Hoje tem nova rodada de negociação com a Fenaban
Nesta quarta-feira (26), a partir das 14 horas, via online, acontece nova rodada de negociação do movimento sindical com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) desta campanha salarial 2020. Para hoje, a expectativa é que os bancos apresentem uma nova proposta salarial à categoria. Na reunião de hoje, participarão representando o Paraná, o presidente da Federação (Feeb-PR) e do Sindicato de Cascavel, Gladir Basso, e os presidentes dos sindicatos de Maringá e Ponta Grossa, Claudecir de Oliveira Souza e Gilbereto Lopez Leite, respectivamente.
Vale lembrar que na reunião de terça-feira (25), a Fenaban voltou a propor reajuste zero e a concessão de abono de R$ 1.656,22 para este ano e de R$ 2.232, 75 para 2021. Retornaram com a figura do abono salarial, que não repõem metade da inflação do período. Pioraram ainda mais a proposta de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Diante disso, o movimento sindical rejeitou a nova proposta na mesa.
Na proposta de PLR feita terça-feira pelos bancos, apesar de terem retornado alguns valores fixos aos patamares atuais, os bancos mantiveram a redução do percentual da parcela adicional e a redução do acelerador da regra básica. Além disso, trouxeram uma questão nova que não havia surgido nas outras propostas: uma limitação do valor que os bancos poderão gastar com PLR ao mesmo percentual distribuído em 2019. Como em 2019, os lucros dos bancos bateram recordes, os percentuais deste lucro distribuídos foram pequenos.
Agora os bancos querem replicar esses percentuais pequenos, mas em cima de um lucro inferior, o que irá piorar ainda mais o valor que os bancários receberiam este ano. Na primeira proposta da Fenaban, no dia 14, os 3 maiores bancos privados distribuiriam em média 6,8% de seus lucros líquidos. Na segunda proposta, no sábado (22), esse percentual aumentaria para 6,9%. Já na proposta de terça-feira (25), em função da inclusão do limitador o percentual distribuído seria de 6,2%, que foi o patamar de 2019.
Os bancos também mantiveram a proposta de reduzir os limites de distribuição do lucro líquido. Na atual Convenção Coletiva de Trabalho, esse limite mínimo é de 7% (5% de regra básica mais 2,2% de parcela adicional) e o limite máximo de 15% (12,8% de regra básica mais 2,2% de parcela adicional). Os bancos propõem uma redução de 0,2% nas parcelas adicionais, seja no limite mínimo ou no máximo.
Fonte: Seeb SPLUCROS DOS BANCOS
A propósito da insistência dos banqueiros em retirar direitos e conquistas dos bancários, vale destacar que, na contramão da crise, os cinco maiores bancos no Brasil (Bradesco, Itaú, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) obtiveram lucros superiores a R$ 35 bilhões somente no primeiro semestre deste ano.
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