Nubank recebe autorização condicional para operar como banco nos EUA
Operação nos EUA será liderada por Cristina Junqueira; Roberto Campos Neto presidirá conselho. Fintech aguarda licença completa para lançar serviços como conta de depósito e cartão de crédito - foto divulgação -
O Nubank anunciou nesta quinta-feira (29) que recebeu aprovação condicional de órgão dos Estados Unidos para operar como banco no país, segundo comunicado a imprensa.
A aprovação foi concedida pelo Office of the Comptroller of the Currency (OCC), afirmou a empresa, que aguarda uma licença completa para lançar serviços que incluem contas de depósito, cartões de crédito, financiamento e custódia digital de ativos.
A organização nos EUA será liderada pela cofundadora Cristina Junqueira, que se mudou para o país. Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, atuará como presidente do conselho de administração.
O Nubank afirmou que com a licença condicional vai buscar obtenção de aprovações necessárias da agência Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) e do Federal Reserve.
Durante essa fase, a empresa se concentrará em capitalizar totalmente a operação nos EUA em até 12 meses e em inaugurar o banco no país em até 18 meses, conforme exigido pelos órgãos reguladores.
"Essa aprovação não é apenas uma expansão de nossas operações; é uma oportunidade de comprovar nossa tese de que um modelo digital e centrado no cliente é o futuro dos serviços financeiros em todo o mundo", afirmou o presidente-executivo do Nubank, David Vélez, no comunicado.
"Embora continuemos totalmente focados em nossos principais mercados no Brasil, México e Colômbia, este passo nos permite construir a próxima geração de serviços bancários nos EUA", acrescentou.
Fundado em 2013 e com sede em São Paulo, o Nubank atende cerca de 127 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia. A subsidiária Nu México já recebeu autorização para se tornar um banco pela Comisión Nacional Bancaria y de Valores (CNBV) em abril passado.
O Nubank anunciou no final de setembro o pedido para operar como banco nacional nos EUA. (Fonte: Folha de SP)
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