Itaú deve R$ 19 bilhões a prefeitura de São Paulo
A Câmara de Vereadores de São Paulo aprovou em plenário uma ordem, de número 150700235, que obriga a Prefeitura de São Paulo a informar os nomes dos 50 maiores devedores inscritos na dívida ativa do Município, atualizada e listada no site dividaativa.prefeitura.sp.gov.br - foto reprodução -
A lista foi publicada pela primeira vez nesta terça-feira e mostra um calote gigantesco, com oito devedores passando de R$ 1 bilhão em impostos não pagos. O Itaú lidera com nada menos que R$ 19,9 bilhões, divididos entre o banco, a administradora de cartões, o leasing e o consórcio.
O segundo maior devedor é o Facebook, com calote de R$ 3,9 bilhões, seguido de Unimed Paulistana com R$ 3,6 bilhões, Banco do Brasil com R$ 2,8 bilhões, Notre Dame Intermédica com R$ 2,4 bilhões, Tim Celular com R$ 1,4 bilhão, Omint Serviços de Saúde com R$ 1,2 bilhão e Sabesp com R$ 1,1 bilhão.
Nokia, Caixa Econômica, Jockey Club, Tejofran Saneamento, Enel (responsável por apagões enormes), Ingram, Unimed Nacional, Uol, SAP Brasil, Banco Volkswagen, Unimed do Estado de São Paulo, Peeqflex, Bradesco, Sulamericana Saúde, Qualicorp e Ânima Educação devem mais de R$ 500 milhões cada.
A lista dos maiores caloteiros de impostos devidos ao município de São Paulo inclui ainda nomes como o Corinthians, que não pagou R$ 450 milhões, a Bolsa de Valores B3 (R$ 414 milhões), o Santander (R$ 386 milhões) e as operadoras Oi (R$ 380 milhões) e Claro, que não pagou R$ 372 milhões.
A soma do calote desses 50 devedores chega a mais de R$ 56 bilhões. Para ter uma ideia do que esse montante significa, o pacote de 55 obras desenvolvido no momento pela Prefeitura tem custo de R$ 19,9 bilhões. A obra mais cara do país, a Usina de Belo Monte, custará R$ 40 bilhões. Sobra troco.
A rodovia Transnordestina, de 1.200 km, sairá por R$ 15 bilhões. A Linha-6 Laranja do metrô paulista, inteira, custará R$ 17 bilhões. O trem expresso entre a capital e Campinas tem orçamento de R$ 13,5 bilhões. Os R$ 56 bilhões dariam para construir 700 hospitais de grande porte, 100% equipados. (Fonte: A Região)
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