Netflix lança "Loja da Corrupção" com cueca doleira e capinhas para tornozeleira
Lojas foram inauguradas em aeroportos de Brasília e São Paulo para divulgar série. O Mecanismo, inspirada nas investigações da Operação Lava Jato
A Netflix lançou, na última terça-feira (27), a "Loja da Corrupção" nos aeroportos de Brasília e Congonhas para promover a série O Mecanismo . Nos locais é possível encontrar cuecas doleiras, capinhas para tornozeleiras eletrônicas e gravatas filmadoras, por exemplo. Os produtos, é claro, foram criados para fins publicitários e não estão realmente à venda.
Um vídeo em que a empresa divulga o lançamento das lojas foi publicado nas redes sociais. "Para você que não anda na linha, mas anda da moda", brinca a Netflix . "Em qualquer ocasião, mantenha o bom gosto acima de tudo, até da lei", completa. A série brasileira é dividida em oito episódios e tem como inspiração as investigações da Lava Jato.
Esta não é primeira vez que a empresa de streaming faz uma campanha publicitária que envolve política. No meio do ano passado, a plataforma resolveu dar um recado aos políticos brasileiros. Uma faixa também estendida no Aeroporto Internacional de Brasília dizia: "Escolher dinheiro em vez de poder. Um erro que quase todos cometem". Essa é uma frase que foi dita pelo personagem interpretado por Kevin Spacey na série House of Cards, Frank Underwood.
Críticas às série
Lançada na última sexta-feira (23), a série O Mecanismo tem causado polêmica. O diretor José Padilha, por exemplo, foi criticado pela ex-presidente Dilma Rousseff, que o acusou de propagar notícias falsas.
Além disso, a série também gerou situações curiosas envolvendo políticos na internet. Um dos filhos de Jair Bolsonaro, o deputado estadual Flávio Bolsonaro, fez a seguinte publicação no Twitter: "Se a esquerda está apavorada com a série O Mecanismo, imagina se eles soubessem que a Netflix poderia estar interessada em fazer uma série sobre Bolsonaro". O serviço de streaming, também por meio do Twitter, respondeu apenas "Você está louca, querida".
O deputado estadual voltou a mencionar a Netflix e publicou o print de uma conversa no WhatsApp em que alguma pessoa não identificada falava sobre o interesse da plataforma em fazer um documentário sobre seu pai. (Fonte: Brasil Econômico)