Videoconferência discute a Covid-19 no Paraná
Participaram da videoconferência mais de 40 entidades sindicais, além de autoridadesO presidente da Federação dos Bancários do Paraná (Feeb-PR), Gladir Basso (também presidente do Sindicato de Cascavel), e a diretora da UGT-PR (União Geral dos Trabalhadores do Paraná), Iara Freire, participaram na última sexta-feira (5) da Vídeoconferência Pública do Fórum Estadual em Defesa da Liberdade Sindical do Paraná, com o tema "Situação atual do avanço da Covid-19 no Estado do Paraná".
A realização foi do MPT-PR (Ministério Público do Paraná), Dieese-PR, centrais e entidades sindicais do Paraná, entre elas, a Federação dos Bancários do Paraná.
Devido à flexibilização das orientações das autoridades sanitárias no Estado do Paraná, a Fórum Estadual em Defesa da Liberdade Sindical apontou a necessidade de abrir um diálogo social com o governo e com o setor empresarial, a fim de evitar que os efeitos do retorno indiscriminado às atividades econômicas sejam prejudiciais aos avanços já conquistados pelo isolamento social que se estabeleceu no Paraná.
Com a participação de mais de 40 entidades, centrais, sindicatos, federações e Ministério Público do Trabalho do Paraná, ligadas ao Fórum Estadual de Liberdade Sindical, a videoconferência foi realizada com transmissão simultânea pelo facebook, a qual a parte técnica da Feeb-PR foi viabilizada de diretor da entidade, Paulo Roberto da Costa, a qual foi acessada por mais de 1.300 internautas.
Com o atual avanço da Covid-19 no Estado do Paraná, o Fórum Estadual em Defesa da Liberdade Sindical, no qual a Federação dos Bancários do Paraná/UGT-PR, que está representada pela diretora Iara Freire, realizou videoconferência com profissionais da área do direito, da saúde e entidades sindicais.
BANCÁRIOS E A COVID-19
O presidente da Feeb-PR, Gladir Basso, apresentou os riscos e as dificuldades dos bancários no dia a dia. Informou que foi constituída desde o inicio da pandemia uma mesa permanente de negociação com Fenaban, com a realização de videoconferências entre o movimento sindical e a Fenaban, para discutir principalmente a implementacão de EPIs, máscaras, luvas, álcool em gel e com uma atenção mais aprofundada com os funcionários que atuam nas ilhas de autoatendimento, em todos os bancos.
Salientou ainda que durante a pandemia, o movimento sindical bancário conquistou a não demissão de bancários no Itaú, Bradesco e Santander, preservando os empregos. Hoje são mais de 400 mil trabalhadores bancários no Brasil, sendo aproximadamente 300 mil em regime de home office,
Uma das principais preocupações no momento é relacionada à Caixa Econômica Federal. “Como o pagamento do auxílio emergencial está centralizado na Caixa, os funcionários estão mais expostos à contaminação e à jornada excessiva. A descentralização desse pagamento vem sendo reiteradamente solicitado pelas nossas entidades”, afirmou Gladir.
A diretora da Feeb-PR e secretária geral da UGT-PR, ,Iara Freire, defendeu o enfrentamento da dramática crise sanitária e econômica que atinge a classe trabalhadora, o qual deve ser construído por meio do diálogo, negociações sérias, tratados com a rapidez, a eficiência, a sensibilidade e a responsabilidade que merecem.
LOCKDOWN
A procuradora chefe do MPT-PR, Margarete Matos de Carvalho, falou da preocupação com o retorno ao trabalho. "Se fôssemos um Pais sério, deveríamos estar adotando um lockdown completo. Avalio que o trabalhador não deve ser obrigado a se expor. Os ambientes de trabalho se tornaram espaços de contaminação. Muitos empresários querem manter as atividades sem adotar as medidas de proteção dos trabalhadores", disse a procuradora.
ATUAÇÃO DO MOVIMENTO SINDICAL
O procurador do MPT-PR, Alberto Emiliano, coordenador do Fórum, destacou o papel da representação dos trabalhadores nesta crise sanitária mundial. “É um contexto de fragilização e é muito importante que as entidades sindicais atuem como protagonistas, estabelecendo o diálogo e buscando encontrar alternativas para minimizar os riscos, não só de contaminação e disseminação da doença, mas também para a proteção dos empregos, salários e garantindo uma melhor condição para todas as trabalhadoras e trabalhadores”, apontou ele.
Os dirigentes reforçaram a necessidade de se criar um protocolo para os trabalhadores e a responsabilização de empresários, prefeitos, governadores e do presidente da República por adotar uma política contra a exposição viral. (Fotos: Divulgação)
Procuradora chefe do MPT-PR, Margarete Matos de Carvalho
Procurador do MPT-PR, Alberto Emiliano
Gladir Basso durante a videoconferência do Fórum Estadual
Iara Freire, diretora da Feeb-PR e secretária geral da UGT-PR