Central de Atendimento: (41) 3224-5573 | (41) 3224-5525
7

Após operação da PF, novo ministro do Trabalho suspende processos de registro sindical

(Por Luci Ribeiro e Tânia Monteiro)

O novo ministro do Trabalho, Caio Vieira de Mello, suspendeu todos os procedimentos de análise
e as publicações relativas a processo de registro sindical na pasta pelo prazo de 90 dias. O ato,
um dos primeiros do advogado mineiro no cargo, está publicado no Diário Oficial da União (DOU)
desta quinta-feira (12). A medida não atinge processos que devem ser cumpridos por
determinação judicial.

Caio Vieira de Mello assumiu o comando do Trabalho na última terça, em substituição a Helton
Yomura, afastado do cargo na semana passada depois de ter sido alvo na 3ª fase da Operação
Registro Espúrio da Polícia Federal. A ação aprofunda investigações sobre suposta concessão
fraudulenta de registros sindicais no Ministério do Trabalho. Yomura representava o PTB no
governo.

No dia da posse, o novo ministro sinalizou que faria mudanças na pasta depois das investigações
realizadas pela PF. Questionado por jornalistas se poderia fazer uma "limpa" no ministério, Mello respondeu com outra pergunta: "A senhora não faria?". "O que for necessário, será feito", afirmou
ele, acrescentando que vai "fazer um exame apurado de todas as situações".

No mês passado, a Secretaria de Relações do Trabalho do ministério já havia determinado a
suspensão, pelo prazo de 90 dias, da emissão de mais de 180 certidões sindicais, também com o
objetivo de apurar possíveis irregularidades.

A Operação Registro Espúrio, que obrigou o Ministério do Trabalho a fazer esse pente-fino nos
processos, foi deflagrada no fim de maio. Além de Yomura, também são alvo da operação, em
diferentes fases, o ex-deputado e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, pivô do
escândalo do mensalão do PT, e os deputados Jovair Arantes (PTB), Paulinho da Força
(Solidariedade), Wilson Filho (PTB) e Nelson Marquezelli (PTB). A deputada Cristiane Brasil (PTBRJ),
filha de Jefferson, também é investigada na ação da PF. (Fonte: UOL)