Cascavelense perde R$ 58 mil em golpe do PIX e Justiça mantém Itaú como réu
Cliente foi induzido por golpistas a fazer transferências acreditando se tratar de testes de segurança; juiz negou pedido do banco para sair do processo. - foto Paulinho Costa feebpr -
A Justiça de Cascavel negou o pedido do banco Itaú para sair de um processo movido por um morador da cidade que foi vítima de um golpe e perdeu quase R$ 58 mil. A decisão, assinada pelo juiz Elessandro Demetrio da Silva, mantém o Itaú como réu na ação, que segue em andamento na 1ª Vara Cível do município.
Entenda o caso
O cliente, relatou que recebeu uma ligação de uma pessoa que se passou por funcionário do Nubank, alertando sobre supostas movimentações suspeitas em sua conta. Seguindo orientações do suposto atendente, ele realizou transferências via PIX entre contas de sua titularidade e, posteriormente, para contas de terceiros, acreditando estar realizando testes de segurança ou desbloqueando sua conta.
Ao todo, o autor alega um prejuízo de R$ 57.982,00. Os valores foram desviados para contas da Caixa Econômica Federal em nome de outras pessoas, que o autor aponta como envolvidos no golpe.
Defesa do banco e decisão da Justiça
O Itaú alegou que as transferências foram feitas de forma voluntária, com uso de senha e token pessoal do cliente, e que não houve falha no serviço bancário. Segundo o banco, a culpa seria exclusiva do consumidor ou de terceiros.
No entanto, o juiz entendeu que, com base na alegação do autor de que houve falha na segurança e ausência de medidas de prevenção à fraude, há justificativa para manter o banco no processo. O pedido do Itaú para transferir a responsabilidade diretamente aos beneficiários do golpe também foi negado.
O que acontece agora?
Foi marcada uma audiência de instrução para o dia 29 de outubro de 2025. Nessa data, o autor prestará depoimento pessoal e serão ouvidas testemunhas de ambas as partes.
A CGN seguirá acompanhando o processo. (Fonte: CGN)
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