EDIÇÕES ANTERIORES

• Notícias   (para visualização das matérias em página única, clique aqui)       


03/02/2012 09:29 Caixa testa serviço móvel como opção à internet
03/02/2012 08:03 Vigilantes mantêm greve que restringe saque de dinheiro em bancos no Paraná
03/02/2012 07:59 É hora de distribuir os altos lucros dos bancos
03/02/2012 07:56 Banco pagará diferenças salariais a gerente que acumulou funções
03/02/2012 07:51 Após Itaú, Bradesco e BB, site do HSBC é atacado por hackers nesta quinta
03/02/2012 07:47 Pedido de demissão não impede bancário de receber adicional de transferência
03/02/2012 07:43 Desvio no PanAmericano chega a R$ 100 milhões, revela auditoria no banco
03/02/2012 07:40 Febraban e metalúrgicos do ABC aderem a Programa de Prevenção de Acidentes de Trabalho
03/02/2012 07:36 Setor financeiro está mais otimista com economia, aponta Febraban
03/02/2012 07:32 Aposentados e pensionistas tomam R$ 28,4 bi em empréstimos consignados
02/02/2012 09:49 Lucro do Safra cresce 19,7% e alcança R$ 1,25 bilhão em 2011
02/02/2012 08:00 Santander altera gestão de fundos de pensão e caixas assistenciais
02/02/2012 07:56 Negociação com Banco Mercantil do Brasil retornam no dia 7
02/02/2012 07:52 Bancos preparam novo cadastro de aposentado pelo INSS
02/02/2012 07:48 David Salviano assume presidência da CASSI
02/02/2012 07:44 BB é o 3º banco a ser alvo de hackers; site saiu do ar
02/02/2012 07:41 ‘Irão nos conhecer pelo amor ou pela dor’, diz hacker sobre ataques
02/02/2012 07:37 Banco Original, do JBS, negocia compra do Rural
02/02/2012 07:33 Prazo para quitar débitos trabalhistas termina amanhã
02/02/2012 07:30 Ministros do TST avaliam regulamentação do trabalho a distância

FENABAN

Bancários do Paraná assinam convenção

SANTANDER

Assinado acordo aditivo e PPRS com avanços

MARINGÁ

Realiza curso ‘análise das demonstrações financeiras


Caixa testa serviço móvel como opção à internet

(Mônica Izaguirre)
O internet banking não é mais a única forma de levar as agências bancárias até o cliente. Um equipamento móvel de apenas 400 gramas, já utilizado em outros segmentos da economia, foi adaptado para o sistema financeiro e começa a ser usado por grandes bancos de varejo.

Importada da Coreia do Sul, a BIP 1300 chega para complementar e não para concorrer com o internet banking. A grande diferença é que ela permite fazer, fora do ambiente físico das agências, transações que exigem a presença de um funcionário do banco, como abertura de contas e cadastramento de senhas de cartão de débito.

A Caixa Econômica Federal saiu na frente e, após testar 600 unidades, disponibilizou recentemente quase 5 mil das novas maquininhas para sua rede de agências, informou ao Valor o vice-presidente de atendimento da instituição, José Henrique Marques da Cruz.

Outros três grandes bancos também estão testando a novidade, disse Mauro Henrique Ferrer de Castro, diretor-presidente da Prime Interway, empresa que distribui com exclusividade a BIP 1300 no Brasil.

Por impedimento contratual, ele não revela que instituições financeiras são essas. Mas acredita que pelo menos duas delas não vão demorar para seguir o exemplo da Caixa.
Castro prevê importar este ano 13 mil novas unidades do equipamento, fabricado pela empresa sul-coreana Pidion. Isso representa quase 40% de tudo que foi importado desde 2009 (cerca de 18 mil), quando as primeiras máquinas chegaram ao Brasil.

O processo licitatório feito pela Caixa lhe permite adquirir até 7.810 unidades. Mas, segundo José Henrique da Cruz, "5 mil suprem a necessidade atual e a expansão da rede para os próximos anos". Portanto, as 13 mil a serem importadas este ano pela Prime vão para outras empresas, sobretudo bancos.

Quem já comprou lanche em avião provavelmente já viu o equipamento. A máquina que serve para levar a agência bancária até o cliente é a mesma usada pelas companhias aéreas para fazer vendas a bordo. O que muda são os aplicativos, diz Oswaldo Henrique Bastos Salles, presidente da Mob-up Inovações Tecnológicas, empresa que desenvolveu os aplicativos para a Caixa Econômica Federal.

A Mob-up e a Prime são parceiras no consórcio que venceu a licitação feita pelo banco estatal.
O sistema financeiro responde por 27% das unidades vendidas até hoje no Brasil, basicamente por causa da Caixa. Outros 20% estão com o setor público não-financeiro.
O presidente da Mob-up conta que a BIP 1300 é usada, por exemplo, por órgãos estaduais de trânsito na emissão de autos de infração e multas. Com a máquina em mãos e conectada à distância aos computadores da entidade ou órgão fiscalizador, o fiscal ou guarda de trânsito imprime o documento no próprio local e o entrega na hora ao motorista infrator.

Mauro Castro, da Prime, conta que a máquina tem sido usada ainda por empresas de transporte de carga. De onde estiver, o motorista imprime o chamado "Danfinho", versão reduzida do Documento Auxiliar de Nota Fiscal Eletrônica (DANFE).

"Em um só equipamento você tem um terminal móvel de dados com leitor de código de barras, leitor de cartões de crédito e de débito, impressora, WI-FI, Blouthooth e GSM/GPRS", explica ele.

Osvaldo Salles, da Mob-up, acrescenta que, no caso dos bancos, a BIP 1300 serve para fazer as mesmas operações que são feitas nos caixas das agências, com exceção das que envolvem movimentação de papel-moeda. Em tese, até depósitos e pagamentos em cheque podem ser recebidos, embora a Caixa ainda não tenha feito essa opção.

A versão que vem da Coreia do Sul não tem leitor de cheque. Mas a Mob-up desenvolveu um leitor próprio para acoplagem na BIP 1300, informa Salles. Se o banco quiser, "a solução está pronta", diz.

O equipamento tem ajudado a Caixa a ganhar correntistas entre empregados de sua clientela de pessoas jurídicas, ao permitir a abertura de contas bancárias no local de trabalho, exemplifica José Henrique da Cruz.

Uma equipe de funcionários do banco vai até a empresa, levando as maquininhas, para que os trabalhadores não precisem ir à agência.
A abertura de conta corrente é um dos procedimentos que não são possíveis via internet. O preenchimento e envio de formulários podem até ser feitos dessa forma. A entrega de documentos, por sua vez, pode ser feita pelos Correios ou por mensageiro do banco. Mas o processo só se completa com cadastramento da senha de débito, o que exige ida ao banco, observa o vice-presidente da Caixa.

Quanto aos terminais de autoatendimento, ele lembra que, além de não serem móveis, não cadastram senha de débito de conta corrente.
A Caixa também tem usado a novidade no próprio ambiente físico das agências, como mecanismo "papa-filas", diz o vice-presidente da estatal. As máquinas têm servido principalmente para atender os beneficiários do programa Bolsa Família.

Segundo ele, existe uma grande demanda desse público por recuperação de senha de débito, o que tem sido feito com ajuda da BIP 1300. (Fonte: Valor Econômico)

Volta para o topo

Vigilantes mantêm greve que restringe saque de dinheiro em bancos no Paraná
Em algumas agências da Caixa, cada cliente pode sacar R$ 700 por dia nos caixas eletrônicos e R$ 3 mil nos caixas físicos. Categoria volta a se reunir na sexta (Fernanda Leitóles, Fernanda Trisotto, Alexandre Costa Nascimento, Heliberton Cesca e Amanda de Santa)

O Sindicato dos Trabalhadores de Transporte de Valores e Escolta Armada do Paraná (Sindeesfort-PR), que desde quarta-feira (1º) realiza uma greve que está afetando o abastecimento dos bancos, decidiu, em assembleia realizada nesta quinta-feira (2), manter a paralisação.

A proposta oferecida à categoria, que previa um reajuste de 7,31% e a elevação do piso dos funcionários da tesouraria, além de aumento no vale-alimentação e mudança no sistema de banco de horas, foi considerada insatisfatória. Os trabalhadores devem voltar a se reunir na sexta-feira (3), data na qual, segundo a estimativa do sindicato, pode começar a faltar dinheiro nos caixas eletrônicos.


Agência do Banco do Brasil informa, por meio de comunicado fixado na porta, a restrição aos saques

Reivindicações
Segundo o presidente do Sindeesfort-PR, Paulo Sérgio Gomes, o impasse surgiu na semana passada, quando foi aprovado, no dia 26 de janeiro, um indicativo de greve . Como a proposta patronal não melhorou, a paralisação foi confirmada. “Não houve nova proposta e mantiveram o que foi ofertado lá atrás, que era a reposição da inflação mais a renovação da convenção coletiva por dois anos.” O sindicato pede aumento acima da inflação.

A categoria reivindica reajuste salarial de 13%, convênio médico totalmente custeado pelas empresas, e inclusão do adicional de 30% por risco de vida no 13º salário e nas férias. Além dos seguranças de carros-fortes, os chamados de tesoureiros também estão em greve. Eles são responsáveis pela montagem de malotes e contagem de dinheiro nas empresas.

A reportagem tentou entrar em contato com Sindicato das Empresas de Transporte de Valores do Paraná na noite desta terça-feira e também na manhã desta quarta-feira, por volta das 10h30, mas não obteve sucesso.

O limite de saque nos caixas eletrônicos e físicos foi reduzido em algumas agências da Caixa Econômica Federal de Curitiba e região metropolitana, em razão da paralisação. O valor que é possível sacar varia de acordo com a unidade. A restrição tem como objetivo evitar o desabastecimento. Há restrições em pelo menos uma agência do Banco do Brasil na capital.

Durante a greve, cada cliente da Caixa pode sacar R$ 700 por dia nos caixas eletrônicos e R$ 3 mil nos caixas físicos (boca do caixa). Anteriormente, os limitem eram de R$ 1 mil e R$ 5 mil, respectivamente.

De acordo com a assessoria de imprensa da Caixa, esses valores foram definidos para as agências que fazem parte da superintendência Curitiba Oeste.
Nas demais unidades da Caixa, o limite irá variar de acordo com as reservas de dinheiro de cada agência. Os valores podem ser superiores ou inferiores aos que foram citados anteriormente.

A orientação da Caixa Econômica Federal é para que os clientes procurem as lotéricas, pois o limite diário não foi alterado: segue sendo de R$ 1 mil por dia.

Consequências das greve
A ausência dos trabalhadores não afetará apenas os serviços bancários. Com a greve, ficam suspensas a coleta e distribuição de dinheiro em casas lotéricas e grandes redes varejistas, por exemplo.

O vice-presidente da Associação Comercial do Paraná, Antonio Miguel Espolador Neto, porém, acredita que a greve dos funcionários não vá afetar o comércio. "São poucos estabelecimentos que utilizam esse serviço, com exceção de grandes redes varejistas. Não vejo problemas nem para lojistas, nem para os clientes", comenta.

O Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região Metropolitana também disse que a possibilidade de haver falta de dinheiro nos caixas eletrônicos é grande.

Sobre os caixas físicos, o sindicato afirmou ser remota a possibilidade de os bancos ficaram sem dinheiro. Segundo o sindicato dos bancários, pode haver desequilíbrio em algumas agências, principalmente naquelas que fazem mais pagamentos do que recebimentos. Como há reservas e os bancos também seguem fazendo cobranças, a entidade não acredita que chegará ao ponto de haver desabastecimento nos caixas físicos.

A segurança no interior das agências bancárias não apresenta problemas, pois os vigilantes patrimoniais não entraram em greve.

Febraban
Em nota, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), afirmou que "os bancos têm contratos com as empresas de Transporte de Valores e esperam uma rápida solução do conflito, de forma a garantir que o atendimento ao público não seja prejudicado". A federação ainda ressaltou que os bancos oferecem opções aos clientes, como redes de agências e correspondentes, além de meios virtuais de atendimento. (Fonte: Gazeta do Povo)

Volta para o topo

É hora de distribuir os altos lucros dos bancos
Instituições começam a divulgar resultados de 2011 e Sindicato já está cobrando a antecipação da PLR
O Bradesco e o Santander foram as primeiras grandes instituições financeiras a divulgar seus balanços de 2011, com lucros de R$ 11 bilhões e R$ 7,8 bilhões, respectivamente. Na esteira de ambos, o Itaú apresenta seus números no dia 7 e Banco do Brasil no dia 14; Caixa Federal e HSBC não divulgaram a data, mas devem fazer seus anúncios também nos próximos dias.

O movimento sindical está cobrando de todos os bancos, a antecipação do pagamento da Participação nos Lucros e Resultados e do valor adicional. “Embora a data limite seja 1º de março, os bancos já sabem quanto lucraram e têm condições de antecipar o crédito para valorizar os verdadeiros responsáveis pelos sempre excelentes resultados: os trabalhadores”, afirma a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira, destacando que o aumento da PLR e outras conquistas da convenção coletiva só vieram com muita luta da categoria.

Entenda a regra
Nos bancos privados, a PLR corresponde a 90% do salário mais o valor fixo de R$ 1.400, limitado a R$ 7.827,29. Em 2011 foi antecipada a primeira parte desse montante, o equivalente a 54% do salário mais R$ 840, limitado a R$ 4.696,37.

Caso a distribuição da diferença aos trabalhadores, que vem agora, fique inferior a 5% do lucro líquido anual, a instituição financeira tem de subir os valores até atingir os 5% ou o teto de 2,2 salários, limitado a R$ 17.220,04.

Já a parcela adicional, que é paga sem desconto da PLR e dos programas próprios de remuneração, equivale à distribuição de 2% do lucro líquido entre todos os trabalhadores da empresa, limitado a R$ 2.800. Da mesma forma que a PLR, em 2011 os trabalhadores receberam um adiantamento de até R$ 1.400. Assim, também até 1º de março, os funcionários têm de receber o restante do valor adicional, que pode chegar a até R$ 1.400.

O banco Safra efetuou os créditos aos seus funcionários em dezembro.

Caixa Federal
Os empregados da Caixa Federal seguem a regra da PLR e do valor adicional prevista em acordo assinado com a federação dos bancos (Fenaban). No entanto, esses trabalhadores também asseguraram em seu acordo específico a PLR Social que corresponde à distribuição linear de 4% do lucro líquido de 2011. Os complementos dos valores também têm de ser pagos até março.

Banco do Brasil
Os funcionários do Banco do Brasil recebem a PLR semestralmente que é composta pela distribuição de 4% do lucro líquido acrescidos dos módulos bônus e Fenaban.

PLR sem IR
Com a retomada dos trabalhos no Congresso Nacional, no mês de fevereiro, o movimento sindical volta a pressionar os parlamentares para que a PLR dos trabalhadores fique isenta do imposto de renda. A campanha pela isenção foi iniciada no final do ano passado por bancários, metalúrgicos, químicos e petroleiros. Entre as iniciativas do movimento foram entregues, em Brasília, 220 mil assinaturas de trabalhadores cobrando a isenção. Além disso, dirigentes sindicais debateram a importância da medida em audiências com representantes do Governo Federal e do Congresso. (Fonte: SEEB SP)

Volta para o topo

Banco pagará diferenças salariais a gerente que acumulou funções
Uma bancária contratada pelo Banco Itaubank S/A como gerente de contas, mas que exerceu funções mais complexas ao acumular sua atividade com a de gerente geral receberá as diferenças salariais decorrentes desse acúmulo. A Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho reformou decisão que condenou o banco a pagar a diferença no percentual de apenas 30% da remuneração da gerente geral.

Admitida em abril de 1994 como "gerente de personal bank", entre 2002 e 2003 a bancária foi gerente de contas na agência localizada no bairro de Pituba, em Salvador (BA). De 2004 até agosto de 2007 foi designada como "back-up" (substituta) da gerente geral, por esta ter assumido, nesse período, a gerência de duas outras agências. Com isso, passou a desempenhar funções diferentes daquelas para as quais fora contratada, de maior complexidade e responsabilidade, além de continuar exercendo as inerentes a seu cargo até setembro de 2007, quando foi dispensada.

O acúmulo de novas funções, sem a devida remuneração, evidenciou para ela o direito de receber diferenças salariais, em valor correspondente a 30% de sua remuneração total e suas integrações ao salário. Com este propósito, ajuizou ação na Justiça do Trabalho. O juiz da 20ª Vara do Trabalho de Salvador considerou provado o acúmulo de funções e condenou o banco a pagar diferença salarial no percentual de 30% do valor pago à gerente geral. O Itaú, porém, conseguiu reformar a sentença no Tribunal Regional do Trabalho 5ª Região (BA).

No recurso ao TST, a gerente citou precedente que registra a permuta como uma das características do contrato de emprego e reforça a ideia de que deve haver equivalência entre a prestação do trabalho e a remuneração. O relator, juiz convocado Sebastião Geraldo de Oliveira, acolheu a argumentação. Segundo ele, se a substituição de caráter não eventual, inclusive em férias, possibilita o direito ao salário do substituído, conforme a Súmula 159 do TST, nada mais lógico do que ser devida também a contraprestação salarial pelo exercício permanente, em caso de acumulação de atribuições.(Lourdes Côrtes/CF)Processo: RR-200832-40.2010.5.05.0000 (Fonte: Correio Forense)

Volta para o topo

Após Itaú, Bradesco e BB, site do HSBC é atacado por hackers nesta quinta
(
Nayara Fraga)
Hackers atacaram na manhã desta quinta-feira 2, o site do banco HSBC. Às 11h15, a página principal do site estava fora do ar - e assim permanece até às 12h27. O site internacional também foi atacado por volta das 12h.

A ação faz parte de uma série de ataques comandada por um grupo identificado no Twitter como @AntiSecBrTeam. Os sites do Itaú, do Bradesco e do Banco do Brasil já foram atacados nesta semana.

Em todos os casos, as páginas foram apenas derrubadas. Não houve invasão ou roubo de dados. "Não somos crackers (hackers que cometem crimes), não usamos nosso conhecimento para roubar dinheiro. Em nossos ataques deixamos apenas o site inacessível", disse ao Estado um hacker que assina como Bile Day.

O HSBC informa, por meio de sua assessoria de imprensa, que o site www.hsbc.com.br está apresentando um volume de acessos acima do esperado - o mesmo ocorrido com os outros bancos. A instituição trabalha neste momento para normalizar o serviço e esclarece aos clientes que há outros canais alternativos de atendimento, como caixas eletrônicos e Phone Centre.

Ações desse tipo, em geral, ocorrem pelo método da distribuição de ataque por negação do serviço (DDoS, na sigla em inglês): bombardeia-se uma página com milhões de acesso simultâneos até que ela fique extremamente lenta e inacessível. Isso pode ser feito por meio de inúmeros computadores infectados, que poderiam ser programados para acessar um site ao mesmo tempo, ou pela invasão em grandes servidores, explica o professor da Escola Politécnica da USP Marcelo Zuffo.

Os ataques, como anunciado pelos hackers no Twitter, fazem parte da #OpWeeksPayment - intitulada assim por esta ser a semana em que os salários são pagos. O objetivo é afetar a população, "que é muito acomodada", disse o hacker Bile Day ao Estado. O @AntiSecBrTeam se diz parte do movimento Anonymous, grupo hacker internacional que invadiu, em 2011, sites como o do FBI e da CIA e que, neste ano, invadiu o site da Sony em protesto contra o fechamento do site Megaupload.

"Nós nos posicionamos contra corrupção, desigualdade e etc.", disse o hacker por e-mail. (Fonte: Estadão)

Volta para o topo

Pedido de demissão não impede bancário de receber adicional de transferência
(Dirceu Arcoverde/CF)
Em sua primeira sessão de 2012, realizada ontem (2), a Subseção 1 Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho manteve, por maioria, decisão da Primeira Turma que condenou o Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) a pagar o adicional de transferência a um ex-funcionário que, após ser transferido e permanecido no posto por apenas um ano e quatro meses, teria pedido demissão. A Subseção, ao não conhecer do recurso do banco, considerou que a transferência do funcionário foi provisória e, portanto, devido o adicional previsto na Orientação Jurisprudencial nº 113 da SDI-1.

O funcionário foi transferido em janeiro de 2001 de Porto Alegre para Tupanciretã, também no Estado do Rio Grande do Sul. Em junho de 2002, pediu demissão e, posteriormente, pleiteou na Justiça do Trabalho o adicional de transferência previsto no artigo 469, parágrafo 3º da CLT.

Em sua defesa, o banco sustentou que o adicional somente era devido aos empregados cujos contratos não previssem a possibilidade de transferência, ou quando esta ocorresse sem a anuência do trabalhador e em caráter provisório. Argumentou ainda que não deveria ser condenado por algo a que não deu causa, pois o pedido de demissão do bancário é que impediu a sua permanência no local para onde fora transferido.

A Primeira Turma, ao julgar recurso de revista, manteve a decisão que condenou o banco ao pagamento do adicional. Para a Turma, o tempo de duração da transferência era insuficiente para a caracterização de definitividade. O banco recorreu da decisão à SDI-1 por meio de embargos.

O relator na SDI-1, ministro Augusto César de Carvalho, observou que o fato de o empregado haver pedido demissão não caracterizaria a transferência como definitiva. Para o ministro, a decisão da Turma estava em conformidade com a OJ 113, o que inviabilizaria o conhecimento dos embargos, conforme disposto no artigo 894, inciso II, da CLT.

O voto do relator foi seguido pela maioria dos ministros da SDI-1. Ficaram vencidos os ministros Maria Cristina Peduzzi, Milton de Moura França, Ives Gandra Martins Filho, João Batista Brito Pereira e Renato de Lacerda Paiva. Processo: RR-30600-76.2003.5.04.0611 (Fonte: TST)

Volta para o topo

Desvio no PanAmericano chega a R$ 100 milhões, revela auditoria no banco
No dia 9 de novembro de 2010, um helicóptero decolava do alto do prédio localizado no número 2.240 da Avenida Paulista com R$ 10 milhões em dinheiro na bagagem. A quantia foi uma das últimas boladas levadas por ex-diretores do Banco PanAmericano antes de deixarem o comando da instituição, naquele mesmo dia. O relato é feito por ex-funcionários do banco, que pertenceu ao empresário e apresentador Silvio Santos até a venda do controle ao BTG Pactual, concretizada nos primeiros dias de fevereiro do ano passado.

O valor supostamente sacado pelos executivos em seu último dia de suntuosa paz é apenas um décimo do que estima-se que tenha sido desviado do PanAmericano ao longo dos últimos anos. Pelo menos R$ 100 milhões repassados pelo banco aos ex-diretores foram comprovados pela auditoria interna feita pela nova administração.

Desses R$ 100 milhões, a maior parte entrou nos cofres das empresas mantidas pelos antigos executivos. Ao todo, R$ 76,27 milhões foram pagos a 12 ex-diretores do PanAmericano e de outras empresas do Grupo Silvio Santos entre janeiro de 2008 e novembro de 2010, quando foram descobertas as fraudes contábeis que levaram o banco a um rombo de R$ 4,3 bilhões em seu patrimônio (veja quadro ao lado).

Segundo a auditoria interna feita no PanAmericano, no topo da lista dos "mais bem pagos" está o ex-presidente do banco, Rafael Palladino. Por meio de duas de suas empresas - a Max Control Assessoria e Investimentos e a Max Control Evento e Promoção -, Palladino levou pelo menos R$ 19,8 milhões do PanAmericano entre janeiro de 2008 e novembro de 2010.

Em segundo lugar no ranking está Luiz Sebastião Sandoval, que presidia o conselho de administração do banco, com R$ 13,7 milhões recebidos no mesmo período. Wilson Roberto de Aro, o ex-diretor financeiro da instituição, levou R$ 12,8 milhões.

Os R$ 76,27 milhões referem-se, supostamente, ao pagamento de salários e bônus aos executivos, feitos a pessoas jurídicas (veja texto ao lado). No entanto, os contratos de prestação de serviços encontrados pela auditoria interna do PanAmericano - que, em tese, deveriam justificar essas quantias - trazem valores muito menores do que o numerário pago efetivamente aos ex-diretores.

Palladino, por exemplo, tinha contratos assinados entre a PanAmericano Administradora de Cartões de Crédito e suas duas empresas no montante de R$ 78.950,00 mensais cada uma - ou seja, um salário contratado de R$ 157.900,00 ao mês. Em um ano, portanto, deveria receber R$ 1,89 milhão. Na prática, recebeu R$ 6,99 milhões durante o ano de 2008 e R$ 10,69 milhões em 2009. Em 2010, ano em que o Banco Central (BC) descobriu problemas no balanço do banco, recebeu "apenas" R$ 2,19 milhões até novembro.

Já os contratos do PanAmericano com Luiz Sebastião Sandoval e Wilson Roberto de Aro sequer foram encontrados pela nova administração do banco. Mas os executivos certamente estariam entre os mais bem pagos do Brasil, a considerar os valores anuais recebidos por ambos de 2008 em diante. Sandoval recebeu R$ 4,7 milhões em 2008, R$ 7,28 milhões em 2009 e R$ 1,77 milhão em 2010. Aro foi remunerado com R$ 4 milhões em 2008, R$ 7,96 milhões no ano seguinte e R$ 850 mil em 2010.

Os valores recebidos pelo grupo de 12 executivos identificados pela auditoria interna do PanAmericano superam os R$ 76,1 milhões de lucro que o banco apurou no primeiro trimestre do ano passado, quando a nova administração começava a colocar as contas em dia. Mas não foram os únicos recursos recebidos por eles. A auditoria interna apontou saques em espécie que somaram R$ 16 milhões de 2006 a 2010 - valores não incluídos nos repasses feitos às empresas dos executivos.

Nesse ranking, o campeão foi o ex-diretor jurídico do banco, Luiz Augusto Teixeira de Carvalho Bruno. Bruno, conhecido internamente como o "advogado de Palladino", solicitou aos funcionários da contabilidade e da tesouraria do PanAmericano 29 saques de dinheiro ao longo de 2009, conforme apurou a auditoria. Ao todo, levou do caixa do banco o montante de R$ 8,71 milhões apenas naquele ano. Em 2010, levantou metade dessa quantia - R$ 4,41 milhões - dos cofres do banco com 16 saques. Apenas em um dia de 2010 - mais precisamente em 25 de junho - sacou R$ 1,4 milhão em espécie.

Funcionários que entregavam o dinheiro aos executivos afirmaram à Polícia Federal (PF) que a justificativa era a de que os valores se referiam a "adiantamentos". No caso de Bruno, os "adiantamentos" eram levados ao segundo subsolo do prédio e colocados sempre no porta-malas do carro do executivo, conforme relatos de testemunhas à PF.

A "quadrilha" - como vem sendo chamado o grupo de ex-diretores do PanAmericano pelos novos funcionários do banco - teve algumas de suas operações financeiras sob a mira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Muitas delas escaparam aos olhos do órgão, responsável por identificar indícios de lavagem de dinheiro no sistema financeiro, pois a tarefa de informar saques elevados em espécie e operações suspeitas é dos próprios bancos. Testemunhas informaram à PF que os executivos os orientavam a não informar as operações ao Coaf.

Operações realizadas pelos ex-diretores em outros bancos, no entanto, não escaparam da mira do Coaf. Palladino, por exemplo, movimentou R$ 17,5 milhões nas contas de suas empresas no Citibank até março de 2011 - sendo que R$ 15 milhões após a descoberta das fraudes e a troca da diretoria do banco.

Ainda segundo informações do Coaf, que compõem o inquérito aberto pela PF para apurar indícios de fraudes contábeis e crimes contra o sistema financeiro nacional no PanAmericano, Wilson Roberto de Aro recebeu R$ 4,9 milhões em sua conta no Citibank entre 21 de setembro e 17 de dezembro de 2010.

Ao contatar a criminalista Maria Elizabeth Queijo, que atua para o ex-presidente do banco Rafael Palladino, o Valor foi informado de que ela não fala com jornalistas. Procurado pela reportagem, o advogado Luiz Fernando Pacheco, que defende o ex-diretor financeiro Wilson Roberto de Aro, preferiu não se manifestar sobre o caso.

David Teixeira de Azevedo, criminalista contratado pelo ex-diretor jurídico Luiz Augusto Teixeira de Carvalho Bruno, diz que o executivo jamais fez saques em espécie na tesouraria do banco. "Ele não sacou esses valores", afirma. Segundo o advogado, os saques foram feitos em nome de Bruno, mas não há assinatura dele nos registros.

Salários eram pagos via PJ, justificam criminalistas
A justificativa da maioria dos advogados contratados pelos ex-diretores do PanAmericano para explicar os valores recebidos pelas empresas das quais são titulares é a de que as quantias referem-se a salários e bônus devidos pelo banco. De acordo com Flávia Tennenbaum, do escritório Toron, Torihara e Szafir Advogados, que atua para todos os ex-membros do conselho de administração do banco, os repasses feitos às empresas de Luiz Sebastião Sandoval e João Pedro Fassina seguiram normas existentes há mais de dez anos no Grupo Silvio Santos. Essa é a mesma explicação do advogado David Teixeira de Azevedo, contratado pelo ex-diretor jurídico Luiz Augusto Teixeira de Carvalho Bruno.

O advogado Adriano Sallis Vanni, que defende o ex-diretor administrativo e de crédito do PanAmericano Adalberto Savioli, disse ao Valor que durante anos seu cliente foi empregado celetista do banco. "Em 2007 ele recebeu a instrução de que deveria abrir uma empresa para receber seus proventos por ela", conta. "Foi uma determinação da holding." Da mesma forma aconteceu com o ex-diretor comercial Carlos Roberto Vilani, segundo diz seu advogado, Pierpaolo Bottini. "Pediram para ele abrir uma empresa, como acontece em todos os bancos."

Gontran Guanaes Simões, criminalista que defende os executivos José Maria Corsi, Maurício Bonafonte dos Santos e Vilmar Bernardes da Costa, afirma que seus clientes não eram funcionários do PanAmericano, mas de outras empresas do grupo, onde ainda trabalham. Segundo o advogado, apenas Costa teve passagem pelo banco, quando exerceu temporariamente a função de diretor de investimentos. Os três, segundo o advogado, receberam cartas nas quais o presidente do grupo, Guilherme Stoliar, declara que eles nunca receberam qualquer importância que não fosse devida.

O advogado Alberto Nascimento, que atua para o ex-diretor da PanAmericano Cartões de Crédito Antônio Carlos Quintas Carletto, diz que o executivo trabalhou na empresa de 2005 a 2008 e que também recebia pela pessoa jurídica. Segundo ele, como os bônus eram pagos em 20 parcelas, Carletto continuou recebendo após deixar a companhia. Procurado pelo Valor, o advogado André Kehdi, que defende o ex-diretor de tecnologia do PanAmericano, Eduardo Ávila Pinto Coelho, preferiu não se manifestar. (Fonte: Valor Econômico)

Volta para o topo

Febraban e metalúrgicos do ABC aderem a Programa de Prevenção de Acidentes de Trabalho
(Augusto Fontenele/CF)
O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro João Oreste Dalazen, estará hoje (3) em São Paulo, quando receberá a adesão da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Paulista ao Programa de Prevenção de Acidentes do Trabalho do TST. Ele também conhecerá o Comitê Sindical de Empresa (CSE) da fábrica da Mercedes-Benz, que busca conciliar os conflitos trabalhistas antes que sejam levados à Justiça.

Dalazen chega às 9h no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, onde assinará, junto com o presidente da instituição, Sérgio Aparecido Nobre, o termo de adesão do sindicato ao Programa de Prevenção de Acidentes. Ainda pela manhã, às 10h30, visita a fábrica da Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo, para conhecer suas instalações e o Comitê Sindical de Empresa (CSE).

À tarde, às 15h30, o ministro se reúne no auditório da Febraban com o presidente da entidade, Murilo Portugal, para participar da solenidade de adesão da instituição e dos bancos associados ao Programa de Prevenção de Acidentes. Na ocasião, assistirá a apresentação das "Diretrizes para a Melhoria da Gestão da Saúde e Segurança no Trabalho nos Bancos", pelo professor Renê Mendes.

O Programa Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho é uma iniciativa do Tribunal Superior do Trabalho e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, em parceria com o Ministério da Saúde, o Ministério da Previdência Social, o Ministério do Trabalho e Emprego, a Advocacia-Geral da União e outras instituições públicas, visando à formulação e execução de programas e ações nacionais voltadas à prevenção de acidentes de trabalho e ao fortalecimento da Política Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho. O principal objetivo do programa é reverter o cenário de crescimento do número de acidentes de trabalho presenciado no Brasil nos últimos anos. (Fonte: TST)

Volta para o topo

Setor financeiro está mais otimista com economia, aponta Febraban
Economistas de instituições bancárias estão mais otimistas neste início de ano em relação ao desfecho da crise europeia. Cerca de 60% acreditam que a situação melhorou, o que deve levar o Brasil a ter um desempenho mais positivo neste ano.

A estimativa da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) é que a economia brasileira crescerá 3,4% neste ano.
"Se não houver piora no cenário externo, o crescimento pode ser maior do que isso", disse o economista-chefe da entidade, Rubens Sardenberg. "Este número está mais para piso do que para teto".

 Além de um cenário externo menos pessimista, o economista diz acreditar que o Brasil crescerá devido aos estímulos anunciados pelo governo e que farão efeito neste ano. O BC já informou que a taxa básica de juros deve chegar à casa dos 9% e uma série de entraves ao crédito foi retirada.
A Febraban espera que o crédito cresça 16,5% este ano, mas pode chegar a 20% caso as projeções de retomada da economia brasileira se confirmem.

"A variável-chave é o cenário externo", disse Sardenberg.
Um desdobramento mais favorável lá fora ajuda a impulsionar o crescimento brasileiro mas, alerta Sardenberg, pode fazer ressurgir a preocupação com a inflação. O cenário básico da Febraban é de uma inflação de 5,3% neste ano, contra os 6,5% do ano passado.

Mas, na medida em que a economia se recupera com mais intensidade, a expectativa é de que os preços voltem a subir com mais força, o que, diz Sardenberg, pode levar o BC a voltar a subir os juros em 2013.

"Se a economia crescer mais, o risco de termos juros um pouco mais elevados [em 2013] é razoável", disse.
Segundo economistas ouvidos pela Febraban, o esforço fiscal do governo deve ficar abaixo da meta este ano e fechar em torno de 2,8%. Mas, na opinião do economista, o governo dá sinais de que está comprometido em alcançar o objetivo e pode até sacrificar investimentos para chegar à meta.

 Sobre o crédito, a opinião da Febraban é que os bancos privados voltarão a emprestar com mais intensidade neste ano, diminuindo a vantagem do crédito direcionado sobre os empréstimos com recursos livres.

"Com a progressiva melhora do cenário externo, os bancos deverão ser mais agressivos, reduzindo juros e melhorando a oferta de crédito", afirmou.
A Febraban ouviu 30 analistas entre os últimos dias 26 e 31. (Fonte: Folha Online)

Volta para o topo

Aposentados e pensionistas tomam R$ 28,4 bi em empréstimos consignados
Aposentados e pensionistas contraíram, no ano passado, R$ 28,4 bilhões em dívidas na modalidade de crédito consignado. O valor é quase 6% a mais do que o montante das operações feitas em 2010, quando os bancos liberaram R$ 26,8 bilhões, segundo informações do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O número de operações fechadas no ano passado aumentou ligeiramente em relação a 2010. Foram fechados 10,2 milhões de contratos de crédito consignado, 1,53% a mais do que em 2010, com 10,1 milhões.

Só em dezembro foram liberados R$ 2,29 bilhões nesta modalidade de crédito, 2,96% menos que em novembro (R$ 2,36 bilhões). O número de operações também caiu, de 729 mil contratos para 711 mil (-2,5%). Do total de operações do mês, 37,6% foram contratadas por segurados na faixa etária de 60 a 69 anos. As faixas etárias de 50 a 59 anos e de 70 a 79 anos foram responsáveis, cada uma, por 23% dos empréstimos liberados em dezembro.

Do total de operações consignadas de empréstimo pessoal e de cartão de crédito, em dezembro, mais da metade (384 mil) foram efetuadas por segurados com renda de até um salário mínimo. Esses aposentados e pensionistas contrataram, em média, R$ 2.341,39 em cada operação de empréstimo pessoal e R$ 456,91 em cartão de crédito.

Na faixa salarial de um a três salários mínimos, os empréstimos pessoais tiveram como valor médio R$ 3,3 mil e, na contratação via cartão de crédito, R$ 570,40. Na faixa acima de três salários mínimos, o valor médio de cada empréstimo na modalidade de crédito pessoal e cartão de crédito foi R$ 6 mil e R$ 729, respectivamente.

A margem consignável do empréstimo pessoal é limitada a 30% da remuneração líquida dos aposentados e pensionistas.
O balanço completo das operações de crédito consignado na folha de pagamento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em 2011 estão disponíveis na página do Ministério da Previdência Social na internet. (Fonte: Agência Brasil)

Volta para o topo

Lucro do Safra cresce 19,7% e alcança R$ 1,25 bilhão em 2011
O Banco Safra encerrou o exercício de 2011 com o lucro líquido de R$ 1.254,4 milhões, 19,7% superior aos R$ 1.048,1 milhões registrados em igual período de 2010.
Os ativos do Safra cresceram 18,5%, totalizando R$ 86,9 bilhões ao final do exercício. A carteira de crédito, incluindo avais e fianças, fechou o ano com o total de R$ 56,9 bilhões, um incremento de 31,8% em relação ao fim de dezembro de 2010.

O patrimônio líquido elevou-se a R$ 6,0 bilhões. A rentabilidade anualizada foi de 21,6%, acima da já elevada taxa de retorno dos anos anteriores. O índice de Basiléia, que expressa a capitalização do banco, ficou em 13,2%, situando-se, assim, confortavelmente acima do mínimo de 11% exigido pelo Banco Central.

Destacaram-se no ano as operações de captação realizadas no exterior, em R$ 2,1 bilhões.

O Banco Safra tem a classificação investment grade, atribuída por Standard & Poor's, Fitch e Moody's, as três principais agências internacionais de risco.
Como ressalta Rossano Maranhão, presidente do Banco Safra, 2011 foi consistente com o histórico de desempenho do banco. "Conseguimos aumentar nossas operações de forma significativa, mantendo a política conservadora de sempre, bem como o foco na solidez", assinala.

As práticas e tecnologias utilizadas pelo Safra na concessão de crédito revelaram sua eficácia, pois a inadimplência, considerando-se créditos vencidos acima de 90 dias, foi de 1,1%, índice dos mais baixos do mercado financeiro. Do total dos créditos, 93,1% fecharam o ano classificados nos níveis AA, A e B.

O Grupo Safra é um importante agente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social(BNDES), tendo atingido em 31 de dezembro de 2011 o montante de R$ 8,3 bilhões em repasses ao setor produtivo.

No final do ano, os recursos de terceiros, que são a soma das captações e dos recursos administrados pela Safra Asset Management atingiram R$ 106,5 bilhões, mais 28,6% em relação a dezembro de 2010. A Safra Asset Management mantém-se entre as maiores administradoras de recursos. (Fonte: DCI)

Volta para o topo

Santander altera gestão de fundos de pensão e caixas assistenciais
O Santander mudou a gestão de benefícios dos fundos de pensão (Banesprev, Sanprev e Bandeprev) e de caixas assistenciais (Cabesp e e ex-Meridional). A medida foi divulgada através de comunicado interno do banco, no último dia 5 de janeiro.

Antes realizada pelo Departamento de Recursos Humanos, agora a administração das entidades passou para a responsabilidade da Vice Presidência Executiva de Assuntos Corporativos do Santander.

"Essa mudança é prejudicial, pois mostra que o foco do banco é no dinheiro", avalia o diretor da Afubesp, Camilo Fernandes.
"Tirar a gestão da área do RH faz com que a administração dos benefícios e da assistência à saúde fique em segundo plano", finaliza.
Já o SantanderPrevi continua sob a responsabilidade do RH do banco. (Fonte: Afubesp)

Volta para o topo

Negociação com Mercantil do Brasil retornam no dia 7
Após insistentes cobranças dos representantes dos funcionários, a Comissão de Organização dos Empregados do Banco Mercantil do Brasil (COE-BMB) representada pela direção de vários sindicatos de bancários do Brasil, retomam as negociações com a direção do Banco Mercantil do Brasil no próximo dia 7 de fevereiro em Belo Horizonte. Neste mesmo dia, haverá reunião da COE as 9 horas na sede deste Sindicato de BH.

O banco confirmou a reunião solicitada pelos representantes dos bancários para tratar de várias pendências existentes como o plano de saúde que há muito os funcionários cobram a inclusão do cônjuge sem oneração e o fim do acúmulo dos boletos médicos que são descontados de uma só vez no ordenado.

 Outros temas a serem discutidos são o modelo de PLR adotado pelo banco que usa como parâmetro de metas a redução das despesas operacionais e o Plano de Cargos e Salários (PCS) que os bancários e o movimento sindical tanto anseiam.

O funcionário do Mercantil e diretor do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte, Marco Aurélio, ressalta que o banco precisa apresentar uma proposta que contemplem os anseios dos funcionários que tanto trabalham e exigem que o banco atenda as nossas justas reivindicações, afirmou.

Já o funcionário do Mercantil e diretor do Sindicato, Vandeci Antônio, ressalta a importância de um Plano de Cargos e Salários para os funcionários. Um PCS justo seria bom muito para os funcionários, ao contemplar suas expectativas e também para o banco que contaria com a motivação dos trabalhadores que poderiam produzir muito mais.

Mas para que isso ocorra precisamos que o RH do banco volte os olhos para o trabalhador do Mercantil. Os representantes do banco deveriam visitar os departamentos e principalmente as agências para ver a dedicação desses funcionários que se desdobram para fazer o patrimônio do banco crescer, mas que nem sempre são valorizados como deveriam pela empresa. (Fonte: SEEB BH)

Volta para o topo

Bancos preparam novo cadastro de aposentado pelo INSS
Os aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que recebem o benefício no Bradesco, no Itaú Unibanco e na Caixa Econômica Federal começam a ser avisados do recadastramento anual a partir desta quarta-feira.

A partir de março, o recadastramento passa a ser obrigatório para todos os aposentados e pensionistas que recebem o benefício por conta-corrente ou poupança.

Antes, a exigência valia apenas para quem recebe a grana por conta-benefício.
O segurado deve aguardar notificação do banco por meio de carta ou nos caixas eletrônicos. Cada banco adota uma data diferente para o mês de recadastramento.

No Bradesco, o cliente já pode se recadastrar pelo sistema de leitura da palma da mão (chamado de biometria), direto no caixa eletrônico. Depois disso, não será necessário apresentar documentos na agência.

O Santander afirma que já avisa seus clientes há um mês sobre o cadastro obrigatório.
O Banco do Brasil diz que o procedimento já é feito desde dezembro.
No caso do HSBC, o aposentado faz o recadastramento no mês do seu aniversário.

VEJA OS PRAZOS
Banco Quando começa o recadastramento Quando vai avisar o aposentado Documentos necessários
Bradesco Março A partir de hoje RG, carteira de trabalho ou carteira de habilitação (o banco usa leitura da palma da mão)
Caixa Março A partir de hoje RG, carteira de trabalho ou carteira de habilitação
Banco do Brasil Vale desde dezembro Começou no ano passado RG, CPF e comprovante de residência
Santander Março Já informa Documento de identificação com foto
Itaú Março A partir de hoje Não informado
HSBC Março Um mês antes do aniversário, quando ele terá de se recadastrar Documento com foto

PROCURAÇÃO
O beneficiário que não pode comparecer à agência bancária deve nomear um procurador, que deverá levar à agência do INSS os documentos originais (dele e do aposentado).

Quem não fizer o recadastramento terá o benefício bloqueado, segundo a Previdência.
Para fazer o cadastro do procurador, é necessário preencher um formulário disponível nas agências do INSS ou no site da Previdência. O procurador e o beneficiário devem assinar o papel.

Depois, o documento deve ser entregue na agência em que o benefício foi concedido, com atestado médico comprovando a dificuldade de locomoção do beneficiário, RG, CPF e comprovante de residência originais do procurador e do aposentado.

Se o aposentado estiver muito doente ou for analfabeto, a procuração deve ser reconhecida em cartório. O cartório poderá exigir o atestado médico. Outra opção é o cartório enviar um representante até o aposentado ou pensionista, mas há custo para isso. (Fonte: Folha.com)

Volta para o topo

David Salviano assume presidência da CASSI
O Banco do Brasil anunciou ontem (31.01), o nome de David Salviano de Albuquerque Neto, para assumir a presidência da CASSI.
A posse ocorreu ontem (01.02), na Sede da Caixa de Assistência, em Brasília.

David Salviano substituirá Hayton Jurema da Rocha, que deixou o cargo após dois anos, para assumir a Diretoria de Marketing e Comunicação do BB.O novo presidente tem 50 anos, é funcionário do BB há 29 anos e atua na CASSI desde janeiro de 1996. Já foi Gerente Executivo na Sede da CASSI e Gerente das Unidades nos Estados de Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.

David Salviano é bacharel em Direito, pós-graduado em Gestão Estratégica pela Fundação Dom Cabral, pelo Instituto Universitário de Administração de Empresas da Universidade Autônoma de Madri, Espanha e pela Faculdade de Ciências da Administração da Universidade de Pernambuco.

Tem ainda pós-graduação em Administração Hospitalar e Sistemas de Saúde, especialização pela Faculdade Evangélica do Paraná e Hospital Italiano de Buenos Aires (Argentina), bem como mestrado em Gestão e Organização de Hospitais pela Universidade Politécnica de Valencia (Espanha) e Universidade de Pernambuco (UPE). (Fonte: CONTEC)

Volta para o topo

BB é o 3º banco a ser alvo de hackers; site saiu do ar
O site do Banco do Brasil foi o alvo escolhido para os ataques hackers do Anonymous nesta quarta-feira. O grupo diz, no Twitter, ter conseguido atingir a página do banco com sucesso.

Hackers brasileiros do grupo Anonymous deixaram o site do Banco do Brasil instável na manhã desta quarta-feira (1º). Em mensagem no Twitter, eles divulgaram que “o alvo foi atingido! @BancodoBrasil está a deriva”.

A assessoria de imprensa do Banco do Brasil afirmou que o acesso ao site do banco estava normalizado. Mas, a reportagem tentou entrar no site do BB – por meio do Mozilla Firefox e do Internet Explorer -, por volta das 11 horas, e não obteve sucesso.

O grupo Anonymous tem utilizado de uma técnica de ataques de negação distribuída de serviço, o DDOS (um acrônimo em inglês para Distributed Denial of Service), que consiste em bombardear um servidor com pedidos de acesso para um site até que ele atinja o limite de sua capacidade e fique indisponível.

Segundo especialistas em segurança da informação, este tipo de ataque não oferece grandes riscos à segurança de dados armazenados, mas deve ser acompanhado com atenção, pois eventualmente pode ser um disfarce para que os hackers tentem outras formas de invasão ao servidor alvo.

O BB seria o terceiro banco a sofrer ataques nesta semana. Na segunda-feira o mesmo ocorreu com o site do banco Itaú e na terça com o site do banco Bradesco.

Por nota, a assessoria de imprensa do Bradesco informou que o site recebeu um volume de acessos superior à média e que chegou a apresentar intermitência, mas que não teria saído do ar. O Bradesco mapeou e notou que alguns acessos eram sempre dos mesmos endereços na página principal do banco, alguns de não correntistas. O internet ban¬king do Bradesco chega a fazer 5 milhões de transações por dia, incluindo consultas a saldos e outras operações.

Cronograma
Por meio de suas contas no Twitter, os hackers dizem que a ação é um protesto contra a corrupção e será feita ao longo da semana com o intuito de deixar a cada dia um serviço de internet banking fora do ar por pelo menos 12 horas. Na segunda-feira, o alvo foi o Itaú, mas o site ficou fora do ar apenas por alguns minutos. Nesta quarta-feira seria a vez do Banco do Brasil. Na quinta, o alvo seria a Caixa e, na sexta, o Santander, segundo as redes sociais. O presidente do Santander, Marcial Portela, disse na manhã de ontem que o banco vem monitorando e reforçando seu site desde a semana passada, por causa das ameaças de ataques.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirmou, por meio de nota, que os ataques a sites dos bancos, se bem sucedidos, “atingiriam e prejudicariam a população que utiliza os serviços eletrônicos para obter informações e realizar transações bancárias”. Ainda segundo a entidade, as instituições financeiras têm “mecanismos e contingências capazes de inibir eventuais ataques como os supostamente seriam tentados contra os bancos” e ainda ressaltou que a instituição “vem postulando com empenho a aprovação de lei específica que criminalize ataques e fraudes eletrônicas”. (Fonte: Gazeta do Povo)

Volta para o topo

‘Irão nos conhecer pelo amor ou pela dor’, diz hacker sobre ataques
(Luiz Guilherme Gerbelli e Nayara Fraga)
Uma onda de ataques cibernéticos a sites de bancos está chamando a atenção na web nesta semana. Intitulada de #OpWeeksPayment — por esta ser a semana em que os salários são pagos —, a ação é conduzida por hackers brasileiros que se dizem integrantes do grupo internacional Anonymous, que já derrubou sites importantes pelo mundo, como os do FBI e da CIA.

O ataque começou com o site do banco Itaú na segunda-feira, que ficou fora do ar durante três horas, segundo o perfil do grupo no Twitter (@AntiSecBRTeam). Na terça e nesta quarta-feira, as páginas do Bradesco e do Banco do Brasil, respectivamente, ficaram inacessíveis ou muito lentas durante alguns momentos. Os bancos não confirmaram o ataque e disseram apenas terem notado um excesso no volume de acessos.

Em entrevista ao Estado (ouça o áudio acima), um hacker que assina como “Bile Day” afirmou que o objetivo não é roubar dinheiro dos correntistas. “Não somos crackers (hackers que cometem crimes), não usamos nosso conhecimento para roubar dinheiro. Em nossos ataques deixamos apenas o site inacessível”. [As perguntas foram enviadas por e-mail; parte das respostas foi gravada em áudio e outra foi escrita em e-mail.]

Segundo ele, a ação tem o objetivo de “afetar a população”, pois os ataques a sites de governo “não estavam surtindo muito efeito”. Páginas vinculadas ao governo do distrito federal (com o domínio df.gov.br), governo paulista (sãopaulo.sp.gov.br) e Tribunal de Justiça de São Paulo tj.sp.gov.br) foram também derrubadas na semana passada. A ideia é chamar a atenção para a causa do Anonymous. “Nós nos posicionamos contra corrupção, desigualdade e etc…”, escreveu.

Quando questionado sobre o porquê de afetar a população, o hacker diz que eles seriam conhecidos só se realizando ataques desse tipo — a sites que tenham “impacto direto na vida das pessoas”. “Sim, pois a população é muito acomodada (…)”. As pessoas, para ele, não estão reagindo. “Então, decidimos tomar medidas mais extremas para isso. Irão nos conhecer pelo amor ou pela dor.” Os próximos alvos seriam Santander e Caixa.

O perfil @AntiSecBRTeam é um entre uma dezena de perfis, do Brasil e do exterior, que se diz parte do grupo Anonymous. “Anonymous é uma ideia, Anonymous não tem líder, qualquer um pode ser Anonymous”, diz o hacker. O movimento no País seria conduzido, segundo ele, por @iPiratesGroup, @LulzSecBrazil, @AnonBRNews e @AntiSecBrTeam (perfis no Twitter). Mas o perfil @PlanoAnonBR, que também se vincula ao Anonymous, chegou a afirmar que o ataque não era uma ação coletiva do grupo. Parece haver uma briga em torno da bandeira Anonymous.

Segurança
Não é de hoje que sites são derrubados dessa forma. Desde o início dos anos 1990, isso ocorre, lembra o professor da Escola Politécnica da USP Marcelo Zuffo. Em geral, usa-se o método da distribuição de ataque por negação do serviço (Ddos, na sigla em inglês) para tirar o site do ar. Assim, bombardeia-se uma página com milhões de acesso simultâneos, até que ele fique lento e inacessível.

Isso pode ser feito por meio de inúmeros computadores infectados, que poderiam ser programados para acessar um site ao mesmo tempo, ou pela invasão em grandes servidores, explica o professor.

“A novidade é que, dessa vez, o movimento tem uma conotação de ativismo que não havia no passado”, diz Zuffo. O ataque aos sites do governo paulista e do Tribunal de Justiça, por exemplo, era, para os hackers, uma resposta à ação da polícia na comunidade de Pinheiro, no interior de São Paulo. Ao atacar as páginas, eles publicavam no Twitter mensagens com a hashtag #OpPinheiro, acompanhada de “tango down”, que vem do inglês “target down” (alvo atingido).

O problema, segundo Zuffo, está nos transtornos que tais ataques trazem para a sociedade. “Como se trata de garotos, muitos são inconsequentes. Para muitos deles, brigar pela causa é mais importante que qualquer outra coisa.” O professor conta que já chegaram a invadir uma base de dados de saúde (sem dizer os autores).

Em nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que trabalha pela aprovação de uma lei específica que criminalize os ataques e fraudes eletrônicas. A entidade também disse que “as instituições financeiras dispõem de mecanismos e contingências capazes de inibir eventuais ataques como os supostamente seriam tentados contra os bancos.”

Nesta semana, o Procon orientou os internautas a procurar outras formas de acessar a conta corrente, como telefone, caixas eletrônicos e agências bancárias. Segundo o órgão, ainda não foi registrado nenhum caso de um ataque que tenha movimentado recursos financeiros.

“A principal recomendação é que a pessoa acompanhe bem de perto a sua conta, por meio de extratos”, diz Carlos Coscarelli, assessor do Procon-SP. “A qualquer sinal de alteração, o internauta deve entrar em contato imediatamente com o banco.” Segundo Coscarelli, a responsabilidade de manter a segurança dos serviços online é do banco. (Fonte: Estadão)

Volta para o topo

Banco Original, do JBS, negocia compra do Rural
Acordo, se fechado, poderia dobrar o tamanho atual do Original, criado no ano passado após a aquisição, pelo JBS, do Banco Matone
O Banco Original, dos mesmos donos do frigorífico JBS, negocia a compra do Banco Rural. O 'Estado' apurou que uma auditoria encomendada pela família Batista, do JBS, nas contas do Rural, está em fase final. Se a operação for adiante, o que até ontem ainda não era certo, o Original poderá dobrar de tamanho.

Procurados por meio de suas assessorias de imprensa, o Original e o Rural não confirmaram as negociações.

O mercado financeiro é uma das grandes apostas da família Batista. No ano passado, o grupo comprou o Matone, um pequeno banco do Rio Grande do Sul que enfrentava problemas patrimoniais. Financiados pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), os Batista juntaram o Matone com o Banco JBS - que já era seu - e formaram o Original.

De acordo com fontes do mercado, nos últimos tempos outras instituições já se aproximaram do Rural, mas desistiram porque não houve acordo em torno do preço. Já o Original está com o cofre cheio, por conta do empréstimo de R$ 1,85 bilhão que recebeu do FGC no ano passado, para a compra do Matone.

O dinheiro emprestado pelo FGC, um fundo mantido pelo mercado financeiro para socorrer bancos e clientes em caso de dificuldade, tinha dois objetivos: resolver os problemas do Matone e dar suporte para que o Original pudesse crescer.

O raciocínio é que a incorporação do Rural, uma instituição de médio porte e até um pouco maior do que o Original em volume de ativos, pode acelerar esse processo. De acordo com os balanços de setembro do ano passado, o Rural administra R$ 4,6 bilhões em ativos totais e o Original, R$ 4,3 bilhões.

Foco. O Rural vem enfrentando problemas de imagem há vários anos, em razão de seu envolvimento em escândalos recentes como o caso Banestado (investigação sobre remessas ilegais de recursos para o exterior) e o mensalão do governo Lula. Além disso, está com o índice de Basileia - base para definir a quantidade de recursos que um banco pode emprestar - muito apertado, o que exigiria uma injeção de capital para que a instituição possa continuar crescendo.

Já o Original é um banco à procura de um novo foco. Concentrado no financiamento a pecuaristas, o banco está de olho no chamado middle market, o mercado de pequenas e médias empresas, área em que o Rural tem experiência, equipe e uma projeção razoável entre as instituições de médio porte. O próprio frigorífico JBS, na fase de crescimento, era cliente do Rural.

A política de expansão na área financeira faz parte de uma estratégia maior da família Batista, que formou o maior grupo frigorífico do mundo com financiamento e apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os Batista estão diversificando seus negócios. Além do banco, estão construindo a maior fábrica de papel do mundo no Mato Grosso do Sul e investindo na área de higiene e limpeza. (Fonte: Estadão)

Volta para o topo

Prazo para quitar débitos trabalhistas termina amanhã
No Paraná, 63 mil devedores podem ficar impedidos de participar de licitações se não regularizarem sua situação (Alexandre Costa Nascimento)
As empresas e pessoas físicas que têm dívidas trabalhistas ou previdenciárias decorrentes de ação judicial têm até amanhã para regularizar a situação sem serem incluídas no Banco Nacional de Devedores Trabalhistas (BNDT). A partir dessa data, quem estiver incluído no cadastro não poderá emitir Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas e, com isso, ficará impedido de participar de licitações públicas.

De acordo com o Tribunal Superior do Trabalho (TST), gestor do BNTD, o cadastro tem mais de 960 mil devedores, condenados em 1,6 milhão de processos trabalhistas. A Lei 12.440/2011, que criou esse banco de devedores, entrou em vigor no dia 4 de janeiro, mas uma decisão do presidente do TST estendeu o início de sua vigência em 30 dias, ampliando o prazo para que os devedores quitassem suas dívidas. Segundo dados preliminares do TST, mais de 630 mil empresas devedoras quitaram seus débitos com os trabalhadores e retiraram a Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas (CNDT).

Dados do Tribunal Regional do Trabalho da 9.ª Região (TRT-9) mostram que o Paraná tem cerca de 63 mil empresas no BNDT. Outros 85 mil processos, entretanto, estão passando por um processo de avaliação e depuração e poderão ser incluídos no futuro. De acordo com o Tribunal, apenas 969 em­­presas do estado foram excluídas do cadastro desde janeiro – algumas por quitação do débito trabalhista e outras, por correção técnica das informações. A exclusão da empresa do banco de devedores é feita por ordem judicial.

“O grande avanço dessa lei é a transparência que ela traz. Com o número do CNPJ ou CPF, qualquer cidadão pode conferir se aquele empregador é devedor em causas trabalhistas. Isso pode salvaguardar um candidato antes de uma entrevista de emprego”, avalia a advogada Veridiana Marques Moserle, que atua na área trabalhista.

Ela estima que a possibilidade de ficar de fora de licitações levará de 20% a 30% das empresas a regularizar seus débitos trabalhistas. “Com o passar do tempo, esse será o fiel da balança. Hoje muitas empresas participam de licitações mesmo com dívidas”, aponta. A advogada lembra que os acordos trabalhistas também têm validade jurídica e que seu cumprimento habilita a empresa devedora a emitir a certidão negativa.

O advogado Ricardo Pereira de Freitas Guimarães, professor de Direito da PUC-SP, explica que, em um primeiro momento, a lei abrange apenas a participação em licitações. “Mas existem estudos no TST para aumentar os efeitos da norma para outros tipos de operações, como transações imobiliárias ou alienação de bens”, afirma. Para ele, a questão pode depender da edição de uma nova lei ou de interpretação dos próprios tribunais.

“A legislação tem seguido em uma linha muito interessante para a sociedade. Antigamente tínhamos um excesso de formalismo que fazia a máxima ‘devo, não nego; pago quando puder’ valesse também no âmbito judiciário. Essa nova lei restabelece o equilíbrio social: quem deve tem de pagar, e o quanto antes”, avalia.

Lei é bem avaliada, mas também oferece brechas
O grande trunfo da Lei 12.440/ 2011, que é impedir a participação de devedores em licitações para forçá-los a quitar suas dívidas trabalhistas, pode ser burlado de formas relativamente simples, alerta a advogada Veridiana Marques Moserle, pós-graduada em Direito do Trabalho e Processual do Traba­lho pela Academia Paranaense de Estudos Jurídicos.

“A lei tem pontos positivos, mas tem também brechas. A empresa devedora pode simplesmente criar uma nova empresa, com um novo CNPJ, para participar de licitações”, aponta. Essa é uma manobra comum de companhias com problemas de débitos fiscais e que aparecem na chamada “lista suja” do trabalho escravo.

A nova lei deve ajudar na execução de cerca de 1,5 milhão de processos de trabalhadores que ganharam na Justiça o direito de receber dívidas. “Mas nem todos deixam de pagar só porque não querem. Há empresas que não pagam simplesmente porque não podem”, diz a advogada.

O advogado Ricardo Pereira de Freitas Guimarães lembra que o Judiciário tem modernizado os sistemas de execução. Ele cita como exemplo um projeto piloto que permitirá o pagamento de dívidas com cartão de crédito e o sistema de penhora on-line, que permite o bloqueio on-line, em contas correntes, de valores para o pagamento de execuções judiciais. Guimarães diz que a certidão negativa pode ganhar um status extrajudicial, sendo usada como atestado na relação entre particulares e na celebração de contratos.

Serviço
O acesso ao BNDT é feito pelo site www.tst.jus.br. No lado esquerdo da página, há um botão “Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas – CNDT”, que remete à área de consulta, onde o usuário deve incluir o CNPJ ou CPF para a emissão da certidão. O documento é expedido gratuitamente e certifica a empresa em relação a todos os seus estabelecimentos, agências e filiais. (Fonte: Gazeta do Povo)

Volta para o topo

Ministros do TST avaliam regulamentação do trabalho a distância
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) resolveu se antecipar à discussão sobre as regras para os serviços prestados a distância. A Corte pretende discutir uma resolução interna para regulamentar a questão. Isso ocorre em razão da Lei nº 12.551, de 15 de dezembro de 2011. A norma determinou que as empresas não devem mais distinguir se os funcionários realizam o serviço na sede das companhias ou a distância para efeitos de reconhecimento dos direitos empregatícios.

Nesta quarta-feira (1º), os ministros do tribunal se reúnem para votar as regras para o trabalho a distância para os funcionários do próprio tribunal. Segundo o presidente da Corte, ministro João Oreste Dalazen, a resolução, se aprovada, vai servir de exemplo para que empresas e até mesmo outros órgãos públicos adotem regulamentações semelhantes. "O importante é que no âmbito privado cada empresa proponha a sua regra", afirmou Dalazen.

De acordo com a proposta de resolução do TST, os chefes de unidades não poderão trabalhar fora do tribunal. Já os trabalhadores que aderirem às regras do serviço a distância deverão cumprir metas rígidas. Eles vão ser cobrados para superar em 15% os resultados de quem continua fisicamente no serviço. Além disso, vão ter objetivos diários, semanais e mensais para cumprir.

Outra regra importante estabelece que o funcionário ao atuar fora do local de serviço terá de manter os seus contatos telefônicos e de e-mails atualizados e totalmente à disposição para atender as demandas dos chefes. Com isso, o funcionário que trabalhar fora do local de serviço deverá permanecer acessível aos seus chefes imediatos.

Pela proposta em discussão, apenas os responsáveis por cada unidade podem definir quais funcionários trabalharão fora das dependências do tribunal. Os chefes seguirão regras para delimitar a preferência do trabalho a distância dentro de suas equipes. Deficientes físicos terão prioridade na lista dos que querem trabalhar em casa. Quem estiver em período de experiência, não poderá trabalhar de casa.

O TST também pretende estipular que os serviços de atendimento ao público serão mantidos com capacidade plena de funcionamento. Com isso, se uma unidade tiver encaminhado funcionários que atendiam o público para trabalhar em casa, eles terão de ser repostos por outros que permanecerão obrigatoriamente no tribunal.

A proposta de resolução também prevê que quem trabalhar fora deve reunir-se com o chefe imediato a cada 15 dias, no máximo, para apresentar resultados, ainda que parciais. Ou seja, o funcionário não pode ficar mais do que 15 dias sem aparecer no serviço fisicamente.

Outra regra importante para o serviço público e que pode ser aplicada também por empresas privadas prevê o sigilo de informações por aqueles que levam processos e documentos para casa. De um lado, isso facilita a vida do funcionário, que poderá deslocar documentos do serviço para a sua residência. De outro, a norma cobra a responsabilidade no trabalho à distância.

O TST também deve fixar que cabe ao próprio funcionário providenciar computador e outros materiais necessários para o trabalho de casa.

"De certo modo queremos ensejar a possibilidade do trabalho a distância sob certo controle e sempre factível de aferição do trabalho do servidor", explicou Dalazen, que vai levar a proposta de resolução para a apreciação dos demais ministros do TST. Segundo ele, esse tipo de trabalho "não é para qualquer servidor nem para as chefias".

O presidente do TST não tem conhecimento de empresas que adotaram regras para o trabalho a distância, mas acredita que elas serão cada vez mais comuns, principalmente em setores envolvendo tecnologia. "A tendência é isso acontecer em setores em que o teletrabalho é mais intenso", diz. "Mas, eu não tenho conhecimento de nenhuma normatização oriunda da iniciativa privada", acrescenta.

No setor público, o Tribunal de Contas da União (TCU) adotou regras para centenas de servidores que realizam atividades externas, como auditores. (Fonte: Valor Econômico)

Volta para o topo