Santander lança no Brasil marca global de gestão de fortunas


Proposta da Beyond Wealth é combinar presença local com acesso internacional a investimentos - foto Paulinho Costa feebpr -

O Santander estreio ontem, 22, no Brasil a marca Beyond Wealth, nova bandeira global para sua operação de family office, ou gestão de fortunas, em um movimento que busca reforçar a independência da plataforma e integrar sua atuação internacional no segmento de grandes fortunas. A iniciativa foi lançada também na Espanha e em Miami, nos Estados Unidos, atendendo mais de 250 famílias e somando mais de US$ 6 bilhões em ativos sob serviço globalmente. A estratégia prevê adoção ainda na operação da Suíça e expansão futura para outros locais onde o banco já atua em private banking.

Segundo Daniel Castilho, responsável pela Beyond Wealth no País, a mudança faz parte de um processo de globalização iniciado no ano passado. “Queremos trazer uma oferta global unificada”, afirmou o executivo, em entrevista exclusiva à Coluna. A proposta é oferecer ao cliente uma estrutura que combine presença local com acesso a uma plataforma internacional de investimentos e serviços patrimoniais.

A adoção de uma nova marca, sem o uso direto do nome Santander, tem como objetivo reforçar a independência, um dos principais atributos esperados de um family office, destaca Castilho. Ele diz que a atuação ocorre em modelo de arquitetura aberta, ao mesmo tempo em que a operação se beneficia da infraestrutura do grupo, como sistemas de segurança, compliance e research.

Modelo prevê integração
Um dos pilares da Beyond Wealth é a integração global da gestão de investimentos. O modelo prevê atendimento local em cada geografia, enquanto a estratégia para ativos internacionais é definida por um comitê global liderado por um CIO (diretor de investimentos) internacional e composto por executivos das diferentes regiões.

Além dos investimentos, a plataforma busca se diferenciar pela oferta de serviços mais amplos, como planejamento patrimonial, sucessório e filantropia, segundo Castilho. A ideia é apoiar famílias em processos de internacionalização, educação de herdeiros e demandas práticas relacionadas à mobilidade global, por exemplo.

No País, a operação atende clientes com patrimônio a partir de R$ 100 milhões, sob modelo de consultoria. A expectativa é migrar nos próximos meses para um formato que inclua gestão de patrimônio, o que deve ampliar o público na base do private banking. Esse, inclusive, é o foco para crescimento da Beyond Wealth, com a conversão de clientes que não operam sob o modelo de family office. “Mas não é um negócio de escala”, pondera Castilho, reforçando que a expansão deve se dar junto ao aumento da equipe. (Fonte: Estadão)

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