Itaú amplia rentabilidade em 2025, mas reduz empregos e atendimento à população
O Itaú Unibanco encerrou 2025 com resultados financeiros expressivos, reforçando sua posição entre os bancos mais lucrativos do país
De acordo com dados divulgados pela própria instituição na quarta-feira (4), o Lucro Líquido Gerencial alcançou R$ 46,830 bilhões no ano, crescimento de 13,1% em relação a 2024 e de 3,7% na comparação com o trimestre imediatamente anterior. A rentabilidade sobre o Patrimônio Líquido médio anualizado (ROE), no Brasil, atingiu 24,6%, com alta de 1,3 ponto percentual em doze meses.
O desempenho foi impulsionado, principalmente, pela margem financeira com clientes, que registrou aumento de 12,1%. Segundo o relatório do banco, o crescimento está relacionado ao maior volume de crédito, à ampliação da margem de passivos e ao aumento da margem com capital de giro próprio. Outro destaque foi a receita de serviços e seguros, que cresceu 6,3%, puxada pelo aumento na emissão de cartões, nas operações de pagamentos e recebimentos, além dos maiores ganhos com administração de recursos e seguros. Apenas o segmento de seguros avançou 16,6% no período.
Apesar dos números robustos, a expansão dos lucros não se refletiu na manutenção de empregos nem na preservação da rede física de atendimento. Em sentido oposto aos resultados financeiros, o Itaú seguiu promovendo demissões e fechando agências ao longo de 2025. Ao final do ano, a holding Itaú Unibanco contava com 82.693 empregados no Brasil, o que representa o fechamento de 3.535 postos de trabalho em doze meses e de 916 apenas no último trimestre.
O enxugamento também atingiu diretamente a estrutura de atendimento à população. Em um ano, o banco fechou 319 agências físicas no país. A redução ocorre mesmo com o crescimento da base de clientes, que aumentou em 1,8 milhão, totalizando mais de 100,3 milhões ao final de dezembro de 2025. Diante desse cenário, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região tem intensificado as mobilizações contra as demissões e o fechamento de agências. Por meio de protestos, com faixas, cartazes e cortejos simbólicos em frente às unidades encerradas.
“Os resultados bilionários do Itaú evidenciam uma contradição inaceitável. Enquanto o banco amplia sua rentabilidade e bate recordes de lucro, segue reduzindo empregos e fechando agências, penalizando justamente quem constrói esses resultados no dia a dia. Os trabalhadores precisam ser valorizados e mantidos, não descartados. Essa política afeta não só os bancários, mas também a população que depende do atendimento presencial para acessar serviços essenciais, sobretudo nas regiões periféricas”, destacou Marta Soares, diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo e bancária do Itaú. (Fonte: Seeb SP)
Notícias FEEB PR