, escola, clubes, oficina mecânica etc.) foi a que registrou o maior número de reclamações, 57%, segundo o Procon, seguida por assuntos financeiros (bancos, financeiras etc.), com 22%, e produtos (móveis, eletrônicos, vestuário etc.), com 18%.

Pior da história
Segundo o diretor executivo do Procon, Roberto Pfeifer, o desempenho da Telefônica no primeiro semestre do ano passado foi o pior em toda a história do órgão. A empresa foi responsável por cerca de 37% de todas as reclamações registradas no Procon.

"A Telefônica assume novamente a primeira colocação, é preciso ressaltar que ela assumiu sobretudo por um desempenho negativo nunca antes visto na história da fundação (Procon) no primeiro semestre de 2009. Seguramente em toda a história do Procon, ela teve o pior desempenho possível", afirmou.

De acordo com o órgão, apesar de estar no topo do ranking, a Telefônica apresentou redução na quantidade de demandas ao longo do ano passado. Enquanto em abril foram registrados mais de 2.800 atendimentos, em dezembro o número caiu a menos de 600.

" Seguramente a empresa fará alusão a essa queda (nas reclamações) e essa queda eu reputo à ação do Procon, não é uma ação de benevolência da empresa, mas é uma resposta à ação incisiva que o Procon". afirmou Pfeifer.

No ranking de 2009, a que se refere a divulgação desta sexta-feira, as empresas de telefonia fixa e móvel e de energia elétrica somaram 49% do total de reclamações fundamentadas, segundo o Procon-SP. Para o órgão, isso evidencia que as empresas não estão conseguindo dar solução para problemas que elas mesmas causaram a seus clientes.

O Banco Itaú também repetiu sua posição no ranking de 2009: pelo terceiro ano consecutivo, a instituição financeira foi a segunda mais reclamada. Comprado pelo Itaú, o Unibanco também entrou na lista das mais reclamadas, em oitavo lugar. O Bradesco também aparece no ranking, na sétima posição.

Outro lado
Procurada pelo G1, a Embratel informou que realiza "investimentos constantes no incremento dos processos e atendimento ao cliente para melhoria contínua do nosso trabalho".
Segundo o Itaú-Unibanco, a posição das instituições no ranking é reflexo da "dimensão de esforços" necessária ao processo de fusão das instituições. "A partir do segundo semestre de 2009 registramos uma redução no número de reclamações no Procon SP de aproximadamente 5%, no geral, em relação ao volume total do ano anterior, mostrando que estamos no caminho certo", diz o banco em nota.

Em resposta, o Bradesco diz ser constante a preocupação do banco com a qualidade do atendimento. "Nesse sentido, {o banco] busca permanentemente melhorar o relacionamento com seus clientes e usuários. Sobre o Ibi, adquirido pelo Bradesco, o banco diz estar buscando reforçar a qualidade do atendimento.

A Sony Ericsson diz ter registrado em dezembro queda de 60% 60% nas reclamações em relação ao mês de julho. "A Sony Ericsson continua firme em seu propósito de manter um bom relacionamento com os clientes, baseado em transparência, confiança e melhoria constante dos serviços que presta".
O G1 procurou todas as empresas citadas nos dez primeiros lugares da lista e espera o posicionamento delas sobre o tema. (Fonte: Globo.com)

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Sindicato dos Bancários de Cascavel realiza reunião com bancários do Banrisul
Quarta-feira (10), o Sindicato dos Bancários de Cascavel e Região realizou reunião com os funcionários do Banrisul, agência de Cascavel. A pauta da reunião abordou assuntos de interesse dos funcionários e que ainda estão pendentes junto à direção do Banco.

Na reunião, o presidente do Sindicato, Gladir Basso - que preside também a Federação da classe no Paraná -, acompanhado de outros diretores, discutiu com os bancários do Banrisul principalmente a questão Remuneração Variável (RV1), que o Banco pagará no próximo dia 12 e que até o momento não se tem a informação dos valores individuais, mas que será paga a todos os empregados.

Enfatizou o trabalho do Sindicato no Congresso Nacional, onde acompanha e fiscaliza as discussões relativas a diversos projetos de interesse dos trabalhadores, como o que propõe o fim do fator previdenciário, o fim das terceirizações e a redução da jornada de trabalho.

Falou também da reunião dos dirigentes sindicais com o presidente da Câmara de Vereadores de Cascavel, Marcos Damaceno, sobre a criação de uma lei municipal, que obrigará as agências bancárias a instalarem biombos nos caixas.

A finalidade do biombo é dar privacidade as operações realizadas pelo caixa em favor do cliente, impedindo a visualização do atendimento aos demais usuários. (Foto: Julio Miotto)

 

Reunião de diretores do Sindicato com funcionários do Banrisul de Cascavel

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CONTEC quer vacinação contra vírus H1N1 para bancários
O presidente da CONTEC, Lourenço Prado, fez contato com o presidente da Federação Nacional dos Bancos (Febraban), Fábio Collete Barbosa, a fim de sensibilizá-lo sobre a necessidade de se disponibilizar doses da vacina contra o vírus H1N1, (causador da gripe suína), para profissionais bancários. “E respectivas famílias, visto que a saúde da família representa maior segurança aos trabalhadores, o que traz reflexos positivos ao próprio trabalho”.

Lourenço Prado ressaltou que “a doença atingiu “expressivo número de bancários em 2009”. Ressaltou que adotar essa medida será postura coerente com a “preocupação constante dos bancos”, com a saúde de seus funcionários.

Nesta semana, o Ministério da Saúde divulgou pesquisa que demonstra desconhecimento da população sobre campanha de vacinação contra a gripe suína. Pelos dados do referido órgão, 64% dos brasileiros, ouvidos entre os dias 20 e 24 de fevereiro, ignoram o calendário. Na última terça-feira (9), 87 empresários foram convidados para conhecer, em Brasília, as ações que estão sendo adotadas pelo governo federal.

Segundo informou o ministério, algumas empresas se comprometeram em auxiliar na popularização da campanha. Surgiram propostas como divulgar o cronograma de vacinação em publicações voltadas para seus públicos externos e a inserção de dados em extratos bancários.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, argumentou que apesar da desinformação apontada pela pesquisa, o brasileiro está confiante em relação à campanha. Pelas estatísticas, 71% das pessoas sondadas acreditam que a vacina é eficaz, 83% não têm medo de tomar vacina, e 84% dos pesquisados gostariam de tomar a vacina. "Se a avaliação é boa do ponto de vista da adesão, da confiança e da vontade, por outro lado, ainda há um obstáculo a ultrapassar que é o conhecimento", declarou. (Fonte: CONTEC)

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INSS não pode cobrar contribuição sobre auxílio-transporte de funcionários do Unibanco
O Plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu que o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) não poderá cobrar contribuição previdenciária incidente sobre o vale-transporte pago em dinheiro aos funcionários do Unibanco. O julgamento se deu no Recurso Extraordinário (RE) 478410, interposto pelo banco em 1999.

“A cobrança de contribuição previdenciária sobre o valor pago em dinheiro a título de vale transporte (que efetivamente não integra o salário) seguramente afronta a Constituição em sua totalidade normativa”, julgou o relator, ministro Eros Grau, contrário à cobrança do INSS sobre o vale-transporte.

Como Eros Grau votaram os ministros Dias Toffoli, Cezar Peluso, Ayres Britto, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Ellen Gracie, Celso de Mello e Gilmar Mendes. Foram vencidos os ministros Joaquim Barbosa e Marco Aurélio. Esses dois últimos entenderam que, se o pagamento é feito habitualmente e em dinheiro (como é o caso concreto do Unibanco), o valor faz parte da remuneração e sobre ela incide a contribuição.

No seu voto, o ministro Cezar Peluso destacou que mesmo se o vale for pago em dinheiro (o que afronta a lei) isso não altera a obrigação e não descaracteriza a natureza do instituto. “Ele continua sendo vale-transporte, se for pago mediante um pedacinho de papel escrito vale-transporte ou se for pago em dinheiro”, afirmou. Do contrário, aconteceria a ilegalidade da cobrança de tributo sem lei que o prevê.

Nessa mesma linha, o ministro Ayres Britto disse que a verba referente ao vale-transporte é indenizatória, tanto que não é incorporada na aposentadoria, nem na pensão, nem incide sobre ela o imposto de renda. Já a ministra Ellen Gracie destacou que “agregar mais este valor à contribuição previdenciária só serviria para aumentar o famoso custo-Brasil”.

Argumentos
O Unibanco sustentou, no Plenário, que o dinheiro referente ao auxílio transporte é uma indenização ao trabalhador no seu deslocamento ao local de trabalho. Tanto que, se não usado, ele não é reembolsado nem é transformado em moeda corrente (no caso do cartão eletrônico e do vale-transporte).

Já o INSS frisou que a análise do RE esbarra na súmula 636 do próprio Supremo, que diz: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”. Ou seja, o INSS diz que a matéria é relativa a leis infraconstitucionais e que, por isso, não deveria ser analisada pelo Supremo. O INSS citou jurisprudência das diversas instâncias da justiça que dariam ganho de causa à Previdência.

O temor do INSS é que, ao retirar o auxílio transporte do montante de ganho habitual de salário do trabalhador, o Supremo tenha aberto a possibilidade de os patrões aumentarem a parcela referente a transporte sobre a qual não incide a contribuição previdenciária e diminuírem o valor do próprio salário, na tentativa de para burlar o pagamento da contribuição.  (Fonte: STF)

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Patrimônio dos fundos de pensão cresceu 16,3% no ano passado
O patrimônio dos fundos de pensão teve aumento de 16,3% em 2009, passando de R$ 413,39 bilhões para R$ 480,79 bilhões. Os investimentos dessas entidades estão distribuídos em títulos públicos (44,6%), ações (32,4%), títulos privados (9,4%), operações compromissadas (4,3%), cotas de fundos (3,2%), imóveis (2,7%) e operações com participantes (2,5%). Os números foram divulgados hoje (10) pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). Segundo o superintendente da Previc, Ricardo Pena, as entidades fechadas de previdência complementar arrecadaram contribuições no valor de R$ 16,66 bilhões no ano passado, mas pagaram quase o dobro em benefícios previdenciários, no total de R$ 31,46 bilhões. Além disso, registraram uma rentabilidade anual de 21,48%, numa demonstração de que os fundos de pensão conseguiram recuperar as perdas decorrentes da crise financeira mundial.

Para o superintendente da Previc, o desempenho de cobertura e de rentabilidade mostra que o sistema brasileiro de previdência complementar "encontra-se suficientemente desenvolvido para arcar com o pagamento de benefícios que superam as contribuições vertidas pelos patrocinadores, participantes e assistidos".
Os números da Previc indicam que houve crescimento continuado da previdência associativa, implantada em 2003, a ponto de o sistema contar atualmente com 27 entidades e 45 planos que reúnem 420 associações de classe, sindicatos e cooperativas. Esse conglomerado, que inclui a Federação Nacional dos Jornalistas, forma uma reserva de R$ 712 milhões para garantir a cobertura previdenciária de 100 mil pessoas, segundo Pena.

Ricardo Pena afirmou que em 2009 foram realizadas 104 fiscalizações diretas em 67 entidades fechadas de previdência complementar, que resultaram em 22 autos de infração. Metade deles por aplicação irregular de recursos garantidores das reservas técnicas, provisões e fundos dos planos de benefícios em desacordo com a legislação.
As outras falhas foram decorrentes da falta de providência para apuração de responsabilidades dos dirigentes, pelo uso de tábua de mortalidade não aderente à massa do plano de benefícios e por descumprimento de alguma cláusula do estatuto.

Pena informou que a Previc realizará concurso nos próximos meses para criar um quadro próprio de pessoal. A intenção é selecionar 50 analistas, com salários de R$ 9 mil, mais 100 especialistas e 50 técnicos, com salários de R$ 4,5 mil. Segundo ele, em razão do ano eleitoral, as contratações terão que ficar para o início de 2011. Até lá, o órgão continua funcionando no prédio do Ministério da Previdência Social e operando com pessoal da Secretaria de Previdência Complementar do ministério.(Fonte:Agencia Brasil)
País deverá ter excedente de trabalhadores qualificados em 2010, diz Ipea

O Brasil deverá ter um excedente de mão de obra qualificada em 2010. De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (10/3) pelo Instituto de Pesquisas Econômica Aplicada (Ipea), o ano fechará com 653 mil trabalhadores, qualificados e com experiência profissional, que não serão absorvidos pelo mercado.
A estimativa é de um universo de 19,3 milhões de pessoas com qualificação e experiência profissional para uma demanda potencial de 18,6 milhões de trabalhadores.
O levantamento mostra que os setores com excesso de mão de obra qualificada devem ser o industrial, agrícola e o de serviços sociais – coletivos e individuais. No entanto, outros setores deverão registrar escassez de mão de obra qualificada, como comércio, alojamento, saúde, educação e alimentação. No estado de São Paulo, faltará mão de obra na construção civil.

O estudo aponta que haverá ao longo do ano 24,8 milhões de trabalhadores disponíveis no mercado neste ano e, como 19,3 milhões desses têm a qualificação exigida para o trabalho, a conclusão é que, na outra ponta, 22,2% dos trabalhadores não têm a qualificação para a demanda existente.
"Dessa forma, a massa de trabalhadores sem qualificação requer políticas públicas de combate a essa exclusão, visto que constitui-se um exército que não se encontra nas mesmas condições de competitividade no mercado de trabalho. Mesmo com o crescimento econômico, ainda continuará havendo um estoque de trabalhadores desempregados", diz o estudo. (Fonte:Correio Braziliense)

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Ipea: desemprego seguirá alto, apesar de novas vagas
Paraná e Santa Catarina poderão registrar escassez de mão de obra qualificada e com experiência profissional, em especial na indústria
O mercado de trabalho brasileiro deverá criar 2 milhões de vagas formais em 2010, o dobro das 995 mil criadas em 2009, caso a previsão de crescimento de 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB) para o ano seja realizada. A expansão econômica, contudo, ainda deverá deixar de fora um grande contingente de desempregados no País: cerca de 6,5 milhões, segundo o estudo "Emprego e Oferta Qualificada de Mão de Obra no Brasil: Impactos do Crescimento Econômico Pós-Crise", divulgado hoje pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em São Paulo.

Do contingente total de desempregados, apenas 1,9 milhão têm qualificação e experiência profissional. O restante "não possui, lamentavelmente, as mesmas condições de competir no mercado de trabalho, escasso em ocupações para todos", diz o estudo, que defende políticas públicas de combate a esse tipo de exclusão
Ipea estima "sobra" de 650 mil trabalhadores qualificadosO levantamento ainda ressalta um paradoxo conhecido dos trabalhadores brasileiros. Apesar dos quase 2 milhões de trabalhadores qualificados à disposição do mercado em 2010, deve faltar mão de obra especializada em alguns setores, diz o Ipea. No Estado de São Paulo, por exemplo, deve faltar pessoal para os setores da saúde, educação e serviços sociais, alojamento, alimentação, e construção civil. Paraná e Santa Catarina também poderão registrar escassez de mão de obra qualificada e com experiência profissional, em especial na indústria. Estados como Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, por outro lado, devem ter excesso de mão de obra qualificada nos mesmos setores registrados em São Paulo.

No âmbito nacional, os setores com excesso de mão de obra qualificada devem ser o de outros serviços sociais, coletivos e pessoais (612,2 mil trabalhadores), o setor industrial (145,9 mil) e o agrícola (122,5 mil). Na outra ponta, a da escassez, deve faltar especialistas em comércio e reparação (187,6 mil), saúde, educação e serviços sociais (50,1 mil), alojamento e alimentação (45,2 mil) e construção civil (38,4 mil).

Campeão de vagas
O setor econômico com maior geração de vagas em 2010 deverá ser o de comércio, com 850 mil postos de trabalho, quase o triplo do segundo colocado, a indústria, com 300 mil novas ocupações. Em terceiro, virá a construção civil, com 271 mil empregos, e, em quarto, alojamento e alimentação, com 250 mil. Em compensação, diz o estudo, esses mesmos setores deverão ser os principais responsáveis pela prática da rotatividade da mão de obra (demissão e admissão de trabalhadores, geralmente por salário menor), com rompimento de mais de 16,6 milhões de contratos de trabalho.

A administração pública nos três níveis (municipal, estadual e federal) deverá gerar 21 mil vagas, 65% das quais em São Paulo (13,7 mil). Em números absolutos, São Paulo deverá ser, em 2010, o Estado com maior abertura de empregos (700 mil).
O estudo foi elaborado com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), ambos do Ministério do Trabalho e Emprego.(Fonte: Gazeta do Povo)

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Programa incentiva trabalhador a viajar com parcelas de R$ 69
Novo programa de incentivo ao turismo vai oferecer 500 mil planos de viagem e facilitar as condições para que trabalhadores possam aproveitar as férias nos principais destinos do País. É o projeto "Férias do Trabalhador Brasileiro", lançado este mês, voltado a sindicalizados e titulares de contas bancárias. O preço das diárias será especial, como no "Viaja Mais Melhor Idade" (para idosos), e o pacote pode ser parcelado em até 12 vezes sem juros.

Os planos de viagem que serão oferecidos terão sete diárias para duas pessoas, com café da manhã incluído. Para participar, o trabalhador pagará uma taxa única de cadastro e parcelas mensais de R$ 69,80, ou seja, menos de R$ 35 por pessoa, ao mês.

Segundo a Associação Brasileira de Cooperativas e Clubes de Turismo Social (Abrastur), somente 15 milhões dos 200 milhões de brasileiros se hospedam em hotéis - 37% ficam em casas de parentes e amigos, com perda para o setor. "Além de levar aos trabalhadores saúde preventiva por meio do lazer e do descanso, o projeto movimenta a economia e gera renda e empregos na baixa temporada", explica o gestor do programa, Milton Zuanazzi. (Fonte:Invertia)

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Recebida por mais de 10 anos, gratificação de função é incorporada a salário
O direito à incorporação da verba ao salário de trabalhador que recebeu por mais de dez anos uma gratificação de função, mesmo com a interrupção de sete meses entre os períodos, foi garantido pela Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, no julgamento do recurso de revista de um funcionário do Instituto de Desenvolvimento Agrário, Assistência Técnica e Extensão Rural de Mato Grosso do Sul - Idaterra. A decisão da Sexta Turma restabeleceu sentença deferindo a incorporação.

A Súmula 372, I, do TST determina que o empregador não poderá retirar a gratificação, em razão do princípio da estabilidade financeira, quando reverter ao cargo efetivo, sem motivo justo, um empregado que tenha recebido gratificação de função por dez anos ou mais. O que causou controvérsia no caso foi o intervalo de sete meses em que o trabalhador não exerceu a função comissionada, tendo ocupado a função de chefe local nos períodos de maio de 1989 a março de 1990 e dezembro de 1990 a maio de 2000.

Condenado em primeira instância a incorporar a gratificação de função ao salário do trabalhador, o Idaterra recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região (MS), que excluiu a parcela da condenação. Para o Regional, os períodos descontínuos não são contados. A decisão do TRT/MS motivou o recurso do trabalhador ao TST.

Segundo o relator do recurso de revista, ministro Mauricio Godinho Delgado, trata-se de um caso de clara incidência da Súmula 372, I, em que, computando-se todo o tempo, houve exercício efetivo da função gratificada pelo período superior a dez anos.

A discussão está centrada na interpretação do que dispõe a Súmula 372: sobre se o recebimento da função gratificada deve se dar de forma contínua ou pode ser descontínua. Ao fazer um breve histórico da jurisprudência em relação ao tema, o relator explica que o antigo Enunciado 209 do TST, cancelado em 1985, não dava margem a dúvida, porque trazia expressa a exigência de continuidade.

No entanto, a Orientação Jurisprudencial 45, de 1996, e a atual Súmula 372 não repetiram a condição, ficando, assim, "ao criterioso arbítrio do julgador, na avaliação do caso concreto e atento à razoabilidade, aferir a existência ou não de afetação da estabilidade financeira do empregado", conclui o ministro.

Após o exame da situação específica, o entendimento do relator é que, embora com pequena interrupção, os períodos de exercício de função gratificada "compuseram a remuneração do trabalhador durante longo período da contratualidade, e sua supressão compromete, fatalmente, a estabilidade financeira do empregado". Diante dessa considerações, a Sexta Turma restabeleceu a sentença que deferiu a gratificação ao trabalhador. RR - 35440-58.2003.5.24.0002 (Fonte: TST)

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Empresa que paga vale em dinheiro não precisa recolher INSS sobre o benefício
O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quarta-feira que as empresas não precisam recolher contribuição previdenciária sobre o vale-transporte pago em dinheiro aos trabalhadores.
O Unibanco recorreu ao STF contra decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em São Paulo, que entendeu que as verbas pagas ao empregado de forma habitual e antecipada constituem ganho a ser incorporado ao salário para efeito de contribuição previdenciária.
 
Apenas os ministros Joaquim Barbosa e Marco Aurélio Mello votaram a favor do recolhimento da contribuição sobre os recursos pagos a título de transporte. Prevaleceu, contudo, a ideia de que os recursos não integram o salário do empregado. Trata-se, na visão de nove ministros do STF, de uma verba indenizatória e não remuneratória.
Para o ministro Cezar Peluso, a lei proíbe o pagamento do vale-transporte em dinheiro pelo risco de "dissimular" o salário, mas não altera a natureza do recurso pago ao trabalhador.

"O descumprimento desta norma descaracteriza a natureza do vale-transporte para efeito de incidência de tributo ou, constituindo um ilícito de caráter tributário, permite apenas a lei aplicar outra sanção? Porque evitar a fraude por dissimulação não autoriza a admitir-se que o instituto tenha mudado de natureza. Continua sendo vale-transporte", defendeu Peluso ao acompanhar o voto do relator, ministro Eros Grau.(Fonte:Folha Online)

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Previdência complementar vai contratar 200 novos servidores por concurso
Criada em dezembro do ano passado, a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) realizará concurso nos próximos meses para criar um quadro próprio de pessoal. A intenção é selecionar 50 analistas, com salários de R$ 9 mil, mais 100 especialistas e 50 técnicos, com salários de R$ 4,5 mil.
O anúncio do concurso foi feito nesta quarta-feira (10) pelo superintendente da Previc, Ricardo Pena, ao apresentar o balanço das atividades do sistema de previdência complementar em 2009.

Ele disse que em razão de estarmos em um ano eleitoral as contratações terão que ficar para o início de 2011. Até lá, o órgão continua funcionando no prédio do Ministério da Previdência Social (MPS) e operando com pessoal da Secretaria de Previdência Complementar do ministério.
Segundo Pena, as entidades fechadas de previdência complementar arrecadaram contribuições no valor de R$ 16,66 bilhões no ano passado, mas pagaram quase o dobro em benefícios previdenciários, no total de R$ 31,46 bilhões. Além disso, registraram uma rentabilidade anual de 21,48%, numa demonstração de que os fundos de pensão conseguiram recuperar as perdas decorrentes da crise financeira mundial.

Para o superintendente da Previc, o desempenho de cobertura e de rentabilidade mostra que o sistema brasileiro de previdência complementar "encontra-se suficientemente desenvolvido para arcar com o pagamento de benefícios que superam as contribuições vertidas pelos patrocinadores, participantes e assistidos".
Os números da Previc indicam que houve crescimento continuado da previdência associativa, implantada em 2003, a ponto de o sistema contar atualmente com 27 entidades e 45 planos que reúnem 420 associações de classe, sindicatos e cooperativas. Esse conglomerado, que inclui a Federação Nacional dos Jornalistas, forma uma reserva de R$ 712 milhões para garantir a cobertura previdenciária de 100 mil pessoas, segundo Pena.

Ele disse que de 2008 para 2009 os investimentos dos fundos de pensão aumentaram de R$ 413,39 bilhões para R$ 480,79 bilhões. As maiores participações percentuais foram de títulos públicos (44,6%), ações (32,4%), títulos privados (9,4%), operações compromissadas (4,3%), cotas de fundos (3,2%), imóveis (2,7%) e operações com participantes (2,5%).
Ricardo Pena afirmou que em 2009 foram realizadas 104 fiscalizações diretas em 67 entidades fechadas de previdência complementar, que resultaram em 22 autos de infração. Metade deles por aplicação irregular de recursos garantidores das reservas técnicas, provisões e fundos dos planos de benefícios em desacordo com a legislação.
As outras falhas foram decorrentes da falta de providência para apuração de responsabilidades dos dirigentes, pelo uso de tábua de mortalidade não aderente à massa do plano de benefícios e por descumprimento de alguma cláusula do estatuto. (Fonte: Jornal de Brasilia)

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Governo quer dar à Receita poder de juiz e de polícia
Após dez meses em hibernação na Câmara, os deputados vão começar a discutir nas próximas semanas um pacote tributário enviado pelo governo que promove um verdadeiro cerco aos contribuintes. No meio dos artigos para criar novos mecanismos de cobrança das dívidas ativas e penhora de bens, a Fazenda quer que seus fiscais ganhem poderes de polícia, sem autorização judicial. Os fiscais podem quebrar sigilo, penhorar bens e até arrombar portas de empresas e casas sem autorização prévia do Judiciário. As informações são da edição desta quinta-feira do jornal O Estado de S. Paulo.

O pacote cria um sistema de investigação com acesso a todos os dados financeiros e cadastros patrimoniais dos cidadãos. A nova sistemática de cobrança valerá tanto para a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, órgão responsável pela gestão da dívida ativa da União, quanto para as similares nos Estados e municípios. No limite, a penhora poderá ser aplicada contra uma grande empresa ou contra um contribuinte-pessoa física que tenha deixado de pagar o IPTU ou o IPVA. Na prática, um oficial da Fazenda, mesmo sem autorização de um juiz, pode arrestar uma casa ou um carro para quitar uma dívida tributária com o município.

As três propostas foram enviadas em abril do ano passado, mas só agora começaram a ter tramitação efetiva - no mês passado foi criada a comissão especial da dívida ativa. O deputado Jurandil Juarez (PMDB-AP), que preside a comissão, pretende organizar ao longo dos próximos meses audiências públicas para discutir as propostas. O deputado João Paulo Cunha (PT-SP) será o relator das matérias.

A retomada das discussões não passou despercebida por entidades empresariais, tributaristas e pela seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que classificou as medidas como abusivas e inconstitucionais. O Planalto alega que as propostas são "indispensáveis" à "modernização" da administração fiscal e diz que está garantido aos contribuintes o princípio da "ampla defesa".

A OAB-SP, entretanto, entende de outra forma. "O conjunto de proposições choca pela forma contundente com que se pretende transferir, sem a intermediação salutar e constitucionalmente determinada do Poder Judiciário, e sem o devido processo legal, patrimônio jurídico dos particulares", afirmou a entidade em parecer entregue no mês passado ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), logo após a criação de uma comissão especial para discutir três dos quatro projetos de lei.

Anteontem, o advogado-geral da União, Luis Adams, defendeu o pacote de vigilância fiscal no Conselho Federal da OAB. Adams disse aos advogados que as medidas são de interesse do Estado, e não do governo, pois ajudam a defender a sociedade dos sonegadores. As medidas, afirmou, ampliam o poder de fiscalização do Estado. Ele admitiu que a pressão administrativa da Fazenda e da Receita vão ajudar o contribuinte a ficar mais em dia com o Fisco.

Para o presidente da OAB, Ophir Cavalcante, o pacote tem "viés autoritário" e "joga no lixo a presunção da inocência que vale para todo o cidadão, tenha ou não problemas com a Receita". As medidas, acrescentou, "só são boas para o governo, que quer chegar o mais rapidamente possível ao bolso do contribuinte, mesmo que à custa da quebra de todos os paradigmas do processo tributário". (Fonte:JB Online)

 

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