Comunicado para todos os brasileiros que usam a função de aproximação no cartão em 2026


Pagamentos por aproximação viram o meio mais rápido e usado no Brasil (Por André Range) - foto reprodução - 

Os pagamentos por aproximação já fazem parte da rotina financeira no Brasil, principalmente em locais de alto movimento, como mercados, farmácias e transportes. Ao aproximar o cartão, celular ou smartwatch da maquininha, a compra é concluída em segundos, o que reduz filas e traz praticidade, mas também exige mais atenção à segurança, fraudes e proteção de dados em um cenário cada vez mais digitalizado.

O que são pagamentos por aproximação e como eles funcionam
Os pagamentos por aproximação, ou pagamentos contactless, usam tecnologia de rádio de curto alcance, geralmente NFC (Near Field Communication), para transmitir dados entre o cartão ou dispositivo e o terminal. A transação ocorre quando eles são colocados a poucos centímetros de distância, e o sistema do banco autoriza ou recusa a operação em tempo real.

Cartões de crédito, débito ou pré-pago possuem um chip com antena interna que se comunica com a maquininha. Em celulares e relógios, carteiras digitais armazenam os dados do cartão de forma tokenizada, gerando um código criptografado diferente a cada compra e reduzindo a exposição dos dados reais do cartão.

Pagamentos por aproximação são seguros contra fraudes

A segurança em pagamentos por aproximação combina recursos tecnológicos, operacionais e comportamentais. Bancos e bandeiras utilizam criptografia, autenticação em tempo real, análise de comportamento e limites de valor sem senha, exigindo PIN ou confirmação no app acima de certos valores.

Ainda assim, criminosos exploram terminais desatualizados, equipamentos adulterados ou distração dos usuários, muitas vezes com engenharia social. Golpes recentes miram menos a tecnologia NFC e mais o comportamento do consumidor, como truques em telas sensíveis ao toque ou fraudes online (phishing) que roubam dados e permitem uso indevido do cartão.

Quais são os golpes mais comuns em pagamentos por aproximação
Os golpes mais comuns não atacam diretamente o NFC, mas etapas vulneráveis do processo de cobrança. Isso inclui desde o uso de maquininhas improvisadas até softwares maliciosos instalados em terminais aparentemente legítimos, geralmente em locais muito movimentados.

Nesse contexto, criminosos se aproveitam da pressa e da falta de atenção do consumidor com diferentes estratégias de fraude, que podem ocorrer tanto presencialmente quanto em ambientes digitais, como mostrado abaixo.

  • Uso de maquininhas portáteis escondidas para tentar cobrar valores pequenos de cartões próximos em ambientes cheios.
  • Adulteração de terminais de pagamento com dispositivos extras para capturar dados durante o uso normal.
  • Reapresentação indevida da maquininha, fingindo erro na transação para tentar cobrar o mesmo cliente várias vezes.
  • Instalação de softwares não autorizados nos terminais para registrar informações de cartões ou desviar pagamentos.
  • Golpe do “toque fantasma”: máquinas adulteradas com telas falsas capturam a senha e permitem a troca do cartão original por um cartão falso.
  • Aproximação indevida em locais cheios: cobranças de baixo valor concluídas sem senha, enquanto o cartão está em bolsa, carteira ou bolso.
  • Golpes online (phishing): e-mails, SMS, sites falsos e QR Codes adulterados capturam dados e permitem cadastrar o cartão em carteiras digitais fraudulentas.
Como aumentar a segurança dos pagamentos por aproximação no dia a dia
Algumas ações simples reduzem bastante o risco de perda financeira no pagamento por aproximação. Monitorar a conta pelo aplicativo, ativar alertas de transações e verificar o extrato com frequência ajudam a identificar cobranças suspeitas em poucos minutos.

Também é importante ajustar limites personalizados para a função contactless, em valor por transação e total diário, além de desativá-la temporariamente se necessário. Proteger o cartão em carteira com bloqueio RFID, manter o cartão sempre à vista e priorizar carteiras digitais com biometria ativa aumentam significativamente a segurança.

Qual é o papel de bancos, varejistas e usuários na proteção das transações
Instituições financeiras devem investir em sistemas antifraude, atualização de criptografia e atendimento ágil para contestação de compras, enquanto varejistas precisam manter maquininhas homologadas, atualizadas e fisicamente protegidas. Já o usuário tem papel central ao acompanhar suas movimentações, desconfiar de situações estranhas e reportar qualquer indício de golpe imediatamente.

Em qualquer suspeita de fraude, aja sem esperar: bloqueie o cartão no aplicativo, contate o banco na hora e registre um Boletim de Ocorrência na Delegacia Online da sua região. Revise hoje mesmo seus limites, ative alertas e confira o extrato; cada minuto conta para evitar que uma tentativa de golpe se transforme em um grande prejuízo financeiro. (Fonte: E.M. Foco)

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